sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Calabouço Fantasma

Fazia bastante tempo que eu não aparecia no Calabouço então foi uma surpresa encontrar tudo mais organizado e bonito, com direito até a mural de fotos!

Quando cheguei fui recebido pelo Cacá que estava testando um novo dispositivo suicida num dos supostos jogos do Leo Rossi. Falando em Leo Rossi ele finalmente deu as caras no Calabouço portando uma misteriosa bolsa vermelha nos ombros. Secretamente apostamos que o conteúdo da mala eram os seus jogos preferidos "Floresta Encantada I e II", Jogo da Vida do Bob Esponja e uma edição comemorativa dos 35 anos de Super Trunfo no Brasil. Logo em seguida chegou o Americano, que deu uma geral na minha mochila sem a minha permissão, já se preparando para o embate no Through the Ages com o Bouzada. Fiquei emocionado ao ver a reação entusiasmada do Americano quando o Cacá explodiu um Banco Imobiliário dos Simpsons (ninguém sabe o dono) com um dos seus brinquedinhos islâmicos.


Novo painel de fotos do Calabouço.

O Bouzada chegou sedento por um jogo que durasse no mínimo 8 horas. Menos tempo que isso já é considerado um "jogo fraco" por ele. O Fel chegou com uma mala de jogos para entregar aos seus fiéis clientes do RJ. Eu comprei um Leonardo da Vinci, mas quando comentei o preço que estava pagando (1200 reais – preço fora da tabela) quase lincharam o Fel por causa da nova
filosofia de preços justos, honestos e éticos para jogos de tabuleiro. Um deles, mas exaltado, disse que o Fel não podia agir assim, enganando um sujeito inocente e puro como o Cadu que nunca havia comprado jogos de tabuleiro antes. O bom foi que, para salvar a própria pele, o Fel concedeu um desconto bacana na casa dos dois dígitos, um brinde cativante, fez em 10x sem juros, e ainda convenceu a todos que a sua atitude mostrava que as acusações estavam
fundamentadas em argumentos subjetivos e portanto não eram válidas. Ufa!!!

Para amenizar o clima tenso por causa da questão insan..., quero dizer dos preços, começamos uma partida de Ghost Stories. Nela representamos um grupo de monges Taoístas (sei lá que jonça é essa) que estão defendendo a vila em que moram da invasão de fantasmas cruéis e anti-éticos. O problema é que matar fantasma com espada não é uma das melhores estratégias. Na vila existem alguns locais onde os monges podem receber ajuda para espantar os maus espíritos.


Os monjes taoístas se virando no Ghost Stories.

Nesse momento eu faço uma pausa para dizer que o Carlão estava do meu lado dando pitaco nas minhas jogadas. Retomando a narrativa posso dizer tranqüilamente que os fantasmas se divertiram bastante fazendo picadinho dos monges facas cegas. Para cada fantasma que conseguíamos eliminar (quando conseguíamos!), surgiam mais três piores. Tudo quanto era macumba para espantar os dito-cujos não funcionava. E não tinha Gasparzinho não!!! Eram só fantasmas de elite ou das forças especiais!!! Um deles trancava todos os seus "tokens" de ataque. Outro trancava um dado. Outro tirava a habilidade especial do monge, já outro jogava uma maldição que trazia mais fantasmas para o jogo ou diminuía o QI da galera. Nossos QIs foram diminuídos a um nível estapafúrdio, inimaginável... Tinha jogador, cujo QI já estava tão adulterado, que estava acusando em voz alta: "Tem fantasma anti-ético dando susto a um preço muito alto". No fundo, no fundo... tudo história de fantasmas. Inacreditável.

Perdemos o jogo no nível mais fácil depois que o chefão, que parecia o Shamou depois de umas doses de Tequila, chegou tocando o terror e enchendo a vila de assombração. Carlão tava eufórico do meu lado!!!

Depois dessa confusão toda o Artur chegou com os salgados e dentre as opções um cachorro-quente com salsicha transgênica. Fel fez declarações reveladoras, mas que não podemos contar neste horário. Bouzada tava pensando. Cacá mostrou como reage o Deputado Camilo Sujeira quando alguém resolve atacá-lo no Antike. Carlão não conseguia ser convidado para jogar. O Through the Ages estava bem no início ainda, quase pós-setup. Leo Rossi contou lindas histórias e emocionantes relatos de suas partidas de "Bosque Feliz" em reunião com a família. Bouzada
continuava pensando. Americano, enquanto Bouzada pensava, lia o best-seller "Marley, Chuck Norris e Eu". Shamou estava comprando card-game em algum lugar. Cadu comentava estar satisfeito ao perceber que nada mudou.


A nova arrumação das mesas.

O Leo Rossi, numa tentativa de convencer a galera que ele também joga jogo de macho, puxou um "Rum and Pirates". O Shamou ia gostar desse jogo... bebida com pirataria!!! Não pude participar porque a turma que destrói guarda-chuva já estava no portão e eu não queria chegar encharcado em casa.

Posso dizer que foi produtivo meu retorno ao Calabouço. Aprendi muito nesta reunião. Recebi uma tabela de preços praticados atualmente no comércio de jogos de tabuleiro, a qual fui estudando no caminho de casa para não ser mais ludibriado. Também fui estudando as traduções para o português dos termos lúdicos estrangeiros, pois esta "lei" ainda está em vigor. Quando eu estava saindo o Leo Rossi gritou da janela que piada repetida perde a graça, mas aacusação dele é fundamentada em termos... vocês sabem...

6 comentários:

Jose Augusto Moreira Junior disse...

vcs ai do RJ são engraçados. Apesar de isso ser baseado em argumentos equivocados.

Otima Joga..abraços

Fel disse...

na verdade, são exemplos subjetivos

Guilherme Rodrigues disse...

Ei, cadê a estante?

Cacá disse...

Fala Guilherme... a estante passou pro outro lado, e o Arthur ainda colocou uma outra onde ficaram os jogos nacionais, lá no album do Filckr tem uma foto atual...

Abrax

Fabio disse...

Vcs não acham que seria bacana se tivessemos um Fórum ? Bem que vocês poderiam criar um, acho que fica bem mais fácil pra conversar, discutir sobre jogos, postar imagens, e até pra vender os jogos...

savio disse...

caralhow, marley, chuck norris e eu foi hilario