sábado, 9 de agosto de 2008

No Livro de ....

Na semana anterior, do dia 31 de julho, este intrépido repórter, foi ser surrado numa partida de TI3 com o Bouzada, a lenda viva do TI e foi surrado, fora do Calabouço. Muito MACHO, eu e Vitor ainda fomos para o Calabouço depois, quase 3 da manhã. Jogamos uma partida de Stone Age, eu, Arthur, Nobre e Victor. Acabou que eu ganhei com sets+food enquanto minha população continuava arrancando ouro com as mãos.. Rolou ainda duas partidas de Race for the Galaxy, com destaque para o que eu sempre disse: Novelty quando encaixa, é ruim de parar! Peguei o Free Trade Association, Consumer Markets e pra piorar o que dá 1 vp pra cada 3 chips. É uma estratégia muito sólida e se deixar o Produce/Consume 2x rolar, nem Vossa Majestade Victor Zavandor-Maratonista das Galáxias consegue ganhar. Acabei ganhando com 81 pontos! A 2a partida, foi mais disputada mas depois de ler o livro do Victor "Como ganhar no Race for the Galaxy Jogando com 2, 3 ou 4 jogadores", acabei utilizando uma estratégia da página 28 do livro com sucesso e ganhei.


Ainda rolaram duas partidas de Galaxy Trucker, eu, Arthur-Rush e Victor dono da nave Vulnerável I e Rubinho Barrichelo I. Eu acabei dando bastante sorte nas cartas, aliada a sequência infindável de partidas que joguei nas últimas semanas e acabei ganhando as partidas.


Para fechar a manhã (o Arthur sempre convencia a gente a jogar mais uma partida) e isso se esticou até 11 da manhã, jogamos uma partida de Stone Age em menos de 45 MINUTOS! E o Arthur, que pensa muito mais rápido que a gente, ganhou, com sobras.


E se dependesse do Arthur, ainda rolaria um Through the Ages depois....

Essa semana, 7 de agosto, choveu, galera voltou para a faculdade e acabou sendo um dia mais tímido. Quando eu cheguei, estava rolando uma partida de Kingdoms, jogo que eu gosto pela relação custo-benefício. Em seguida, montamos uma partida do Hart an der Grenze, vulgo "Fronteira Original" com o Fillipe, André Boné, Carol e Carlos. Eu, Arthur, André Amiúne e Bouzada, decidimos jogar Puerto Rico. Eu , que não jogava há muito tempo, fiquei apaixonado, agora que eu tenho uma visão um pouco mais "gamer" do processo, entendo o porquê de ser o jogo nº1 do BGG. E sim, ele é MUITO melhor que Thurn & Taxis :)

Enquanto isso, no Puerto Rico, os COLONOS (não, não são escravos e o COLONIST SHIP NÃO é o Navio Negreiro. Afinal, essa região da América Central era completamente desprovida de escravos e todas as pessoas ali já estavam no patamar de desenvolvimento europeu.

Com o final do Fronteira Original com a vitória acachapante do Carlos, que diz que nunca entende nada e sempre ganha (Quem não lembra da lendária vitória do Power Grid?), rolou ainda uma partida de Escalation, agora com o reforço do Zé, do Cacá e do irmão do outro Felipe, que não veio. Ainda rolou uma partida de Rá , com uma vitória do Cacá, a lenda arábe-terrorista dos Board Games. Por falar em Cacá, acabada a partida do Rá (com rima) , ele foi jogar Memoir 44' com o Zé e o Fillipe, mito do Galaxy Trucker, foi montar uma learning session.

Enquanto isso, no Puerto Rico, o Bouzada, com 2 mil partidas, dava uma palestra sobre o uso do Captain e um apêndice do livro que ele escreveu "O que eu aprendi sobre PR 2 mil partidas depois".

No Memoir, o Cacá adotou táticas de guerrilha adquiridas no Afeganistão para assegurar a vitória sobre o Zé. O Puerto Rico acabou com uma vitória, com sobras, do Bouzada e eu com 30 e poucos pontos, em uma atuação pífia.

Montamos uma partida de Zavandor, em seguida, já que, SEMPRE que o Vitor ZAVANDOR não estiver no Calabouço, jogar The Scepter of The Zavandor é quase uma obrigação. Jogamos eu, Arthur, André Amiúne e Bouzada, a lenda viva do Zavandor ao lado do Zavandor. E para piorar, ele caiu de Witch. E na página 35 do livro que ele foi co-autor ao lado do Vitor, no Capítulo "Como jogar com a Witch", Bouzada afirma que jogar de Rubi é o caminho das pedras. O Arthur, como sempre, jogou com esmeraldas, o André Amiúne, que não conhecia o jogo, acabou indo para Rubi, jogando de Mago e sofreu por isso. Eu, que tava de Fada, joguei de Safira, aproveitando o boom inicial pra montar uma boa base. Peguei dois Cristal of Protection, Entrei na track do Elfo cedo, ganhando +10 de pó magico, um belt, +2 slots de gemas e uma Máscara. Acabei pegando a sentinela da Opala cedo, depois do Bouzada pegar a sentinela do Rubi antes que o André pudesse competir. O Arthur pegou duas sentinelas, uma delas a de esmeralda, eu peguei a de Safira e o André a da Coruja. Como o Vitor tinha me ensinado, eu troquei Safira por Opala, na base 1 pra 1 e acabei ganhando , de forma inédita e inacreditável, do Bouzada.

O Cacá, ainda jogou uma partida de Race, learning session contra o Zé e uma de UWO e confirmando a tradição do Oriente Médio em jogos de tabuleiro belicosos, acabou vencendo.

Ontem, dia 8, rolou uma jogatina lá em Botafogo, com o Rodrigo. E como é de praxe, foi excelente! Começamos com o Stone Age. Eu , cada vez mais, sou fã do jogo. E como tinha jogado uma partidinhas no BSW, fui testar a tão controversa estratégia do Starvation. Algumas considerações importantes: Ela só funciona com 3 jogadores , se os outros forem newbies. Com 4 jogadores, você tem que pegar o shaman e/ou 3x, 2x Cabana. Perder 10 pontos por turno é complicado. Eu ia pra Tools, mas o Warny , à minha esquerda, adora uma ferramenta e como eu respeito as opções sexuais de todo mundo, preferi optar por deixar o Warny pegar na ferramenta na Idade da Pedra e fui pro Motel. Como o Warny é celibatário e não vai no Motel nem por decreto, acabou sendo uma boa ir pra Starvation. O Rodrigo foi pro set de cartas e o Victor foi pra food/set. Acabei ganhando, com uma pequena vantagem pro Warny, 178 a 170, aproximadamente, provando que povo que se alimenta de madeira também pode ganhar.

Depois do Stone Age, rolou um Race for the Galaxy e o Victor, que não perde jogando com 4 jogadores, conseguiu encaixar uma estratégia do Novelty e quando o Victor faz Novelty, a gente só assiste. Ainda tentei esboçar uma reação jogando de Alien/Develop , Rodrigo foi de Rebelde e o Warny, bem o Warny, que estava a duas semanas sem jogar, ficou no meio do caminho e morreu na praia. Como era de se esperar, o Victor ganhou.

Depois do Race, finalmente, em um momento único, consegui jogar o Power Grid. E achei o jogo fantástico. Adoro jogo econômico. E estou, até agora, pensando onde está o Caos citado na BG-BR. Jogamos com o mapa da Europa Central e Deck de usinas da expansão. Foi muito divertido, com o Warny inflacionando o mercado e eu, adotando uma nova tendência globalizada, fui para o desenvolvimento sustentável com indústrias limpas na minha cidade dos tornados, cujos moinhos de vento serão adotados na Holanda, já que só um deles iluminava 5 cidades. Muito temático, como era de se esperar em um Eurogame alemão. Vitória do Victor, com uma inesperada aparição da carta de Step 3 e ele dando trigger no final do jogo mais cedo do que o esperado. Victor deu power em 14 cidades só usando lixo atômico da Usina de Springfield, Warny, profissional do Power Grid e matemático, perdeu , iluminando 13 e fazendo uma network de 19 cidades só de birra. Eu acabei iluminando 12 cidades e o Rodrigo, que não esperava o fim tão súbito do jogo, 11 cidades.

Jogamos, então, Alhambra! Um jogo bem light, com uma dose alta de sorte e razoavelmente divertido. Como conversamos, o jogo não é ruim, no entanto, leva um pouco mais de uma hora e com esse tempo, segundo o Warny, podemos jogar duas partidas de Race, segundo o Victor, uma de Stone Age e segundo o Arthur, acrescenta mais 7 horas e joga logo Through the Ages. Vitória do Warny, superando, inclusive o Rodrigo, profissional na construção dos palácios.

Para fechar a noite com chave de ouro, Puerto Rico. Como na noite anterior, tinha jogado com a enciclopédia e vendo a teoria do livro de Bouzada ser colocado em prática, fomos jogar. Fiquei sozinho no café o que me deu uma boa vantagem tanto no trade quanto na hora de trancar navios no Captain. Peguei uns markets, Lighthouse e acabei com bastante grana, conseguindo dois prédios grandes, a City Hall e a Fortress. O Warny fez estratégia do milho, o Rodrigo pegou um small wharf e o Victor produzia de tudo um pouco, fazendo bastante ponto em chip. Tanto o Warny quanto o Vitor fizeram muitos pontos de chip, no entanto, não fizeram tanta grana e o Rodrigo, numa atitude de pura cubriagem roubou a Estátua do Vitor. Acabei ganhando com 58 pontos, Warny fez 52, Vitor 50 e Rodrigo 47, placar apertado e eu , acabei vencendo, pela primeira vez, o Puerto Rico.

Glossário: "No livro de.." quer dizer a estratégia que a pessoa costuma fazer jogando determinado jogos. O Bouzada vai jogar de Rubi se pegar a Witch, o Victor vai tentar fazer Novelty no Race e o Warny , Mineração. O Americano vai pegar o Napoleão no Through the Ages, o Carlos vai falar que não tá entendendo nada e ganhar mesmo assim, o Arthur vai rushar e provocar o Caos e o André Boné vai ganhar todos os leilões, não importa como.

Uma boa temporada de jogos e até semana que vem, que promete com a chegada de novos jogos por aí!

12 comentários:

Victor disse...

Hilário, André :). Só faltou dizer o SEU apelido: André "mosca morta dissimulada" Felipe, que sempre diz que está perdendo e não acredita que tem chances de ganhar. Quando confrontado com sua vitória acachapante, finge-se de surpreso e sai de fininho comemorando silenciosamente mais uma vitória da "mosca morta" :-D

Ah, só uma pequena correção: o mapa de Power Grid que jogamos foi o de Benelux; o da Europa Central era o do outro lado do tabuleiro ;)

Cadu disse...

hahahhahhahahha... Maneiro!!!
Comentários:
- A comparação do Puerto Rico com o Thurn and Taxis só vale pelo autor. E o Thurn and Taxis é um bom jogo sim.
- Sobre o Power Grid, depois da sensacional (lendária) vitória do Carlos eu coloquei ele para vender ou trocar.
- Concordo com os comentários do Vitor sobre o André Mosca Morta Dissimulada e Cínica Felipe.
- Detesto jogar com quem faz cubriagem só para tirar a vitória, ou atrapalhar, o jogo de um adversário. Isto é anti-esportivo (existe isto em boardgame? Jogo de tabuleiro é um esporte?)
- Com o Eixo do Mal (Vitor, Warny e André Felipe) reunido fica difícil para os adversários...
- O Bouzada só não faz parte do Eixo do Mal porque nos dias de reunião ele está recuperando HP em sua cripta...
- O Cacá está se especializando em jogos de guerra, o que tradicionalmente tem tudo a ver com sua conduta suicida...

Valeu André... Muito bom report. E cada vez caindo mais para o lado engraçado da coisa.

[]s,

Cadu.

Victor disse...

Salve Cadu, grande nêmese ardiloso, pífio e miserável :-D

Considero Thrun & Taxis razoavelmente divertido, mas parafraseando o BG-BR, prefiro jogar 10 partidas de Puerto Rico a uma de T&T

Guilherme Rodrigues disse...

Cara, eu acho a Corrida de Ferro De Passar do Cadu infinitamente melhor que o T&T. A única vez que eu joguei eu quase dormi. Só não parei o jogo no meio porquê não é tão ruim como Lost: TBG.

Correção que eu ja fiz pra você mesmo, acho, André Felipe. Foram usados escravos em Porto Rico SIM! No início da colonização eram escravos nativos(índios Tainós), mas com a revolta e subsequente quase-extermínio, começaram a importar os "colonos".

Mas muito bom. Desteque ao Zavandor SEM ZAVANDOR!

Cacá disse...

Muito boa resenha, quase pensei que era uma autêntica "by Cadu"..

Eu realmente gosto de jogos de porrada e o Memoir é um que eu tô gostando cada vez mais...

Do dia que eu fui o meu destaque vai pro UWO, joguinho BEEEEEM bacana...

Semana que vem vou levar o Colosseum e o Vikings para estrear.... espero companhia... =)

Abraços...

Rodrigo Gonzalez disse...

Não acho que eu tenha feito cubriagem no Puerto Rico. Só não quis ficar sem o predio grande. Afinal aquele era o ultimo. Abraço a todos.

Rodrigo Gonzalez disse...

Parabéns pela resenha, elas são sempre bem divertidas. abraços

Victor disse...

Relaxa,Rodrigo, não foi cubriagem, afinal o prédio era bom pra ti. Mas é claro que não reclamaria se deixasse ele passar :)

No próximo calabouço se tudo der certo eu trago o Princes of Florence, devido á insistência lívida do Guilherme (desculpe, Guilherme, o Agricola ainda não chegou :D )

Fel disse...

Guilherme, prometo que dá próxima vez que eu fizer uma ironia, eu coloco do lado que fui irônico para não deixar dúvidas.

Victor, Eu normalmente ganho jogos na sorte e não conto pontos previamente, então, não tem nada de dissimulado!

Cadu, também não desgosto do T&T mas acho o PR muito superior. E a cubriagem do Rodrigo foi só um "vamos botar pilha", era , sem dúvida a melhor jogada pra ele.

Cacá, estarei na mesa do Colosseum e na do Vikings se vc lembrar a regra. o UWO é ótimo mesmo.

Rodrigo, eu sei que não foi cubriagem , mas é que toda jogada que atrapalha outro jogador, a gente tem que pilhar hehe

Cadu disse...

Ah... bom... sobre a cubriagem está esclarecido. O Gonzalez é um camarada acima de qualquer suspeita.
Na verdade eu pensei em outro "Rodrigo"... um que só tem RPG na cabeça e gosta deste tipo de cubriagem.
Agora, perceberam que até para responder que não é dissimulado o Fel se faz de mosca morta?

[]s,

Cadu

Rodrigo Gonzalez disse...

Fala Cadu, valeu pelas palavras. Agora que o Felipe aprendeu a jogar o PG temos que joga-lo com o Carlos na mesa. :)

abs

Fillipe disse...

Ei! Quem ganhou o RA fui eu! :)