Todas as resenhas de jogos que escrevi até hoje no blog do Calabouço tem uma tendência para o humor. A vida é muito agitada e corrida, porque não rir um pouco pra descontrair? Eu levo os jogos de tabuleiro bem a sério e jogo sempre pra ganhar, mas quando falo deles procuro enfatizar mais as pessoas, o que elas tem a oferecer, o que elas são, como jogam, como se comportam. Sempre há coisas engraçadas para dizer. Muitos já devem estar cansados das piadas repetidas e personagens carimbados, tais como: Islâmico Cacá ou Cacássone, Deputado Camilo Sujeira, Fel Mosca Morta Dissimulada e Sugestiva, Major Bouzada Ronca e Fuça, Carlão “Vândalo do Portão”, Arthur e suas experiências culinárias, Victor Zavandor, Rodrigo “Desaparecido” Ramos, Rogério Edition, Shamou e suas peripécias a caminho do Calabouço, Antônio Marcelo e seus gatos amestrados, Mayapur e suas meditações religiosas durante as partidas, Leo “Floresta Encantada” Rossi e vários outros.
Mas o que dizer do lado humano das pessoas? Como agradecê-las pela amizade e carinho? Quem são os seus amigos?
O que aconteceu no Rio de Janeiro em abril de 2010 não foi nada engraçado. Não foi feliz para ninguém. Então por que motivo escrever uma resenha? Onde estão os jogos e as pessoas aqui?
Como a maioria já sabe a chuva destruiu a minha casa e os meus bens. Isso aconteceu com várias pessoas no Rio de Janeiro, sendo que muitas delas perderam também parentes, o que, agradeço a Deus, não ocorreu comigo.
No entanto, no meio da destruição e daquela sensação ruim de perder a sua casa, eis que ganho o maior de todos os presentes: os gestos de humanidade e amizade que me pareciam tão perdidos e esquecidos. Não esperava menos de nenhum dos amigos do Calabouço, Castelo e afins, mas confesso que fiquei sensibilizado. Então em lugar de escrever algo para rir porque não escrever algo para agradecer? Não vou mencionar o nome de cada um pois posso cair na cilada de esquecer alguém, o que seria injusto. Então AGRADEÇO DE CORAÇÃO aos amigos brasileiros, portugueses e dos demais países que ajudaram, contribuíram e deram muito de si mesmos. Esse é o maior bem, o gesto de amizade e carinho. Isso não tem preço, não há quem tire, não tem catástrofe natural que leve.
Falando sobre o ocorrido, durante a noite, fugindo da inundação, a sensação foi de terror. Ao amanhecer e ser resgatado por um barco de voluntários eu estava meio atordoado, sem saber exatamente o que fazer. Minha esposa é forte e não se abala fácil, com o Eric no colo e uma bolsa de roupas ela não demonstra fraqueza, algo admirável. Um rapaz chamado Wallace nos deu carona até o nosso destino, sem pedir nada e sem nos conhecer.
No dia seguinte voltei ao local e tirei grande parte das fotos que disponibilizei no link http://www.4shared.com/dir/36085801/1393f895/Enchente_Abril_2010.html.
Dos jogos destruídos conta-se: Descent, Agrícola, In the Year of the Dragon, Catan dentre outros. Mas o mais espantoso foi o caso do “Space Hulk”. Este jogo estava numa gaveta que foi coberta pela água. No dia seguinte a tampa e a caixa estavam encharcadas, mas o jogo encontrava-se intacto e com as peças completamente secas. A qualidade do material da “Games WorkShop” é tanta que o jogo sobreviveu a uma enchente. Por outro lado, o “Jogo dos Conquistadores” se desmanchou por completo. A “Estrela” deve estar orgulhosa da qualidade de seus jogos.
Lama por todos os cantos, destruição e uma certeza: a vida continua, não há porque lamentar. Tudo isso é uma oportunidade de aprender, de renovar esperança, de saber que Deus não tira nada de ninguém.
Uma vez ouvi um sermão que contava a história de um casal que teve sua casa incendiada. Nos escombros, desolados, removiam as cinzas. A esposa, num mixto de lágrimas e sorrisos, diz ao marido que encontrou um álbum de fotos que não havia sido destruído por completo. Eles se abraçam, estão felizes. Ali está a história de suas vidas, os amigos, os momentos...
Quando estava na sala, com água pela cintura, vi meu álbum de fotos e fui compelido a levá-lo. Não me arrependo agora. Ali estão alguns dos seres humanos mais extraordinários que conheço... os amigos.
Há amigos mais chegados que um irmão.
Abraços,
Cadu.
sábado, 10 de abril de 2010
Há amigos mais chegados que um irmão
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Calabouço Derretido - Joga do Zumbi Escaldante
Rio 40º, a sombra, e dia de Calabouço das Peças! Pensei com meus poucos neurônios que restaram para assuntos menos importantes, já que o restante está reservado para pensar só em boardgames, que haveria poucos jogadores devido ao calor escaldante que faz em nossa cidade. Tudo bem que no dia seguinte era feriado, mas estava quente demais, de tal maneira que dava para pegar uma praia às 22:00h tranqüilo. Porém me enganei, já que o Calabouço "bombou" de gente e confesso que nunca vi o local tão cheio (nota do Cacá: tinham mais de 45 pessoas). Não tinha lugar para jogar, daí o Arthur teve que liberar sua câmara secreta (hum, nossa!!!), que é uma sala separada no Calabouço, para que a galera pudesse jogar.
Para esquentar as turbinas o Fel e o Arthur começaram uma verdadeira "pelada" de futebol de botão. Teve goleiro caído no campo sem atendimento médico e várias bolas da trave, mas gol mesmo que é bom... nada. Até que chegou o Cacá com o seu time de futebol afegão para desafiar o Fel e seus comandados. Depois de várias ameaças terroristas, Cacássone teve que engolir a derrota para o representantes do ocidente pelo placar de 3 a 1.
Partidinha de botão que tem virado mania no Calabouço.
Rodrigo 50% Ramos chegou, e entre uma cerveja e outra mandou bala no Abalone contra o Carlão Merino, o vândalo do portão, lenda no jogo e instrutor internacional.
Franklin e Filipe começaram uma partida de Scepter of Zavandor com mais dois jogadores, logo após o anúncio de que o Victor não compareceria ao Calabouço por causa do calor infernal.
Arthur vendia picolé e salgadinhos, enquanto Cacá liberava as formigas das empadas com agrotóxico iraquiano. Fel vendia uma pilha de jogos novos, anunciando promoções, parcelamentos e parceira com a Visa e o Mastercard.
Deputado Camilo Sujeira chegou um pouco mais tarde, mas entrou na onda comercial
e anunciou seu mais novo livro: "Pessoas inteligentes jogam tabuleiro mesmo em
véspera de feriadão".
Bouzada estava em Curitiba, tentando convencer o atendente do hotel que Twilight Imperium 3rd é a melhor coisa que existe no mundo.
Outro grande abstrato, o Abalone.
Não querendo ficar de fora da festa, aceitei o convite do Cacássone e do nosso místico amigo Mayapur para uma partida de Endeavor. Este é um jogo que ainda não vi quem não goste. Jogo bonito, gostoso de jogar e razoavelmente rápido. Nele os jogadores representam nações européias colonizadoras quem tem o objetivo de descobrir novas terras e adquirir tecnologia, cultura etc. Nossa partida foi marcada pelo tremendo esforço do Cacá em manter o Zé Colméia na mesa. Por duas ou três vezes presenciamos a cena do Cacá entrando com o Zé na sala puxando-o pela orelha. Para completar o quinteto tínhamos o Mário como um dos aspirantes
a colonizadores, visto que a maiora só tinha jogado uma ou duas vezes o jogo.
Durante a partida o Mayapur tentou intimidar o Cacá e fez um ataque surpresa a uma de suas bases secretas para treinamento de homens-bomba. Cacá, que só não é mais vingativo que o Deputado Camilo Sujeira, jurou derramar sangue no Ocidente. E não deu outra, toma pancada no Mayapur. Cadu foi se expandindo sem ser muito incomodado e conseguiu dois governadores de terras recém-descobertas. O problema de ter dois governadores era a questão política envolvida... o pessoal tava brigando por verbas maiores e merenda das crianças... etc. Mário também expandia sem ser muito incomodado, com seu jeito mineiro de ser, quietinho no
seu canto. Zé Colméia, assessorado pela namorada, estava chamando a atenção pela seqüência de shippings duplos seguidos. No final, após alguns ataques ao Mário, Cadu conseguiu uma vitória apertada com 58 pontos, seguido de perto do Mário com 56 e com os outros jogadores com pontuação entre os 50 e 54 pontos.
Ninguém resiste ao bacana Endeavor.
Depois do Endeavor juntou-se a nós o Leandro, no lugar do islâmico Cacássone, para uma partida de Snow Tails, que na tradução tosca do Victor é algo como: "Caudas da Neve", hummm!? O Mário tratou de explicar o jogo, que nada mais é que uma corrida de trenós puxada por cães, com um sistema de "drifting" genial e muitíssimo divertido. Depois de posicionar os trenós na linha de largada os jogadores começam a dar velocidade a cachorrada para alcançar as melhores posições. Mayapur, nosso amigo místico do Tibet, pediu um momento para realizar uma oração e queimar incenso, pois em sua religião os cachorros são bichos sagrados e tem que ser protegidos... hummm?! Zé Colméia, que já fez curso de sobrevivência no Everest, tomou a dianteira da corrida junto com o Mário (aquele mesmo que te trancou no... deixa pra lá), enquanto Leandro, Cadu e Mayapur ficaram um pouco para trás. Logo antes da primeira curva tinha uma radar eletrônico da CET RIO, que o Zé Colméia devidamente batizou de "Pardal das Neves", para multar trenós acima do limite de velocidade. Como eu e o Leandro esquecemos desta regra tivemos que frear os trenós e passar bem devagar enquanto o Mayapur se juntava ao grupo de elite que estava dominando a corrida. Duas curvas a frente vem o primeiro "Bosque Encantado" onde a princesa Léia Rossi gosta de passar as tardes jogando tudo que tem a marca "Estrela" na caixa.
Não pode faltar no Calabouço uma mesinha de Can't Stop.
Para desviar das árvores do bosque sem danificar o trenó o Mayapur estava fazendo uma conta complicadíssima, invocando monges ancestrais na tentativa de obter alguma ajuda. Zé Colméia chutou o balde e deu trabalho pro GreenPeace depois de derrubar um pinheiro raríssimo para alcançar uma melhor posição. Mário conseguiu manobrar e escapar da primeira sequóia, mas não teve como desviar da segunda e deu de cara com um guarda florestal. Mayapur, que a essa altura já tinha terminado de fazer as contas, entendeu que o melhor naquele momento era
ficar... parado.... isso mesmo... parado. Ficou parado ali, por umas duas rodadas, até conseguir desviar de cada arvore pelo caminho. Com isso o Cadu (diga-se EU), que vinha atrás não teve como desviar e tome pancada na árvore. Leandro, que estava dividindo a lanterna com o Cadu, se aproveitou da situação, e com manobras espetaculares conseguiu assumir a liderança provisória da corrida. Mais a frente outro bosque para atrapalhar os competidores, e era um
tal de cachorro dar de cara na árvore... afinal errar é canino!!! Os resultados foram surpreendentes. Mayapur chegou em último depois de muita meditação diante do bosque sagrado. Só conseguiu chegar depois que uma equipe de resgate foi destacada para encontrá-lo. Mário, que jura que foi atrapalhado pelo Abominável Homem das Neves, chegou em quarto lugar. Em terceiro ficou o Leandro, com sua corrida de recuperação, apesar de ter se confundido e embaralhado a sua carta número cinco com o monte de compras, o que o fez perder a segunda posição para o Cadu que chegou com seu trenó em frangalhos... ou melhor... o trenó do Tio
Rufus... não sei como vou explicar isso para ele!!! O grande campeão foi o Zé Colméia que fez muito bem a última curva e mandou bala na reta final para receber o troféu... um pacotão de Papita Champion que foi o patrocinador do evento!
C&C: Ancients estreando nas jogas do Calabouço.
Um lance legal do Snow Tails é a peça "Pata de Cachorro" que é uma espécie de cartão vermelho para quem fica demorando muito a jogar. Muita gente deu "patada" no outro para que o jogo fluísse. Em homenagem ao nosso amigo e pensador eterno Bouzada, guardamos uma pata de cachorro honorária para ele...
Duas horas da manhã, hora de ir embora, mas a casa continuou cheia... Enquanto isso o Shamou, que estava vindo para o evento eram 19:00h, sob os efeitos de Tequila estragada se perdeu e foi parar num local reservado para canteiro de obras das Olimpíadas de 2016. Para não perder viagem ele se juntou aos peões numa animada partida de sueca. Ele até arriscou explicar para os novos amigos o que é uma Math Trade... mas aí já é uma outra e longa história que nem a
filosofia irônica do Carlos Salles consegue explicar.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Calabouço Fantasma
Fazia bastante tempo que eu não aparecia no Calabouço então foi uma surpresa encontrar tudo mais organizado e bonito, com direito até a mural de fotos!
Quando cheguei fui recebido pelo Cacá que estava testando um novo dispositivo suicida num dos supostos jogos do Leo Rossi. Falando em Leo Rossi ele finalmente deu as caras no Calabouço portando uma misteriosa bolsa vermelha nos ombros. Secretamente apostamos que o conteúdo da mala eram os seus jogos preferidos "Floresta Encantada I e II", Jogo da Vida do Bob Esponja e uma edição comemorativa dos 35 anos de Super Trunfo no Brasil. Logo em seguida chegou o Americano, que deu uma geral na minha mochila sem a minha permissão, já se preparando para o embate no Through the Ages com o Bouzada. Fiquei emocionado ao ver a reação entusiasmada do Americano quando o Cacá explodiu um Banco Imobiliário dos Simpsons (ninguém sabe o dono) com um dos seus brinquedinhos islâmicos.
Novo painel de fotos do Calabouço.
O Bouzada chegou sedento por um jogo que durasse no mínimo 8 horas. Menos tempo que isso já é considerado um "jogo fraco" por ele. O Fel chegou com uma mala de jogos para entregar aos seus fiéis clientes do RJ. Eu comprei um Leonardo da Vinci, mas quando comentei o preço que estava pagando (1200 reais – preço fora da tabela) quase lincharam o Fel por causa da nova
filosofia de preços justos, honestos e éticos para jogos de tabuleiro. Um deles, mas exaltado, disse que o Fel não podia agir assim, enganando um sujeito inocente e puro como o Cadu que nunca havia comprado jogos de tabuleiro antes. O bom foi que, para salvar a própria pele, o Fel concedeu um desconto bacana na casa dos dois dígitos, um brinde cativante, fez em 10x sem juros, e ainda convenceu a todos que a sua atitude mostrava que as acusações estavam
fundamentadas em argumentos subjetivos e portanto não eram válidas. Ufa!!!
Para amenizar o clima tenso por causa da questão insan..., quero dizer dos preços, começamos uma partida de Ghost Stories. Nela representamos um grupo de monges Taoístas (sei lá que jonça é essa) que estão defendendo a vila em que moram da invasão de fantasmas cruéis e anti-éticos. O problema é que matar fantasma com espada não é uma das melhores estratégias. Na vila existem alguns locais onde os monges podem receber ajuda para espantar os maus espíritos.
Os monjes taoístas se virando no Ghost Stories.
Nesse momento eu faço uma pausa para dizer que o Carlão estava do meu lado dando pitaco nas minhas jogadas. Retomando a narrativa posso dizer tranqüilamente que os fantasmas se divertiram bastante fazendo picadinho dos monges facas cegas. Para cada fantasma que conseguíamos eliminar (quando conseguíamos!), surgiam mais três piores. Tudo quanto era macumba para espantar os dito-cujos não funcionava. E não tinha Gasparzinho não!!! Eram só fantasmas de elite ou das forças especiais!!! Um deles trancava todos os seus "tokens" de ataque. Outro trancava um dado. Outro tirava a habilidade especial do monge, já outro jogava uma maldição que trazia mais fantasmas para o jogo ou diminuía o QI da galera. Nossos QIs foram diminuídos a um nível estapafúrdio, inimaginável... Tinha jogador, cujo QI já estava tão adulterado, que estava acusando em voz alta: "Tem fantasma anti-ético dando susto a um preço muito alto". No fundo, no fundo... tudo história de fantasmas. Inacreditável.
Perdemos o jogo no nível mais fácil depois que o chefão, que parecia o Shamou depois de umas doses de Tequila, chegou tocando o terror e enchendo a vila de assombração. Carlão tava eufórico do meu lado!!!
Depois dessa confusão toda o Artur chegou com os salgados e dentre as opções um cachorro-quente com salsicha transgênica. Fel fez declarações reveladoras, mas que não podemos contar neste horário. Bouzada tava pensando. Cacá mostrou como reage o Deputado Camilo Sujeira quando alguém resolve atacá-lo no Antike. Carlão não conseguia ser convidado para jogar. O Through the Ages estava bem no início ainda, quase pós-setup. Leo Rossi contou lindas histórias e emocionantes relatos de suas partidas de "Bosque Feliz" em reunião com a família. Bouzada
continuava pensando. Americano, enquanto Bouzada pensava, lia o best-seller "Marley, Chuck Norris e Eu". Shamou estava comprando card-game em algum lugar. Cadu comentava estar satisfeito ao perceber que nada mudou.
A nova arrumação das mesas.
O Leo Rossi, numa tentativa de convencer a galera que ele também joga jogo de macho, puxou um "Rum and Pirates". O Shamou ia gostar desse jogo... bebida com pirataria!!! Não pude participar porque a turma que destrói guarda-chuva já estava no portão e eu não queria chegar encharcado em casa.
Posso dizer que foi produtivo meu retorno ao Calabouço. Aprendi muito nesta reunião. Recebi uma tabela de preços praticados atualmente no comércio de jogos de tabuleiro, a qual fui estudando no caminho de casa para não ser mais ludibriado. Também fui estudando as traduções para o português dos termos lúdicos estrangeiros, pois esta "lei" ainda está em vigor. Quando eu estava saindo o Leo Rossi gritou da janela que piada repetida perde a graça, mas aacusação dele é fundamentada em termos... vocês sabem...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Calabouço de São Jorge Apresenta: Matar dragão é fácil, difícil é acreditar nos Ursinhos Carinhosos.
Calabouço das peças. Refúgio das maiores lendas do mundo lúdico do qual já se teve notícia. Retiro daqueles incompreendidos de uma sociedade que não entende porque jogos de tabuleiro são tão divertidos. Asilo político do Americano. Esconderijo secreto do Cacá. Para o Shamou ainda é um mistério visto que ele sempre erra o caminho. Para o Arthur uma oportunidade de vender seus experimentos culinários... enfim... um local agradável para uma reunião de amigos.
Tabuleiro do Zavandor. Foto BGG.
Quando cheguei o Fel estava ludibriando o Nobre e o Rodrigo no Scepter of Zavandor, um jogo onde cada um assume o papel de aprendizes de magos e ficam colecionando pedras preciosas para realizar seus truques mágicos. Que coisa linda e singela!!! Chegou-se a dizer que só estavam jogando isto porque o Victor avisou que não viria.
Na parte superior do Calabouço estavam o Bouzada, Leonardo e o Rogério começando uma partida de Cavum. Com a fama do Rogério se estendendo internacionalmente, acredito que deva ter rolado umas duas ou três "Rogério Edition's" durante a explicação das regras.
Zoom no Cavum. Foto BGG.
Juntei-me ao grupo de desabrigados lúdicos Renato, Arthur e André Boné para uma partida de Cave Troll. O Arthur assumiu muito bem o seu papel e começou a importunar todo mundo enviando seus adventures para as salas controladas pelos adversários. Destaque para a vitória do André Boné que com uma jogada final conseguiu 66 pontos de uma só vez saindo do último para o primeiro lugar.
Malditos Trolls do Cave Troll. Foto BGG.
Enquanto isso o Cavum continua.
Para o Age of Empires III junta-se a nós o Zé Colméia enquanto o Arthur fica de fora para salvar sua gata que estava presa atrás de um armário na casa do vizinho.... HUMMM?????
A façanha lhe rendeu vários arranhões e a admiração incondicional do Antônio Marcelo, que gasta centenas de reais por mês com Whiskas.
Novo mundo colonizado no Age III. Foto BGG.
A partida, no entanto, foi um genocídio já que Portugal (Cadu) incorporou o estilo Americano de ser e enviou 9 soldados fazendo extermínio em três localidades do novo mundo, causando pânico geral e queda de bolsas em pleno século XVI. Os espanhóis (Zé Colméia) lamentaram a morte de toda uma geração promissora instalada no Caribe enquanto a França (André Boné) colocava em suas colônias 7 cubras para cada soldado português. Os holandeses (Renato) fizeram dinheiro o jogo todo, usando até de pirataria. Terminaram milionários porém sem colônias promissoras no Novo Mundo.
O Cavum termina e começa o Nexus Ops com a participação de um newbie, o Daniel. O Daniel chegou dizendo que queria jogar Banco Imobiliário... hummm??? Quase foi linchado, apedrejado e guilhotinado na cadeira elétrica. Tinha gente já ligando para o Cacá que adora um evento assim. Seu livramento se deu porque o Fel agora é defensor do Monopoly, garoto-propaganda e fiel consumidor do produto. Ele não permitiu que o Daniel fosse excomungado do mundo lúdico justo em sua estréia no Calabouço.
O "monolito" super protegido no Nexus Ops. Foto BGG.
Já a tal partida de Nexus Ops se deu em homenagem ao feriado de São Jorge, que matou um dragão e ficou famoso. Nesta partida os candidatos a matadores de dragões, além do Daniel, foram o Bouzada, o Leonardo e mais um cubra que não lembro quem era. Melhor para o Leonardo que entende tudo de dragão e não permitiu que o Bouzada cuspisse fogo por estas bandas.
Depois os grupos se juntam para uma partida de Saboteur. Neste jogo um grupo de anões está escavando túneis para chegar ao local onde se encontram pepitas de ouro. Entre os anões está um grupo de sabotadores secretos que tem a missão de impedir que os demais cumpram a tarefa. Depois de explicadas as regras o Rodrigo pergunta quais dos anões parecem bonzinhos. Cada vez eu tenho mais certeza de que esse sujeito precisa de alguma terapia.
Destaque para o Nobre, que em sua primeira jogada como sabotador já deixou claro para todos os demais quem ele era de fato. Para todos menos para ele que achou que estava blefando muito bem. Outro destaque foi o Bouzada querendo enganar como sabotador, mas implorando ao Nobre que o ajudasse com as picaretas e lamparinas danificadas.
A mina dos anões do Saboteur. Foto BGG.
O Arthur, outro sabotador (tinha que ser), bem que tentou mas os anões sinceros, honestos e trabalhadores venceram os sabotadores nas três empreitadas e o Cadu e Rodrigo dividiram a vitória com 8 pepitas cada um. Interessante também foi ver como ninguém confia no Fel, Mosca Morta reconhecida até no Camboja, que mesmo sendo um anão cumpridor de suas obrigações legais era alvo constante dos seus colegas trabalhadores. Vida ruim!
Partimos para o Attribute. Nele um dos jogadores declara um tema e os demais devem colocar atributos para este tema. Os jogadores recebem ovelhas negras ou ovelhas brancas, e devem escolher se os atributos escolhidos para o tema serão pertinentes ou não baseados nestas ovelhas (que birutice!!!). Se o jogador achar que o atributo escolhido por um adversário tem haver com o tema então ele "se associa" através de um tapa (coisa de doido!!!) para ganhar pontos.
As ovelhinas (?) do Attribute. Foto BGG.
A partir daí aconteceram as coisas mais bizarras possíveis. Os que tem ovelhas negras não querem associação com ninguém, e por isso para o Fel o Padre Marcelo Rossi é azul, para o Arthur um vinho de 12 anos é anal-retentivo (hummm?), para o Nobre amarelo é uma circunferência, para o Bouzada os Albinos são cidadãos do Zimbábue, para o Daniel pular de um prédio é uma coisa super natural e bacana, e para o Rodrigo os Ursinhos Carinhosos são reais e maravilhosos. Tô dizendo que esse garoto precisa de terapia.
Eram quase 01:00 da madruga. Fui para casa com a sensação de que nem o Shamou poderia superar o que ocorreu por aqui hoje. Mas aí já é pedir demais!!!
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Calabouço de Páscoa apresenta: Coelhos Suicidas, Choradeira do Bouzada e Frutas do Fel
Eu estava muito empolgado com o Calabouço de Páscoa, já que fazia tempo que não dava as caras por aqui. Foi legal ouvir lindas histórias sobre a distribuição de ovos de plutônio que o Cacá mandou para os candidatos a coelhos-bomba no Oriente Médio. Emocionante também o relato do Shamou, enviado por vídeo já que ele não compareceu ao Calabouço, que inspirado no GreenPeace fez rapel na ponte Rio-Niterói em defesa dos roedores famintos ao redor do planeta pedindo mais jogadores para o Notre Dame. Também foi legal conhecer a “saborosa” novidade que o Arthur preparou... suco sabor cacau... humm???
Ao chegar encontro o Americano, Arthur, Bouzada e Victor numa partida de Through the Ages, como de costume. O Americano gosta muito destes jogos de guerra, que tem agressões, intrigas, destruição de Universidades da Carolina, genocídios etc. No entanto o que mais chama atenção no jogo é ouvir a choradeira do Bouzada dizendo que vai ficar em último, que não tem a menor chance de se recuperar no jogo e blá, blá, blá. A partida ainda não estava na metade, portanto muita choradeira ainda estava por vir.
Preparamos uma partida de Keythedral, com as participações de Nobre, Rodrigo, Paulo e Cadu. O jogo se passa numa terra imaginária onde estão construindo uma Catedral onde os habitantes poderão rezar pela recuperação psíquica do Americano. Depois de um detalhado setup onde os jogadores literalmente montam o tabuleiro, o jogo tem início.
Durante a partida os trabalhadores de cada jogador irão ser alocados nos campos adjacentes às suas cabanas com o objetivo de produzir os recursos que serão utilizados na construção da já mencionada catedral: pedra, água, madeira, comida e vinho.
O vinho tem um papel interessante já que é utilizado pelos trabalhadores mais exigentes no final da construção, e também para subornar cubras safados que por dois barris de vinho removem cerca dos adversários. As cercas são construídas nos campos com o objetivo de previnir a invasão dos trabalhadores adversários. O Shamou ia gostar disso!!!
A partida foi decidida no final, com todos tendo chance de vitória em um placar apertado. O Rodrigo esteve mal na partida mas se recuperou e quase ganhou. O Paulo foi bem durante todo o jogo sempre mantendo uma produção decente. O Nobre, por uma questão de timing, não ganhou o jogo por pouco quando tinha chances de adquirir uma construção decorativa que valia 12 pontos. Vitória do Cadu por apenas 3 pontos em relação ao Paulo. Em terceiro ficou o Rodrigo seguido do Nobre.
Nobre, Rodrigo e Paulo foram comprar ovos de chocolate e deram lugar ao Zé Colméia, MGM e o já famoso ídolo da música pop islâmica, Cacá. Preparamos o Cave Troll, jogo da mais alta cubriagem que se pode ter notícia. Zé Colméia, 100% neste jogo até então, tomou a dianteira fazendo a primeira pontuação larga do jogo, seguido pelo MGM. Cacá e Cadu amargavam uma baixa pontuação dominando a zona oeste da masmorra o que não rendia nada praticamente. Foi aí que o MGM se revelou o “caos-man” do jogo, barrando até o Arthur e suas jogadas destruidoras. Ele colocou o Orc em jogo e saiu assassinando os heróis do Cacá e do Cadu que encontrava pela frente, e isso aconteceu quando o Zé Colméia dominava o marcador. Logo em seguida, movido por uma ganância sem medidas, o Cadu perde o juízo e com o seu Orc elimina o Bárbaro do Cacá. Aí o Cacá jurou vingança, e quando isso acontece ele faz o Americano parecer um rato de laboratório. A devastação veio com um Cave-Troll suicida, aparições, Knights eliminando orcs e uma jogada final que, muito bem planejada pelo Cacá, que fez com que o Zé Colméia amargasse sua primeira derrota no jogo, perdendo os 100% adquiridos quando venceu sua primeira e única partida até então. Essa história de 100% me fez lembrar do Rodrigo “Desaparecido” Ramos...
Cadu ficou em terceiro lugar, um ponto a frente do MGM que não sabia que tinha Troll num jogo chamado “Cave Troll”... é, vamos fingir que faz sentido.
Depois chega o Fel para se juntar ao nosso grupo, o que resulta numa discussão acalorada de qual jogo é melhor para o momento: Agrícola, Manila ou Imperial?
Enquanto eles discutiam montei a mesa de Age of Empires III, disse que o Fel podia jogar com a Holanda e ainda avisei em voz alta que o Cacá estaria jogando com a França, nação preferida do Bouzada.
Falando em Bouzada podíamos ouvir sua voz lamentando, sempre reclamando que não tinha a menor chance de vencer a partida do Through the Ages. Esse filme, ou melhor dizendo tática, nós conhecemos bem.
Começa a partida de Age, onde novamente o “caos-man” MGM utiliza a inspiração de seu mentor Arthur para causar pânico no novo mundo com atitudes agressivas de warfare. Cacá passou o jogo todo tentando conseguir, ao menos, um navio mercante para melhorar seu comércio ilegal de armas. Zé Colméia até jogou bem, mas o suco de cacau que o Arthur serviu atrapalhou a mente dele e acabou se confundindo na pontuação das nações. O Fel tinha boas construções adquiridas e conseguiu no final uma pontuação razoável explorando a escravidão em Nova Granada. Cadu venceu mesmo depois das ameaças de invadir o Brasil feitas pelo Cacá.
Depois disso o Fel, envergonhado com a derrota e chamando o Age III de Frankenstein, foi jogar um jogo de frutas, sei lá. Disso eu me recuso a comentar.
Terminou a partida do Through the Ages. Vitória do Americano, expert em jogos agressivos. E apesar de toda a choradeira promovida pelo Bouzada, ele quase venceu no final ficando a poucos pontos do primeiro lugar.
Calabouço de Páscoa é assim: choradeira do Bouzada, novidade do Arthur, Cacá com sede de sangue, Americano idem.... ou seja... nem precisava ser de Páscoa... isso é puro Calabouço mesmo.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Twilight Imperium apresenta: Episódio Laranjeiras – Trapalhadas Espaciais
Já que andaram falando tanto em TI (Twilight Imperium) me inscrevi para uma épica partida com 5 jogadores em Laranjeiras, no local onde se encontra a famosa cripta do Bouzada. E o nosso anfitrião nos recebeu todo vestido de preto, com um capacete esquisito e com a Marcha Imperial tocando bem alto, ao fundo, já intimidando os concorrentes. Ele já foi “convidando” todos a assinar um documento cujas letras miúdas do contrato obrigam a concordar, e postar em todas as listas do Yahoo, que o TI é o melhor jogo do mundo. Vida ruim já na chegada...
Os incautos heróis desta empreitada eram: Márcio, Formiga, Leonardo e Cadu... enfrentando o Major Bouzada Ronque (i.e. “Ronca e”) Fuça em sua versão mixta de Darth Vader com JigSaw.
De cara um mau presságio... tirei 6 na soma de dois D10 e fui o último a escolher a raça com que iria jogar. Pior, ainda fui ser vizinho do home-system do Bouzada que estava jogando com os “Universitários de Jol Nar”, uma turma de nerds alienígenas famintos por tecnologia.
Para encarar este desafio escolhi o “Clan de Saar”. Este nome pomposo não diz muita coisa, visto que a raça se traduzia em um bando de cachorros espaciais cujo home-system era composto por dois pedregulhos que eles consideram como planeta. Cachorrada!!!
Formiga escolheu os Lizyx, uma turma que gosta de construir Dreadnaughts só para se exibir pelo confins do universo.
Márcio escolheu os Naalu (cara eu nem sei se estes nomes estão certos). Essa é uma raça desgraçada de fura-filas. Eles sempre jogam primeiro.
Leonardo escolheu.... hummm.... não lembro o que o Leonardo escolheu. Era uma raça que já vinha com tecnologia da War Sun, só que na versão Tabajara. Sei que ele sabia toda a teoria do jogo, mas na prática a situação ficou catastrófica.
Começamos o jogo e o Bouzada já escolheu “Trade”, chamou o Deputado Camilo Sujeira para ser o seu Negociador Galáctico, fez os melhores acordos (apesar dos constantes avisos do Márcio) e na primeira rodada já fez várias tecnologias invadindo os planetas vizinhos e devastando tudo. Não satisfeito ainda interceptou a encomenda de jogos do Cacá mostrando que não tem medo nem de Palestino.
Cadu “El Loco Bielsa” já partiu pra briga e destruiu uma das naves do Bouzada que, intencionalmente, interceptavam seu caminho para outros sistemas. Essa audácia seria devidamente retribuída mais tarde... gusp...
Formiga fez o que sua natureza o indicava para fazer. Um formigueiro!!! Foi navegando de espaço em espaço, fazendo uma fila de naves até Mecatol Rex.
Márcio ficou quietinho no seu canto, aumentado a quantidade de suas naves e esperando a hora de dar o bote em um de seus vizinhos.
Leonardo saiu com sua War Sun para se aventurar pelos confins do universo. Só que ele nomeou o Shamou como Almirante e acabou esquecendo de levar “Ground Forces” e assim não pôde colonizar os planetas.
Depois de tanta trapalhada o que aconteceu foi que o Bouzada quase me exterminou do jogo, capturou meu Almirante Rin Tin Tin e só devolveu, sem resgate, depois de torturá-lo com uma interminável sessão de piadas do Victor. Também eliminou metade das forças do Formiga, destruiu a War Sun do Leonardo e só não fez nada contra os Naalu porque o Márcio foi malandro e ficou do outro lado do universo sem nenhum contato com o grupo de extermínio vindo de Jol Nar. O Cacá ficaria orgulhoso...
Minha única alegria foi destruir a outra War Sun do Leonardo, que passou o jogo inteiro tentando convencer seus vizinhos “mãos de vaca” a lhe entregar “Trade Goods” em troca de um acordo de paz.
Fim da festa (festa para o Bouzada, claro) com uma vitória devastadora do anfitrião, o Márcio em segundo, Cadu e Formiga empatados em terceiro e o Leonardo em último com cerca de 9 horas de jogo.
Duas da manhã de segunda-feira, vida muito ruim... Para descrever tudo isso só com uma frase, incorporei minha raça e soltei um sonoro “Caim, caim, caim...”.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Calabouço Surreal: Shamou Filosofando enquanto a minhoca come solta...
Mais um Calabouço das Peças no RJ. Esta é a turma de apreciadores de jogos de tabuleiro que não entendem porque ir a praia no domingo de manhã pode ser mais importante do que ler a biografia do Martin Wallace.
Para aquecer as turbinas a galera aceita a sugestão do Cacá (quem é louco de não aceitar?) e monta a primeira mesa da noite: Pickomino (Hummm???)
O Cacá começa a explicação:
- Nós somos galinhas e queremos minhoca!!!
Como esta explicação não pega bem para um cidadão latino-palestino o Cacá tratou de refazer sua explicação do jogo:
- Bem, quero dizer... Nós somos galos-bomba e estamos interessados nos anelídeos.
Para que os leitores não pensem que bebemos a cachaça do Shamou, informamos que no Pickomino os jogadores precisam, através do resultado da rolagem de 8 dados, resgatar os dominós-minhocas do tabuleiro ou roubar as minhocas dos outros jogadores (Quê, quê é isso Manooo!!!) . No final quem tem mais minhocas vence o jogo.
Com essa história de roubar minhoca foi um tal de “vou pegar a minhoca de fulano”, “deixa que essa minhoca é minha” e outras frases de efeito com a minhoca embutida. Já estava ficando esquisito. O único que se preparou para esta maluquice foi o Merino, que já conhecia as malícias da minhocagem e compareceu na jogatina com um cinto de castidade devidamente instalado. A vitória suada foi do André Boné que assumiu ser expert em minhoca alheia numa entrevista exclusiva após a sacanagem... quero dizer... após o jogo.
Esse Pickomino é muito doido, mas também é engraçado e rende algumas risadas. Vale como distração antes dos jogos mais sérios.
Deixamos a galinhagem de lado e partimos para o Citadels. Ou melhor, Cidadelas, já que está em estudo uma medida provisória que proíbe a utilização de termos em inglês em qualquer partida de jogo de tabuleiro em território nacional.
Começa a partida com os seguintes jogadores: Major Bouzada, Zé Colméia, Cacá, Fel Sugestivo, Merino Pancador, Amiúne (estranho não?) e Cadu. Para começar o Cacá é o assassino (isso a gente já esperava) e ele resolve matar o Mercador que era o Cadu (por essa o Cadu não esperava)... Diz a lenda das jogadas obrigatórias que no Citadels é o Mercador o cubra safado marcado para morrer no primeiro turno. Cadu não sabia desta “regra” pois em sua infância, na hora de dormir, a mamãe só lia o manual do banco imobiliário... vida ruim...
Na segunda rodada Cadu ficou bem longe do Mercador e se transformou no assassino. Se ele soubesse que o Cacá era o ladrão não o teria assassinado. Afinal fazer este tipo de coisa com palestino é pior que mastigar chumbinho. Amiúne (exótico não acham?) só queria saber de pegar o Rei e toda hora estava sendo roubado, assassinado, enfeitiçado etc.
Para se proteger da Guerra Santa prometida pelo Cacá, a turma tava construindo prédio que não podia ser destruído e usando o bispo a rodo. Merino, tentando dissimular, disse que tinha muito texto na carta dele (mágico) e que estava difícil saber que jonça o Mister M fazia. Bouzada não sabia se marcava o Zé Colméia ou o Cadu. Enquanto isso o Shamou, pensando nos suculentos sabores da caninha da roça, solta a seguinte pérola:
- Este jogo ainda está no fim?
Muitos jogadores experientes que estavam no local tentaram entender qual seria o significado desta pergunta. Depois de muito confabular e queimar neurônios chegou-se a conclusão que se o jogo ainda está no fim pode ser que já esteja no começo o que não leva a lugar nenhum...
Desistimos de entender a filosofia Shamouniana e partimos para a fazenda Agrícola com o objetivo de espairecer um pouco. Mais uma vez plantamos, colhemos, desenvolvemos, e perdemos para o Fel Sugestivo Palhacento Dissimulado Mosca Falecida (tá cada vez maior o nome desse menino...). A partida foi bastante disputada com o Franklin ficando apenas dois pontos atrás do Fel e ao final com todos ainda achando o jogo muito bom.
Entre uma partida e outra surgiu no Calabouço o gato Quântico do Antônio Marcelo. O bichano se mostrou treinado nas forças-especiais e entrou pela janela. Duvido o Shamou fazer isso!
Em outras mesas tínhamos Tikal, In the Year of the Dragon e Carcassone. Ainda rolou uma partida de Kingsburg, vencida pelo Zé Colméia, onde os Orcs fizeram um estrago danado detonando as construções do Cacá, do Fel e do Cadu. Vida muito ruim...
Ingressos já esgotados para o Arkham Horror do Calabouço da próxima semana. Agora só com os cambistas. Até lá a gente vai colocando lajotas, alocando trabalhadores, jogando lixos-americanos e rasgando os dicionários de inglês... Viva Zapata!!! Viva la Revolución!!!
[]s,
Cadu.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Agrícola Apresenta: Episódio Grajaú - Quadradas são as suas vacas...
Era uma quarta-feira entediada quando o André Felipe, a Mosca Morta Dissimulada e Palhacenta (o palhacenta é de autoria do Cacá), propôs o seguinte:
- “Vamos jogar Agrícola na casa do Antônio Marcelo?”.
Shamou, Warny e Cadu não pensaram duas vezes e seguiram viagem para o local da peleja. O Fel marcou um encontro com o Cacá no Metrô (eu sabia!!!), para negociar a libertação do Agrícola. O Shamou seguiu direto para a “Antônio Caverna” mas se perdeu, como de costume, e foi parar mais uma vez na Floresta da Tijuca onde ficou jogando sueca com os guardas-florestais.
Cadu e Warny aguardavam o Fel chegar com o Agrícola para então seguir viagem. E o Antônio Marcelo, já ficando impaciente, aguardava esse bando de atrasados chegar dando Whiskas do Paraguai para os seis gatos de estimação que circulam pelo seu apartamento.
Como o Shamou ainda estava perdido em algum lugar do RJ começamos uma partida de Starfares Catan, um Catan diferente com naves espaciais, planetas, alienígenas, wormholes, piratas espaciais etc.
Warny reclamou de tudo: da sorte dele nos dados, da sorte do Fel, de não sair nos reports do Cadu, dos alienígenas toscos, de ter feito trade quando era pra ter feito colony, dos javalis do mato, das vacas quadradas, da madeira que parece barro e do barro que parece madeira (nem tinha começado o Agrícola ainda), da crise financeira, do Bush etc... Foi tanta reclamação que botou a lista BG-BR no chinelo. Cadu colonizou um planeta que só tinha bicho-preguiça e não produziu nada o jogo inteiro. Antônio Marcelo, negociador veterano, comandava as trocas de trigo espacial por carvão atômico e carbono climatizado. Já o Fel Mosca Morta Palhacenta, que aprendeu com o Deputado Camilo Sujeira a subornar todo o tipo de espécies vivas existentes, subornou todos os mercadores e piratas espaciais e venceu o jogo com dois jump-drives fazendo colônias bem perto da raça alieníegena mais cobiçada do universo.
Finalmente o Shamou chegou, com lindas histórias florestais para contar, fantasiado de cabra-montesa-gigante para jogar o Agrícola. Preparamos tudo e fizemos um pacto para que nada acontecesse ao jogo do Cacá, para não despertar o lado muçulmano dele.
O Fel já começou construindo 3 comôdos de uma só vez em sua fazenda (sinistro!!!). Mas para os gastos com esta empreitada ficou sem comida suficiente e dois de seus parentes viraram mendigos. De um modo geral todos estavam jogando mais tranqüilos porque não haveriam bovinos-bomba para intimidar os plantadores de pepino-selvagem, já que o Cacá estava sob o controle da Patroa, único ser que ele tem medo no universo.
O Antônio Marcelo e o Shamou estavam meio sem saber o que fazer, o que é normal para quem joga a primeira vez. O Shamou só queria saber de pescaria, e aí a fazenda não foi pra frente. E depois que o Shamou mergulhou no lago, o que me lembrou uma cena do filme “Impacto Profundo”, não sobrou um peixe vivo sequer por lá. O garoto propaganda do Camilo terminou com 10 pontos, menino bom...
O Antônio Marcelo não sabe criar outro bicho que não seja gato, daí a dificuldade em lidar com ovelhas, javalis e vacas. Não querendo fazer feio ele conseguiu terminar na frente do Shamou (hummm?) com 16 pontos.
O Warny tentava de tudo um pouco: ovelhas desnutridas, vacas magras e javalis sem fé nenhuma na ração. O sujeito, que se diz vegetariano, não plantou uma beterraba sequer e ficou em terceiro com 32 pontos...
Cadu sofria muito com as jogadas do Shamou, expert em jogadas Shamou (parece redundância, mas não é). Sua cozinha tinha a modernidade de um fogão a lenha e os animais fizeram greve de sexo e não se reproduziam. As plantações foram bem graças a um improvement do arado que permitia colocar 3 fields de uma vez só. Só que o raio do improvement era caro para cac#$#$ e custou muitos recursos preciosos. Cadu ficou em segundo com 35 pontos.
A Mosca Morta Palhacenta do Fel tinha uma carta Pokemón que chamava um grupo de extermínio de mendigos que eliminou os pedintes salvando os pontos que seriam perdidos. Até o momento ele estava chorando lágrimas de iguana-marinho dizendo que não venceria por causa da mendicância. Ele venceu fácil com uma margem de pontos bastante alta, 51 se não me engano. Shamou aproveitou para encher a cara... foi fazer ele lembrar de cachaça...
Hora de voltar para casa... ou melhor... hora de se arrastar para casa com o objetivo de aproveitar as poucas horas que restaram para dormir. O pior é ficar sonhando com ovelhas, javalis e vacas quadradas...
[]s,
Cadu.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Heresia é não jogar Agrícola
Em nosso mundo lúdico eu sei muito bem o que fazem com os hereges. Geralmente eles são torturados pelos componentes mais radicais da patota afegã liderada pelo Cacá. Depois da sessão de tortura o Arthur os faz beber todo tipo de líquido colorido que ele diz ser os refrescos e refrigerantes do Calabouço. Se o sujeito ainda estiver vivo ele será obrigado a participar de uma mesa com o Americano (que estará completamente bêbado), com o pífio e ardiloso Vitor contando a mesma piada do dragão o tempo todo e com o impiedoso estrategista Carlos Merino (lenda viva do Power Grid e do Kronos).
Será que vou ser considerado um herege ao afirmar que o Agrícola é o melhor jogo de todos os tempos e que o Puerto Rico não está com esta bola toda? Bom, fato é que o Agrícola é um jogo excepcional, com uma rejogabilidade fora do comum e com um desafio diferente a cada partida que o torna um jogo único e especial para ser jogado sempre.
Como todo gamer precavido tratei de ligar para o André Felipe e reservar o meu ingresso para a mesa de Agrícola. Eu não queria deixar para comprar com os cambistas da Al-Qaeda que o Cacá contratou para “servir” os incautos jogadores de última hora.
Fazia um certo tempo que eu não aparecia no Calabouço e quando cheguei, para meu alívio, percebi que ele continua o mesmo. Estavam lá a pilha de jogos com algumas novidades, as três tradicionais mesas para as pelejas, na parede a foto do Shamou vestido de baiana e o busto do Carlos Merino em homenagem às já mencionadas, e sensacionais, vitórias no Power Grid e Kronos.
Mas como o que interessa é jogar, começamos a preparar a partida de Agrícola logo depois que o Cacá conferiu a autenticidade dos ingressos (havia um rumor que o Shamou estava falsificando os bilhetes a mando do Deputado Camilo Sujeira de quem é cabo eleitoral desde a meninice).
A mesa estava composta dos seguintes plantadores de beringela: Cacá, Cadu, André Amiúne (esquisito, é assim mesmo?), Roger Moore e André Felipe.
Depois que o André explicou o jogo para o Roger Moore começamos a tão esperada partida. Logo no início o Cacá já foi fazendo das suas, tentando intimidar a todos comprando um bovino-bomba de estimação para colocar dentro de sua casa na fazenda. André Amiúne (estranho não?) comprou um forno de barro para assar batata-doce e javali do mato. Roger Moore estava meio perdido e foi aceitando as dicas sujas do latifundiário André Felipe. Enquanto isso o Americano gritava do outro lado – “Compra Jagunço, compra jagunço e escopeta”.
Como nas fazendas do interior do Camboja não tem internet nem televisão, os jogadores começaram a crescer suas casas para comportar os novos membros da família.
Para o Cacá cada membro da família era um verdadeiro pesadelo, pois os moleques não se contentavam com as tradicionais cabeças-de-nego e ficavam plantando C4 nos estábulos para se divertir mandando tudo pelos ares. Ao final do jogo seus campos de plantação ficaram vazios e foram utilizados como campos de concentração. Sua contagem de pontos foi 24 (eu sabia!) o que garantiu o último lugar para o nosso amigo palestino. Isso, é claro, resultou numa premiação para todos os funcionários da fazenda que receberam gratuitamente uma passagem só de ida para os Emirados Árabes Unidos.
Enquanto isso o André Mosca Morta dizia: “Cadu ganhou, não consegui desenvolver um bom jogo”.
O Roger Moore teve outros problemas. Como a família cresceu a necessidade por comida também aumentou. Para conseguir a mamadeira das crianças faltou só vender as calças. Conseguiu alguns pontos a mais que o Cacá o que já é um grande feito.
Enquanto isso o André Mosca Morta dizia: “Cadu ganhou, não fui bem”.
O André Amiúne (sinistro!!!) esqueceu que o jogo era de fazenda e deixou várias terras improdutivas que tiraram pontos preciosos no final. Ele totalizou 34 pontos depois que os fiscais do Ministério da Agricultura multaram toda a família.
Enquanto isso o André Mosca Morta dizia: “Cadu ganhou, meu jogo foi horrível”.
Cadu conseguiu resolver o problema da comida com um maluco-beleza que transformava junco em alimento (hummm?). Daí bastou um forno vagabundo (tal de Fireplace) para assar umas mandiocas que a prole estaria garantida. As plantações estavam bem diversificadas com vegetais e trigo, trigo e vegetais, vegetais e trigo, trigo e vegetais... Nada de pizza, lazanha, nem carnes (o rebanho contraiu febre aftosa depois de tomar o suco de groselha do Artur). Meu cachorro morreu na caçada a uma raposa numa tentativa desesperada de mudar o cardápio...
O André Felipe chorava como um réptil dizendo que os 42 pontos do Cadu tinham sido suficientes para a vitória. Mas para seu espanto, (só dele), ao contar os pontos ele “percebeu” que tinha 45 graças a um cubra-do-mato que dava uns pontinhos a mais no final. Bicho cínico e dissimulado do brejo...
Durante a partida de Agrícola o Americano jogava Carcassone Castle com o Felipe. Ele resolveu fazer umas house-rules para tornar o jogo mais interessante. Mudou o nome para “Carcassone Battle”, colocou uns soldadinhos de chumbo no lugar dos meeples e trocou o livro de regras pelo clássico “Arte da Guerra” de seu ídolo e mentor Sun Tzu. Não satisfeito trocou a faixa etária da caixa do jogo para “For American Players”.
Bouzada, que jogava Amun-Re com o Carlos Merino, o Zé Colméia (só tem figura neste Calabouço) e um sujeito não identificado ainda, estava ansioso por “socializar” as mesas. A verdade é que ele já não agüentava mais ser “pancado” pelo Carlos Merino que também conhece muito do Egito, de sarcófagos e do Escorpião Rei. O Bouzada não consegue aceitar isto.
Depois disso tudo, já eram umas 02:00 da manhã e eu e o André Felipe fomos jogar um BattleLore enquanto Bouzada, Cacá e Cia jogavam o Brass.
Do BattleLore eu não vou falar muito porque só o setup levou um tempão. Além disso contrataram o Zeca Pimenteira para abelhar o meu jogo.
- Bonito jogo, hein Cadu! Peças bonitas, incorpadas, cartas de magia... humm. Bonito mesmo estes Goblins! Sempre quis jogar uma partida assim!
O Zeca Pimenteira foi pior que a macumba do “dedo podre” que o Vitor usa contra o Bouzada. E para citar um exemplo do que foi a partida tinha uma carta de magia, a tal de “FireBall”, que parecia ser o “bicho” e ia me colocar de volta no jogo depois que um bando de Anões detonaram os meus Goblins (só em jogo mesmo). Depois de errar tudo nos dados errei também o Fireball, minhas unidades ficaram isoladas e a derrota foi inevitável. Vida ruim, mas o jogo é bom.
Cacá, Major Bouzada Ronque Fuça, Amiúne (o que é isso?), Zé Colméia, Zavandor, Mosca Morta, Americano, Cadu Bielsa, Shamou, Deputado Camilo Sujeira e outros. Os personagens do Calabouço são mais estranhos que os X-Men, mas a diversão é garantida.
[]s,
Cadu.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Calabouço do Mal: Saci, Velho do Rio, Troll, Bouzada, Victor, Cacá...
Calabouço do Pica-Pau Amarelo
Quando cheguei ao Calabouço esperava encontrar o Saci e o Velho do Rio, amigos que o Cacá disse que levaria nesta última quinta-feira. Os amigos do Cacá não compareceram, mas quem precisa do Saci quando temos os mitológicos: Major Bouzada Ronque Fuça, o pífio Victor Zavandor, o mestre do cinismo André Fel, o dissimulado Carlos Power Grid, o palestino Cacá, a dupla sertaneja Nobre e Rodrigo RPG, e o propagador do caos Artur.
Cave Tróia?
Cacá, Bouzada e Fel jogavam Airships, um jogo diferente sobre construção de Zepellins, enquanto Nobre, Victor e Rodrigo RPG jogavam Stone Age.
Cadu, Artur e Renato foram jogar Cave Troll com a ilustre presença do Carlos. Terminada a partida o Carlos dá uma declaração bombástica:
- Gostei muito deste “Cave Tróia” (hummm??!!!). Mas só fui entender no final quando joguei a carta do “Brave Troll” (hummmm??!!!).
Uma intrigante mistura de Tróia com Brave Heart para quem gosta de cinema.
Interessante ressaltar que o Artur estava cantando a pedra: “Quem vai ser o porco que vai jogar o Troll no Cadu”? O Carlos estava com a carta do Troll desde o início, mas foi a última carta que ele usou no jogo, e ainda jogou no Artur. Deve ter sido uma represália por causa da Fanta Laranja que é servida no Calabouço.
Fora que este negócio de jogar o Troll no Cadu, além do duplo sentido, é algo totalmente dispensável.
Stone Age à caráter
Mesa de Stone Age para Victor, Cadu, Nobre e Rodrigo RPG. Enquanto isso Fel dizia que não tinha nenhuma chance de vitória na partida de Kronos que acabara de começar.
No Stone Age, jogo muito bonito e cheio de “triplo sentido”, o Victor era o provável vencedor já que os outros três jogadores eram novatos, apesar de para o Nobre e o Rodrigo já constar uma partida no currículo. A princípio pensei que o Rodrigo RPG estava fantasiado à caráter para jogar Stone Age, mas só depois foi que percebi que a barba e o cabelo faziam parte de um novo visual “clean” para um épico RPG que vai começar daqui a três meses e meio...
Cabe ressaltar que nesta partida o resultado foi uma robusta zebra e os novatos venceram com Cadu em primeiro e o pífio e miserável Victor em último...
Enquanto isso no Kronos o Fel choramingava como um crocodilo repetindo exaustivamente que já não tinha mais chances de vitória...
Galaxy Trucker e Kronos
Visivelmente abalado com a derrota no Stone Age, o Victor sugere uma partida de Galaxy Trucker. Novamente estavam lá Cadu, Nobre e Rodrigo “Rock Pedra” para desafiar o Darth Victor Vader.
Enquanto isso o Major Bouzada Ronque Fuça concede 23 minutos para o Fel pensar numa jogada vencedora no Kronos. Aquela mesma partida em que o Fel disse que não tinha mais chances.
Enquanto o Fel utilizava todos os seus 23 minutos, Cadu, Nobre e o dublê de Flinstones Rodrigo, montavam as suas naves para derrubar novamente o Victor. Desta vez não deu certo pois o pífio e miserável Victor implantou algum dispositivo nos dados que deixou os meteoros tele-guiados. Cadu estava sem paciência para montar suas naves e na segunda viagem montou um verdadeiro lixo espacial que ninguém sabe como chegou ao final. Destaque também para a nave do Nobre que estava com um monte de pedaços pendurados devido aos meteoros dopados do Victor. E o Zavandor venceu a partida com uma diferença de 3 pontos para o Cadu e assim voltou a sorrir sarcasticamente. Já o Fel venceu no Kronos após os fatídicos 23 minutos e confirmou a sua fama de mosca morta.
In the Year of the Dragon
Bouzada, Fel e Cacá se aventuram na China antiga na tentativa de sobreviver ao ano do Dragão. Já até escrevi sobre uma partida deste jogo o qual acho excelente.
Para quem não sabe, e eu também não sei, o ano do dragão deve ter sido uma tremenda furada para a turma do olho puxado. Só acontece desgraça nesta jonça de ano do dragão. Fome, peste, invasões, imperador sádico e corrupto, e por aí vai. Tudo leva a crer que este é o jogo perfeito para o Cacá exercer suas habilidades terroristas. Para isso ele preparou o seu kit palestino com táticas especiais para situações extremamente adversas. E como o livro sagrado do Cacá diz que arroz, mulher e imperadores corruptos não são permitidos, então não teve arroz para os cubras valentes, gueixas nem pensar e o acerto de contas com o imperador foi pras cucuias... Lógico que tudo isso resultou em muitas mortes, mas nada que o Cacá já não esteja acostumado desde pequeno.
Já o Major Bouzada Ronque Fuça, impressionado com as belas chinesas, investiu pesado em bordéis contratando tudo quanto era gueixa que encontrava pelo caminho. Não deu certo porque as vagabundas (como diz o Guilherme), sugaram todo o dinheiro do Major que acabou sem grana, sem iniciativa, sem palácios e com poucos privilégios no final.
Já o André Felipe Mosca Morta Dissimulada, que não curte tanto o jogo, manteve uma boa estrutura de trabalhadores e conseguiu uma vantagem considerável que ele só viria a admitir na penúltima rodada com a seguinte observação: “É, acho que vou ganhar”.
Rá
Depois de se dar mal na China, nossos heróis resolvem explorar os mistérios religiosos do Egito em uma partida de Rá com cinco jogadores: Fel, Cacá, Victor, Bouzada e Cadu.
O tal de Rá deve ter ficado muito p@#$@# com o Victor de tanto que foi invocado. Cadu investiu no Nilo e ficou com vários tiles do referido rio que não serviram de p#$%#$ nenhuma. Bouzada, que cansou de colecionar gueixas, resolveu colecionar faraós (humm... nossa!!!). Cacá fez sua coleção também, mas foi de monumentos para transformar tudo em ruínas depois. Fel não sabia o que estava fazendo e quase ganhou o jogo.
Cabe ressaltar que não tinha a pedra de leilão com valor 12, então foi usada uma pedra azul transparente, se não estou enganado, do “Conquest of the Fallen Lands”. Mais uma das muitas heresias cometidas contra o Rá.
Eram 05:00h e o Cacá estava apavorado com a reação da Patroa. E olha que ver o Cacá apavorado com alguma coisa é um fato raríssimo. O jogo terminou com vitória do Victor e com o Bouzada em último provando que o problema não estava com as gueixas.
Trabalhar é preciso...
Quase 06:00h de uma sexta-feira que não era feriado no RJ. Como se diz por estas bandas... vida ruim.
[]s,
Cadu.
sábado, 26 de julho de 2008
Jogos, Trapaças e um Glossário fumegante
Mais um Calabouço aconteceu nesta última quinta-feira, e como não podia deixar de ser tivemos o prazer da companhia de vários amigos e figuras ilustres dentre as quais não poderia deixar de citar: André “Cínico” Felipe (mais conhecido como Fel), Major Bouzada Ronque Fuça, Psicopata Americano (ou apenas “Americano”), Arthur, André Amiúne (é assim mesmo?), Carlos “O Expert em Power Grid” e uma turma animada do RPG que está sendo catequizada aos poucos para o universo dos boardgames.
Catan Bélico?
Como o Major Bouzada Ronque Fuça estava atrasado resolvemos começar uma partida de Catan com 4 jogadores: Cadu, Fel, Arthur e Americano. Eu pensei que fosse impossível o Americano fazer uma estratégia bélica no Catan, mas eu estava enganado. Para começar, em sua primeira rolada de dados, o Americano já tira 7 acionando o ladrão para dar prejuízo em alguém. Depois ele começa a comprar cartas de desenvolvimento seguidamente na esperança de montar o maior “Exército” e ganhar os dois pontos de bonificação. Foi difícil fazer ele entender que este “Exército” não era para atacar alguém.
Flea Circus
Enquanto jogávamos Catan chega o Bouzada, ávido por um tabuleiro, babando e farejando, quase amarelo, sintomas da abstinência lúdica de cerca de 4 horas (ele joga Bang! na faculdade apesar de não admitir). Ele estava tão necessitado que aceitou jogar “Flea Circus” com o Carlos. O Carlos, diga-se de passagem, é um exímio jogador de Power Grid, com 100% de aproveitamento vencendo sua única e sensacional partida realizada no Calabouço da semana passada. Valendo-se de sua fama recém adquirida Carlos diz para o Bouzada que só aceita jogar alguma coisa porque não tem outra mesa disponível.
Para quem não conhece o “Flea Circus” (Circo das Pulgas) é um jogo de autoria do Reiner Knizia onde jogadores representam pulgas que estão apresentando números circenses com o objetivo de atrair cães e gatos. Hummm?!!!
Galaxy Trucker
Cadu, Fel e Americano formaram um grupo para uma partida de Galaxy Trucker enquanto Major Bouzada Ronque Fuça preparava uma mesa para o Through the Ages. Americano garantiu presença.
O Galaxy Trucker é um jogo interessantíssimo onde o jogador tem que montar uma nave espacial para realizar uma viagem com o objetivo de resgatar mercadorias em planetas e entregá-las a salvo. Ao montar a nave o jogador pode colocar cabines para astronautas e alienígenas, geradores de escudos, canhões laser (os preferidos do Americano), compartimentos de carga, propulsores e baterias.
Ao montar minha primeira nave eu ainda estava na metade quando o Fel, com muita experiência no jogo, já havia terminado seu couraçado.
A nave do Fel estava perfeita e muito bem dividida. Escudos protetores para todos os lados, compartimentos de carga comum e radioativa, alienígenas confortavelmente estabelecidos e com regalias especiais, bateria de sobra, propulsores duplos e alguns canhões para eventuais surpresas.
A nave do Americano, sem nenhuma surpresa, só tinha canhões laser simples e duplos, alienígenas com especialidades militares e uma vontade fora do comum de encontrar piratas espaciais pelo caminho. Mesmo assim, em uma das viagens, o Americano perdeu todos os escudos e de nada adiantou sua nave ter tanto poder de fogo se não tinha nenhuma defesa.
Projetada com auxílio dos engenheiros da Minardi a nave do Cadu, com apenas duas baterias e o selo “Made in China”, sofreu com o ataque dos Piratas que destruíram toda a fuselagem externa deixando os compartimentos principais expostos (Hummm, nossa!!!). Os alienígenas, que só sobrevivem com o auxílio de câmaras especiais, estavam apavorados e rezando em todas as línguas conhecidas para que não saísse nos dados as coordenadas de sua localização.
Quando pensei que todo o tipo de tragédia já podia ter acontecido eis que surge uma chuva de meteoros e atinge o compartimento de carga de uma das naves mandando tudo, literalmente, para o espaço. O pior é que em um dos caixotes estava a encomenda da FairPlayGames que o Vitor havia feito. Vida ruim.
Kingsburg
Não satisfeito em ter nos dado uma surra no Galaxy Trucker, Fel resolve participar conosco de uma partida de Kingsburg com cinco jogadores: Fel, Cadu, Carlos (aquele, que ganha e não sabe que ganhou), Renato e André Amiúne (será que é assim mesmo?).
Já no primeiro ano Fel e Cadu, confiando que o rei enviaria soldados suficientes para a peleja, perdem o combate para os Orcs e a situação passa de difícil para Draculesca-Transilvânica. Carlos, macho pra caramba, não faz um soldado sequer a partir do segundo ano quando por mais uma vez os inimigos são os Orcs. Desta vez foi pior... Novamente o rei manda só UM grupo de camponeses para ajudar na batalha e o único que consegue sobreviver ao ataque é o André Amiúne (tá certa a pronúncia?). Cadu e Fel perdem o Market recém-construído e dois valiosos recursos. A macheza do Carlos continua mesmo perdendo sua Capela. Renato não acredita no que aconteceu e fica até meio desanimado. O Americano, jogando Through the Ages, tá rindo sozinho do outro lado.
Mas a principal surpresa estava para o último ano. Dragões estavam preparados para consumir os desnutridos camponeses, que estavam sobrevivendo apenas dos salgadinhos que o Arthur vende no Calabouço enquanto o André Amiúne (é este mesmo o nome?), liderava com uma vantagem de 11 pontos para o Cadu que havia se recuperado bem de duas derrotas para os Orcs. A vitória do André só estaria ameaçada se o rei novamente fosse econômico ao enviar soldados para as províncias. E foi exatamente o que aconteceu. O rei só enviou um regimento e o André sofreu uma devastadora derrota que o fez perder 5 pontos enquanto seus adversários Cadu e Renato se aproximavam no placar. No entanto, mesmo com a ajuda dos dragões contratados pelo Americano, André venceu com 34 pontos enquanto o Cadu conseguiu incríveis 33 depois do desastre que foi a partida. O André Felipe, a partir do terceiro ano, não tirou mais do que 10 na combinação dos dados e terminou a partida com também incríveis... 13 pontos. Desta vez quem foi surrado foi o Fel. Esta foi a partida mais bizarra de Kingsburg que eu já participei.
Kingdoms
Fel, Cadu e Rodrigo (da turma da Mônica... ops... quero dizer... da turma do RPG) reuniram-se para jogar Kingdoms. Já eram umas 4:30 quando começamos enquanto na outra mesa a partida de Through the Ages continuava a todo vapor.
No Kingdoms os jogadores tentam fazer o máximo de pontos possíveis evitando o dragão (ele de novo!) e os pontos negativos que vão surgindo durante o jogo. É um jogo rápido e divertido, vale a pena conferir.
O Fel, com certa experiência no jogo, venceu facilmente as duas partidas fazendo uma pontuação bem acima da dos seus adversários.
Race for the Galaxy
Eram 6:30 da manhã quando resolvemos jogar a última partida da noite (ou seria dia?) e o escolhido foi o Race for the Galaxy, novamente com Cadu, Fel e Rodrigo (da turma do Chaves... ops... quero dizer... da turma do RPG).
Fel já jogou Race for the Galaxy várias vezes e tentou, logo de cara, fazer a estratégia da mineração amparado pelo seu planeta natal. Rodrigo (que só tem RPG na cabeça) não estava entendendo p#$#%# nenhuma do jogo e foi o fator caos da partida. Cadu conseguiu um bom timing nas etapas de colonização e desenvolvimento e acabou vencendo a partida com 38 pontos, seguido do Fel que fez 37 pontos e do Rodrigo com 24.
Fel saiu triste por ter perdido a partida do Race. Ele, junto com o Warny e o Vitor, formam o “Eixo do Mal” do Race for the Galaxy cuja superioridade não poderia ser ameaçada. Mas também não dá para ganhar tudo...
Through the Ages
São 07:00 da manhã. Termina a partida de Through the Ages. Bouzada, Arthur e o Nobre perderam para a estratégia belicosa do Americano. Desde então o mundo corre sérios apuros...
Glossário
Com muita honra que nós do Calabouço recebemos a menção do Fabio Tola em seu post na BG-BR. Ele muito bem alertou sobre a falta de um glossário para os termos mais difíceis que utilizamos em nossos session reports. Por isso colocamos a disposição de nossos leitores o referido glossário, não fugindo é claro do objetivo de nossos reports que é divertir.
Em ordem alfabética (e por coincidência de belicosidade também)
Americano => Sujeito magro e franzino mas extremamente perigoso no que diz respeito a jogos de pancadaria. Conseguiu a proeza de fazer mais soldados do que o disponível no Age of Empires. Seu ponto fraco é justamente o sua maior característica: a estratégia militar. Você já imaginou alguém fazendo estratégia militar no Hacienda? Não duvide pois o Americano é capaz.
Bouzada => Parece um termo mais é um nome. Originador de outro termo: bouzando. Sujeito que nunca dorme e vive de jogar tabuleiro e das jogatinas noite adentro. De dia, se não tiver na faculdade ou numa jogatina, ele se refugia em sua cripta onde fica estudando os manuais dos jogos de tabuleiro modernos.
Bouzando => Sinônimo de “Analisys Paralisys”, porém elevado à décima potência...
Camilo Caverna => Antigo refúgio do Deputado Camilo Sujeira. Disseram que ele está de mudança levando a Camilo Caverna para Realengo...
Cubra Valente => Qualquer civil do tabuleiro. Pode ser um meeple do Carcassone, um Merchant do Age of Empires, um Knight do Game of Thrones, tampinhas de garrafa dos sapateiros de Catan do Cacá... etc.
Cubriagem => São todas as ações, geralmente questionáveis, realizadas pelos jogadores de tabuleiro que comandam cubras valentes. Exemplo de cubriagem: Vitor Zavandor, em uma partida de Through the Ages, destrói a “Universidade de Carolina” do Cadu que estava quase finalizada. Isso tudo para ganhar somente dois pontos (segundo o Fel gosta de lembrar). Isto é uma cubriagem.
Jogada Shamou da Semana => Shamou é protagonista das jogadas mais engraçadas do mundo dos tabuleiros. Principalmente quando tem uma garrafa de Tequila por perto. A “Jogada Shamou da Semana” foi um termo criado para premiar (ou não!) aquele jogador que tenta copiar o inigualável Shamou e suas jogadas inexplicáveis.
Rogério Edition => Rogério é um grande colecionador de jogos. Vez ou outra ele descobre umas preciosidades do mundo lúdico. Por ter muitos jogos, e estou sendo modesto, às vezes ele cria uma confusão na sua mente (já que são tantas mecânicas!) e ensina regras bem diferentes do que está escrito nos manuais. Todo mundo acha estranho quando joga a primeira vez com ele e o resultado é quase sempre uma conferida no livreto de regras. Toda vez que alguém ensina um jogo com alguma regra errada, isto é na verdade uma “Rogério Edition”.
Salles => Termo utilizado para definir uma derrota para qualquer jogador neutro.
Sapateiros de Catan => Qualquer jogo homemade, geralmente produzido pelo Cacá, que for armazenado numa moderna e etiquetada caixa de sapatos.
Vida Ruim => Este termo é mais recente. Quando alguém reclama de sua situação no jogo todos dizem em coro: Vida ruim. É melhor do que usar um f@#%-se...
Quinta-feira que vem tem mais Calabouço.
[]s,
Cadu.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
FALTOU CHUCRUTE NO CALABOUÇO
Os Americanos só entraram para a guerra quando foram atacados pelos japoneses no episódio de Pearl Harbor... entretanto eu acredito que não avisaram ao Americano (do Calabouço) que a guerra já acabou...
Este Session Report será a "versão dos fatos" através do ponto de vista de cada um... inclusive do Famigerado Americano das Guerras.
(19:00h) A IDA...
CADU
Saindo do trabalho para ir a faculdade. Depois disso Cadu toma rumo para o Calabouço sem imaginar o que o espera.
BOUZADA
Saindo de uma jogatina para ir ao Calabouço. Atende o telefone e marca outra jogatina para logo depois do Calabouço. Bouzada aproveita para ver na agenda se existe um dia para dormir.
VITOR
Saindo do consultório médico onde atendeu 50 pacientes receitando sempre partidas de Zavandor para as mais variadas enfermidades.
ANDRÉ FELIPE, GUILHERME e WARNY
Gritando ARTHURRRRR... no lado de fora do Calabouço.
AMERICANO
Passou o dia inteiro assistindo várias vezes a estes dois filmes: "Rambo IV" e "Psicopata Americano" em sua preparação para o Calabouço de daqui a pouco.
(19:30h) NO CALABOUÇO
CADU
Jogando Power Grid com o Gonzalez, Guilherme e o Carlos. Vitória do Carlos, jogando muito bem, mesmo sem saber disto.
ANDRÉ FELIPE
Preparando a mesa de Race for the Galaxy após emocionante partida do Galaxy Trucker.
BOUZADA
Tentando entender as jogadas do Americano em partida psicodélica de Age of Empires III.
AMERICANO
Levando o Bouzada a loucura (Cruzes!!!), usando artimanhas jamais imaginadas com suas jogadas nada convencionais.
(22:00h) AINDA NO CALABOUÇO
CADU
Perdendo no Kingsburg por 1 ponto para a estratégia ultra-militar do Arthur.
ANDRÉ FELIPE
Jogando Race for the Galaxy....
BOUZADA
Se descabelando (na mesma partida de Age of Empires) com a belicosidade do Americano que ataca até com menos soldados que o adversário.
AMERICANO
Recapitulando os ensinamentos do mestre Rambo...
(00:30h) HERÓIS PERMANECEM NO CALABOUÇO
CADU
Jogando "A Game of Thrones" com o Bouzada, Cacá e André Felipe.
BOUZADA
Voltou a sorrir numa mesa sem Americanos...
ANDRÉ FELIPE
Deixou o setup do Race for the Galaxy preparado.
AMERICANO
Lendo a biografia de Silvester Stallone.
(02:00h) A ÚLTIMA DO CALABOUÇO – AGE OF EMPIRES III COM AMERICANO.
Começa uma partida de Age of Empires com Cadu, Americano, Bouzada e Guilherme. Americano monta um exército tão impressionante que faltou soldados para suprir a demanda. Americano assassina 2 cubras do Bouzada e 4 cubras do Cadu em uma mesma colônia e não faz nenhum ponto com isso, alem de impedir a pontuação no local. Nem o Shamou tem tanta criatividade!!! Cadu fica muito irritado com o Americano e não faz questão de esconder isso. Guilherme faz piada com a situação. Guilherme toma bronca do Cadu. Cadu tá ficando cada vez mais p#$%#$ com o Tio Sam. Bouzada pergunta novamente se o Americano entendeu as regras. André Felipe está jogando Race for the Galaxy. Vitor está procurando alguém para jogar Zavandor. Chacinas estão acontecendo sucessivamente em "New Spain", "Virginia" e demais colônias no Novo Mundo, e o Americano envolvido em todas elas. André Felipe começa nova partida de Race for the Galaxy. Guilherme bate recorde de trade goods. Cadu continua irado. Bouzada começa a repetir sua famosa frase "Mas o quê é isso?!". Americano só quer matar, não importa onde isso vai dar. Arthur foi buscar fornada com 17 salgados. Guilherme tá se divertindo com o instinto assassino do Americano. Cadu vence o jogo. André Felipe está jogando Race for the Galaxy. Americano ficou feliz com seu desempenho, penúltimo lugar. Bouzada chama Cadu de Bin Laden e o acusa de ameaçar o Americano como estratégia. Americano realmente achou que era um jogo de guerra. Faltou chucrute no Calabouço. Fim de festa. Cadu tem que ir para o trabalho. Bouzada tem que ir para o Through the Ages. Americano tem que ir para a ... deixa pra lá.
(06:30) MENÇÕES HONROSAS.
GLAUCIO
Em Realengo. Decorando um novo texto para responder às piadas doVitor.
CARLOS SALLES
Perdendo para o neutro em algum lugar no RJ.
DEPUTADO CAMILO SUJEIRA
De mudança para Realengo...
ROGÉRIO
Inventando regras novas para partidas com Americanos.
[]s,
Cadu.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
In the year of the DEATH - Session Report
In the year long ago...
Galera reunida para jogar o "In The Year of the Dragon" no ultimo sábado numa espécie de "expansão" do Castelo das Peças. Este jogo é um dos mais sinistros literalmente falando. Com o Victor explicando o jogo fica mais sinistro ainda...
A história é mais ou menos assim: Príncipes chineses no século "lá vai vóvó" tentam sobreviver ao ano do dragão. Irão acontecer várias catástrofes que afetarão os trabalhadores nas províncias causando um genocídio jamais visto nas história dos boardgames. A turma do Jaspion vai sofrer com a peste, invasão, fome, ganância do imperador etc. Durante estes eventos os chinas, provavelmente muito doidos depois de tanta fúria da natureza, ainda terão tempo para se divertir com fogos de artifício. E se tudo isso não for suficiente, caso o aprendiz de Bruce Lee saia de casa e a deixe vazia ela será amaldiçoada e irá desmoronar... Imaginem o Shamou jogando isso!!!
Começamos com o Cadu sendo o único a não escolher o tesoureiro, aquele que dá uma ajuda com a grana furada dos orientais, mas assumindo a iniciativa do jogo o que permitia ser o primeiro a escolher uma ação. Já o André Felipe ficou em último na iniciativa o que causou grandes transtornos para seus cubras valentes.
Depois dos dois primeiros meses de paz (só pra enganar a galera), já veio uma pancada do imperador mão-de-vaca que exige 4 doletas (yuens?) dos seus súditos sob pena de morte para cada real não pago. O pior é que logo em seguida veio a fome na região. Cadu já estava com arroz estocado desde o início, com prazo de validade vencido e dando diarréia em tudo que era chinês. Os demais jogadores tiveram que desenbolsar uma grana para fazer arroz-doce e garantir o direito a vida para seus comandados. A pior situação era a do André Felipe que estava fazendo uma equação complicadíssima para evitar a morte da galera nos próximos meses. Vitor só queria saber de dinheiro e de construir palácio. E o Bouzada o tempo todo proferindo "Mas o quê é isso?!". Filipe tava quieto no seu canto só contratando as gueixas para encher seus palácios.
Logo em seguida veio a invasão Mongol. André Felipe estava desesperado sabendo que seus soldados, famintos e apavorados, não poderiam repelir a invasão. Ele sabia que iriam morrer seus cubras de olho puxado mas decidiu levar "outros" consigo. E foi uma carnificina geral, somente o Bouzada escapou por ter um soldado a mais.
Depois veio a peste negra prometendo matar 3 de cada família. Começou uma guerra para ver quem conseguia recrutar o "cara da sopa"para livrar a galera das doenças. Pior para o Cadu que ficou só comdois tabletes de caldo Knorr e começou a enterrar os chinas doentes.
Pausa para a diversão. A turma da muralha deixou de lado as tristezas causadas pelas catástrofes e foi se divertir soltando rojão no Dragon Festival. Aqui eu abro um parênteses para esclarecer queo "soltar rojão" não teve nada a ver com a flatulência do Bouzada.
Depois de gastar todas as cabeças-de-nego disponíveis os chineses se deparam com a peste novamente. Cadu perde mais um cubra e quem se dá mal é o próprio doutor, mestre da sopa, que morre sem beber de seu antídoto.
Enquanto isso o imperador está esperando lá no mês da lagartixa (dezembro) para cobrar tributo de novo e antes dele um mês inteiro de fome. O arroz que o Cadu tinha estocado no início do ano já estava dando bicho e nem o cachorro queria comer. Victor tinha tanto dinheiro que se deu ao luxo de escolher o melhor arroz do mercado, que lá na China é o "Tio Jiraya". Bouzada, preocupado em não perder ninguém perdeu pontos valiosos. Felipe e André Felipe estavam sofrendo muito por ficarem mais atrás na iniciativa. No final a galera deixou as gueixas de lado e começou a investir em Monges Budistas tentando conseguir uns pontinhos a mais (Cruzes!!!). Aliás neste jogo o Monge é o cara que menos sofre já que ele só tem utilidade no final e ninguém quer saber dele durante o ano.
Vitória do Victor, provando que dinheiro e condomínio chinês são importantes neste jogo. Bouzada logo em seguida com três pontos atrás e o Cadu dois pontos após o Bouzada. André Felipe... bem o André Felipe.... com o que sobrou... não conseguiu montar nem um time de futsal. Tudo bem, chinês não joga bola mesmo. O Felipe foi um pouco melhor e terminou em 4º lugar.
Este é um jogo que vale a pena. Eu diria que é o "In the year of the FUN" pois achei maneiríssimo. Mas não é para quem tem amor à vida...
[]s,
Cadu.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Calabouço Especial do Feriado
Feriado de Corpus Christi
Feriado de sol, 22 de maio de 2008. Dia de jogatina no Calabouço das Peças, que vale a pena ressaltar está mais bonito e organizado. Já fazia um certo tempo que eu não participava do evento. Fiquei surpreso quando, ao chegar, percebi que o local estava com umas 30 pessoas jogando em diversos grupos. Não me lembro de ter encontrado tantas pessoas assim no Calabouço.
Quando cheguei fui recebido por um grupo de fanáticos pelo Fórmula Dé que quase me espancaram por não ter trazido o jogo. O André, Arthur e Cia estavam jogando Kingsburg. Gláucio ameaçava..., quero dizer, jogava Cuba com um grupo de incautos que nunca mais teriam uma vida normal novamente. Carlos “Clans” Salles, Luciano e Estevam jogavam Amyitis o que me fez relembrar de uma explicação, feita pelo Guilherme, sobre o jogo:
- É o seguinte galera: nós somos um bando de baba_ovo do rei Nabucodonosor que resolveu construir um jardim do tamanho da cidade de São Paulo só para agradar a vagabunda da Amyitis.
Com uma introdução destas todos ficariam curiosos com o jogo mesmo que ele fosse uma bomba. Falando em bomba tivemos a presença de nosso mais ilustre membro da Al-Qaeda lúdica, Cacá. Ele trouxe em sua mala jogos novos, jogos velhos, um pacote de estalinhos (para distribuir para as crianças) e um dispositivo C4 para o caso de querer se encontrar mais cedo com as 4500 virgens se for contrariado durante alguma partida.
Age of Empires III
Começamos com o Age of Empires III, excelente jogo, para aquecer as turbinas. O Vítor, cujo lema é “eu amo minha esposa e o Zavandor”, consultou seu manual de piadas repetidas só para declarar que caravelas não tinham turbinas. Na mesa para disputar o Novo Mundo estavam: Cadu, Bouzada, Estevam, Carlos “Neutro” Salles e o Luciano.
Depois da explicação o jogo flui normalmente com as nações procurando desenvolver suas economias para manter o alto custo de suas expedições. Sem entender que era melhor fazer conjuntos iguais de “trade goods”, o Capitão “Bouzada Colombo Doído” fez uma coleção de todos os trade goods do jogo. Com esta economia o máximo que ele conseguia era mandar dois bebuns para o novo mundo junto com os ratos nos porões dos navios.
Foi neste momento, por mera coincidência, que chega o ilustríssimo Shamou que tinha acabado de ter uma recaída depois de 2 sessões seguidas de testemunhos positivos no Alcoólicos Anônimos. Sob os efeitos do Etanol ele chegou a declarar que estava muito feliz em retornar a “Masmorra das Peças”.
Bouzada, atordoado pelo teor alcoólico do bafo do Shamou, começou a declarar que ia colocar todos os seus cubras valentes no Box da “Discovery Channel”. É que os colonizadores espanhóis já estavam cansados de assistir sessão da tarde e então arrumaram uma GatoNet lá pelos idos de 1500. Para quem já confundiu “Windfall” com “Waterfall” isso é até compreensível.
O Carlos, que estava jogando para que ninguém fizesse o conjunto de trade goods iguais, só percebeu bem depois que assim ele também não faria nenhum conjunto de trade goods iguais.
O Novo mundo já estava cheio de colonizadores e padres bombados pelo Monastério, convertendo tudo que era nativo com as promessas do Deputado Camilo Sujeira da qual o Bouzada era o porta-voz. Foi neste cenário que o mesmo “Bouzada Colombo Doído” resolveu enviar seus soldados para matar todo mundo, ou melhor dizendo, matar os cubras do Cadu. O Carlos se safou da carnificina porque só haviam padres na Inglaterra e o Bouzada não quis matar nenhum clérigo no feriado religioso.
No final vitória do Bouzada por 1 ponto de diferença em relação ao Cadu, isso tudo porque os Holandeses (comandados pelo Luciano) resolveram não prejudicar os espanhóis empatando maioria na Florida (essa foi Florida!!!).
Bootleggers
O Vitor já estava saltitante querendo jogar o Bootleggers, jogo de gangsters com alta dose de traições, canalhices, extorsões e ameaças de dar inveja até mesmo ao Cacá. Aceitamos o desafio e preparamos as famílias com o Vitor, Bouzada, Cadu e André. Não seria uma partida amistosa, sem dúvida.
O Vitor foi o primeiro a abrir um bar e tomou logo a dianteira vendendo cachaça ilegal pra todo mundo. Shamou ia gostar deste jogo. Depois foi a vez do Bouzada e do André abrirem em sociedade o boteco dos desesperados. Por último o Cadu conseguiu alvará de funcionamento para seu boteco também. Ele tratou de firmar um acordo de cavalheiros com o André para gerar receita em qualquer bar que o Vitor não controlasse. Quando o André teve a chance de tirar o domínio do Vitor enviando seus capangas para o bar dele, o André mudou de idéia e enviou todo mundo para comer “ovo colorido” e “pé-de-galinha na banha” no boteco do Cadu. Cadu, que é totalmente vingativo, jurou ajudar o Vitor a vencer o jogo. Nem foi preciso pois o Vitor tinha o bar dele próprio a disposição para a galera cair na manguaça. Já na rodada seguinte ele venceu sem precisar da ajuda de ninguém enquanto os adversários discutiam se a jogada do André tinha sido regular, ruim, péssima, horrível, tenebrosa ou “Shamouzada”.
Midgard
A partida seguinte foi de um jogo chamado Midgard. E lá estavam novamente Bouzada, Vitor, Cadu, André e o Guilherme de “contra-peso” (põe contra-peso nisso!!!). André estava preocupado com a possível vingança meta-jogo do Cadu, mas quem espalhou o terror das jogadas destrutivas foi o Guilherme. Eu acredito que os Vikings do Guilherme eram todos daltônicos, pois trocavam constantemente o alvo dos seus ataques atingindo somente os verdes. E o Cadu estava com os verdes!!! Coincidência da peste!!!
A história do jogo é a seguinte: Vikings estão invadindo vilarejos, provavelmente de Midgard (oohhh!!!), sendo que alguns destes vilarejos estão “amaldiçoados”. Todos os vikings das regiões amaldiçoadas irão para o limbo felizes da vida por terem morrido gloriosamente em batallha. Lá no limbo eles ganham 1 ponto de vitória e ressurgem em vida novamente, porém muito p$#%@ da vida pois irão para as galés onde terão que repetir todo o processo de “invasão x alma penada no limbo x ressurreição” novamente.
Ao final tivemos a vitória do Bouzada que traduziu com a seguinte frase o seu sucesso: fui o que menos foi parar no limbo!
Enquanto isso...
Enquanto isso, na mesa ao lado, a galera estava passando por um momento de dúvida na partida de “Blue Moon City”. O jogo havia sido explicado detalhadamente pelo Gláucio, mas segundo um dos jogadores, que preferiu não se identificar para evitar represálias, eles jogaram mais de 90% do jogo sem saber para quê estavam acumulando as famosas escamas de dragão.
Nexus Ops
Minha última chance de sair do zero era a próxima partida que seria de Nexus Ops. Cacá, Bouzada, Artur e Cadu disputariam o valioso rubium numa lua distante, que de tão distante só perdia em parsecs para Realengo.
O mais notável nesta partida foi a eliminação por completo do Cacá e do Artur. Não sobrou uma unidade sequer para contar história. No fim vitória apertada do Cadu, aos 45 do segundo tempo, por 12 a 11. O Cacá, apesar da extinção de sua espécie, terminou com 10 pontos enquanto o Artur conseguiu apenas 4 pontos.
Que venha o próximo!!!
Mais um dia agradável no Calabouço das Peças. Que venha o próximo feriado com muito sol, pois mesmo que nos forcem a ir a praia levaremos nossos tabuleiros. E o pessoal da Sibéria ainda reclama do frio...
[]s,
Cadu.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Gatas mijonas, ferros de passar tabuleiro e outras bizarrices...
Quando concordei em participar da jogatina da última terça-feira na Camilo-Caverna eu já devia esperar que os acontecimentos mais bizarros não deixariam de ocorrer. Afinal juntar Camilo Perfumado, felinas mijonas, Leo Rossi Encantado, Fidel Bouzada, o Troxxa do Guilherme, o islâmico Cacá, e jogos "chepas" do Cadu, só poderiam acontecer coisas bizarras mesmo. A noite já começa fedida quando o Márcio anuncia que uma das gatas do deputado Camilo Sujeira estava preparando o terreno para uma mijada "daquelas" na bolsa de jogos que eu havia trazido. Depois de "castigar" com sua aromática urina a bolsa (com três jogos novinhos em folha), a felina mijona ainda saiu imitando coruja pela casa. Camilo Sujeira não perdoa esta falta de hospitalidade, e depois de colocar um rock pesado do "Sepultura" e uma máscara do "Jason", saiu dando banda nas gatas mal-educadas. Mas como o negócio é jogo dividimos a mesa em dois grupos com Race for the Galaxy e o Q-Jet (já devidamente batizado de Jota Quest, Deskjet, jogo dos ferros de passar roupa etc). Primeiro insinuaram que os jogos do Cadu não prestam. O Leo "Floresta Encantada" estava radiante porque ele sabe que seu posto de "portador de jogos ruins"poderia ser dividido. Disseram que os carros do Q-Jet eram ferros de passar tabuleiro entre outras agressões diretas ao protótipo de "jogo tático" que o Cadu trouxe. Depois de 15 minutos de jogo quase deram a caixa para a prima da Trinity usar de vaso sanitário(elas gostam disso). Só faltava alguém perder para o carro "neutro", mas isso não aconteceu porque o Carlos Salles não veio.
Depois disso terminamos a partida do Race for the Galaxy, com vitória do Fidel Bouzada que fez golpe de estado em quase todos os planetas de terceiro-mundo. O jogo foi bastante interessante e quem já jogou o San Juan fazia suas comparações:
"- Este planeta com sósias do Shamou tem os mesmos poderes da biblioteca do San Juan! (por Guilherme Troxxa)"
"- Já este mundo "Waterfall (era Windfall) parece com a Quarry do Puerto Rico! (por Fidel Bouzada!)"
"- A gata do Camilo está miando ou imitando coruja? (por MárcioPéssimas Notícias)"
Antes de jogar o Gloria Mundi preparamos uma partida de Q-Jet com Fidel, Troxxa e Cadu Deskjet. Esta partida provou que o jogo não é tão ruim assim.... ele é pior do que parecia. Triste e mal-compreendido, Cadu desabafa dizendo que não trará mais jogos para a Camilo Caverna. O sempre ameaçador e islâmico Cacá avisa que se jogarem essa meh!@# de jogo novamente ele explodirá o bairro inteiro e ainda ameaçará a família e os amigos de quem pensar em importar esta jonça. Leo "Leilão de Bichos" Rossi não agüentou a pressão e decidiu ir embora, juntamente com o Marcio, antes que a Trinity urinasse em algum jogo seu.
Começamos o Gloria Mundi sentindo falta da ilustre presença do Shamouque sempre nos traz muitas alegrias com suas famosas e excêntricas jogadas. Só que desta vez quem deixou passar uma jogada forte fui eu, coisa que o Bouzada agradeceu e aproveitou vencendo a partida.
Camilo, depois de um longa discussão com o Guilherme sobre oStarcraft, disse que ia dormir e foi se perfumar para isto.
Logo em seguida o Cacá entra em cena e arma a mesa para o FactoryFun. Jogo muito divertido num estilo semelhante a um quebra-cabeças onde os jogadores tentam conectar diversas máquinas numa espécie de "galpão" com espaço limitado. Um jogo destes as duas horas da manhã resultou nas maiores bizarrices que a indústria poderia conceber em termos de maquinário. A única máquina que tinha um layout aceitável era a do Cacá, afinal ele já havia treinado a semana toda no modo "solo" que o jogo oferece. Pior foi aturar o Bouzada quebrando a cuca para fazer todas as conexões possíveis enquanto eu espantava a Trinity que queria urinar no tabuleiro (tudo bem, minha máquina tava ridícula mesmo).
Para finalizar esta noite infeliz jogamos algumas partidas de FrankZoo, um card game novo que eu trouxe. No final da segunda partida o Cacá já estava p#%@#$ e fez o tradicional UGA UGA no jogo para literalmente nos expulsar.
Eram quatro da madruga e eu lembrei do Rodrigo e sua famosa frase: "Isso não faz o menor sentido". Mas agora já era tarde (ou cedo?!) e eu já tinha sido zoado, meus jogos e minha bolsa foram urinados, não venci uma partida sequer e ainda por cima levei o troféu de pior jogo do ano até agora. Porém graças ao Cacá, e o seu jogo Lost, este troféu ficou comigo por pouco tempo.
Por tudo isto não foi muito agradável o retorno a Camilo-Caverna, mas nem tudo é perfeito não é mesmo? Para a próxima jogatina trarei na bolsa um Whiskas com chumbinho...
[]s,
Cadu.