sábado, 16 de agosto de 2008

Máquina do Tempo

Mais uma 5a feira no Calabouço, dessa vez com a presença ilustre do Rogério, explicador oficial de regras aqui no RJ e conhecido por sua precisão na hora de explicar um jogo. Além dele, Rodrigo González, jogador profissional de Notre Dame e 01 do BSW e o Guilherme Pendraeg que voltou depois de muito tempo costurando no Dophus e hoje é um estilista famoso no mundo virtual (Boa parte da comunidade lúdica carioca está aderindo à pederastia).
A casa encheu rápido. Bouzada, Americano, André Amiúne e Arthur começaram uma partida de Stone Age enquanto eu, Guilherme, Vitor e Warny jogamos Galactic Emperor. Lá embaixo, Rogério, Filipe, Carlos, González Notre Dame e André Boné, começaram o que seria mais tarde o Twilight Cuba.



No Stone Age, eu só ouvia o pessoal dizendo que queria uma comida. No Cuba, a estratégia da água não venceu. E o Galactic Emperor, provou ser um jogo despretensioso e divertido. Acho que para os fãs do Ameritrash é um prato cheio. A learning session demorou quase 3h, mas tenho certeza que com jogadores menos bouzadores (leia-se Warny e em menor escala o Wyktor) o tempo de partida possa chegar a 1h30 (com 4 jogadores). A porrada é inevitável e a negociação também. Jogamos sem negociação pq a galera é Euro e odeia player interaction abusiva. Mas realmente, negociar é preciso. E não dá pra fazer Castelinho de Areia. A quantidade de naves é limitada e só através da porrada você consegue os pontos de vitória e os impérios para vencer.
O Guilherme era o pirata espacial e ficou roubando metal da galera. O Warny fez uma jogada no início do jogo contra o Victor, estilo Universidade Carolina e , adotando a filosofia Cadu de jogar, acabou rolando uma guerra fria entre os dois. Enquanto isso, eu fui montando a Invencível Armada com soundtrack de Star Wars e o Império Contra-Ataca. A guerra com o Warny acabou enfraquecendo o Victor que foi encurralado no mapa mas foi usando da sua influência política para me afastar do mapa. (O role do Regente é bom pra kct). No final das contas, acabei ganhando com 40 e poucos pontos, um pouco a mais que o Guilherme. O jogo acabou por vps. A qualidade dos componentes e o tamanho do tabuleiro levou a galera a apelidar o jogo, carinhosamente de TI de pobre. E é por aí. Eu, que levanto a bandeira do Euro, fiquei satisfeito com o jogo. E jogaria de novo, com negociação dessa vez. Acho que se a Fantasy Flight fizesse uma 2a edição ia ser um jogaço :P


Em seguida, jogamos Stone Age. Eu, Wyktor e Warny. O Through the Ages começou com Nobre , Arthur, Americano e Bouzada. E algo histórico aconteceu. Bouzada negligenciou o Michelangelo em prol do Barbarrossa. Logicamente, ele pegou o Shakespeare mais tarde e começou a apontar o dedo podre para a galera , dizendo que o Arthur ou o Americano ia ganhar, dando a si próprio 50% de chance de vencer.



O Stone Age continua sendo um jogo muito bem cotado pela galera daqui. E discordo dos que dizem que tem pouca rejogabilidade. Além de ter muitas variáveis, novas tendências homossexuais pré-históricas vão sendo descobertas como o Wykthor usando ferramenta, de 4, nas cabanas. Com ambiguidade. E como eu disse no report passado. Respeito as tendências homossexuais A.C de todo mundo. Logo no início do jogo, consegui juntar 4x shaman. O Wykthor foi para as ferramentas dentro da cabana e o Warny que largou a vida de padre pederasta celibatário, entrou na Love Hut e ficou tomando comida todo turno, sempre seguido da fatídica pergunta "Quantas comidas você quer?". Sendo que, em momento de revelação, ele tomou uma atitude muito bonita e revelou. Quero comida, SIM. Acho legal quando as pessoas assumem sua pederastia sem medo de preconceito. No meio do jogo, apareceram três símbolos diferentes. Dando sopa, peguei os três. Como eu estava com 4x shaman e 8 cubras, acabei seguindo os símbolos e as cabanas dando uma pontuação de 219 pra mim , ao final do jogo, contra 190 e uns quebrados do Wykthor , cujas pinturas rupestres dele entretendo-se com as ferramentas puderam ser vistas ao final do jogo, quando era mais de meia-noite e era possível jogar board games para maiores de 18 anos. Foi uma boa partida, apesar de eu, inexplicavelmente ter vencido o professor, tutor e autoridade do jogo , que já foi reconhecido até na Ilha do Tabuleiro, o lugar onde as pessoas compram jogos por preços super baixos.



Enquanto isso, lá embaixo, Rodrigo, covardemente, faz uma learning session de Notre Dame e termina com mais pontos que todos os outros jogadores somados, elevado ao quadrado e duplicado novamente.
Rolaram umas partidas de Kingdoms também, já que o Rodrigo-RPG é viciado mas perdeu para o Daniel, que nunca tinha jogado.
No San Juan, o Rodrigo ganhou do Guilherme com 4 jogadores e o mesmo teve que surrá-lo em uma partida para 2 jogadores e, posteriormente, no Confrontation, com uma regra que ele só explicou na hora de vencer.
O Franklin chegou, Warny foi embora e montamos um jogo de Galaxy Trucker que eu, confesso, estou um pouco enjoado. Foi uma partida legal, com muito meteoro, eu construíndo a Rubinho I, II e III. Enquanto o Victor fazia verdadeiros tanques de guerra intergalácticos que em nada lembravam um cargueiro espacial. Jogamos sem as cartas de expansão , pois o Cacá, para variar, furou. Ou melhor, trocou o Calabouço por uma outra jogatina e foi declarado persona non-grata pelos frequentadores da casa. O Victor acabou vencendo e mostrando o porquê de ser considerado uma lenda da ficção científica.



Enquanto isso , no Through the Ages, Americano , inexplicavelmente, não conseguia adotar uma postura militar, até fazer outra revolução camponesa, mandando seus fazendeiros juntarem-se às forças aéreas no melhor estilo Independence Day seguindo a temática estadunidense e "Beatdown, Mané" que cerceia os jogos que o Americano participa.


Com a partida do Franklin e do González, eu e Victor, fomos jogar Race for the Galaxy , só para variar. Eu, fui aprender mais, pois sempre há algo de novo para se aprender com Vossa Majestade maratonista das galáxias. Acabei ganhando duas partidas, um com novelty/militar e a outra com novelty. Eu tô meio de saco cheio de good azul, mas vem na mão. É chato. Depois , o Victor deu uma aula de exploração mineral, já que é médico do trabalho da Vale do Rio Doce e teve uma vitória acachapante com goods marrons. É como diz a lenda: Victor com Mining League, a gente tenta não perder de muito.


Foi bonito ver a casa cheia de novo, galera jogando e fazer a estréia do Galactic Emperor. Semana que vem tem Wealth of Nations e Princes of Florence ;)

Até lá:

*Nota do Autor: O Ministério Lúdico adverte: Não misture Vodka Kamaroff, board games e escadarias de alta periculosidade. Cecília vulgo player roxo , também conhecida por sua compulsão por falar, outrora narradora de corridas de jóquei, 100 metros rasos ou 50 metros livres, protagonizou cenas antológicas na história do Calabouço como dormir ao lado da piscina e uma queda que foi imortalizada em fotografia. Além é claro, de quase derramar Vodka no Kingdoms e sempre falar que a bebida "tá fraquinha". Americano, outro grande apreciador de Kamaroff, não conseguia ficar sentado por mais de cinco minutos enquanto jogava Through the Ages para deleite do Bouzada.

Glossário: Twilight qualquer-jogo. Quando um jogo demora 3 ou 4x mais do que o escrito na caixa ou o que costuma demora, vira Twilight Cuba, Twilight Kingsburg e por aí vai...

"Filosofia Cadu de Jogar": Sempre que algum jogador fizer alguma jogada muito agressiva contra você, abandone seu plano de jogo e faça tudo para que ele seja eliminado, destroçado do jogo, de forma pífia e miserável.

"Jogada Universidade Carolina": Em um jogo de Through the Ages, que demorou 10h, O Victor fez uma jogada contra o dono da casa e anfitrião, Cadu que o tirou completamente do jogo, com apenas 1h de jogo para ganhar 3 pontos de vitória. (Dos 200 que ele fez). Destruindo a Universidade Carolina , fonte de ciência, essencial ao desenvolvimento do jogo e núcleo do plano de jogo do Cadu. Isso fez com que o Cadu NUNCA mais conseguisse se reerguer além de gerar o total espanto, incredulidade e cara de babaca deste reportér que vos fala. Depois disso, toda jogada muito destrutiva contra outro jogador é acompanhada da frase "Caramba, pior que destruir a Universidade Carolina". É claro que é irônico, pois nunca uma jogada será tão destrutiva quanto destruir a Universidade Carolina do anfitrião, camarada e parceiro de jogo, Cadu.

"Beatdown, Mané": Filosofia de jogo na qual você não está interessado em ganhar. Somente em:

1) Irritar o Cadu
2) Evoluir militarmente, não importa como nem porque.
3) Irritar mais ainda o Cadu
4) Ganhar inexplicavelmente no Through the Ages do Bouzada, a lenda viva do jogo.
5) Deixar o Cadu puto da vida e declarar que nunca mais jogaria com o Americano

sábado, 9 de agosto de 2008

No Livro de ....

Na semana anterior, do dia 31 de julho, este intrépido repórter, foi ser surrado numa partida de TI3 com o Bouzada, a lenda viva do TI e foi surrado, fora do Calabouço. Muito MACHO, eu e Vitor ainda fomos para o Calabouço depois, quase 3 da manhã. Jogamos uma partida de Stone Age, eu, Arthur, Nobre e Victor. Acabou que eu ganhei com sets+food enquanto minha população continuava arrancando ouro com as mãos.. Rolou ainda duas partidas de Race for the Galaxy, com destaque para o que eu sempre disse: Novelty quando encaixa, é ruim de parar! Peguei o Free Trade Association, Consumer Markets e pra piorar o que dá 1 vp pra cada 3 chips. É uma estratégia muito sólida e se deixar o Produce/Consume 2x rolar, nem Vossa Majestade Victor Zavandor-Maratonista das Galáxias consegue ganhar. Acabei ganhando com 81 pontos! A 2a partida, foi mais disputada mas depois de ler o livro do Victor "Como ganhar no Race for the Galaxy Jogando com 2, 3 ou 4 jogadores", acabei utilizando uma estratégia da página 28 do livro com sucesso e ganhei.


Ainda rolaram duas partidas de Galaxy Trucker, eu, Arthur-Rush e Victor dono da nave Vulnerável I e Rubinho Barrichelo I. Eu acabei dando bastante sorte nas cartas, aliada a sequência infindável de partidas que joguei nas últimas semanas e acabei ganhando as partidas.


Para fechar a manhã (o Arthur sempre convencia a gente a jogar mais uma partida) e isso se esticou até 11 da manhã, jogamos uma partida de Stone Age em menos de 45 MINUTOS! E o Arthur, que pensa muito mais rápido que a gente, ganhou, com sobras.


E se dependesse do Arthur, ainda rolaria um Through the Ages depois....

Essa semana, 7 de agosto, choveu, galera voltou para a faculdade e acabou sendo um dia mais tímido. Quando eu cheguei, estava rolando uma partida de Kingdoms, jogo que eu gosto pela relação custo-benefício. Em seguida, montamos uma partida do Hart an der Grenze, vulgo "Fronteira Original" com o Fillipe, André Boné, Carol e Carlos. Eu, Arthur, André Amiúne e Bouzada, decidimos jogar Puerto Rico. Eu , que não jogava há muito tempo, fiquei apaixonado, agora que eu tenho uma visão um pouco mais "gamer" do processo, entendo o porquê de ser o jogo nº1 do BGG. E sim, ele é MUITO melhor que Thurn & Taxis :)

Enquanto isso, no Puerto Rico, os COLONOS (não, não são escravos e o COLONIST SHIP NÃO é o Navio Negreiro. Afinal, essa região da América Central era completamente desprovida de escravos e todas as pessoas ali já estavam no patamar de desenvolvimento europeu.

Com o final do Fronteira Original com a vitória acachapante do Carlos, que diz que nunca entende nada e sempre ganha (Quem não lembra da lendária vitória do Power Grid?), rolou ainda uma partida de Escalation, agora com o reforço do Zé, do Cacá e do irmão do outro Felipe, que não veio. Ainda rolou uma partida de Rá , com uma vitória do Cacá, a lenda arábe-terrorista dos Board Games. Por falar em Cacá, acabada a partida do Rá (com rima) , ele foi jogar Memoir 44' com o Zé e o Fillipe, mito do Galaxy Trucker, foi montar uma learning session.

Enquanto isso, no Puerto Rico, o Bouzada, com 2 mil partidas, dava uma palestra sobre o uso do Captain e um apêndice do livro que ele escreveu "O que eu aprendi sobre PR 2 mil partidas depois".

No Memoir, o Cacá adotou táticas de guerrilha adquiridas no Afeganistão para assegurar a vitória sobre o Zé. O Puerto Rico acabou com uma vitória, com sobras, do Bouzada e eu com 30 e poucos pontos, em uma atuação pífia.

Montamos uma partida de Zavandor, em seguida, já que, SEMPRE que o Vitor ZAVANDOR não estiver no Calabouço, jogar The Scepter of The Zavandor é quase uma obrigação. Jogamos eu, Arthur, André Amiúne e Bouzada, a lenda viva do Zavandor ao lado do Zavandor. E para piorar, ele caiu de Witch. E na página 35 do livro que ele foi co-autor ao lado do Vitor, no Capítulo "Como jogar com a Witch", Bouzada afirma que jogar de Rubi é o caminho das pedras. O Arthur, como sempre, jogou com esmeraldas, o André Amiúne, que não conhecia o jogo, acabou indo para Rubi, jogando de Mago e sofreu por isso. Eu, que tava de Fada, joguei de Safira, aproveitando o boom inicial pra montar uma boa base. Peguei dois Cristal of Protection, Entrei na track do Elfo cedo, ganhando +10 de pó magico, um belt, +2 slots de gemas e uma Máscara. Acabei pegando a sentinela da Opala cedo, depois do Bouzada pegar a sentinela do Rubi antes que o André pudesse competir. O Arthur pegou duas sentinelas, uma delas a de esmeralda, eu peguei a de Safira e o André a da Coruja. Como o Vitor tinha me ensinado, eu troquei Safira por Opala, na base 1 pra 1 e acabei ganhando , de forma inédita e inacreditável, do Bouzada.

O Cacá, ainda jogou uma partida de Race, learning session contra o Zé e uma de UWO e confirmando a tradição do Oriente Médio em jogos de tabuleiro belicosos, acabou vencendo.

Ontem, dia 8, rolou uma jogatina lá em Botafogo, com o Rodrigo. E como é de praxe, foi excelente! Começamos com o Stone Age. Eu , cada vez mais, sou fã do jogo. E como tinha jogado uma partidinhas no BSW, fui testar a tão controversa estratégia do Starvation. Algumas considerações importantes: Ela só funciona com 3 jogadores , se os outros forem newbies. Com 4 jogadores, você tem que pegar o shaman e/ou 3x, 2x Cabana. Perder 10 pontos por turno é complicado. Eu ia pra Tools, mas o Warny , à minha esquerda, adora uma ferramenta e como eu respeito as opções sexuais de todo mundo, preferi optar por deixar o Warny pegar na ferramenta na Idade da Pedra e fui pro Motel. Como o Warny é celibatário e não vai no Motel nem por decreto, acabou sendo uma boa ir pra Starvation. O Rodrigo foi pro set de cartas e o Victor foi pra food/set. Acabei ganhando, com uma pequena vantagem pro Warny, 178 a 170, aproximadamente, provando que povo que se alimenta de madeira também pode ganhar.

Depois do Stone Age, rolou um Race for the Galaxy e o Victor, que não perde jogando com 4 jogadores, conseguiu encaixar uma estratégia do Novelty e quando o Victor faz Novelty, a gente só assiste. Ainda tentei esboçar uma reação jogando de Alien/Develop , Rodrigo foi de Rebelde e o Warny, bem o Warny, que estava a duas semanas sem jogar, ficou no meio do caminho e morreu na praia. Como era de se esperar, o Victor ganhou.

Depois do Race, finalmente, em um momento único, consegui jogar o Power Grid. E achei o jogo fantástico. Adoro jogo econômico. E estou, até agora, pensando onde está o Caos citado na BG-BR. Jogamos com o mapa da Europa Central e Deck de usinas da expansão. Foi muito divertido, com o Warny inflacionando o mercado e eu, adotando uma nova tendência globalizada, fui para o desenvolvimento sustentável com indústrias limpas na minha cidade dos tornados, cujos moinhos de vento serão adotados na Holanda, já que só um deles iluminava 5 cidades. Muito temático, como era de se esperar em um Eurogame alemão. Vitória do Victor, com uma inesperada aparição da carta de Step 3 e ele dando trigger no final do jogo mais cedo do que o esperado. Victor deu power em 14 cidades só usando lixo atômico da Usina de Springfield, Warny, profissional do Power Grid e matemático, perdeu , iluminando 13 e fazendo uma network de 19 cidades só de birra. Eu acabei iluminando 12 cidades e o Rodrigo, que não esperava o fim tão súbito do jogo, 11 cidades.

Jogamos, então, Alhambra! Um jogo bem light, com uma dose alta de sorte e razoavelmente divertido. Como conversamos, o jogo não é ruim, no entanto, leva um pouco mais de uma hora e com esse tempo, segundo o Warny, podemos jogar duas partidas de Race, segundo o Victor, uma de Stone Age e segundo o Arthur, acrescenta mais 7 horas e joga logo Through the Ages. Vitória do Warny, superando, inclusive o Rodrigo, profissional na construção dos palácios.

Para fechar a noite com chave de ouro, Puerto Rico. Como na noite anterior, tinha jogado com a enciclopédia e vendo a teoria do livro de Bouzada ser colocado em prática, fomos jogar. Fiquei sozinho no café o que me deu uma boa vantagem tanto no trade quanto na hora de trancar navios no Captain. Peguei uns markets, Lighthouse e acabei com bastante grana, conseguindo dois prédios grandes, a City Hall e a Fortress. O Warny fez estratégia do milho, o Rodrigo pegou um small wharf e o Victor produzia de tudo um pouco, fazendo bastante ponto em chip. Tanto o Warny quanto o Vitor fizeram muitos pontos de chip, no entanto, não fizeram tanta grana e o Rodrigo, numa atitude de pura cubriagem roubou a Estátua do Vitor. Acabei ganhando com 58 pontos, Warny fez 52, Vitor 50 e Rodrigo 47, placar apertado e eu , acabei vencendo, pela primeira vez, o Puerto Rico.

Glossário: "No livro de.." quer dizer a estratégia que a pessoa costuma fazer jogando determinado jogos. O Bouzada vai jogar de Rubi se pegar a Witch, o Victor vai tentar fazer Novelty no Race e o Warny , Mineração. O Americano vai pegar o Napoleão no Through the Ages, o Carlos vai falar que não tá entendendo nada e ganhar mesmo assim, o Arthur vai rushar e provocar o Caos e o André Boné vai ganhar todos os leilões, não importa como.

Uma boa temporada de jogos e até semana que vem, que promete com a chegada de novos jogos por aí!

sábado, 26 de julho de 2008

Jogos, Trapaças e um Glossário fumegante

Mais um Calabouço aconteceu nesta última quinta-feira, e como não podia deixar de ser tivemos o prazer da companhia de vários amigos e figuras ilustres dentre as quais não poderia deixar de citar: André “Cínico” Felipe (mais conhecido como Fel), Major Bouzada Ronque Fuça, Psicopata Americano (ou apenas “Americano”), Arthur, André Amiúne (é assim mesmo?), Carlos “O Expert em Power Grid” e uma turma animada do RPG que está sendo catequizada aos poucos para o universo dos boardgames.

Catan Bélico?

Como o Major Bouzada Ronque Fuça estava atrasado resolvemos começar uma partida de Catan com 4 jogadores: Cadu, Fel, Arthur e Americano. Eu pensei que fosse impossível o Americano fazer uma estratégia bélica no Catan, mas eu estava enganado. Para começar, em sua primeira rolada de dados, o Americano já tira 7 acionando o ladrão para dar prejuízo em alguém. Depois ele começa a comprar cartas de desenvolvimento seguidamente na esperança de montar o maior “Exército” e ganhar os dois pontos de bonificação. Foi difícil fazer ele entender que este “Exército” não era para atacar alguém.

Flea Circus

Enquanto jogávamos Catan chega o Bouzada, ávido por um tabuleiro, babando e farejando, quase amarelo, sintomas da abstinência lúdica de cerca de 4 horas (ele joga Bang! na faculdade apesar de não admitir). Ele estava tão necessitado que aceitou jogar “Flea Circus” com o Carlos. O Carlos, diga-se de passagem, é um exímio jogador de Power Grid, com 100% de aproveitamento vencendo sua única e sensacional partida realizada no Calabouço da semana passada. Valendo-se de sua fama recém adquirida Carlos diz para o Bouzada que só aceita jogar alguma coisa porque não tem outra mesa disponível.
Para quem não conhece o “Flea Circus” (Circo das Pulgas) é um jogo de autoria do Reiner Knizia onde jogadores representam pulgas que estão apresentando números circenses com o objetivo de atrair cães e gatos. Hummm?!!!

Galaxy Trucker

Cadu, Fel e Americano formaram um grupo para uma partida de Galaxy Trucker enquanto Major Bouzada Ronque Fuça preparava uma mesa para o Through the Ages. Americano garantiu presença.
O Galaxy Trucker é um jogo interessantíssimo onde o jogador tem que montar uma nave espacial para realizar uma viagem com o objetivo de resgatar mercadorias em planetas e entregá-las a salvo. Ao montar a nave o jogador pode colocar cabines para astronautas e alienígenas, geradores de escudos, canhões laser (os preferidos do Americano), compartimentos de carga, propulsores e baterias.
Ao montar minha primeira nave eu ainda estava na metade quando o Fel, com muita experiência no jogo, já havia terminado seu couraçado.
A nave do Fel estava perfeita e muito bem dividida. Escudos protetores para todos os lados, compartimentos de carga comum e radioativa, alienígenas confortavelmente estabelecidos e com regalias especiais, bateria de sobra, propulsores duplos e alguns canhões para eventuais surpresas.
A nave do Americano, sem nenhuma surpresa, só tinha canhões laser simples e duplos, alienígenas com especialidades militares e uma vontade fora do comum de encontrar piratas espaciais pelo caminho. Mesmo assim, em uma das viagens, o Americano perdeu todos os escudos e de nada adiantou sua nave ter tanto poder de fogo se não tinha nenhuma defesa.
Projetada com auxílio dos engenheiros da Minardi a nave do Cadu, com apenas duas baterias e o selo “Made in China”, sofreu com o ataque dos Piratas que destruíram toda a fuselagem externa deixando os compartimentos principais expostos (Hummm, nossa!!!). Os alienígenas, que só sobrevivem com o auxílio de câmaras especiais, estavam apavorados e rezando em todas as línguas conhecidas para que não saísse nos dados as coordenadas de sua localização.
Quando pensei que todo o tipo de tragédia já podia ter acontecido eis que surge uma chuva de meteoros e atinge o compartimento de carga de uma das naves mandando tudo, literalmente, para o espaço. O pior é que em um dos caixotes estava a encomenda da FairPlayGames que o Vitor havia feito. Vida ruim.

Kingsburg

Não satisfeito em ter nos dado uma surra no Galaxy Trucker, Fel resolve participar conosco de uma partida de Kingsburg com cinco jogadores: Fel, Cadu, Carlos (aquele, que ganha e não sabe que ganhou), Renato e André Amiúne (será que é assim mesmo?).
Já no primeiro ano Fel e Cadu, confiando que o rei enviaria soldados suficientes para a peleja, perdem o combate para os Orcs e a situação passa de difícil para Draculesca-Transilvânica. Carlos, macho pra caramba, não faz um soldado sequer a partir do segundo ano quando por mais uma vez os inimigos são os Orcs. Desta vez foi pior... Novamente o rei manda só UM grupo de camponeses para ajudar na batalha e o único que consegue sobreviver ao ataque é o André Amiúne (tá certa a pronúncia?). Cadu e Fel perdem o Market recém-construído e dois valiosos recursos. A macheza do Carlos continua mesmo perdendo sua Capela. Renato não acredita no que aconteceu e fica até meio desanimado. O Americano, jogando Through the Ages, tá rindo sozinho do outro lado.
Mas a principal surpresa estava para o último ano. Dragões estavam preparados para consumir os desnutridos camponeses, que estavam sobrevivendo apenas dos salgadinhos que o Arthur vende no Calabouço enquanto o André Amiúne (é este mesmo o nome?), liderava com uma vantagem de 11 pontos para o Cadu que havia se recuperado bem de duas derrotas para os Orcs. A vitória do André só estaria ameaçada se o rei novamente fosse econômico ao enviar soldados para as províncias. E foi exatamente o que aconteceu. O rei só enviou um regimento e o André sofreu uma devastadora derrota que o fez perder 5 pontos enquanto seus adversários Cadu e Renato se aproximavam no placar. No entanto, mesmo com a ajuda dos dragões contratados pelo Americano, André venceu com 34 pontos enquanto o Cadu conseguiu incríveis 33 depois do desastre que foi a partida. O André Felipe, a partir do terceiro ano, não tirou mais do que 10 na combinação dos dados e terminou a partida com também incríveis... 13 pontos. Desta vez quem foi surrado foi o Fel. Esta foi a partida mais bizarra de Kingsburg que eu já participei.

Kingdoms

Fel, Cadu e Rodrigo (da turma da Mônica... ops... quero dizer... da turma do RPG) reuniram-se para jogar Kingdoms. Já eram umas 4:30 quando começamos enquanto na outra mesa a partida de Through the Ages continuava a todo vapor.
No Kingdoms os jogadores tentam fazer o máximo de pontos possíveis evitando o dragão (ele de novo!) e os pontos negativos que vão surgindo durante o jogo. É um jogo rápido e divertido, vale a pena conferir.
O Fel, com certa experiência no jogo, venceu facilmente as duas partidas fazendo uma pontuação bem acima da dos seus adversários.

Race for the Galaxy

Eram 6:30 da manhã quando resolvemos jogar a última partida da noite (ou seria dia?) e o escolhido foi o Race for the Galaxy, novamente com Cadu, Fel e Rodrigo (da turma do Chaves... ops... quero dizer... da turma do RPG).
Fel já jogou Race for the Galaxy várias vezes e tentou, logo de cara, fazer a estratégia da mineração amparado pelo seu planeta natal. Rodrigo (que só tem RPG na cabeça) não estava entendendo p#$#%# nenhuma do jogo e foi o fator caos da partida. Cadu conseguiu um bom timing nas etapas de colonização e desenvolvimento e acabou vencendo a partida com 38 pontos, seguido do Fel que fez 37 pontos e do Rodrigo com 24.
Fel saiu triste por ter perdido a partida do Race. Ele, junto com o Warny e o Vitor, formam o “Eixo do Mal” do Race for the Galaxy cuja superioridade não poderia ser ameaçada. Mas também não dá para ganhar tudo...

Through the Ages

São 07:00 da manhã. Termina a partida de Through the Ages. Bouzada, Arthur e o Nobre perderam para a estratégia belicosa do Americano. Desde então o mundo corre sérios apuros...

Glossário

Com muita honra que nós do Calabouço recebemos a menção do Fabio Tola em seu post na BG-BR. Ele muito bem alertou sobre a falta de um glossário para os termos mais difíceis que utilizamos em nossos session reports. Por isso colocamos a disposição de nossos leitores o referido glossário, não fugindo é claro do objetivo de nossos reports que é divertir.

Em ordem alfabética (e por coincidência de belicosidade também)

Americano => Sujeito magro e franzino mas extremamente perigoso no que diz respeito a jogos de pancadaria. Conseguiu a proeza de fazer mais soldados do que o disponível no Age of Empires. Seu ponto fraco é justamente o sua maior característica: a estratégia militar. Você já imaginou alguém fazendo estratégia militar no Hacienda? Não duvide pois o Americano é capaz.

Bouzada => Parece um termo mais é um nome. Originador de outro termo: bouzando. Sujeito que nunca dorme e vive de jogar tabuleiro e das jogatinas noite adentro. De dia, se não tiver na faculdade ou numa jogatina, ele se refugia em sua cripta onde fica estudando os manuais dos jogos de tabuleiro modernos.

Bouzando => Sinônimo de “Analisys Paralisys”, porém elevado à décima potência...

Camilo Caverna => Antigo refúgio do Deputado Camilo Sujeira. Disseram que ele está de mudança levando a Camilo Caverna para Realengo...

Cubra Valente => Qualquer civil do tabuleiro. Pode ser um meeple do Carcassone, um Merchant do Age of Empires, um Knight do Game of Thrones, tampinhas de garrafa dos sapateiros de Catan do Cacá... etc.

Cubriagem => São todas as ações, geralmente questionáveis, realizadas pelos jogadores de tabuleiro que comandam cubras valentes. Exemplo de cubriagem: Vitor Zavandor, em uma partida de Through the Ages, destrói a “Universidade de Carolina” do Cadu que estava quase finalizada. Isso tudo para ganhar somente dois pontos (segundo o Fel gosta de lembrar). Isto é uma cubriagem.

Jogada Shamou da Semana => Shamou é protagonista das jogadas mais engraçadas do mundo dos tabuleiros. Principalmente quando tem uma garrafa de Tequila por perto. A “Jogada Shamou da Semana” foi um termo criado para premiar (ou não!) aquele jogador que tenta copiar o inigualável Shamou e suas jogadas inexplicáveis.

Rogério Edition => Rogério é um grande colecionador de jogos. Vez ou outra ele descobre umas preciosidades do mundo lúdico. Por ter muitos jogos, e estou sendo modesto, às vezes ele cria uma confusão na sua mente (já que são tantas mecânicas!) e ensina regras bem diferentes do que está escrito nos manuais. Todo mundo acha estranho quando joga a primeira vez com ele e o resultado é quase sempre uma conferida no livreto de regras. Toda vez que alguém ensina um jogo com alguma regra errada, isto é na verdade uma “Rogério Edition”.

Salles => Termo utilizado para definir uma derrota para qualquer jogador neutro.

Sapateiros de Catan => Qualquer jogo homemade, geralmente produzido pelo Cacá, que for armazenado numa moderna e etiquetada caixa de sapatos.

Vida Ruim => Este termo é mais recente. Quando alguém reclama de sua situação no jogo todos dizem em coro: Vida ruim. É melhor do que usar um f@#%-se...

Quinta-feira que vem tem mais Calabouço.

[]s,

Cadu.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Um Calabouço muito estranho...

O Calabouço das Peças sempre foi conhecido por sua constância, as figurinhas carimbadas e as previsões do dedo podre do Bouzada que ao afirmar categoricamente o vencedor, ele acaba perdendo. Eis que ontem, 24 de julho, as coisas saíram do eixo. Guilherme foi abduzido pelo mundo fantástico de Dophus e não aparece mais. Cadu chega cedo. Americano ganha no Through the Ages (!!!), Carlão dá uma aula de administração do Circo de Pulgas para o Bouzada, André Felipe (eu) fico em último no Kingsburg com 13 pontos com direto a 3 vezes somente 1 soldado de ajuda real.. Há algo de podre no reino de Kingsburg....ou melhor, do Calabouço.


Cheguei ao Calabouço, Americano, Arthur e Cadu começavam uma partida de Catan. Eu não sou fã do jogo, apesar da idolatria da galera. Não gosto muito de negociação e sou um péssimo jogador de Catan, nunca posiciono bem meus Settlements iniciais e SEMPRE me dou muito mal por isso.
O Americano, seguindo sua formação belicosa devido às inúmeras partidas de War antes dele encontrar a luz dos eurogames, fez uma estratégia de soldados no Catan. Acabou cheio de cartas, mas quem ganhou o jogo foi o Cadu e eu, para variar, amarguei a última posição (acho).

Nesse meio tempo , o Bouzada perdia e reclamava, não necessariamente nessa ordem, no Amazing Flea Circus, do Knizia. O jogo que ficou famoso por eu ter pago 2,50 dólares nele. Carlão mostrou como se administra um circo e saiu vitorioso. Acabando o Catan, chegou o Nobre, o André Amiúne e um grupo do Alessandro.

Montaram-se três mesas:

San Juan lá embaixo. Learning session ministrada pelo Alessandro.

Industria, o jogo com regras e caixa em inglês mas o tabuleiro em alemão.

E eu, Cadu e Americano (de novo) jogamos Galaxy Trucker. No report anterior, eu postei minha opinião sobre o Galaxy Trucker e mantenho. Acho um jogo excepcional e cada vez mais, eu vejo como é possível "controlar" um pouco a randomicidade com uma nave bem construída. Era learning session para ambos, ainda assim, o Cadu fez um ótimo primeiro e segunda viagem. O Americano, que só pensava no Through the Ages que iria começar em seguida, acabou sofrendo muitas avarias na construção da 2a nave, graças aos meteoritos e piratas anti-estadunidenses remanescentes da guerra fria que o perseguiram durante o jogo, inclusive, sabotando a nave na 3a viagem. Eu comentei durante o jogo e reitero aqui. Acho a 1a viagem , depois de um tempo, um pouco desnecessária. São poucos créditos, pouco espaço. Só recomendo para learning session mesmo. Penso em jogar usando a nave II, III e IIIA. Acho que seria uma experiência interessante, apesar dos meus constantes insucessos com a IIIA. Acabei ganhando, 87 a 75 do Cadu. O Americano, depois do boicote soviético, acabou com meros 15 créditos intergalácticos.

O Industria acabou com vitória do Bouzada e runner-up do Carlão.


O San Juan acabou com vitória do Alessandro.


Formaram-se novas 3 mesas:

Lá embaixo, Saboteur, com a adição do Rodrigo, Tábata e Henry que chegaram depois.

Through the Ages que iria até de manhã com Bouzada, que jogou dez das dez partidas que rolaram até agora com meu jogo e tem 50% de aproveitamento. Arthur, na sua 3a partida e nova cruzada bélica. Nobre, learning session e Americano, estrela da noite e que acabou entrando no Hall da Fama como 1º vencedor a fazer uma estratégia belicosa-kamikaze-60 de força-cientistas-entrem-em-tanques, consagrando de vez o Napoleão e mostrando que ele vale, sim, o papel que foi impresso.

E eu, Cadu, Carlão, André CRUZ (o sobrenome que ele não gosta e que , em homenagem póstuma ao Guilherme Pendraeg, será utilizada de agora em diante nos reports) e o Renato que não sabia , até então jogar. Mas como todo mundo, acabou gostando. O Kingsburg, sempre falei isso, fica bem fraco com 5 jogadores. Além do caos provocado pelo excesso de jogadores, o dado acaba se tornando mais relevante e o Market acaba sendo fundamental se você aspira vencer.
E foi trágico. Os Orcs fulminaram eu e Cadu nos dois primeiros anos. Com duas rolagens seguidas, do próprio Cadu, de 1. Renato foi para a estratégia militar, Carlão arrojou e partiu para a 1a fileira, dos pontos de vitória e o André CRUZ que se planejou melhor e sobreviveu aos 1os ataques, acabou ficando muito melhor que todo mundo com a sobrevivência do Market. O jogo continuou e , por alguma mandinga superior, acredito eu , da minha namorada que provavelmente não queria que eu jogasse, não consegui UM resultado sequer, acima de 10, do terceiro ano em diante. Com direito a 4, 5 e 6. Mas sem farm, pois 4 nos dados, com farm, só o Warny. Foi trágico. Perdi 4 das 5 batalhas. Market, goods , mulheres, crianças, perdi tudo. Os Outros do Lost, os Orcs, os Zombies e até o Red Dragon do Red Dragon Inn vieram para botar a pá de cal no meu caixão. E eu, que sou defensor ferrenho do jogo, da dificuldade de um iniciante vencer e de como os dados não tem tanta influência assim, acabei sendo traído por um dos meus favoritos. De toda forma, foi divertido e o André Cruz teve todos os méritos na vitória, com uma sólida estratégia militar e um certo rush para a linha da Statue no final do jogo. Detalhe interessante, no último ano, ele só perderia para o Dragão se rolasse UM no dado e , pela 3a vez , nas rolagens , o bendito um saiu. Acabou que o André ficou um ponto na frente do Cadu, 33 a 32. Renato logo atrás com 30, Carlão na casa dos 20 e eu com 13 pontos!


André Cruz e Carlos foram embora.

Alessandro, namorada e o amigo mineiro dele também.

Henry , Tábata e Rodrigo foram jogar Intrigue.

Eu, Cadu e Renato para uma segunda partida de Trucker. O Renato "assumiu" a nave do Americano, no final do jogo passado e acabou achando o jogo muito bom. Decidimos dar-lhe a oportunidade de jogar e de alimentar nosso vício pelo jogo :)

Enquanto isso, no Through the Ages:

"Arthur, você tá bem pra kct no jogo, já ganhou"

Bouzada, depois de perder o Michelangelo para um Assassinate.

"É Arthur, não vai ser dessa vez que você vai ganhar".

André Felipe, com maus presságios sobre o dedo podre do Bouzada para determinar o vencedor.

O Galaxy Trucker acabou atípico. O Cadu deu um olé na 1a viagem, pegou um monte de good, matou tudo que foi pirata e abriu uma boa dianteira. Eu tomei tiro, mulheres e crianças foram jogadas em pleno espaço sideral e meus aliens sufocados pela perda do seu suporte. Na 2a viagem, no entanto, acabou que as cartas estragaram um pouco. Saiu um monte de Open Space (eu com 8 de engine) e estação abandonada , navio abandonado e eu fazendo um Holocausto de cubras em pleno espaço sideral para ganhar os goods radioativos. Acabou que eu pontuei, praticamente sozinho e abri uma boa vantagem para o Cadu. Na 3a viagem, Renato e Cadu montaram muito bem suas naves, mas eu, no vício e com a prática, acabei terminando primeiro e me beneficiando de cartas logo no início. O Cadu , que estava muito bem, foi tostado nas zonas de combate por fazer sua nave que foi apelidada de Rubinho Barrichelo I. Renato que estava mal, se recuperou bem na 3a viagem. No entanto, no final do jogo, acabei monopolizando os goods radioativos e terminei o jogo com 97 créditos, contra 30 e poucos do Renato e do Cadu que ficaram bem equilibrados.


Enquanto isso, no Through the Ages:

"FORÇA DE COMBATE!"

Bouzada, vendo Americano com Air Forces, Napoleão , 60+ de força contra 20 e pouco do Bouzada, depois de ter uma war over technology declarada contra ele.

"Cadê o Gandhi?"

Jogadores , preocupados com a ascensão bélica,insana , 60+ de Americano que demitia ensandecidamente Alquimistas para que entrassem em Tanques e fossem recrutados pela Air Force.

O Henri e a Tábata ainda jogaram uma partida de UWO (não confundir com UNO jogo o qual o Americano é considerado um dos melhores jogadores do Brasil, quiçá do Mundo.) UWO é um joguinho leve para 2 que o Arthur ensinou e eu tenho também e acho bem divertido.

Com a partida do casal, além do Through the Ages, eu, Cadu e Rodrigo, jogamos duas partidas do Kingdoms. Um jogo bem simples, totalmente atemático (com direito ao surgimento repentino de montanhas) e que eu gosto muito pela relação custo-benefício: Rápido e com várias decisões difíceis. O primeiro jogo foi muito equilibrado, até o final, e eu ganhei apertado do Cadu, com uns 20 e poucos pontos a mais. O segundo jogo, foi um pouco atípico, sob efeito do sono, desejo de vingança e farpas trocadas, Cadu e Rodrigo acabaram se auto-destruindo e me deixaram vencer com mais de 100 pontos de diferença. 290 e alguma coisa contra 190 do Cadu.


Para finalizar a noite e deixar Warny e Victor com dor-de-cotovelo, era obrigatório jogar um Race for the Galaxy. Ruim para o Rodrigo, fazendo uma learning session , quase 12h de jogo depois, bêbado de sono. O jogo foi atípico. Nem eu nem Cadu conseguimos encaixar uma estratégia. Eu tentei mineração mas não consegui o Mining League. Para piorar, no final, uma shamouzice terrível. Não vi que o Trade League não contava windfall (E estava escrito, bem claro, na carta mesmo depois de tê-la vista sendo usada pelo Warny e pelo Victor inúmeras vezes. Acabei baixando no final e me custando o jogo. 38 a 37 para o Cadu.

No final do dia, 7 partidas muito boas, mesmo com o desastre do Kingsburg que tava mais para In the Year of the Dragon do que outra coisa. Vitória (com sobras) do Americano provando definitivamente que o poderio bélico tem sim, seu valor e , novamente, um Calabouço de casa cheia, muitas partidas e um ar de novos tempos através das eras ;)

Até a próxima.

PS: Nota do Autor:
Eu vejo UM MONTE de gente falando que lê. Então comentem desgraça!

PS2: Esse Report está publicado na comunidade do Orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=39365822

entrem, acessem e participem.

Até o próximo Calabouço, despedida de férias, espero vocês por lá.

André Felipe

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Final de semana Lúdico (Parte II)

Abaixo encontra-se o session report de sábado e link para o session report de 5a feira. Antes de irmos embora, o Vitor pediu que eu fizesse um report da jogatina de hoje também e como foi, realmente, muito legal, acabei topando.

No Domingo, o Warny não poderia jogar por alguns motivos: Um Show de alguma banda desconhecida, comer verde-folhosos e hortaliças em geral além de ter que marcar sua série na academia. Após muita negociação ele acabou mudando de idéia e fomos para a casa do Vitor, no Leblon, jogar.

Três viciados não poderiam começar com outra coisa se não... Race for the Galaxy! O Victor fez uma estratégia de settle com o Contact Specialist, o Warny (de novo) a estratégia da mineração e eu, genes goods. Eu sempre me dou muito mal com genes goods e, até então, tinha sido a minha pior pontuação jogando. Nesse jogo, no entanto, eu abri com um windfall verde e como tinha o Old Earth, consegui uma boa vantagem , vendendo por 5 logo de cara. Acabei pegando um Galactic Federation como 4a building e aí ficou bom para mim. O Warny não conseguiu o Mining League (eu segurei até a última rodada) eu peguei a building de 6 pra genes goods, além de outras buildings para pumpar a Federation. O Warny baixou a que dá 2 pontos por production world enquanto o Victor ganhava quilos de pontos com o 2x vp consume. Acabei ganhando, 50 pontos a 43 pro Vitor e o Warny 41. Jogo muito equilibrado e bem disputado, por três pessoas com mais de 25 jogos de experiência cada um.


Depois fomos para o Stone Age. Mais escaldados que da learning session. Warny, novamente com estratégia de ferramenta, Victor foi para os Cubras vendo que eu e Warny não estávamos brigando pelo Motel e eu comecei atrás de cabanas e set de cartas e acabei me "adaptando ao jogo" quando as cartas ficaram concorridas e fui atrás da food. Acabei com 7 cubras, sem pagar food por turno. No entanto, no último turno, decidido a acabar com o jogo, achei que já tivesse o símbolo daquela building pro set. Detalhe, ela dava uma carta que era a última do set. Essa jogada me custou a bagatela de 28 pontos e mais 28 pro Vitor que agradeceu bastante. O jogo foi excelente e , novamente, muito disputado. Acabei com 213 pontos, Vitor por volta de 204 e Warny um pouco atrás. Depois do jogo, a certeza: Vou comprar.


Jogamos o belíssimo Louis XIV depois. Eu sou fã de controle de área do Kramer e os demais, em geral, me agradam muito também. Até o Midgard que o pessoal fala mal , eu adoro. Foi minha learning session e achei a mecânica do jogo excelente mas fiquei desapontado com a pontuação final dos brasões ser tão randômica. O jogo é muito bem amarrado, cheio de decisões e bastante propício à AP mas, de modo geral, muito bem elaborado. O final do jogo, ser decidido por brasões que, ao contrário do Tikal, você não teve nem a chance de escolher me pareceu um pouco fora do lugar. Acho que 1 ponto por brasão tava ótimo. Mesmo assim, foi super apertado. 54 para o Warny, 52 para o Vitor e 50 para mim. Jogaria de novo. Apesar de meus jogos favoritos serem longos, acho ótimo tomar muitas decisões em 1h e meia.


Depois do Louis XIV, Galaxy Trucker! O Vitor está apaixonado pelo jogo e eu entendo o porquê. É muito bom você ir evoluindo enquanto construtor de trucker das galáxias. Sentir suas naves cada vez melhores e resistindo aos eventos. Foi learning session para o Warny e ele ficou um pouco perdido no começo mas depois acabou pegando bem o jogo e construindo boas naves na 2a e na 3a viagem. A 1a viagem foi marcada pelo open space E a minha ausência de alien de propulsão. Acabei ganhando uma boa grana com abandoned station e alguns goods radioativos. na 2a viagem, uma combat zone pegou o vitor desprevenido e muitos tiros depois ele acabou um pouco debilitado. Eu estava com mais ou menos 60 créditos, Warny na casa dos 50 e Vitor um pouco atrás. Abrimos muitos planetas e foi um festival de goods. Na 3a viagem, o Vitor fez uma belíssima nave, quase uma warship com mais de 10 forças de canhão. Só que como toda nave de guerra, era pesada e um pouco lenta. Ter ficado para trás lhe custou preciosos goods. No final, o Warny foi vítima de uma Combat Zone e eu paguei por ter sacrificado meus cubras com -4 goods e menos 12 créditos por ter menos. Acabei chegando na frente e ganhando os importantes 12 créditos e os 6 de menos conectores expostos. Cheio de good vermelho e bônus dos conectores nas três rodadas, acabei fazendo uma pontuação que até então nunca tinha visto, 106 créditos ! O Vitor continuou sua saga vascaína de vices com ótimos 70 e tantos créditos e o Warny com surpreendentes 70+ créditos para a primeira vez que jogou. Sendo que na 5a feira, eu ganhei justamente com 78 créditos. A ordem dos eventos e efeito das cartas pode ser mais generoso ou mais cruel, gerando uma incrível rejogabilidade e claro, muitas horas de diversão :)


Para fechar a noite com chave de ouro, do mesmo jeito que começamos: Race for the Galaxy! Dessa vez, o Warny fez uma das 3 estratégias que sempre faz: Militar. O Victor acabou caindo naquele caso que citei no outro report, fez explore pra 8 cartas umas 4 vezes e não conseguiu achar o prédio de 6 que precisava. Amargou uma última posição com pouco menos de 30 pontos. O Warny fez Galactic Imperium E New Galactic Order enquanto eu comecei de mineração, fui pra novelty good e ainda peguei um Galactic Federation no meio do caminho para fazer o Free Trade Association e o Mining League. Baixei, em determinado momento, um Drop Ships (+3 no Militar) que eu adoro para fazer o windfall que vende good dele mesmo por 5 cartas e acabou sendo útil no final do jogo para fazer a 13a construção na última rodada. Galactic Federation é muito bom, não é quebrado como alguns gostam de dizer mas ajuda bastante. Acabei ganhando o jogo, com uma vantagem pequena sobre o Warny. E o Vitor quebrou sua sequência de vices. Foi uma ótima noite. É muito legal jogar com gamers que não são tão ávidos por vencer. As partidas rolam de forma mais agradável e torna tudo muito melhor. 5a feira tem mais. Dessa vez, com report.

Espero ter sido mais informativo dessa vez, aguardo feedback ;)

André Felipe

Final de semana Lúdico (Parte I)

O Report de 5a feira encontra-se no blog do Cacá, eu, infelizmente, só joguei uma partida de Galaxy Trucker que na verdade foi uma learning session para o Vitor, Rodrigo e o próprio Cacá. Os detalhes podem ser encontrados lá:

http://eaitemjogo.blogspot.com/

O Tola postou na BG-BR (e eu concordo com ele) que o blog é puro session report da forma mais engraçada possível. Vou tentar dar mais profundidade e deixar a parte engraçada pro Cadu :) Feedback será muito bem-vindo.

Neste final de semana, rolou uma ótima (e dupla) jogatina. O sábado começou mal. Eu, Arthur e Renato partimos para a Point HQ, em Ipanema, para participar de um campeonato de D&D Miniatures depois da dobradinha que eu e Arthur fizemos no último torneio que teve (e primeiro que participamos). No entanto, o organizador achou que faltaria quórum e acabei jogando só uma partida, com outro Arthur, que está iniciando no hobbie. Apesar do desastre, deixamos o Renato jogando Pokémon e fomos para a jogatina, com o Rodrigo Gonzalez (espero não ter escrito o nome dele errado).


Na 5a feira, o pessoal se apaixonou pelo Galaxy Trucker então decidimos repetir a dose, para minha alegria. O Galaxy é um jogo extremamente controverso, pois muita gente acha ele dice fest, caótico e afins. No entanto, a experiência na construção de naves e planejamento são totalmente recompensados nas viagens. E se você jogar conforme as regras , podendo ver as cartas que virão, a estratégia aumenta mais ainda. No nosso grupo, há uma house rule que proíbe ver as cartas antes. Tira um pouco da diversão já que uma das partes legais é ser surpreendido por smugglers, epidemias e outras catástrofes. Acho que, do mesmo jeito que em Kingsburg, ou em Stone Age, a sorte é bem contornável e está longe de definir o vencedor. Construir canhões laterais protegendo peças importantes da nave, proteger seus goods colocando as storages em partes mais centrais, sacrificar cubras expostos, ter shield nos quatro lados, 5 de canhão para a 1a, 7 para a segunda e 10 para a terceira viagem. 6, 8 e 10 cubras para as abandoned stations são só algumas das muitas coisas que você tem para pensar. E rápido.

Jogamos com a variante que teríamos 4 viagens ao invés de 3. (E me arrependo profundamente disso). Após a 3a viagem e hipotético final do jogo (odeio variantes ¬¬) eu tinha cerca de 70 créditos, contra 62 do Arthur, Vitor e Rodrigo na casa dos 50. Na 4a viagem, sem seguro e sem guardar peças, fui massacrado por meteoros, tiros na Combat Zone e afins, perdendo todos os meus goods, mulheres, crianças e o jogo. Vitor e Rodrigo acabaram empatados em 90 e poucos créditos e eu consegui um placar negativo, completando a viagem com um tripulante e a nave despedaçada.


Em seguida, jogamos o Phoenicia, o filhote do Zavandor. Apesar de não ser igual o Vitor Zavandor e ter "The Scepter of Zavandor" tatuado no braço, eu gosto muito do jogo. Top 3, atrás de Through the Ages e Twilight Imperium respectivamente. O Phoenicia foi criado pelo Tom Lehmann, do Race for the Galaxy e para mim, é uma versão light e muito fraca do Zavandor. O jogo enfrenta o problema de "Runaway leader" declarado pelo dono do jogo e Runaway leader , o próprio Vitor. Foi uma vitória sem sal e pré-definida do Vitor depois do terceiro turno (em um total de 9 ou 10). Amarguei um último lugar longe do terceiro. Ultimamente, foram poucos os jogos novos que joguei e não gostei. No máximo, mais ou menos, como foi o caso do In the Shadow of the Emperor. E o agravante é que, os jogos que sou muito ruim, tipo o "In the Year of the Dragon", normalmente me atraem . Não foi o caso dessa vez, infelizmente.


Depois do Phoenicia, não podíamos deixar de jogar Race for the Galaxy, figurinha certa onde quer que eu, Vitor ou Arthur estejamos. Eu já falei, conversando com o Vitor e o Warny, duas "autoridades" no jogo, que acho o jogo para dois muito mais "controlável" do que para 3 ou 4 jogadores. Você depende menos das shamouzices que os oponentes podem cometer, são só duas pessoas comprando e segurando as cartas e ,ao escolher dois roles ,você acaba comprando mais carta e sendo menos dependente das draws. Na maratona de jogos que rolou no Calabouço cuja session report foi escrita pelo Cadu aqui embaixo, o próprio Vitor-Vossa-Majestade-Maratonista-das-Galáxias Caminha, fez 28 pontos em um jogo e, em seguida, quase 70. Eu e Warny, jogamos Race, religiosamente, toda segunda-feira, anotando resultados. Salvo raríssimas exceções, a pontuação tem uma média de 40 pontos para cada lado e não há muita diferença de pontos. Coincidência ou não, fomos jogar e o Warny, para variar um pouco, fez a estratégia da mineração, graças ao Mining League que ele segurou o jogo todo e ganhou fácil, controlando bem a partida. Eu dividi a última posição com o Rodrigo, depois que minha estratégia de Alien perdeu o fôlego, mesmo depois de ter um Alien Rosetta Institute e o Alien Tech Institute logo de cara.


Finalmente jogamos o que, para mim, foi a grande estrela da noite: Stone Age. O Victor tinha jogado e adorado o jogo, lá na Ludus e tive a oportunidade de jogar , depois de ter perdido a chance na 5a feira. Ele acabou comprando do Filipe Diniz, aqui do RJ mesmo e agora nós temos uma cópia \o/. Bem, é lindo. Desde o acabamento dos componentes até o jogo. Você não se sente pressionado, é "gostoso" de jogar e há bastante "gordura" para um gamer queimar. Conceitos básicos como qual caminho seguir, fazer o que ninguém está fazendo, seguir por starvation, cubras, comida, ferramentas, sets de cartas ou cabanas? Como combinar? E se você tirar 1 e 1 quando precisar daquele um gold que tá faltando para a hut? Antecipar o final do jogo? Vai deixa o oponente fazer multiplier x8 do que ele quer? As opções são muitas, a rejogabilidade também. A regra é simples, a duração é ideal, cerca de 2h, você não sente o tempo passar. E me lembra um pouco o Kingsburg no sentido de ser um gateway excelente para introduzir as pessoas ao hobbie. Um jogaço que já está a caminho do acervo aqui do Calabouço. Acabou o jogo com uma vitória do Warny que fechou um set de 8 cartas e um bocado de ferramentas. Eu acabei em segundo, com uma estratégia de starvation, 9 cubras no end-game, 4 pontos atrás do Warny e a vontade de jogar novamente. O Victor fez um bocado de cabanas mas o Rodrigo, sabiamente, cortou um multiplier x3 de cabanas e acabou deixando ele na 3a posição e o próprio Gonzalez em último.


Depois desse jogaço, fomos todos muito felizes para casa, sem saber que o dia seguinte reservaria uma jogatina tão boa quanto a de sábado!

(Continua no próximo post....)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

FALTOU CHUCRUTE NO CALABOUÇO

Os Americanos só entraram para a guerra quando foram atacados pelos japoneses no episódio de Pearl Harbor... entretanto eu acredito que não avisaram ao Americano (do Calabouço) que a guerra já acabou...

Este Session Report será a "versão dos fatos" através do ponto de vista de cada um... inclusive do Famigerado Americano das Guerras.

(19:00h) A IDA...

CADU

Saindo do trabalho para ir a faculdade. Depois disso Cadu toma rumo para o Calabouço sem imaginar o que o espera.

BOUZADA

Saindo de uma jogatina para ir ao Calabouço. Atende o telefone e marca outra jogatina para logo depois do Calabouço. Bouzada aproveita para ver na agenda se existe um dia para dormir.

VITOR

Saindo do consultório médico onde atendeu 50 pacientes receitando sempre partidas de Zavandor para as mais variadas enfermidades.

ANDRÉ FELIPE, GUILHERME e WARNY

Gritando ARTHURRRRR... no lado de fora do Calabouço.

AMERICANO

Passou o dia inteiro assistindo várias vezes a estes dois filmes: "Rambo IV" e "Psicopata Americano" em sua preparação para o Calabouço de daqui a pouco.

(19:30h) NO CALABOUÇO

CADU

Jogando Power Grid com o Gonzalez, Guilherme e o Carlos. Vitória do Carlos, jogando muito bem, mesmo sem saber disto.

ANDRÉ FELIPE

Preparando a mesa de Race for the Galaxy após emocionante partida do Galaxy Trucker.

BOUZADA

Tentando entender as jogadas do Americano em partida psicodélica de Age of Empires III.

AMERICANO

Levando o Bouzada a loucura (Cruzes!!!), usando artimanhas jamais imaginadas com suas jogadas nada convencionais.

(22:00h) AINDA NO CALABOUÇO

CADU

Perdendo no Kingsburg por 1 ponto para a estratégia ultra-militar do Arthur.

ANDRÉ FELIPE

Jogando Race for the Galaxy....

BOUZADA

Se descabelando (na mesma partida de Age of Empires) com a belicosidade do Americano que ataca até com menos soldados que o adversário.

AMERICANO

Recapitulando os ensinamentos do mestre Rambo...

(00:30h) HERÓIS PERMANECEM NO CALABOUÇO

CADU

Jogando "A Game of Thrones" com o Bouzada, Cacá e André Felipe.

BOUZADA

Voltou a sorrir numa mesa sem Americanos...

ANDRÉ FELIPE

Deixou o setup do Race for the Galaxy preparado.

AMERICANO

Lendo a biografia de Silvester Stallone.

(02:00h) A ÚLTIMA DO CALABOUÇO – AGE OF EMPIRES III COM AMERICANO.

Começa uma partida de Age of Empires com Cadu, Americano, Bouzada e Guilherme. Americano monta um exército tão impressionante que faltou soldados para suprir a demanda. Americano assassina 2 cubras do Bouzada e 4 cubras do Cadu em uma mesma colônia e não faz nenhum ponto com isso, alem de impedir a pontuação no local. Nem o Shamou tem tanta criatividade!!! Cadu fica muito irritado com o Americano e não faz questão de esconder isso. Guilherme faz piada com a situação. Guilherme toma bronca do Cadu. Cadu tá ficando cada vez mais p#$%#$ com o Tio Sam. Bouzada pergunta novamente se o Americano entendeu as regras. André Felipe está jogando Race for the Galaxy. Vitor está procurando alguém para jogar Zavandor. Chacinas estão acontecendo sucessivamente em "New Spain", "Virginia" e demais colônias no Novo Mundo, e o Americano envolvido em todas elas. André Felipe começa nova partida de Race for the Galaxy. Guilherme bate recorde de trade goods. Cadu continua irado. Bouzada começa a repetir sua famosa frase "Mas o quê é isso?!". Americano só quer matar, não importa onde isso vai dar. Arthur foi buscar fornada com 17 salgados. Guilherme tá se divertindo com o instinto assassino do Americano. Cadu vence o jogo. André Felipe está jogando Race for the Galaxy. Americano ficou feliz com seu desempenho, penúltimo lugar. Bouzada chama Cadu de Bin Laden e o acusa de ameaçar o Americano como estratégia. Americano realmente achou que era um jogo de guerra. Faltou chucrute no Calabouço. Fim de festa. Cadu tem que ir para o trabalho. Bouzada tem que ir para o Through the Ages. Americano tem que ir para a ... deixa pra lá.

(06:30) MENÇÕES HONROSAS.

GLAUCIO

Em Realengo. Decorando um novo texto para responder às piadas doVitor.

CARLOS SALLES

Perdendo para o neutro em algum lugar no RJ.

DEPUTADO CAMILO SUJEIRA

De mudança para Realengo...

ROGÉRIO

Inventando regras novas para partidas com Americanos.

[]s,

Cadu.

sábado, 12 de julho de 2008

Maratona Gamer

Antes de mais nada um aviso, o report das duas últimas semanas encontra-se no blog do Cacá "E aí tem Jogo?"

http://eaitemjogo.blogspot.com/

Nessa semana, o Calabouço conseguiu um novo recorde: 22 horas ininterruptas de jogo. Mas vamos por partes. Aproveitando as férias, a galera toda apareceu pontualmente às 19h. Antes das 8 das noites já havia uma mesa (cheia) de Age of Empires 3 com Bouzada, Franklin, Vitor, João Torres e Americano (a grande estrela do jogo). Na mesa ao lado uma mesa de Andrés. Eu, André Amiúne e André Jiu-Jitsu ou André do Boné além do Arthur jogando Galaxy Trucker depois de muito tempo encalhado injustamente e logo em seguida formou-se uma terceira mesa de Power Grid com Carlos, Cadu, Guilherme e Rodrigo (que quase não aparece). Um pouco mais tarde, apareceu o Cacá e o Warny e segundo más línguas, rolou um clima lá embaixo nas duas partidas que jogaram sozinhos, com friozinho e luz fria de Race for the Galaxy.
A partida de Ages rolava calorosamente com inúmeras repetições do nome do Americano. Em geral pelo caos provocado por ele durante a partida. Segundo boatos, fez uma estratégia dos soldados cegos que atiravam onde quer que desembarcavam já que sua nação e seu controlador estavam sob efeito da Vodka que fazia aniversário no Calabouço.
No Galaxy Trucker, do Vlaada Chvátil, o cara do Through the Ages e ídolo nº1 do Bouzada (Dizem até que ele tem um pôster do cara na parede junto com o jogo) as naves estavam enfrentando muitos problemas com os piratas e as chuvas de meteoritos que toda hora destruíam nossas cargas, matavam nossas crianças e estupravam nossas mulheres em pleno espaço sideral mesmo que ninguém tivesse criança nem mulheres à bordo. O jogo é dividido em duas partes: A construção das naves com direito à ampulheta e tudo, lembrando bastante o Carcassone na colocação dos tiles para montar sua nave, seguindo diversas restrições. Depois a viagem que nada mais é do que a resolução de uma série de cartas, em geral, com algum desastre que devemos enfrentar para entregar a carga no final da mesma. São três viagens, cada vez mais longas e perigosas (e consequentemente) com naves maiores.
O Power Grid rolava com o natural sentimento de vingança e marcação entre Guilherme e Cadu de vidas passadas, mais precisamente no período nórdico quando os dois se degladiavam em Midgard gerando conflitos pelas usinas e pelo urânio.
A penúria do Galaxy Trucker acabou com uma vitória apertado do André Jiu-Jitsu sobre o Arthur em uma recuperação fantástica depois da sua nave perder todas as turbinas e não conseguir completar a primeira viagem.
O Power Grid acabou com a vitória do Carlos depois de uma infrutífera guerra entre o Cadu e o Guilherme. Lá embaixo, uma vitória para cada lado, troca de telefone e a promessa de novos jogos entre Cacá e Warny.
Acabado o Power Grid e o Galaxy Trucker começamos um Don Pepe ( O Grande Chefão) aqui no Brasil e que eu comprei na Submarino.com e ao lado rolou um Kingsburg super disputado entre o Rodrigo, Cadu, Arthur e os outros dois Andrés. O Grande Chefão ficou marcado pelo clima de máfia e disputa entre as famílias. O jogo é altamente caótico, com player elimination mas é bem divertido. Como não podia deixar de ser, Guilherme , depois de perder seu Don Corleone, foi marcar a família Laranja que , infelizmente, era controlada por mim. O Warny, que se fazia de desentendido, conseguiu o monopólio das pizzarias e acabou ganhando.
No Kingsburg, o Arthur acabou vencendo apertado o Cadu seguindo uma estratégia meio militar com direito à Crane e tudo. O Cadu fez a estratégia da Embassy que eu acho muito legal mas nunca consegui fazer direito.
Depois de muito "Porra americano!", o Age of Empires acabou com a vitória do Bouzada apesar da matança generalizada dos colonos pelo Americano que , para seguir a temática, jogou com os ingleses (Apesar de o Bouzada dizer que não passa dos "vermelhos").
A essa altura, mais ou menos uma da manhã, Carlos e André Jiu-Jitsu abandonaram o Barco. Novas três mesas se armaram. A Game of Thrones com o Bouzada, Cadu, Cacá e eu; Brass com João Torres, Warny e Vitor e o Guilherme conseguiu gente para jogar o Attribute (Franklin, Americano e Rodrigo). Foi uma learning session do A Game of Thrones para mim e sempre fui péssimo jogador de qualquer jogo de porrada, nesse não seria diferente. Fiquei mais perdido que cego em tiroteio e apesar de achar o jogo inteligente, fui socado e acabei perdendo em uma vitória relâmpago do Cadu. Depois do jogo , rolou uma discussão sobre o balanceamento do jogo e a posição favorável de algumas facções. Não opinei por ter sido meu primeiro jogo mas para ele ter acabado tão rápido, mesmo com o Bouzada e o Cacá que são bons e experientes jogadores , há algo suspeito (não desmerecendo a vitória do Cadu) mas ele mesmo concordou.
Terminado o Attribute e o A Game of Thrones, Franklin e Cacá foram embora. Acabou rolando uma segunda partida de Age of Empires III com o mesmo Americano, Cadu, Guilherme e Bouzada. Eu e o Arthur jogamos duas partidas de Race for the Galaxy, a 1a com o Galactic Federation e a 2a com os goods azuis. A 2a partida foi a maior pontuação somada que já vimos em um jogo, vitória minha por 69 a 57! O Vitor e o Warny, dois inveterados jogadores de Race jogavam às pressas o Brass para poder participar da Race Fest. O Brass acabou anos depois, com a vitória do Vitor. É um jogo que eu gosto bastante, econômico e meio demorado mas bem euro com a assinatura do Martin Wallace que é um grande designer na minha opinião. A galera na ânsia para jogar Race (mais ou menos 4 e meia da manhã) mas tínhamos 5 jogadores. Decidi explicar o King of Siam para o João Torres enquanto eles jogavam Race.
O King of Siam é um jogo pouco conhecido , bem rápido e com muitas decisões no meio tempo. É daqueles jogos que nas primeiras partidas, você não tem a menor idéia do que está fazendo. Essa foi minha 6a partida e acho que finalmente consegui esboçar alguma estratégia enquanto jogava. Acabei vencendo , em um jogo que demorou meia hora mais ou menos. As duas partidas de Race acabaram, uma com a vitória do Vitor e outra do Warny, dois mega-viciados no jogo.
Ainda joguei uma partida contra ambos e o Arthur e acabei não conseguindo montar nenhuma estratégia e amargando um último lugar. É interessante notar que o Race para dois e para 4 jogadores é completamente diferente. Jogar dois roles ao mesmo tempo faz uma diferença absurda.
Enquanto isso, no Age of Empires III , os ânimos estavam à flor da pele , graças as jogadas de caráter duvidoso de um Americano que , em entrevista após o jogo, afirmou "Fui para o Beatdown, é assim que eu jogo". Depois do Age of Empires já era quase 8 da manhã e 8 combatentes resistiram bravamente. Mas se você pensa que acabou, está enganado. No alto da falta da lucidez, Arthur e Bouzada propuseram uma partida de Through the Ages. Americano topou prontamente e eu, depois de muito ponderar , após mais de 12 horas de jogatina, acabei topando. Esse jogo entraria para a história, com uma explicação de um jogo que demora 10h, começando às 8 da manhã, depois de 13 horas ininterruptas de jogo. Fui na minha avó, tomei um banho, café da manhã e , inacreditavelmente, voltei, para a minha 8a e mais atípica partida de Through the Ages já jogada. Não que isso fosse novidade, afinal, Americano jogando é a certeza da incerteza. Este adotou a ultra estratégia militar sacrificando toda a população em nome da belicosidade. Oito horas e meia depois, depois de muitas aggressions (em geral em cima do Bouzada) e de duas wars seguidas (ainda que infrutíferas) declaradas pelo Americano, acabei vencendo, com uma pontuação pífia, cerca de 160 pontos ( contra os 240 que normalmente ocorrem ao final de um jogo). Vale notar que até os rounds finais do jogo, o máximo que a galera chegou foi 12 no culture rating e por mais da metade do jogo , o Americano ficou com 0 no rating de cultura e uma astronômica força militar que chegou perto dos 50 com o apoio da Air Force e do Napoleão. Cambaleando, cansados, sujos e sem dormir, fomos nós, 4 sobreviventes para suas casas com a certeza de um novo recorde para o Calabouço!

Até a Próxima,

André Felipe

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Calabouço das Peças 19/06

O Calabouço das Peças sempre foi um programa divertido. Explora a integração e demonstra o poder dos jogos de tabuleiro na diversão geral. Ontem foi um dia atípico. Atípico pois um grupo do Dia D do RPG, com nada menos do que 6 pessoas chegou lá sem aviso prévio e mudou todo o percurso da noite.
Cheguei lá mais cedo pois o Arthur tinha uma prova. 19:30 chega o Bouzada e o Guilherme e depois de um milagre divino, Guilherme aceita jogar uma partida de Tikal. No meio da explicação (eu nunca tinha jogado), chega o Carlos e fechamos a mesa com 4 pessoas. O legal do jogo é que ele tem regras simplórias, no entanto, é um jogo de muitas ações e a tal da "Bouzagem" tem que rolar, ainda mais com o inspirador do termo jogando.
O Bouzada e o Guilherme ficaram disputando o meio do mapa enquanto eu montava meu complexo habitacional de sítios arqueológicos lá no cantinho. O Carlos tava mais perdido do que cego em tiroteio mas foi fundamental no resultado. Fincou pé em templos estratégicos e a exemplo do Arthur, é sempre um fator caos a mais pro jogo. Jogamos com a variante de leilão e não consigo imaginar jogar sem ela. Acho que o jogo ganha muito em estratégia. Vale lembrar que o Franklin chegou com suas teorias altamente embasadas de "Não se dá mais que 3 em um leilão". Valor que foi alterado várias vezes ao longo do jogo. Além, é claro, de pegar o joystick do Carlos no jogo.
Final do jogo e vitória apertada minha em cima do Guilherme, por apenas 4 pontos. Nesse meio tempo, rolou uma partida de Rá (virou figurinha carimbada, sempre tem uma partida) com uma vitória do André, o rei dos leilões. Lá no fundo, rolava um Citadels com 6 pessoas com a galera do Dia D. Acabada as mesas, um fato histórico. Franklin comeu 5 salgados na mesma leva batendo o recorde do Calabouço e entrando de vez para o Hall da Fama. Separado novamente os grupos, montamos uma mesa de Rá (eu, André rei dos leilões e o Carlos), Guilherme numa learning session de Amytis, que sucedeu uma rápida partida de Loot com vitória feminina! Enquanto isso, Bouzada e Arthur num 1x1 d Nexus Ops (Franklin precisou ir embora) e lá embaixo rolava uma partida animada de Red Dragon Inn.
Bouzada comprou 4 aranhas, rushou e não deu pro Arthur. Eu acabei ganhando no Rá com uma pontuação monstruosa de monumentos e o Rogue ganhou a Priest lá embaixo , uma vitória por embriaguez, raro para a Priest. Bouzada precisou ir embora e arrastou o Guilherme que deixou a vitória no Amytis encaminhada pro Arthur. Eu, Luis, Henry e Carlos jogamos duas partidas de Amazing Flea Circus, um fillerzinho do Knizia. Uma vitória para mim junto com o Luís, outra para o Luís mostrando-se um ótimo dono de circo de Pulgas. O Carlos teve que ir embora, Lucas voltou e fizemos uma longa mas ótima partida de Three Dragon Ante cheia de reviravoltas. O Lucas acabou ganhando combando várias vezes por cor e levando uma aposta muito grande no final do jogo, após a eliminação do Henri. Após ser eliminado, Henri acabou indo embora, Arthur ganhou o Amytis e puxou uma learning session de San Juan. Eu, Lucas e Luís decidimos jogar Midgard. Eu gosto muito da relação custo-benefício do jogo. É muito rápido, há uma certa dose de estratégia e é bem divertido.
O Midgard acabou com uma vitória minha que antes da contagem dos tokens estava muito apertada, com apenas um ponto de vantagem do Lucas sobre mim. Acabei fazendo 7 sets e selando a vitória. No San Juan, o Rodrigo conseguiu uma vitória apertada em cima do Arthur depois de muitos elogios acerca do jogo.
Finalmente, para selar a noite com chave de ouro, duas divertidíssimas partidas de Saboteur que me fizeram escrever aquela introdução. Muita risada, piada, mentira, sacanagem às 4 e pouca da manhã. Jogamos duas partidas, o Saboteur só ganhou duas vezes e quase ganhou uma terceira vez numa dramática corrida por retas, que, invariavelmente, eram despejadas pelo Arthur. O Nobre consegui uma impressionante marca de 90% das vezes ser Saboteur. Na primeira partida, vitória minha e do Arthur com os anões bonzinhos. Na 2a, o Rodrigo que se revezou o tempo todo entre Saboteur e bonzinho conseguiu vencer. Vale lembrar que rolou um anão Homer Simpson logo na 1a partida mas isso a gente deixa nos bastidores ;)
Depois disso, a galera empolgada queria jogar mais, mas era de manhã e acabou rolando uma caravana para a Saens Peña com um animado papo e a certeza de que o hobbie está crescendo e o Calabouço está fazendo sua parte.

Até a próxima.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

In the year of the DEATH - Session Report

In the year long ago...

Galera reunida para jogar o "In The Year of the Dragon" no ultimo sábado numa espécie de "expansão" do Castelo das Peças. Este jogo é um dos mais sinistros literalmente falando. Com o Victor explicando o jogo fica mais sinistro ainda...

A história é mais ou menos assim: Príncipes chineses no século "lá vai vóvó" tentam sobreviver ao ano do dragão. Irão acontecer várias catástrofes que afetarão os trabalhadores nas províncias causando um genocídio jamais visto nas história dos boardgames. A turma do Jaspion vai sofrer com a peste, invasão, fome, ganância do imperador etc. Durante estes eventos os chinas, provavelmente muito doidos depois de tanta fúria da natureza, ainda terão tempo para se divertir com fogos de artifício. E se tudo isso não for suficiente, caso o aprendiz de Bruce Lee saia de casa e a deixe vazia ela será amaldiçoada e irá desmoronar... Imaginem o Shamou jogando isso!!!

Começamos com o Cadu sendo o único a não escolher o tesoureiro, aquele que dá uma ajuda com a grana furada dos orientais, mas assumindo a iniciativa do jogo o que permitia ser o primeiro a escolher uma ação. Já o André Felipe ficou em último na iniciativa o que causou grandes transtornos para seus cubras valentes.

Depois dos dois primeiros meses de paz (só pra enganar a galera), já veio uma pancada do imperador mão-de-vaca que exige 4 doletas (yuens?) dos seus súditos sob pena de morte para cada real não pago. O pior é que logo em seguida veio a fome na região. Cadu já estava com arroz estocado desde o início, com prazo de validade vencido e dando diarréia em tudo que era chinês. Os demais jogadores tiveram que desenbolsar uma grana para fazer arroz-doce e garantir o direito a vida para seus comandados. A pior situação era a do André Felipe que estava fazendo uma equação complicadíssima para evitar a morte da galera nos próximos meses. Vitor só queria saber de dinheiro e de construir palácio. E o Bouzada o tempo todo proferindo "Mas o quê é isso?!". Filipe tava quieto no seu canto só contratando as gueixas para encher seus palácios.

Logo em seguida veio a invasão Mongol. André Felipe estava desesperado sabendo que seus soldados, famintos e apavorados, não poderiam repelir a invasão. Ele sabia que iriam morrer seus cubras de olho puxado mas decidiu levar "outros" consigo. E foi uma carnificina geral, somente o Bouzada escapou por ter um soldado a mais.

Depois veio a peste negra prometendo matar 3 de cada família. Começou uma guerra para ver quem conseguia recrutar o "cara da sopa"para livrar a galera das doenças. Pior para o Cadu que ficou só comdois tabletes de caldo Knorr e começou a enterrar os chinas doentes.

Pausa para a diversão. A turma da muralha deixou de lado as tristezas causadas pelas catástrofes e foi se divertir soltando rojão no Dragon Festival. Aqui eu abro um parênteses para esclarecer queo "soltar rojão" não teve nada a ver com a flatulência do Bouzada.

Depois de gastar todas as cabeças-de-nego disponíveis os chineses se deparam com a peste novamente. Cadu perde mais um cubra e quem se dá mal é o próprio doutor, mestre da sopa, que morre sem beber de seu antídoto.

Enquanto isso o imperador está esperando lá no mês da lagartixa (dezembro) para cobrar tributo de novo e antes dele um mês inteiro de fome. O arroz que o Cadu tinha estocado no início do ano já estava dando bicho e nem o cachorro queria comer. Victor tinha tanto dinheiro que se deu ao luxo de escolher o melhor arroz do mercado, que lá na China é o "Tio Jiraya". Bouzada, preocupado em não perder ninguém perdeu pontos valiosos. Felipe e André Felipe estavam sofrendo muito por ficarem mais atrás na iniciativa. No final a galera deixou as gueixas de lado e começou a investir em Monges Budistas tentando conseguir uns pontinhos a mais (Cruzes!!!). Aliás neste jogo o Monge é o cara que menos sofre já que ele só tem utilidade no final e ninguém quer saber dele durante o ano.

Vitória do Victor, provando que dinheiro e condomínio chinês são importantes neste jogo. Bouzada logo em seguida com três pontos atrás e o Cadu dois pontos após o Bouzada. André Felipe... bem o André Felipe.... com o que sobrou... não conseguiu montar nem um time de futsal. Tudo bem, chinês não joga bola mesmo. O Felipe foi um pouco melhor e terminou em 4º lugar.

Este é um jogo que vale a pena. Eu diria que é o "In the year of the FUN" pois achei maneiríssimo. Mas não é para quem tem amor à vida...

[]s,

Cadu.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Calabouço Especial do Feriado

Feriado de Corpus Christi

Feriado de sol, 22 de maio de 2008. Dia de jogatina no Calabouço das Peças, que vale a pena ressaltar está mais bonito e organizado. Já fazia um certo tempo que eu não participava do evento. Fiquei surpreso quando, ao chegar, percebi que o local estava com umas 30 pessoas jogando em diversos grupos. Não me lembro de ter encontrado tantas pessoas assim no Calabouço.

Quando cheguei fui recebido por um grupo de fanáticos pelo Fórmula Dé que quase me espancaram por não ter trazido o jogo. O André, Arthur e Cia estavam jogando Kingsburg. Gláucio ameaçava..., quero dizer, jogava Cuba com um grupo de incautos que nunca mais teriam uma vida normal novamente. Carlos “Clans” Salles, Luciano e Estevam jogavam Amyitis o que me fez relembrar de uma explicação, feita pelo Guilherme, sobre o jogo:

- É o seguinte galera: nós somos um bando de baba_ovo do rei Nabucodonosor que resolveu construir um jardim do tamanho da cidade de São Paulo só para agradar a vagabunda da Amyitis.

Com uma introdução destas todos ficariam curiosos com o jogo mesmo que ele fosse uma bomba. Falando em bomba tivemos a presença de nosso mais ilustre membro da Al-Qaeda lúdica, Cacá. Ele trouxe em sua mala jogos novos, jogos velhos, um pacote de estalinhos (para distribuir para as crianças) e um dispositivo C4 para o caso de querer se encontrar mais cedo com as 4500 virgens se for contrariado durante alguma partida.

Age of Empires III

Começamos com o Age of Empires III, excelente jogo, para aquecer as turbinas. O Vítor, cujo lema é “eu amo minha esposa e o Zavandor”, consultou seu manual de piadas repetidas só para declarar que caravelas não tinham turbinas. Na mesa para disputar o Novo Mundo estavam: Cadu, Bouzada, Estevam, Carlos “Neutro” Salles e o Luciano.

Depois da explicação o jogo flui normalmente com as nações procurando desenvolver suas economias para manter o alto custo de suas expedições. Sem entender que era melhor fazer conjuntos iguais de “trade goods”, o Capitão “Bouzada Colombo Doído” fez uma coleção de todos os trade goods do jogo. Com esta economia o máximo que ele conseguia era mandar dois bebuns para o novo mundo junto com os ratos nos porões dos navios.

Foi neste momento, por mera coincidência, que chega o ilustríssimo Shamou que tinha acabado de ter uma recaída depois de 2 sessões seguidas de testemunhos positivos no Alcoólicos Anônimos. Sob os efeitos do Etanol ele chegou a declarar que estava muito feliz em retornar a “Masmorra das Peças”.

Bouzada, atordoado pelo teor alcoólico do bafo do Shamou, começou a declarar que ia colocar todos os seus cubras valentes no Box da “Discovery Channel”. É que os colonizadores espanhóis já estavam cansados de assistir sessão da tarde e então arrumaram uma GatoNet lá pelos idos de 1500. Para quem já confundiu “Windfall” com “Waterfall” isso é até compreensível.

O Carlos, que estava jogando para que ninguém fizesse o conjunto de trade goods iguais, só percebeu bem depois que assim ele também não faria nenhum conjunto de trade goods iguais.

O Novo mundo já estava cheio de colonizadores e padres bombados pelo Monastério, convertendo tudo que era nativo com as promessas do Deputado Camilo Sujeira da qual o Bouzada era o porta-voz. Foi neste cenário que o mesmo “Bouzada Colombo Doído” resolveu enviar seus soldados para matar todo mundo, ou melhor dizendo, matar os cubras do Cadu. O Carlos se safou da carnificina porque só haviam padres na Inglaterra e o Bouzada não quis matar nenhum clérigo no feriado religioso.

No final vitória do Bouzada por 1 ponto de diferença em relação ao Cadu, isso tudo porque os Holandeses (comandados pelo Luciano) resolveram não prejudicar os espanhóis empatando maioria na Florida (essa foi Florida!!!).

Bootleggers

O Vitor já estava saltitante querendo jogar o Bootleggers, jogo de gangsters com alta dose de traições, canalhices, extorsões e ameaças de dar inveja até mesmo ao Cacá. Aceitamos o desafio e preparamos as famílias com o Vitor, Bouzada, Cadu e André. Não seria uma partida amistosa, sem dúvida.
O Vitor foi o primeiro a abrir um bar e tomou logo a dianteira vendendo cachaça ilegal pra todo mundo. Shamou ia gostar deste jogo. Depois foi a vez do Bouzada e do André abrirem em sociedade o boteco dos desesperados. Por último o Cadu conseguiu alvará de funcionamento para seu boteco também. Ele tratou de firmar um acordo de cavalheiros com o André para gerar receita em qualquer bar que o Vitor não controlasse. Quando o André teve a chance de tirar o domínio do Vitor enviando seus capangas para o bar dele, o André mudou de idéia e enviou todo mundo para comer “ovo colorido” e “pé-de-galinha na banha” no boteco do Cadu. Cadu, que é totalmente vingativo, jurou ajudar o Vitor a vencer o jogo. Nem foi preciso pois o Vitor tinha o bar dele próprio a disposição para a galera cair na manguaça. Já na rodada seguinte ele venceu sem precisar da ajuda de ninguém enquanto os adversários discutiam se a jogada do André tinha sido regular, ruim, péssima, horrível, tenebrosa ou “Shamouzada”.

Midgard

A partida seguinte foi de um jogo chamado Midgard. E lá estavam novamente Bouzada, Vitor, Cadu, André e o Guilherme de “contra-peso” (põe contra-peso nisso!!!). André estava preocupado com a possível vingança meta-jogo do Cadu, mas quem espalhou o terror das jogadas destrutivas foi o Guilherme. Eu acredito que os Vikings do Guilherme eram todos daltônicos, pois trocavam constantemente o alvo dos seus ataques atingindo somente os verdes. E o Cadu estava com os verdes!!! Coincidência da peste!!!

A história do jogo é a seguinte: Vikings estão invadindo vilarejos, provavelmente de Midgard (oohhh!!!), sendo que alguns destes vilarejos estão “amaldiçoados”. Todos os vikings das regiões amaldiçoadas irão para o limbo felizes da vida por terem morrido gloriosamente em batallha. Lá no limbo eles ganham 1 ponto de vitória e ressurgem em vida novamente, porém muito p$#%@ da vida pois irão para as galés onde terão que repetir todo o processo de “invasão x alma penada no limbo x ressurreição” novamente.

Ao final tivemos a vitória do Bouzada que traduziu com a seguinte frase o seu sucesso: fui o que menos foi parar no limbo!

Enquanto isso...

Enquanto isso, na mesa ao lado, a galera estava passando por um momento de dúvida na partida de “Blue Moon City”. O jogo havia sido explicado detalhadamente pelo Gláucio, mas segundo um dos jogadores, que preferiu não se identificar para evitar represálias, eles jogaram mais de 90% do jogo sem saber para quê estavam acumulando as famosas escamas de dragão.

Nexus Ops

Minha última chance de sair do zero era a próxima partida que seria de Nexus Ops. Cacá, Bouzada, Artur e Cadu disputariam o valioso rubium numa lua distante, que de tão distante só perdia em parsecs para Realengo.
O mais notável nesta partida foi a eliminação por completo do Cacá e do Artur. Não sobrou uma unidade sequer para contar história. No fim vitória apertada do Cadu, aos 45 do segundo tempo, por 12 a 11. O Cacá, apesar da extinção de sua espécie, terminou com 10 pontos enquanto o Artur conseguiu apenas 4 pontos.

Que venha o próximo!!!

Mais um dia agradável no Calabouço das Peças. Que venha o próximo feriado com muito sol, pois mesmo que nos forcem a ir a praia levaremos nossos tabuleiros. E o pessoal da Sibéria ainda reclama do frio...

[]s,

Cadu.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Session Report : Mai. 15 - Calabouço das Peças

De volta ao Calabouço depois de um tempo longe, jogos novos pra estrear e secura pra jogar. Logo de cara percebo uma mudança super positiva, a ludoteca agora tá bombada com as aquisições do amigo André Felipe e o ventilador na parede funcionando benzão.

Chegando lá já tinha uma mesa com Bouzada, André Felipe, Guilherme e Victor começando a explicação do Brass, como a capacidade do jogo estava cheia fiquei na de fora com o Arthur.

Assim que chegou o Carlos jogamos um filler do Knizia, o Escalation!. Ele é um jogo de cartas que tem a numeração de 1 a 13, o seu objetivo e terminar com o bolo menor de cartas, para isso você vai baixando seus números, sempre maiores que o seu antecessor, você pode somar números, desde que sejam iguais os valores. Bacaninha, um bom jogo pra apresentar pra mulecada também. Nesse meio tempo chegaram mais dois André's, jogamos os 5 mais duas partidas do Escalation! e resolvemos partir para outro menos filler.


Atacamos de Mall of Horror, esse é um jogo divertido e cheio de cubreagens. Nele você tem que sobreviver dentro de um shopping que esta sendo infestado de zumbis, para isso temos as lojas para nos proteger, só que em toda rodada temos que ficar andando pelo shopping e sempre chegam mais zumbis. Caso eles consigam entrar na loja onde estão os sobreviventes rola uma votação para saber que vai servir de "boi-de-piranha" para os zumbis comerem e irem embora. Diversão garantida, ficamos um marcando o time do outro quando percebemos o Carlos ganhou a partida.

Depois partimos para a estreia de um dos jogos que eu levei, o Taluva. E foi uma grata surpresa, o jogo lembra a mecânica do Carcassonne, tipo coloca tile e coloca peça, aí começam as diferenças.

Cada tile tem 3 desenhos, dois terrenos e um vulcão, você pode ir colocando os tiles no mesmo nível, ou empilhando criando outros níveis no tabuleiro, podendo inclusive soterrar as cabanas do nível inferior. Já as pecinhas temos 3 tipos, cabanas, templos e torres e você tem uma série de regras para as colocações delas.

Quando todos os tiles forem colocados, ganha quem tiver colocado mais templos (desmpatando em torres e depois em cabanas) ou então que finalizar primeiro dois tipos de construção. O jogo é bem bacana, acabamos jogando duas vezes, eu ganhei uma e o André outra.

Nessa hora a mesa do Brass finalmente terminou, dividimos os grupos, uma galera foi pro Taluva e eu, Arthur, Fel e André jogamos Catan. Boa partida, mas demorou mais do que esperávamos, o sono já tava batendo legal. Ensinei pra eles que negociação no Catan vai muito além de "dois trigos por uma ovelha". Acabei ganhando e matando a vontade de jogar um dos jogos que eu mais gosto.

Foi uma noite bem agradável, jogamos até quase 3 da manhã e com certeza voltarei a aparecer mais vezes. Fica aqui meu agradecimento ao pessoal do cigarro que também pegou leve e essa era uma implicância que eu tinha com o Calabouço e que agora já não tenho razão pra reclamar."

Agora seguem os meus comentários sobre o último Calabouço:

Começamos jogando Brass. Depois de umas duas horas de explicação de regras, começamos o jogo: Eu, André Felipe, Bouzada e Victor "Zavandor".

O jogo é bem complicado, com algumas mecânicas que lembram bem o Age of Steam (ambos são do Martin Wallace). É um jogo muito bom, principalmente para quem gosta de brainburners, mas é muito pouco instintivo.

A partida demorou umas 3 horas, com vitória minha não muito na frente do segundo lugar, e os demais jogadores ficaram muito próximos um do outro.

Depois disso, eu, Victor "Zava" e Bouzada jogamos uma partida de Taluva, jogo do grande amigo do Bouzada, o Casasola.

O jogo foi descrito pelo Cacá lá em cima. Quando a regra foi explicada pelo mesmo, eu entendi uma regra de forma contrária à que ele explicou, e fui o único que joguei de tal forma, o que é, na verdade, a regra certa. No final do jogo, vitória minha, e o Bouzada viu que ele e o Victor estavam jogando com a regra diferente.

Como já era tarde, decidimos encerrar a noite.

No Domingo, no Dia D, o André Felipe ainda veio me dizer que a regra do Brass estava errada. Na próxima tentarei uma partida de Brass com a regra certa.

Abraços e até quinta-feira!

Calabouço especial de Corpus Christi

Teremos nesta quinta-feira o Calabouço começando mais cedo, às 14h.

Para quem quiser comparecer, fica o convite.

Abraços a todos e até quinta-feira!

domingo, 18 de maio de 2008

Dia D do RPG!

O Final de semana do Dia D do RPG não podia ser mais produtivo. Os jogadores de RPG são pessoas extraordinárias. Em breve posto um report decente e lanço algumas fotos no Orkut. Por ora deixo o contato para a galera do Dia D que queira saber mais sobre os eventos vindouros:

dfelbarros@hotmail.com (msn)

lefelbarros@gmail.com (e-mail)

Fel Barros (Orkut).

Um abraço para a galera da Night Hunter produções, em especial à Pandora e o Bispo que cederam o espaço para nós e a recepção não podia ter sido melhor!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Session Report: 8 de Maio

Mais uma 5a feira movimentada no Calabouço das Peças. Além dos personagens habituais contamos com o retorno do exímio jogador de (todos) os jogos, Sávio, também conhecido como Americano. A Tia do Salgado, vulgo Daniel também chegou cedo e tivemos um dia movimentado para uma 5a feira qualquer. Começamos com apenas uma mesa de Attribute, jogo que o Guilherme vinha pedindo calorosamente para jogarmos desde que eu o trouxe dos EUA. Acho o jogo super inteligente tirando o fato de termos de dar tapa na mão dos outros na disputa pelas cartas. Attribute é um jogo que ,por razões inexplicáveis, tem como tema as ovelhas. Qualquer animal, do Pinguim ao Ornitorrinco seria pertinente à temática. O jogo é relativamente rápido, cada um joga duas vezes e ao final disso são contados os pontos. Recebemos uma mão inicial de 5 cartas com adjetivos da língua inglesa e uma ovelha vermelha ou verde. No nosso turno devemos propor um tema do tipo "Continentes", "Romário", "Sala de Aula" e associar o nosso adjetivo àquele tema. Em seguida todos escolhem uma das cartas da mão com um adjetivo e tentam associar ou afastar o máximo possível ao tema proposto (já vão entender o porquê). Aí entra a parte do "tapa". Reveladas as cartas, todos podem dar tapa em uma carta e pontuar (ou não por elas). Aí entra em cena as ovelhas verdes e vermelhas. Se você colocou uma ovelha vermelha há dois cenários possíveis: Ninguém bate no seu adjetivo por ele se afastar muito da temática e você ganha um ponto. Ou alguém, por descuido ou propositalmente bate na sua ovelha e ambos perdem um ponto. Já as ovelhas verdes você deve tentar que a escolham. O jogador que deu tapa no adjetivo e o que possuía a ovelha verde escolhida ganham um ponto. Caso contrário , quem não teve a ovelha escolhida perde um ponto.
O jogo fluia com um certo caos pois o Carlos não manjava muito de inglês e ficou um pouco perdido. Fora que algumas palavras realmente tinham um significado meio obscuro e pouca ou ninguém sabia o que significava. Eu e Guilherme abrimos uma vantagem inicialmente mas o Guilherme, novamente, adotou o revanchismo e escolheu uma ovelha vermelha minha em represália a eu ter pego uma verde antes dele na rodada anterior. Fora a jogada-chave do jogo em que o Carlos, dando um ar divertido e caótico ao jogo, bateu numa ovelha vermelha do Guilherme, provocando uma alegria profunda no mesmo. Com a derrocada do incentivador maior do jogo, Bouzada acabou se aproximando da minha pontuação e na última rodada, tive que dar uma aula de matemática aplicada a um estatístico, um engenheiro e um matemático ( eu com minha formação em LETRAS) e expliquei que estava pouco interessado na desgraça do DELTA que eles queriam propor. Acabei ganhando por um ponto do Bouzada, com o Guilherme em terceiro apesar do Revanchismo.
Acabado o Attribute, algo inédito aconteceu: 3 mesas no Calabouço! Há um bom tempo não se via isso. Eu, viciado em Kingsburg, propus uma Learning Session para os outros dois Andrés e o Carlos. Enquanto isso, Vitor Zavandor teve sua tão esperada sessão de Caylus com Guilherme e Bouzada. Na 3a mesa, Daniel e Americano jogavam San Juan até a chegada de Renato que também acabou jogando uma partida com eles. Nesse meio tempo Arthur chegou contabilizando os salgados e tivemos uma pausa para degustá-los inclusive o novíssimo Pão de Queijo a 1 real que fez a alegria da galera. O Caylus, um jogo muito mais pesado e arrastado do que o Kingsburg andava no mesmo ritmo do nosso jogo. No Kingsburg, os dois Andrés fizeram
uma estratégia envolvendo a Farm, ganharam um dado a mais mas descuidaram um pouco da defesa. O Carlos, por outro lado, ficou na track dos pontos de vitória enquanto eu, como bem lembrou o Bouzada, fiz o feijão com arroz, Buildings defensivas e depois ia para a 1a coluna. Minha estratégia foi recompensada ao final do último ano. Carlos empatou a batalha final enquanto dois dos três Andrés foram derrotados pelo Demon perdendo valiosas construções e acabando mais de dez pontos atrás de mim graças a uma rolagem baixa no último inverno. Três Andrés ocuparam o pódio. Suderj informa: (Depois de explicar o Attribute, fiquei com preguiça de explicar as regras do Kingsburg então olhe uma review do BGG se você quer saber mais sobre o jogo). O nosso jogo ,que a essa altura tinha virado Twilight Kingsburg , acabou depois do Caylus, um feito histórico para os jogos de tabuleiro modernos.
Acabado os jogos, Carlos e dois Andrés foram embora. Eu, Bouzada e Vitor, a pedidos incansáveis parte II do Guilherme e na esperança do Bouzada que o próprio venha a jogar Through the Ages um dia, fomos jogar o Lord of The Rings, o jogo cooperativo. Não sou muito fã de jogo cooperativo pois acredito que role um pouco de perda de individualidade nas jogadas, já que as decisões são tomadas meio que em conjunto. O jogo é bem fiel ao livro apesar de por ser um jogo do Knizia, não faz a menor diferença quem é quem na hora de acrescentar o tema. O jogo é bem difícil, não demora e no final das contas eu, que estava mais atrás , acabei pegando o Anel antes de chegarmos a Mordor e para felicidade geral da nação , Frodo morreu (!) e quem destruiu o anel foi eu, jogando de Pippin. Sendo que o Sauron tinha levado o Merry também e nós ganhamos uma rodada antes do Sauron tomar o Anel. Foi super apertado, relativamente divertido. Não me encheu os olhos mas acho que deve ficar bem mais interessante com as expansões.
Nesse meio tempo, Sávio, o melhor jogador (de todos) os jogos já criados, foi derrotado no Amytis pelo Renato. Com o anel destruído e o americano derrotado, somente sobreviveram eu, Americano, Daniel e Arthur (posteriormente descobrimos que Arthur também possui Daniel no nome e decidimos chamá-lo assim. Com pouca gente e sendo quase três da manhã, jogamos um Guillotine, fillerzinho excelente, altamente caótico e por isso um dos favoritos do Arthur. Ele e eu dividimos a liderança durante boa parte do jogo. Começamos a trocar hostilidades e acabou prevalecendo a vitória dele por um ponto sobre mim.
E para fechar a noite, mais uma Learning Session de Kingsburg! É legal que normalmente as pessoas gostam bastante do jogo. E não foi diferente dessa vez. O jogo foi bastante diferente do anterior. Eu, Sávio e Arthur investimos bastante na parte defensiva, apesar da Uruca ter batido a nossa porta e os rolamentos estarem ridículos. Arthur , apesar de estar jogando a primeira vez, pegou o espiríto do jogo e investiu muito no Jester que dá um ponto de vitória grátis apesar de ser o mais baixo conselheiro. Daniel, sugado pelos pontos de vitória da coluna de cima, acabou ignorando os efeitos do Inverno e sofreu uma derrota acachapante no quarto ano , perdendo 3 ouros, uma Church e consequentemente 7 pontos de vitória. No último ano, uma emocionante disputada entre eu e Arthur, ele liderando, pelo primeiro lugar e na última rodada, com a ajuda de um Alquimista consegui construir uma Chapel acrescentando 5 pontos de vitória e empatando com o líder.
Acontece a última batalha e Americano, com mais força militar ganha o decisivo ponto extra pela vitória mais convincente no inverno. Eu e Arthur, empatados em buildings e sem goods, ficamos com um justo empate e ambos saímos vencedores. Depois da maratona e de um frutífero Castelo, decidimos encerrar por ali.
Até o próximo Calabouço!

Session Report 1 de Maio

Quinta feira, feriadão e tivemos um número razoável de pessoas no Calabouço. Notadamente, a presença do Pedro que costuma ir ao Castelo e conseguiu ir dessa vez (sem a namorada).A noite começou em alto nível com dois jogaços na mesa. Power Grid, uma
learning session orquestrada pelo Guilherme, um dos organizadores do Calabouço, o Pedro, a única pessoa que eu convidei do Castelo que realmente apareceu e o Diniz, ex-aluno meu que de vez em quando aparece lá para jogar. Na outra mesa, The Scepter of Zavandor, atualmente 3o lugar no meu ranking de jogos favoritos. Os jogadores eram Eu, Arthur, idealizador e dono do
Calabouço, Bouzada que atualmente só pensa em Through the Ages e Victor "Zavandor" que tem esse apelido por ser viciado em Zavandor e até pouco tempo dono de uma das únicas cópias aqui do RJ.
Zavandor é um jogo econômico com uma temática meio piegas. Somos aprendizes de mago buscando o tal do Cetro de Zavandor. Temática rala e inexistente, não dá muito o feeling de ser um aprendiz, principalmente pelo fato de boa parte do tempo você está calculando como receber seu troco honestamente (não há "um" de troco, então se vc paga 19 com 20 vc perdeu 1 pó mágico, a moeda do jogo.) Nesse jogo você desenvolve uma "engine" econômica através de pedras preciosas, Rubis, Safiras, Diamantes ou Esmeraldas. (Você começa com Opalas mas elas não proporcionam "engine" alguma). Além disso, você recebe um personagem dentre fada, elfo, kobold, mago, druida e bruxa. Cada um tem seu "caminho" de magia inicial e há também artefatos e sentinelas que são leiloados ao longo do jogo. Quando são leiloados cinco sentinelas, o jogo termina.
Fizemos um sorteio e eu acabei empacado com o Druida, de novo. O Druida é meio fraco pois ele é obrigado a jogar com Rubis. E é meio difícil jogar com ele sendo newba como eu (foi minha 2a partida). Vitor Zavandor jogou de Mago, profissão que ele diz não gostar em um jogo para 4 pessoas, Bouzada de Fada e Arthur de Elfo. Esse jogo foi interessante para mim pois a 1a
vez que eu joguei foi uma partida de mais de 6 horas, learning session e dessa vez os artefatos eram mais escassos e havia mais disputas por eles. Bouzada começou com uma estratégia de Safira e mudou para Diamante. Arthur ficou sempre na Esmeralda, eu empacado nos Rubis e Vitor nos diamantes. O jogo era constantemente interrompido pelas dublagens do Kiko, feita pelo
Guilherme na mesa ao lado com a frase "Ai que burrico, dá zero pra ele" sempre que alguém não conseguia pegar seu troco de forma correta.
O artefato crucial é a Máscara de Carisma que reduz o preço dos Sentinelas em 20, principal condição de vitória do jogo. Bouzada comprou uma e Vitor a outra. Arthur, famoso por propagar o caos no jogo, comprou dois artefatos que destróem gemas dos oponentes. Como eu estava jogando de Rubi, comprei opalas para me defender. O jogo foi se desenrolando e no final, graças
ao caos propagado pelo Arthur, a estratégia do Vitor de comprar duas sentinelas foi inviabilizada e na última rodada eu estava empatado com o Arthur em primeiro, Vitor em último e o Bouzada fazendo conta para ver se tinha como ganhar. Acabou vencendo a mim e ao Arthur por um único ponto de vitória. Foi um jogo super equilibrado e bem mais rápido do que eu esperava,
cerca de três horas.
Nesse meio tempo, a partida de Power Grid já tinha acabado, com vitória esmagadora do Guilherme e eles tinham começado uma partida de Cartel, jogo lançado pela Grow no Brasil e que no exterior se chama Acquire. É um jogo de compra e venda de ações que eu tenho muito interesse em jogar e só não comprei pois os preços das edições (out of print) estavam abusivos. Ao time inicial do Power Grid acrescenta-se Carlos, figurinha certa no Calabouço, André, gerente financeiro do Calabouço e Renato, grande jogador de Pokemón.
Acabada a partida de Zavandor, Arthur foi cuidar da gigantesca leva de salgados e o Cartel estava terminando. Eu e Vitor confabulávamos sobre o que jogar a seguir enquanto Bouzada sugeria, pela enésima vez, uma partida Advanced de Through the Ages. O Cartel acabou de novo com a vitória de Guilherme, apertada sobre Renato. Diniz, Pedro e Carlos estavam indo embora.
Renato e André foram lá para baixo prosear. Os sobreviventes a essa altura, cerca de meia-noite eram eu , Guilherme, Vitor e Bouzada. Depois de muita discussão concordamos em jogar Midgard, Kingsburg e por fim, Attribute (a pedidos incansáveis do Guilherme).
Fizemos a Learning Session do Midgard, Bouzada explicando e ressaltando que tinha lido as regras e achado o jogo páia. O jogo mistura controle de área com draft e é extremamente simples. Demorou cerca de 1h30 com a explicação e acabou com uma vitória magra minha sobre o Bouzada graças a uma jogada minha fruto do meu inexorável D.D.A. Passei uma carta ótima
que tinha guardado desde a 1a rodada para o Guilherme na hora do último draft e acabei perdendo-a. Guilherme encerrou seu winning streak com a lanterna.
Logo em seguida jogamos Kingsburg sendo que o Bouzada e eu já tinhamos jogado uma vez e o Vitor duas. Bouzada explicou para o Guilherme e depois começamos. Kingsburg , atualmente, é o meu jogo favorito na categoria "Lightweight". Há, sem dúvida, um fator sorte muito forte mas relativamente contornável pelas buildings. Fora o Risk Control pois o jogo se passa nas 4
estações do ano, sendo que no Inverno somos atacados por algum bicho , normalmente um Goblin ou Zumbi. Devemos influenciar conselheiros em troca de recursos, pontos de vitória ou força militar. Fora que o jogo é visualmente espetacular.
Começou o jogo e começamos a ver os "que que isso" famosos do Bouzada após seus low rolls nos dados. Foi um jogo marcado por uma inexplicável perseguição do Guilherme à minha pessoa (há muita interação, pois um conselheiro já influenciado, salvo rara exceção, não pode ser influenciado por outro jogador). Como você usa seus dados para alocar dos números 1-18, normalmente o Guilherme alocava de forma a não deixar eu alocar, independente de isso ser bom ou ruim para ele. Eu joguei mais na defensiva fazendo muitas construções militares, o Vitor fez isso também, até melhor do que eu em certo ponto do jogo, pois eu , ao invés de me manter na estratégia fui buscar pontos de vitória extras. Por conta disso, acabei perdendo a 4a batalha e preciosos pontos de vitória.
No final, Bouzada em primeiro, um ponto na minha frente e Vitor um ponto atrás de mim. Já eram 4 da manhã e Bouzada, homem-carona viu que seria tarde para jogar o Attribute. E essa foi a noitada de 5a feira, muito produtiva, aprendi um jogo novo e joguei dois favoritaços meus. Abraços e até a próxima!