sexta-feira, 30 de abril de 2010

Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!

Bom após três anos de existência chegou à data do ultimo Calabouço das Peças, e com muito orgulho venho me despedir, pois posso olhar para trás e ver tudo que foi conquistado ao longo desses anos; As amizades feitas, aos grandes momentos de descontração sendo um verdadeiro ponto de fuga da realidade do nosso país e pela expansão do hobby aqui no Rio de Janeiro que esta sendo conquistada não somente por mim mas por todos que ajudaram o Calabouço sendo um verdadeiro backbone (Peitola, Fel, Cacá, Cadu, Bouzada, Franklin, Shamou, Americano e Andre Boné), aos organizadores da Torre e do Castelo ambos nossos irmãos da peças.

Talvez muito não conheçam sua origem, bom, ele começou com uma partida de War II realizada em dezembro no seus vigésimo quarto dia do ano de 2006. Dados da Partida : Exercito Amarelo – Rady / Exercito Verde – Renato / Exercito Branco – Madruga / Exercito Azul – Danko : Vitoria do Exercito Amarelo ao Conquistar Europa a África e America do Sul.

Após essa partida ao tentar convocar a galera para a segunda guerra mundial eis que o Peitola vem com a seguinte frase “Vamos jogar essa merda não, vou trazer um jogo de verdade” e ele fez um Puerto Rico Home made para nos apresentar, jogo esquisito cheio de regras, porém muito além de qualquer coisa que já tínhamos conhecido, sendo essa nossa “pílula vermelha” para uma nova realidade.

Ontem foi uma jogatina bem agradável e com bom publico aqui no calabouço como em seus antigos dias de gloria. Contando com a presença de: Arthur / Americano / Rocco / Filipe / Philipe / Fel / Zé / Groo / Camilo / Marcelo / Paula / Bruno / Leo Rossi / Tari.

Bom no começo da noite fiquei jogando D&D minis com o Rocco para treinar para o nacional, durante a partida foi sendo arrumada a mesa para a partida épica de Runewars (Americano, Filipe, Phillipe e Camilo) que acabaria as 2:30 da manhã. Fel, Zé e Groo Chegaram e arrumaram uma mesa de Pony Expresss mais um daqueles jogos que só o Fel arruma sei lá deus aonde.

Durante esse tempo chegou o Marcelo e Paula, que ao perguntar se ia ter salgado e ser informado que não até pelo fato do “fim desenhar próximo”mas que tinha o telefone da pizzaria, achou que talvez fosse algum tipo de trote por ser novata. Devido a radio patroa ter levado o Fel embora (apesar que na verdade tenho certeza que foi um bando de amigos nerds dele chamando para uma partida de ps3), arrumamos uma mesa para 5 do In the Year of Dragon no qual apesar das demais lendas sobre mim, acabou tendo um resultado apertado comigo em primeiro, Groo em segundo, Zé em terceiro, Marcelo em quarto e Paula em Quinto. Nesse tempo Chegaram Bruno, Leo e Tari que foram jogar Dominion, ao termino fui jogar com uma partida de Goldbräu com a Paula e Marcelo e os outros foram jogar Attribute seguido por uma partida de SmallWord enquanto a partida de Runewars ainda rolava solta.

Pizza chegou durante as partidas e após muita insistência do LÉo que estava com nojinho de comer pizza cortada no canivete fui buscar um garfo e uma faca para cortar devidamente. Após o fim de todas partidas inclusive do Runewars, restaram no Calabouço somente 6 pessoas (Eu, Americano, Filipe, Bruno, Marcelo e Paula) que para não dividir a mesa, surgiu um WildLife em Frances com 3 manuais de regras bizarros impressos. Após relembrar as regras e explicar não necessariamente nessa ordem, deu inicio a partida onde alem de todos os elementos bizarros que ele sempre traz como os humanos perdendo a guerra para os mamutes, os crocodilos que vivem em qualquer lugar e atacam sorrateiramente escondidos nas dunas do deserto, os ursos milionários quase extintos após serem expulsos da floresta e tentarem viver no deserto e os mamutes descobridores da filosofia e das notas promissórias após a economia do trigo ser quebrada por organismos que ficaram maravilhados pelo sistema de cheque especial do jogo.

E para fechar a noite uma partida de Thunderstone (parente do Dominion só que com menos script) comigo, Americano, Filipe e bruno. Que acabou com Americano e Filipe empatado com 27 pontos, e com o critério de desempate do jogo na mão do bruno em ultimo com 15 pontos.
Bom para aqueles que freqüentam esse blog, ainda poderão encontrar report dos eventos e jogas que eu participar e dos outros autores do blog. Reviews dos jogos e muito mais, porém a maior joga brasileira semanal chega ao fim.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Last night...



Fala povo. Essa quinta é a última do Calabouço enquanto evento semanal aberto, depois disso como foi explicado pelo Arthur só esporadicamente e em combinações prévias.

Então taí a oportunidade para a despedida lúdica do lugar que por quase três anos foi o ponto de encontro semanal dos jogos de tabuleiro no Rio. Esperamos a galera para uma última jogatina.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Os Últimos Dias de Glória


Devido a minha falta de tempo e ao baixo publico que o Calabouço vem apresentando esse ano, ele deixara de ser um evento semanal a partir do mês que vem. Então quem quiser se despedir aproveite essas duas ultimas oportunidades.

E a taboca da Vovó?


Geral rindo pra caramba jogando Leréia.

Depois de duas semanas voltei ao Calabouço para uma joguinha e rolaram uns euros bacanas e umas improvisações hilariantes no final.

Para começar tivemos uma mesa de Dungeon Lords comigo, Fel, Americano e Zé. A partida foi bem boa com o Zé pancando os aventureiros sem pena no primeiro ano, e no segundo mesmo com a recuperação do Americano não foi o sufiente para tirar a vitória dele. Resultado Zé, Americano, Fel e eu.

Depois o Fel foi correndo pra casa (devia estar "apertado" ou algo assim) e enquanto a outra mesa (com Franklin, Renato e Arthur) jogava Goldbräu nós puxamos um Samurai.


Meu "dungeon" ainda no comecinho do Dungeon Lords.

Americano abriu com uma estratégia agressiva, enquanto eu tentava cercar as pecinhas para dar o bote, mas não deu certo para nenhum dos dois, com um jogo mais consistente o Zé alcançou uma maioria sozinho (enquanto as outras ficaram meio empatadas) e levou a partida.

Aí terminadas as mesas procuramos algum jogo pra 6 mas as prateleiras do Calabouço não ajudaram muito, então acabamos pegando o dicionário tosco e velhão que tem por lá para uma partida de Leréia.


A partidinha da outra mesa no Goldbräu.

Foi muito engraçado, as definições eram as mais elaboradas e na maioria dos casos ficava difícil decidir entre as opções qual poderia ser a verdadeira. Destaque para "taboca" que teve uma definição extra-jogo que vai pegar.

Ainda jogamos um Super Master bizarro só com as perguntas que foi se estendendo até as 3 da matina, e o Zé como tava afiado ganhou também nas duas partidas "farra" da noite.

sábado, 10 de abril de 2010

Há amigos mais chegados que um irmão

Todas as resenhas de jogos que escrevi até hoje no blog do Calabouço tem uma tendência para o humor. A vida é muito agitada e corrida, porque não rir um pouco pra descontrair? Eu levo os jogos de tabuleiro bem a sério e jogo sempre pra ganhar, mas quando falo deles procuro enfatizar mais as pessoas, o que elas tem a oferecer, o que elas são, como jogam, como se comportam. Sempre há coisas engraçadas para dizer. Muitos já devem estar cansados das piadas repetidas e personagens carimbados, tais como: Islâmico Cacá ou Cacássone, Deputado Camilo Sujeira, Fel Mosca Morta Dissimulada e Sugestiva, Major Bouzada Ronca e Fuça, Carlão “Vândalo do Portão”, Arthur e suas experiências culinárias, Victor Zavandor, Rodrigo “Desaparecido” Ramos, Rogério Edition, Shamou e suas peripécias a caminho do Calabouço, Antônio Marcelo e seus gatos amestrados, Mayapur e suas meditações religiosas durante as partidas, Leo “Floresta Encantada” Rossi e vários outros.

Mas o que dizer do lado humano das pessoas? Como agradecê-las pela amizade e carinho? Quem são os seus amigos?

O que aconteceu no Rio de Janeiro em abril de 2010 não foi nada engraçado. Não foi feliz para ninguém. Então por que motivo escrever uma resenha? Onde estão os jogos e as pessoas aqui?

Como a maioria já sabe a chuva destruiu a minha casa e os meus bens. Isso aconteceu com várias pessoas no Rio de Janeiro, sendo que muitas delas perderam também parentes, o que, agradeço a Deus, não ocorreu comigo.

No entanto, no meio da destruição e daquela sensação ruim de perder a sua casa, eis que ganho o maior de todos os presentes: os gestos de humanidade e amizade que me pareciam tão perdidos e esquecidos. Não esperava menos de nenhum dos amigos do Calabouço, Castelo e afins, mas confesso que fiquei sensibilizado. Então em lugar de escrever algo para rir porque não escrever algo para agradecer? Não vou mencionar o nome de cada um pois posso cair na cilada de esquecer alguém, o que seria injusto. Então AGRADEÇO DE CORAÇÃO aos amigos brasileiros, portugueses e dos demais países que ajudaram, contribuíram e deram muito de si mesmos. Esse é o maior bem, o gesto de amizade e carinho. Isso não tem preço, não há quem tire, não tem catástrofe natural que leve.

Falando sobre o ocorrido, durante a noite, fugindo da inundação, a sensação foi de terror. Ao amanhecer e ser resgatado por um barco de voluntários eu estava meio atordoado, sem saber exatamente o que fazer. Minha esposa é forte e não se abala fácil, com o Eric no colo e uma bolsa de roupas ela não demonstra fraqueza, algo admirável. Um rapaz chamado Wallace nos deu carona até o nosso destino, sem pedir nada e sem nos conhecer.

No dia seguinte voltei ao local e tirei grande parte das fotos que disponibilizei no link http://www.4shared.com/dir/36085801/1393f895/Enchente_Abril_2010.html.

Dos jogos destruídos conta-se: Descent, Agrícola, In the Year of the Dragon, Catan dentre outros. Mas o mais espantoso foi o caso do “Space Hulk”. Este jogo estava numa gaveta que foi coberta pela água. No dia seguinte a tampa e a caixa estavam encharcadas, mas o jogo encontrava-se intacto e com as peças completamente secas. A qualidade do material da “Games WorkShop” é tanta que o jogo sobreviveu a uma enchente. Por outro lado, o “Jogo dos Conquistadores” se desmanchou por completo. A “Estrela” deve estar orgulhosa da qualidade de seus jogos.

Lama por todos os cantos, destruição e uma certeza: a vida continua, não há porque lamentar. Tudo isso é uma oportunidade de aprender, de renovar esperança, de saber que Deus não tira nada de ninguém.

Uma vez ouvi um sermão que contava a história de um casal que teve sua casa incendiada. Nos escombros, desolados, removiam as cinzas. A esposa, num mixto de lágrimas e sorrisos, diz ao marido que encontrou um álbum de fotos que não havia sido destruído por completo. Eles se abraçam, estão felizes. Ali está a história de suas vidas, os amigos, os momentos...

Quando estava na sala, com água pela cintura, vi meu álbum de fotos e fui compelido a levá-lo. Não me arrependo agora. Ali estão alguns dos seres humanos mais extraordinários que conheço... os amigos.

Há amigos mais chegados que um irmão.

Abraços,

Cadu.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Calabouço de páscoa sem hora pra acabar!!!



Fala povo, esta quinta é véspera de feriado, isso quer dizer que o Calabouço pode ir até beeeeeem tarde. Como vocês podem ter lido novidades na ludoteca, como o Thunderstone e o A Touch of Evil do Arthur e o Samurai do Franklin tem andado em alta, mas muita coisa boa deve aparecer nessa quinta.

Não percam, quem sabe rola um chocolate para comemorar a páscoa? =D

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quorum "gamer" em noite vazia e Brass bizarro.

Ontem rolou um Calabouço atípico. Quando cheguei estavam Fel, Zé e Arthur jogando uma partida de Thunderstone vencida com facilidade pelo Arthur.

Depois uma das grandes "descobertas" atuais, rolou um Samurai com os quatro. A partida foi bem interessante e cheia das cubreadas inteligentes que o jogo proporciona.


O cerco as figuras do Samurai.

No final Zé ganhou com o Fel em segundo e eu em terceiro, o Arthur não conseguiu nenhuma das maiorias e ficou de fora da disputa final.

Com a saída do Fel resolvemos jogar um joguinho "pesado" e a escolha foi o Brass.

Depois de uma lida rápida para relembrar as regras começamos a jogar. Partida rápida, nego jogando em rítmos frenético e todo mundo com grana sobrando (o que tava bem estranho), final da Era dos canais eu era líder com 22 pontos (????).


Estragamos o que seria uma excelente partida de Brass.

Quase terminando a Era das ferrovias percebemos que tinha alguma coisa MUITO errada, pois sobrava muito dinheiro e faltava peças no tabuleiro, foi quando nos demos conta que estávamos fazendo apenas UMA jogada de carta por rodada ao invés de duas. Bem, o jogo ficou bem rápido, mas ficou uma merda, desistimos antes do final.

Então para terminar a noite um A Touch of Evil, nova aquisição da ludoteca e que dessa vez foi mais divertido que na primeira vez que tentamos ele no Calabouço.


A Touch of Evil - Cadê o vampiro?.

Na hora de pancar o monstro da vez (o vampiro) eu tentei 3 vezes e sempre fui sacaneado pelo Arthur, depois o Zé tentou também sem sucesso (dessa vez sacaneado pelos dados), aí ficou fácil pro Arthur que não teve muitas dificuldades para matar o bicho.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Viagem ao mundo pelos tabuleiros.

Ontem foi dia de visitar vários paises durante a joga. Quando cheguei no Calabouço só estava o Arthur então puxei logo um Shanghein. Joguinho leve para duas pessoas onde somos capitães recrutando piratas na taverna.

Rola-se dados, escolhemos a tripulação e no final contamos a pontuação. Divertido, rapidinho e despretensioso, jogarei outras vezes. Nessa partida empatamos.


A taverna do Shanghein, redesenhada pelo povo do BGG.

Com a chegada do Filipe nos mantivemos no oriente e puxamos um Samurai, jogo da qual eu sempre tive muita curiosidade para conhecer.

Joguinho de colocação de tiles e set-collection, onde usamos as nossas peças para medir forças e conseguir a maioria entre pelo menos um dos três tipos de peças para ficar apto a vencer a partida, caso consiga em duas das três vence automaticamente. Foi esse o caso, aliás o Arthur conseguiu a maioria nas três peças, uma lavada.


As peças esperando para serem disputadas no Samurai.

Ainda com a mesma mesa fomos para "território europeu" onde rolou um Domaine. Dessa vez a partida foi mais disputada que a da semana passada, e por um descuido danado acabei deixando o caminho livre para a vitória do Filipe, comigo em segundo e o Arthur em terceiro.

Para fechar a noite ficamos pela europa mesmo, só voltamos um pouco mais na história e tivemos uma partida muito boa de Colosseum.


Roma e seus coliseus cheios de atrações.

Nesse jogo somos donos de arenas da Roma antiga e temos que fazer os melhores espetáculos para atrair o máximo de público possível e assim ganhar muitos pontos de vitória.

Tava todo mundo até bem parelho até a quarta rodada quando o Arthur deu uma disparada sinistra, e por conta de um esquecimento de regra, toda a minha rodada foi para o lixo. No final Arthur em primeiro, Americano em segundo, Renato em terceiro, Filipe em quarto e eu bem atrás em último.