O Calabouço das Peças sempre foi um programa divertido. Explora a integração e demonstra o poder dos jogos de tabuleiro na diversão geral. Ontem foi um dia atípico. Atípico pois um grupo do Dia D do RPG, com nada menos do que 6 pessoas chegou lá sem aviso prévio e mudou todo o percurso da noite.
Cheguei lá mais cedo pois o Arthur tinha uma prova. 19:30 chega o Bouzada e o Guilherme e depois de um milagre divino, Guilherme aceita jogar uma partida de Tikal. No meio da explicação (eu nunca tinha jogado), chega o Carlos e fechamos a mesa com 4 pessoas. O legal do jogo é que ele tem regras simplórias, no entanto, é um jogo de muitas ações e a tal da "Bouzagem" tem que rolar, ainda mais com o inspirador do termo jogando.
O Bouzada e o Guilherme ficaram disputando o meio do mapa enquanto eu montava meu complexo habitacional de sítios arqueológicos lá no cantinho. O Carlos tava mais perdido do que cego em tiroteio mas foi fundamental no resultado. Fincou pé em templos estratégicos e a exemplo do Arthur, é sempre um fator caos a mais pro jogo. Jogamos com a variante de leilão e não consigo imaginar jogar sem ela. Acho que o jogo ganha muito em estratégia. Vale lembrar que o Franklin chegou com suas teorias altamente embasadas de "Não se dá mais que 3 em um leilão". Valor que foi alterado várias vezes ao longo do jogo. Além, é claro, de pegar o joystick do Carlos no jogo.
Final do jogo e vitória apertada minha em cima do Guilherme, por apenas 4 pontos. Nesse meio tempo, rolou uma partida de Rá (virou figurinha carimbada, sempre tem uma partida) com uma vitória do André, o rei dos leilões. Lá no fundo, rolava um Citadels com 6 pessoas com a galera do Dia D. Acabada as mesas, um fato histórico. Franklin comeu 5 salgados na mesma leva batendo o recorde do Calabouço e entrando de vez para o Hall da Fama. Separado novamente os grupos, montamos uma mesa de Rá (eu, André rei dos leilões e o Carlos), Guilherme numa learning session de Amytis, que sucedeu uma rápida partida de Loot com vitória feminina! Enquanto isso, Bouzada e Arthur num 1x1 d Nexus Ops (Franklin precisou ir embora) e lá embaixo rolava uma partida animada de Red Dragon Inn.
Bouzada comprou 4 aranhas, rushou e não deu pro Arthur. Eu acabei ganhando no Rá com uma pontuação monstruosa de monumentos e o Rogue ganhou a Priest lá embaixo , uma vitória por embriaguez, raro para a Priest. Bouzada precisou ir embora e arrastou o Guilherme que deixou a vitória no Amytis encaminhada pro Arthur. Eu, Luis, Henry e Carlos jogamos duas partidas de Amazing Flea Circus, um fillerzinho do Knizia. Uma vitória para mim junto com o Luís, outra para o Luís mostrando-se um ótimo dono de circo de Pulgas. O Carlos teve que ir embora, Lucas voltou e fizemos uma longa mas ótima partida de Three Dragon Ante cheia de reviravoltas. O Lucas acabou ganhando combando várias vezes por cor e levando uma aposta muito grande no final do jogo, após a eliminação do Henri. Após ser eliminado, Henri acabou indo embora, Arthur ganhou o Amytis e puxou uma learning session de San Juan. Eu, Lucas e Luís decidimos jogar Midgard. Eu gosto muito da relação custo-benefício do jogo. É muito rápido, há uma certa dose de estratégia e é bem divertido.
O Midgard acabou com uma vitória minha que antes da contagem dos tokens estava muito apertada, com apenas um ponto de vantagem do Lucas sobre mim. Acabei fazendo 7 sets e selando a vitória. No San Juan, o Rodrigo conseguiu uma vitória apertada em cima do Arthur depois de muitos elogios acerca do jogo.
Finalmente, para selar a noite com chave de ouro, duas divertidíssimas partidas de Saboteur que me fizeram escrever aquela introdução. Muita risada, piada, mentira, sacanagem às 4 e pouca da manhã. Jogamos duas partidas, o Saboteur só ganhou duas vezes e quase ganhou uma terceira vez numa dramática corrida por retas, que, invariavelmente, eram despejadas pelo Arthur. O Nobre consegui uma impressionante marca de 90% das vezes ser Saboteur. Na primeira partida, vitória minha e do Arthur com os anões bonzinhos. Na 2a, o Rodrigo que se revezou o tempo todo entre Saboteur e bonzinho conseguiu vencer. Vale lembrar que rolou um anão Homer Simpson logo na 1a partida mas isso a gente deixa nos bastidores ;)
Depois disso, a galera empolgada queria jogar mais, mas era de manhã e acabou rolando uma caravana para a Saens Peña com um animado papo e a certeza de que o hobbie está crescendo e o Calabouço está fazendo sua parte.
Até a próxima.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Calabouço das Peças 19/06
quarta-feira, 4 de junho de 2008
In the year of the DEATH - Session Report
In the year long ago...
Galera reunida para jogar o "In The Year of the Dragon" no ultimo sábado numa espécie de "expansão" do Castelo das Peças. Este jogo é um dos mais sinistros literalmente falando. Com o Victor explicando o jogo fica mais sinistro ainda...
A história é mais ou menos assim: Príncipes chineses no século "lá vai vóvó" tentam sobreviver ao ano do dragão. Irão acontecer várias catástrofes que afetarão os trabalhadores nas províncias causando um genocídio jamais visto nas história dos boardgames. A turma do Jaspion vai sofrer com a peste, invasão, fome, ganância do imperador etc. Durante estes eventos os chinas, provavelmente muito doidos depois de tanta fúria da natureza, ainda terão tempo para se divertir com fogos de artifício. E se tudo isso não for suficiente, caso o aprendiz de Bruce Lee saia de casa e a deixe vazia ela será amaldiçoada e irá desmoronar... Imaginem o Shamou jogando isso!!!
Começamos com o Cadu sendo o único a não escolher o tesoureiro, aquele que dá uma ajuda com a grana furada dos orientais, mas assumindo a iniciativa do jogo o que permitia ser o primeiro a escolher uma ação. Já o André Felipe ficou em último na iniciativa o que causou grandes transtornos para seus cubras valentes.
Depois dos dois primeiros meses de paz (só pra enganar a galera), já veio uma pancada do imperador mão-de-vaca que exige 4 doletas (yuens?) dos seus súditos sob pena de morte para cada real não pago. O pior é que logo em seguida veio a fome na região. Cadu já estava com arroz estocado desde o início, com prazo de validade vencido e dando diarréia em tudo que era chinês. Os demais jogadores tiveram que desenbolsar uma grana para fazer arroz-doce e garantir o direito a vida para seus comandados. A pior situação era a do André Felipe que estava fazendo uma equação complicadíssima para evitar a morte da galera nos próximos meses. Vitor só queria saber de dinheiro e de construir palácio. E o Bouzada o tempo todo proferindo "Mas o quê é isso?!". Filipe tava quieto no seu canto só contratando as gueixas para encher seus palácios.
Logo em seguida veio a invasão Mongol. André Felipe estava desesperado sabendo que seus soldados, famintos e apavorados, não poderiam repelir a invasão. Ele sabia que iriam morrer seus cubras de olho puxado mas decidiu levar "outros" consigo. E foi uma carnificina geral, somente o Bouzada escapou por ter um soldado a mais.
Depois veio a peste negra prometendo matar 3 de cada família. Começou uma guerra para ver quem conseguia recrutar o "cara da sopa"para livrar a galera das doenças. Pior para o Cadu que ficou só comdois tabletes de caldo Knorr e começou a enterrar os chinas doentes.
Pausa para a diversão. A turma da muralha deixou de lado as tristezas causadas pelas catástrofes e foi se divertir soltando rojão no Dragon Festival. Aqui eu abro um parênteses para esclarecer queo "soltar rojão" não teve nada a ver com a flatulência do Bouzada.
Depois de gastar todas as cabeças-de-nego disponíveis os chineses se deparam com a peste novamente. Cadu perde mais um cubra e quem se dá mal é o próprio doutor, mestre da sopa, que morre sem beber de seu antídoto.
Enquanto isso o imperador está esperando lá no mês da lagartixa (dezembro) para cobrar tributo de novo e antes dele um mês inteiro de fome. O arroz que o Cadu tinha estocado no início do ano já estava dando bicho e nem o cachorro queria comer. Victor tinha tanto dinheiro que se deu ao luxo de escolher o melhor arroz do mercado, que lá na China é o "Tio Jiraya". Bouzada, preocupado em não perder ninguém perdeu pontos valiosos. Felipe e André Felipe estavam sofrendo muito por ficarem mais atrás na iniciativa. No final a galera deixou as gueixas de lado e começou a investir em Monges Budistas tentando conseguir uns pontinhos a mais (Cruzes!!!). Aliás neste jogo o Monge é o cara que menos sofre já que ele só tem utilidade no final e ninguém quer saber dele durante o ano.
Vitória do Victor, provando que dinheiro e condomínio chinês são importantes neste jogo. Bouzada logo em seguida com três pontos atrás e o Cadu dois pontos após o Bouzada. André Felipe... bem o André Felipe.... com o que sobrou... não conseguiu montar nem um time de futsal. Tudo bem, chinês não joga bola mesmo. O Felipe foi um pouco melhor e terminou em 4º lugar.
Este é um jogo que vale a pena. Eu diria que é o "In the year of the FUN" pois achei maneiríssimo. Mas não é para quem tem amor à vida...
[]s,
Cadu.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Calabouço Especial do Feriado
Feriado de Corpus Christi
Feriado de sol, 22 de maio de 2008. Dia de jogatina no Calabouço das Peças, que vale a pena ressaltar está mais bonito e organizado. Já fazia um certo tempo que eu não participava do evento. Fiquei surpreso quando, ao chegar, percebi que o local estava com umas 30 pessoas jogando em diversos grupos. Não me lembro de ter encontrado tantas pessoas assim no Calabouço.
Quando cheguei fui recebido por um grupo de fanáticos pelo Fórmula Dé que quase me espancaram por não ter trazido o jogo. O André, Arthur e Cia estavam jogando Kingsburg. Gláucio ameaçava..., quero dizer, jogava Cuba com um grupo de incautos que nunca mais teriam uma vida normal novamente. Carlos “Clans” Salles, Luciano e Estevam jogavam Amyitis o que me fez relembrar de uma explicação, feita pelo Guilherme, sobre o jogo:
- É o seguinte galera: nós somos um bando de baba_ovo do rei Nabucodonosor que resolveu construir um jardim do tamanho da cidade de São Paulo só para agradar a vagabunda da Amyitis.
Com uma introdução destas todos ficariam curiosos com o jogo mesmo que ele fosse uma bomba. Falando em bomba tivemos a presença de nosso mais ilustre membro da Al-Qaeda lúdica, Cacá. Ele trouxe em sua mala jogos novos, jogos velhos, um pacote de estalinhos (para distribuir para as crianças) e um dispositivo C4 para o caso de querer se encontrar mais cedo com as 4500 virgens se for contrariado durante alguma partida.
Age of Empires III
Começamos com o Age of Empires III, excelente jogo, para aquecer as turbinas. O Vítor, cujo lema é “eu amo minha esposa e o Zavandor”, consultou seu manual de piadas repetidas só para declarar que caravelas não tinham turbinas. Na mesa para disputar o Novo Mundo estavam: Cadu, Bouzada, Estevam, Carlos “Neutro” Salles e o Luciano.
Depois da explicação o jogo flui normalmente com as nações procurando desenvolver suas economias para manter o alto custo de suas expedições. Sem entender que era melhor fazer conjuntos iguais de “trade goods”, o Capitão “Bouzada Colombo Doído” fez uma coleção de todos os trade goods do jogo. Com esta economia o máximo que ele conseguia era mandar dois bebuns para o novo mundo junto com os ratos nos porões dos navios.
Foi neste momento, por mera coincidência, que chega o ilustríssimo Shamou que tinha acabado de ter uma recaída depois de 2 sessões seguidas de testemunhos positivos no Alcoólicos Anônimos. Sob os efeitos do Etanol ele chegou a declarar que estava muito feliz em retornar a “Masmorra das Peças”.
Bouzada, atordoado pelo teor alcoólico do bafo do Shamou, começou a declarar que ia colocar todos os seus cubras valentes no Box da “Discovery Channel”. É que os colonizadores espanhóis já estavam cansados de assistir sessão da tarde e então arrumaram uma GatoNet lá pelos idos de 1500. Para quem já confundiu “Windfall” com “Waterfall” isso é até compreensível.
O Carlos, que estava jogando para que ninguém fizesse o conjunto de trade goods iguais, só percebeu bem depois que assim ele também não faria nenhum conjunto de trade goods iguais.
O Novo mundo já estava cheio de colonizadores e padres bombados pelo Monastério, convertendo tudo que era nativo com as promessas do Deputado Camilo Sujeira da qual o Bouzada era o porta-voz. Foi neste cenário que o mesmo “Bouzada Colombo Doído” resolveu enviar seus soldados para matar todo mundo, ou melhor dizendo, matar os cubras do Cadu. O Carlos se safou da carnificina porque só haviam padres na Inglaterra e o Bouzada não quis matar nenhum clérigo no feriado religioso.
No final vitória do Bouzada por 1 ponto de diferença em relação ao Cadu, isso tudo porque os Holandeses (comandados pelo Luciano) resolveram não prejudicar os espanhóis empatando maioria na Florida (essa foi Florida!!!).
Bootleggers
O Vitor já estava saltitante querendo jogar o Bootleggers, jogo de gangsters com alta dose de traições, canalhices, extorsões e ameaças de dar inveja até mesmo ao Cacá. Aceitamos o desafio e preparamos as famílias com o Vitor, Bouzada, Cadu e André. Não seria uma partida amistosa, sem dúvida.
O Vitor foi o primeiro a abrir um bar e tomou logo a dianteira vendendo cachaça ilegal pra todo mundo. Shamou ia gostar deste jogo. Depois foi a vez do Bouzada e do André abrirem em sociedade o boteco dos desesperados. Por último o Cadu conseguiu alvará de funcionamento para seu boteco também. Ele tratou de firmar um acordo de cavalheiros com o André para gerar receita em qualquer bar que o Vitor não controlasse. Quando o André teve a chance de tirar o domínio do Vitor enviando seus capangas para o bar dele, o André mudou de idéia e enviou todo mundo para comer “ovo colorido” e “pé-de-galinha na banha” no boteco do Cadu. Cadu, que é totalmente vingativo, jurou ajudar o Vitor a vencer o jogo. Nem foi preciso pois o Vitor tinha o bar dele próprio a disposição para a galera cair na manguaça. Já na rodada seguinte ele venceu sem precisar da ajuda de ninguém enquanto os adversários discutiam se a jogada do André tinha sido regular, ruim, péssima, horrível, tenebrosa ou “Shamouzada”.
Midgard
A partida seguinte foi de um jogo chamado Midgard. E lá estavam novamente Bouzada, Vitor, Cadu, André e o Guilherme de “contra-peso” (põe contra-peso nisso!!!). André estava preocupado com a possível vingança meta-jogo do Cadu, mas quem espalhou o terror das jogadas destrutivas foi o Guilherme. Eu acredito que os Vikings do Guilherme eram todos daltônicos, pois trocavam constantemente o alvo dos seus ataques atingindo somente os verdes. E o Cadu estava com os verdes!!! Coincidência da peste!!!
A história do jogo é a seguinte: Vikings estão invadindo vilarejos, provavelmente de Midgard (oohhh!!!), sendo que alguns destes vilarejos estão “amaldiçoados”. Todos os vikings das regiões amaldiçoadas irão para o limbo felizes da vida por terem morrido gloriosamente em batallha. Lá no limbo eles ganham 1 ponto de vitória e ressurgem em vida novamente, porém muito p$#%@ da vida pois irão para as galés onde terão que repetir todo o processo de “invasão x alma penada no limbo x ressurreição” novamente.
Ao final tivemos a vitória do Bouzada que traduziu com a seguinte frase o seu sucesso: fui o que menos foi parar no limbo!
Enquanto isso...
Enquanto isso, na mesa ao lado, a galera estava passando por um momento de dúvida na partida de “Blue Moon City”. O jogo havia sido explicado detalhadamente pelo Gláucio, mas segundo um dos jogadores, que preferiu não se identificar para evitar represálias, eles jogaram mais de 90% do jogo sem saber para quê estavam acumulando as famosas escamas de dragão.
Nexus Ops
Minha última chance de sair do zero era a próxima partida que seria de Nexus Ops. Cacá, Bouzada, Artur e Cadu disputariam o valioso rubium numa lua distante, que de tão distante só perdia em parsecs para Realengo.
O mais notável nesta partida foi a eliminação por completo do Cacá e do Artur. Não sobrou uma unidade sequer para contar história. No fim vitória apertada do Cadu, aos 45 do segundo tempo, por 12 a 11. O Cacá, apesar da extinção de sua espécie, terminou com 10 pontos enquanto o Artur conseguiu apenas 4 pontos.
Que venha o próximo!!!
Mais um dia agradável no Calabouço das Peças. Que venha o próximo feriado com muito sol, pois mesmo que nos forcem a ir a praia levaremos nossos tabuleiros. E o pessoal da Sibéria ainda reclama do frio...
[]s,
Cadu.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Session Report : Mai. 15 - Calabouço das Peças
De volta ao Calabouço depois de um tempo longe, jogos novos pra estrear e secura pra jogar. Logo de cara percebo uma mudança super positiva, a ludoteca agora tá bombada com as aquisições do amigo André Felipe e o ventilador na parede funcionando benzão.
Chegando lá já tinha uma mesa com Bouzada, André Felipe, Guilherme e Victor começando a explicação do Brass, como a capacidade do jogo estava cheia fiquei na de fora com o Arthur.
Assim que chegou o Carlos jogamos um filler do Knizia, o Escalation!. Ele é um jogo de cartas que tem a numeração de 1 a 13, o seu objetivo e terminar com o bolo menor de cartas, para isso você vai baixando seus números, sempre maiores que o seu antecessor, você pode somar números, desde que sejam iguais os valores. Bacaninha, um bom jogo pra apresentar pra mulecada também. Nesse meio tempo chegaram mais dois André's, jogamos os 5 mais duas partidas do Escalation! e resolvemos partir para outro menos filler.
Atacamos de Mall of Horror, esse é um jogo divertido e cheio de cubreagens. Nele você tem que sobreviver dentro de um shopping que esta sendo infestado de zumbis, para isso temos as lojas para nos proteger, só que em toda rodada temos que ficar andando pelo shopping e sempre chegam mais zumbis. Caso eles consigam entrar na loja onde estão os sobreviventes rola uma votação para saber que vai servir de "boi-de-piranha" para os zumbis comerem e irem embora. Diversão garantida, ficamos um marcando o time do outro quando percebemos o Carlos ganhou a partida.
Depois partimos para a estreia de um dos jogos que eu levei, o Taluva. E foi uma grata surpresa, o jogo lembra a mecânica do Carcassonne, tipo coloca tile e coloca peça, aí começam as diferenças.
Cada tile tem 3 desenhos, dois terrenos e um vulcão, você pode ir colocando os tiles no mesmo nível, ou empilhando criando outros níveis no tabuleiro, podendo inclusive soterrar as cabanas do nível inferior. Já as pecinhas temos 3 tipos, cabanas, templos e torres e você tem uma série de regras para as colocações delas.
Quando todos os tiles forem colocados, ganha quem tiver colocado mais templos (desmpatando em torres e depois em cabanas) ou então que finalizar primeiro dois tipos de construção. O jogo é bem bacana, acabamos jogando duas vezes, eu ganhei uma e o André outra.
Nessa hora a mesa do Brass finalmente terminou, dividimos os grupos, uma galera foi pro Taluva e eu, Arthur, Fel e André jogamos Catan. Boa partida, mas demorou mais do que esperávamos, o sono já tava batendo legal. Ensinei pra eles que negociação no Catan vai muito além de "dois trigos por uma ovelha". Acabei ganhando e matando a vontade de jogar um dos jogos que eu mais gosto.
Foi uma noite bem agradável, jogamos até quase 3 da manhã e com certeza voltarei a aparecer mais vezes. Fica aqui meu agradecimento ao pessoal do cigarro que também pegou leve e essa era uma implicância que eu tinha com o Calabouço e que agora já não tenho razão pra reclamar."
Agora seguem os meus comentários sobre o último Calabouço:
Começamos jogando Brass. Depois de umas duas horas de explicação de regras, começamos o jogo: Eu, André Felipe, Bouzada e Victor "Zavandor".
O jogo é bem complicado, com algumas mecânicas que lembram bem o Age of Steam (ambos são do Martin Wallace). É um jogo muito bom, principalmente para quem gosta de brainburners, mas é muito pouco instintivo.
A partida demorou umas 3 horas, com vitória minha não muito na frente do segundo lugar, e os demais jogadores ficaram muito próximos um do outro.
Depois disso, eu, Victor "Zava" e Bouzada jogamos uma partida de Taluva, jogo do grande amigo do Bouzada, o Casasola.
O jogo foi descrito pelo Cacá lá em cima. Quando a regra foi explicada pelo mesmo, eu entendi uma regra de forma contrária à que ele explicou, e fui o único que joguei de tal forma, o que é, na verdade, a regra certa. No final do jogo, vitória minha, e o Bouzada viu que ele e o Victor estavam jogando com a regra diferente.
Como já era tarde, decidimos encerrar a noite.
No Domingo, no Dia D, o André Felipe ainda veio me dizer que a regra do Brass estava errada. Na próxima tentarei uma partida de Brass com a regra certa.
Abraços e até quinta-feira!
Calabouço especial de Corpus Christi
Teremos nesta quinta-feira o Calabouço começando mais cedo, às 14h.
Para quem quiser comparecer, fica o convite.
Abraços a todos e até quinta-feira!
domingo, 18 de maio de 2008
Dia D do RPG!
O Final de semana do Dia D do RPG não podia ser mais produtivo. Os jogadores de RPG são pessoas extraordinárias. Em breve posto um report decente e lanço algumas fotos no Orkut. Por ora deixo o contato para a galera do Dia D que queira saber mais sobre os eventos vindouros:
dfelbarros@hotmail.com (msn)
lefelbarros@gmail.com (e-mail)
Fel Barros (Orkut).
Um abraço para a galera da Night Hunter produções, em especial à Pandora e o Bispo que cederam o espaço para nós e a recepção não podia ter sido melhor!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Session Report: 8 de Maio
Mais uma 5a feira movimentada no Calabouço das Peças. Além dos personagens habituais contamos com o retorno do exímio jogador de (todos) os jogos, Sávio, também conhecido como Americano. A Tia do Salgado, vulgo Daniel também chegou cedo e tivemos um dia movimentado para uma 5a feira qualquer. Começamos com apenas uma mesa de Attribute, jogo que o Guilherme vinha pedindo calorosamente para jogarmos desde que eu o trouxe dos EUA. Acho o jogo super inteligente tirando o fato de termos de dar tapa na mão dos outros na disputa pelas cartas. Attribute é um jogo que ,por razões inexplicáveis, tem como tema as ovelhas. Qualquer animal, do Pinguim ao Ornitorrinco seria pertinente à temática. O jogo é relativamente rápido, cada um joga duas vezes e ao final disso são contados os pontos. Recebemos uma mão inicial de 5 cartas com adjetivos da língua inglesa e uma ovelha vermelha ou verde. No nosso turno devemos propor um tema do tipo "Continentes", "Romário", "Sala de Aula" e associar o nosso adjetivo àquele tema. Em seguida todos escolhem uma das cartas da mão com um adjetivo e tentam associar ou afastar o máximo possível ao tema proposto (já vão entender o porquê). Aí entra a parte do "tapa". Reveladas as cartas, todos podem dar tapa em uma carta e pontuar (ou não por elas). Aí entra em cena as ovelhas verdes e vermelhas. Se você colocou uma ovelha vermelha há dois cenários possíveis: Ninguém bate no seu adjetivo por ele se afastar muito da temática e você ganha um ponto. Ou alguém, por descuido ou propositalmente bate na sua ovelha e ambos perdem um ponto. Já as ovelhas verdes você deve tentar que a escolham. O jogador que deu tapa no adjetivo e o que possuía a ovelha verde escolhida ganham um ponto. Caso contrário , quem não teve a ovelha escolhida perde um ponto.
O jogo fluia com um certo caos pois o Carlos não manjava muito de inglês e ficou um pouco perdido. Fora que algumas palavras realmente tinham um significado meio obscuro e pouca ou ninguém sabia o que significava. Eu e Guilherme abrimos uma vantagem inicialmente mas o Guilherme, novamente, adotou o revanchismo e escolheu uma ovelha vermelha minha em represália a eu ter pego uma verde antes dele na rodada anterior. Fora a jogada-chave do jogo em que o Carlos, dando um ar divertido e caótico ao jogo, bateu numa ovelha vermelha do Guilherme, provocando uma alegria profunda no mesmo. Com a derrocada do incentivador maior do jogo, Bouzada acabou se aproximando da minha pontuação e na última rodada, tive que dar uma aula de matemática aplicada a um estatístico, um engenheiro e um matemático ( eu com minha formação em LETRAS) e expliquei que estava pouco interessado na desgraça do DELTA que eles queriam propor. Acabei ganhando por um ponto do Bouzada, com o Guilherme em terceiro apesar do Revanchismo.
Acabado o Attribute, algo inédito aconteceu: 3 mesas no Calabouço! Há um bom tempo não se via isso. Eu, viciado em Kingsburg, propus uma Learning Session para os outros dois Andrés e o Carlos. Enquanto isso, Vitor Zavandor teve sua tão esperada sessão de Caylus com Guilherme e Bouzada. Na 3a mesa, Daniel e Americano jogavam San Juan até a chegada de Renato que também acabou jogando uma partida com eles. Nesse meio tempo Arthur chegou contabilizando os salgados e tivemos uma pausa para degustá-los inclusive o novíssimo Pão de Queijo a 1 real que fez a alegria da galera. O Caylus, um jogo muito mais pesado e arrastado do que o Kingsburg andava no mesmo ritmo do nosso jogo. No Kingsburg, os dois Andrés fizeram
uma estratégia envolvendo a Farm, ganharam um dado a mais mas descuidaram um pouco da defesa. O Carlos, por outro lado, ficou na track dos pontos de vitória enquanto eu, como bem lembrou o Bouzada, fiz o feijão com arroz, Buildings defensivas e depois ia para a 1a coluna. Minha estratégia foi recompensada ao final do último ano. Carlos empatou a batalha final enquanto dois dos três Andrés foram derrotados pelo Demon perdendo valiosas construções e acabando mais de dez pontos atrás de mim graças a uma rolagem baixa no último inverno. Três Andrés ocuparam o pódio. Suderj informa: (Depois de explicar o Attribute, fiquei com preguiça de explicar as regras do Kingsburg então olhe uma review do BGG se você quer saber mais sobre o jogo). O nosso jogo ,que a essa altura tinha virado Twilight Kingsburg , acabou depois do Caylus, um feito histórico para os jogos de tabuleiro modernos.
Acabado os jogos, Carlos e dois Andrés foram embora. Eu, Bouzada e Vitor, a pedidos incansáveis parte II do Guilherme e na esperança do Bouzada que o próprio venha a jogar Through the Ages um dia, fomos jogar o Lord of The Rings, o jogo cooperativo. Não sou muito fã de jogo cooperativo pois acredito que role um pouco de perda de individualidade nas jogadas, já que as decisões são tomadas meio que em conjunto. O jogo é bem fiel ao livro apesar de por ser um jogo do Knizia, não faz a menor diferença quem é quem na hora de acrescentar o tema. O jogo é bem difícil, não demora e no final das contas eu, que estava mais atrás , acabei pegando o Anel antes de chegarmos a Mordor e para felicidade geral da nação , Frodo morreu (!) e quem destruiu o anel foi eu, jogando de Pippin. Sendo que o Sauron tinha levado o Merry também e nós ganhamos uma rodada antes do Sauron tomar o Anel. Foi super apertado, relativamente divertido. Não me encheu os olhos mas acho que deve ficar bem mais interessante com as expansões.
Nesse meio tempo, Sávio, o melhor jogador (de todos) os jogos já criados, foi derrotado no Amytis pelo Renato. Com o anel destruído e o americano derrotado, somente sobreviveram eu, Americano, Daniel e Arthur (posteriormente descobrimos que Arthur também possui Daniel no nome e decidimos chamá-lo assim. Com pouca gente e sendo quase três da manhã, jogamos um Guillotine, fillerzinho excelente, altamente caótico e por isso um dos favoritos do Arthur. Ele e eu dividimos a liderança durante boa parte do jogo. Começamos a trocar hostilidades e acabou prevalecendo a vitória dele por um ponto sobre mim.
E para fechar a noite, mais uma Learning Session de Kingsburg! É legal que normalmente as pessoas gostam bastante do jogo. E não foi diferente dessa vez. O jogo foi bastante diferente do anterior. Eu, Sávio e Arthur investimos bastante na parte defensiva, apesar da Uruca ter batido a nossa porta e os rolamentos estarem ridículos. Arthur , apesar de estar jogando a primeira vez, pegou o espiríto do jogo e investiu muito no Jester que dá um ponto de vitória grátis apesar de ser o mais baixo conselheiro. Daniel, sugado pelos pontos de vitória da coluna de cima, acabou ignorando os efeitos do Inverno e sofreu uma derrota acachapante no quarto ano , perdendo 3 ouros, uma Church e consequentemente 7 pontos de vitória. No último ano, uma emocionante disputada entre eu e Arthur, ele liderando, pelo primeiro lugar e na última rodada, com a ajuda de um Alquimista consegui construir uma Chapel acrescentando 5 pontos de vitória e empatando com o líder.
Acontece a última batalha e Americano, com mais força militar ganha o decisivo ponto extra pela vitória mais convincente no inverno. Eu e Arthur, empatados em buildings e sem goods, ficamos com um justo empate e ambos saímos vencedores. Depois da maratona e de um frutífero Castelo, decidimos encerrar por ali.
Até o próximo Calabouço!
Session Report 1 de Maio
Quinta feira, feriadão e tivemos um número razoável de pessoas no Calabouço. Notadamente, a presença do Pedro que costuma ir ao Castelo e conseguiu ir dessa vez (sem a namorada).A noite começou em alto nível com dois jogaços na mesa. Power Grid, uma
learning session orquestrada pelo Guilherme, um dos organizadores do Calabouço, o Pedro, a única pessoa que eu convidei do Castelo que realmente apareceu e o Diniz, ex-aluno meu que de vez em quando aparece lá para jogar. Na outra mesa, The Scepter of Zavandor, atualmente 3o lugar no meu ranking de jogos favoritos. Os jogadores eram Eu, Arthur, idealizador e dono do
Calabouço, Bouzada que atualmente só pensa em Through the Ages e Victor "Zavandor" que tem esse apelido por ser viciado em Zavandor e até pouco tempo dono de uma das únicas cópias aqui do RJ.
Zavandor é um jogo econômico com uma temática meio piegas. Somos aprendizes de mago buscando o tal do Cetro de Zavandor. Temática rala e inexistente, não dá muito o feeling de ser um aprendiz, principalmente pelo fato de boa parte do tempo você está calculando como receber seu troco honestamente (não há "um" de troco, então se vc paga 19 com 20 vc perdeu 1 pó mágico, a moeda do jogo.) Nesse jogo você desenvolve uma "engine" econômica através de pedras preciosas, Rubis, Safiras, Diamantes ou Esmeraldas. (Você começa com Opalas mas elas não proporcionam "engine" alguma). Além disso, você recebe um personagem dentre fada, elfo, kobold, mago, druida e bruxa. Cada um tem seu "caminho" de magia inicial e há também artefatos e sentinelas que são leiloados ao longo do jogo. Quando são leiloados cinco sentinelas, o jogo termina.
Fizemos um sorteio e eu acabei empacado com o Druida, de novo. O Druida é meio fraco pois ele é obrigado a jogar com Rubis. E é meio difícil jogar com ele sendo newba como eu (foi minha 2a partida). Vitor Zavandor jogou de Mago, profissão que ele diz não gostar em um jogo para 4 pessoas, Bouzada de Fada e Arthur de Elfo. Esse jogo foi interessante para mim pois a 1a
vez que eu joguei foi uma partida de mais de 6 horas, learning session e dessa vez os artefatos eram mais escassos e havia mais disputas por eles. Bouzada começou com uma estratégia de Safira e mudou para Diamante. Arthur ficou sempre na Esmeralda, eu empacado nos Rubis e Vitor nos diamantes. O jogo era constantemente interrompido pelas dublagens do Kiko, feita pelo
Guilherme na mesa ao lado com a frase "Ai que burrico, dá zero pra ele" sempre que alguém não conseguia pegar seu troco de forma correta.
O artefato crucial é a Máscara de Carisma que reduz o preço dos Sentinelas em 20, principal condição de vitória do jogo. Bouzada comprou uma e Vitor a outra. Arthur, famoso por propagar o caos no jogo, comprou dois artefatos que destróem gemas dos oponentes. Como eu estava jogando de Rubi, comprei opalas para me defender. O jogo foi se desenrolando e no final, graças
ao caos propagado pelo Arthur, a estratégia do Vitor de comprar duas sentinelas foi inviabilizada e na última rodada eu estava empatado com o Arthur em primeiro, Vitor em último e o Bouzada fazendo conta para ver se tinha como ganhar. Acabou vencendo a mim e ao Arthur por um único ponto de vitória. Foi um jogo super equilibrado e bem mais rápido do que eu esperava,
cerca de três horas.
Nesse meio tempo, a partida de Power Grid já tinha acabado, com vitória esmagadora do Guilherme e eles tinham começado uma partida de Cartel, jogo lançado pela Grow no Brasil e que no exterior se chama Acquire. É um jogo de compra e venda de ações que eu tenho muito interesse em jogar e só não comprei pois os preços das edições (out of print) estavam abusivos. Ao time inicial do Power Grid acrescenta-se Carlos, figurinha certa no Calabouço, André, gerente financeiro do Calabouço e Renato, grande jogador de Pokemón.
Acabada a partida de Zavandor, Arthur foi cuidar da gigantesca leva de salgados e o Cartel estava terminando. Eu e Vitor confabulávamos sobre o que jogar a seguir enquanto Bouzada sugeria, pela enésima vez, uma partida Advanced de Through the Ages. O Cartel acabou de novo com a vitória de Guilherme, apertada sobre Renato. Diniz, Pedro e Carlos estavam indo embora.
Renato e André foram lá para baixo prosear. Os sobreviventes a essa altura, cerca de meia-noite eram eu , Guilherme, Vitor e Bouzada. Depois de muita discussão concordamos em jogar Midgard, Kingsburg e por fim, Attribute (a pedidos incansáveis do Guilherme).
Fizemos a Learning Session do Midgard, Bouzada explicando e ressaltando que tinha lido as regras e achado o jogo páia. O jogo mistura controle de área com draft e é extremamente simples. Demorou cerca de 1h30 com a explicação e acabou com uma vitória magra minha sobre o Bouzada graças a uma jogada minha fruto do meu inexorável D.D.A. Passei uma carta ótima
que tinha guardado desde a 1a rodada para o Guilherme na hora do último draft e acabei perdendo-a. Guilherme encerrou seu winning streak com a lanterna.
Logo em seguida jogamos Kingsburg sendo que o Bouzada e eu já tinhamos jogado uma vez e o Vitor duas. Bouzada explicou para o Guilherme e depois começamos. Kingsburg , atualmente, é o meu jogo favorito na categoria "Lightweight". Há, sem dúvida, um fator sorte muito forte mas relativamente contornável pelas buildings. Fora o Risk Control pois o jogo se passa nas 4
estações do ano, sendo que no Inverno somos atacados por algum bicho , normalmente um Goblin ou Zumbi. Devemos influenciar conselheiros em troca de recursos, pontos de vitória ou força militar. Fora que o jogo é visualmente espetacular.
Começou o jogo e começamos a ver os "que que isso" famosos do Bouzada após seus low rolls nos dados. Foi um jogo marcado por uma inexplicável perseguição do Guilherme à minha pessoa (há muita interação, pois um conselheiro já influenciado, salvo rara exceção, não pode ser influenciado por outro jogador). Como você usa seus dados para alocar dos números 1-18, normalmente o Guilherme alocava de forma a não deixar eu alocar, independente de isso ser bom ou ruim para ele. Eu joguei mais na defensiva fazendo muitas construções militares, o Vitor fez isso também, até melhor do que eu em certo ponto do jogo, pois eu , ao invés de me manter na estratégia fui buscar pontos de vitória extras. Por conta disso, acabei perdendo a 4a batalha e preciosos pontos de vitória.
No final, Bouzada em primeiro, um ponto na minha frente e Vitor um ponto atrás de mim. Já eram 4 da manhã e Bouzada, homem-carona viu que seria tarde para jogar o Attribute. E essa foi a noitada de 5a feira, muito produtiva, aprendi um jogo novo e joguei dois favoritaços meus. Abraços e até a próxima!
domingo, 30 de março de 2008
Session Report: Calabouço das Peças: 27/03/2008
Depois de 2 meses com esse blog sem atualização por falta de tempo do pessoal, resolvi começar a escrever.
Em homenagem à epidemia de dengue que está correndo solta aqui no Rio, começamos a noite com uma rodada de pandemic, um joguinho novo que o André Felipe trouxe e que está super na moda, e que jogamos eu, ele, o Guilherme e o André. Se trata de um jogo colaborativo, onde todos os jogadores devem se unir contra o jogo e tentar curar as epidemias de doenças que vão se alastrando pelo mundo. O visual do jogo é bem legal, com um mapa-mundi com diversos países e cidades marcados, e dividido em 4 cores que simulam zonas de epidemia. Mas cuidado! A qualquer momento pode sair uma carta de surto (outbreak) e fazer com que determinada doença se alastre perigosamente pelo mundo deixando os jogadores em uma constante corrida contra o tempo, tentando descobrir a cura de todas as doenças antes que alguma delas se alastre incontrolavelmente pelo mundo!!
O jogo começou tranquilo, e enquanto eu no papel de médico tentava evitar o desastre na Asia os outros jogadores logo se uniram e conseguiram descobrir a cura de 2 das 4 doenças. Alguns surtos aqui e ali, depois de algum tempo o jogo parecia controlado e estávamos confiantes de ganhar, bastando apenas 1 cura, que já estava bem encaminhada e o André estava muito próximo de descobrir. Contudo, na busca incessante por pesquisar as curas, descuidamos de algo fundamental: Curar as doenças! Assim, apenas 1 rodada antes do André descobrir a última cura, aconteceu uma terrível epidemia que se alastrou tão rapidamente que todo o leste europeu e oriente médio foram completamente tomados e nós perdemos... Segundo algumas teorias na mesa, tudo culpa do Guilherme e sua “boca santa”...
Como segundo jogo, escolhemos mais um da nova leva que o André Felipe trouxe e jogamos Galaxy Trucker, divertido joguinho onde cada um é um caminhoneiro espacial que deve montar sua nave e depois encarar os desafios do espaço, tentando mantê-la o mais intacta possível e recolher mercadorias pelos planetas enquanto piratas espaciais atacam, e chuvas de meteoro ameaçam destruir a sua carga...
O jogo começou pendendo pro meu lado, sendo o primeiro a montar a nave e colocando um pouco de pressão no resto da galera. No começo da primeira viagem contudo, percebi que não havia bateria suficiente na minha nave, e apesar de resistir bravamente aos ataques e meteoros, terminei praticamente emparelhado aos outros.
Nas 2 viagens seguintes, contudo, consegui me aproveitar melhor da minha recém-descoberta “agilidade” na construção de naves e novamente deixei os outros em apuros, tendo que viajar pelo espaço com naves despedaçadas e incompletas. Com uma nave mais balanceada, dessa vez consegui grande vantagem na viagem, terminando o jogo com 89 pontos contra 59 do segundo colocado. Joguinho muito interessante, e apesar de não ser muito estratégico foi bem divertido.
Depois disso tive que ir embora, mas a galera ainda ficou e jogou mais umas 3 ou 4 rodadas de Pandemic!!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Gatas mijonas, ferros de passar tabuleiro e outras bizarrices...
Quando concordei em participar da jogatina da última terça-feira na Camilo-Caverna eu já devia esperar que os acontecimentos mais bizarros não deixariam de ocorrer. Afinal juntar Camilo Perfumado, felinas mijonas, Leo Rossi Encantado, Fidel Bouzada, o Troxxa do Guilherme, o islâmico Cacá, e jogos "chepas" do Cadu, só poderiam acontecer coisas bizarras mesmo. A noite já começa fedida quando o Márcio anuncia que uma das gatas do deputado Camilo Sujeira estava preparando o terreno para uma mijada "daquelas" na bolsa de jogos que eu havia trazido. Depois de "castigar" com sua aromática urina a bolsa (com três jogos novinhos em folha), a felina mijona ainda saiu imitando coruja pela casa. Camilo Sujeira não perdoa esta falta de hospitalidade, e depois de colocar um rock pesado do "Sepultura" e uma máscara do "Jason", saiu dando banda nas gatas mal-educadas. Mas como o negócio é jogo dividimos a mesa em dois grupos com Race for the Galaxy e o Q-Jet (já devidamente batizado de Jota Quest, Deskjet, jogo dos ferros de passar roupa etc). Primeiro insinuaram que os jogos do Cadu não prestam. O Leo "Floresta Encantada" estava radiante porque ele sabe que seu posto de "portador de jogos ruins"poderia ser dividido. Disseram que os carros do Q-Jet eram ferros de passar tabuleiro entre outras agressões diretas ao protótipo de "jogo tático" que o Cadu trouxe. Depois de 15 minutos de jogo quase deram a caixa para a prima da Trinity usar de vaso sanitário(elas gostam disso). Só faltava alguém perder para o carro "neutro", mas isso não aconteceu porque o Carlos Salles não veio.
Depois disso terminamos a partida do Race for the Galaxy, com vitória do Fidel Bouzada que fez golpe de estado em quase todos os planetas de terceiro-mundo. O jogo foi bastante interessante e quem já jogou o San Juan fazia suas comparações:
"- Este planeta com sósias do Shamou tem os mesmos poderes da biblioteca do San Juan! (por Guilherme Troxxa)"
"- Já este mundo "Waterfall (era Windfall) parece com a Quarry do Puerto Rico! (por Fidel Bouzada!)"
"- A gata do Camilo está miando ou imitando coruja? (por MárcioPéssimas Notícias)"
Antes de jogar o Gloria Mundi preparamos uma partida de Q-Jet com Fidel, Troxxa e Cadu Deskjet. Esta partida provou que o jogo não é tão ruim assim.... ele é pior do que parecia. Triste e mal-compreendido, Cadu desabafa dizendo que não trará mais jogos para a Camilo Caverna. O sempre ameaçador e islâmico Cacá avisa que se jogarem essa meh!@# de jogo novamente ele explodirá o bairro inteiro e ainda ameaçará a família e os amigos de quem pensar em importar esta jonça. Leo "Leilão de Bichos" Rossi não agüentou a pressão e decidiu ir embora, juntamente com o Marcio, antes que a Trinity urinasse em algum jogo seu.
Começamos o Gloria Mundi sentindo falta da ilustre presença do Shamouque sempre nos traz muitas alegrias com suas famosas e excêntricas jogadas. Só que desta vez quem deixou passar uma jogada forte fui eu, coisa que o Bouzada agradeceu e aproveitou vencendo a partida.
Camilo, depois de um longa discussão com o Guilherme sobre oStarcraft, disse que ia dormir e foi se perfumar para isto.
Logo em seguida o Cacá entra em cena e arma a mesa para o FactoryFun. Jogo muito divertido num estilo semelhante a um quebra-cabeças onde os jogadores tentam conectar diversas máquinas numa espécie de "galpão" com espaço limitado. Um jogo destes as duas horas da manhã resultou nas maiores bizarrices que a indústria poderia conceber em termos de maquinário. A única máquina que tinha um layout aceitável era a do Cacá, afinal ele já havia treinado a semana toda no modo "solo" que o jogo oferece. Pior foi aturar o Bouzada quebrando a cuca para fazer todas as conexões possíveis enquanto eu espantava a Trinity que queria urinar no tabuleiro (tudo bem, minha máquina tava ridícula mesmo).
Para finalizar esta noite infeliz jogamos algumas partidas de FrankZoo, um card game novo que eu trouxe. No final da segunda partida o Cacá já estava p#%@#$ e fez o tradicional UGA UGA no jogo para literalmente nos expulsar.
Eram quatro da madruga e eu lembrei do Rodrigo e sua famosa frase: "Isso não faz o menor sentido". Mas agora já era tarde (ou cedo?!) e eu já tinha sido zoado, meus jogos e minha bolsa foram urinados, não venci uma partida sequer e ainda por cima levei o troféu de pior jogo do ano até agora. Porém graças ao Cacá, e o seu jogo Lost, este troféu ficou comigo por pouco tempo.
Por tudo isto não foi muito agradável o retorno a Camilo-Caverna, mas nem tudo é perfeito não é mesmo? Para a próxima jogatina trarei na bolsa um Whiskas com chumbinho...
[]s,
Cadu.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Exceção
Sinto informar que pela primeira vez não teremos calabouço nesta quinta-feira, dia 31/01/2008.
Abraços e até dia 07/02!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Session Report: Castelo das Peças V
Aproveitando que eu acabei de linkar o blog do Cacá para um session report do calabouço e estou escrevendo o session report da semana passada e um review gigantesco do Starcraft, vou linkar também o session report do Castelo das Peças escrito pelo Cacá.
OBS: não sei se é coincidência, mas tirando as duas primeiras partidas do Cacá, em que eu estava jogando Serenissima, todos os jogos que o Cacá jogou eu também joguei.
Clique aqui para ler o report.
Postado por Guilherme Rodrigues às 10:40
Marcadores: castelo das peças, Session Reports
Session Report: Calabouço das Peças: 17/01/2008
O Cacá fez no seu blog o Session Report do Calabouço das Peças do dia 17/01. Como não vou escrever o report, estou linkando.
O blog do Cacá é muito legal, tem umas resenhas e uns reports. Vale a pena dar uma olhada.
Clique aqui para ver o post.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Session Report: Calabouço das Peças: 10/01/2008
Semana passada não tive muito tempo de escrever um session report, mas ficar duas semanas sem escrevê-lo é dose.
Não vou falar muito sobre semana passada não, exceto pelo fato de que tivemos 2 novos participantes (André e Vladimir) e eu joguei o Cuba, que é muito bom e não tem NADA a ver com Puerto Rico (parafraseando o Antônio Marcelo: "A única similiaridade do Cuba com o Puerto Rico é que os dois estão nas Antilhas.").
No castelo do dia 10, jogamos apenas 2 jogos. Starcraft e Show do Milhão.
Starcraft
Começamos com o Starcraft. Tínhamos combinado começar a explicação às 15h, de forma que o Arthur ensinasse o jogo para quem não soubesse jogar e o resto chegasse apenas depois, às 17h, para jogar.
Começou o Arthur explicando o jogo para André e João Torres de Belo Horizonte, que pela segunda vez jogou conosco no Calabouço.
Tínhamos combinado de jogar Guilherme(eu), Arthur, André, Bouzada, João e Bandit. Como já suspeitávamos que o Bandit furaria, Arthur explicou a regra para o Sávio(AKA Americano), que chegou lá cedo, apesar de ter dito que não jogaria.
Chegamos as 18h eu e Bouzada. 1h de atraso, e começamos o jogo. Não fizemos o setup como nas regras, ao invés, montamos um tipo de setup gambiarrado para fazer as posições justas, como sempre fazemos para ensinar o jogo.
Começamos o jogo com 6 pessoas. Arthur de Aldaris(AKA Aldair - Protoss), Bouzada de Tassadar(Protoss), Guilherme de Arcturus Mengsk(Terran), André de Jim Raynor(Terran), Americano de Overmind(Zerg) e João de Queen of Blades(Zerg).
No final da primeira rodada, já eram 19h e apareceu o André(outro André), que se sentou, leu o manual todo do jogo esperando mais alguém chegar para jogar algum jogo. Infelizmente ninguém mais apareceu. Tentamos cancelar o jogo, mas ele preferia que o jogo continuasse.
André(o que estava jogando) precisou ir embora na última rodada, e foi substituido pelo outro André.
No início do jogo houve pouco combate. O primeiro combate foi na segunda rodada, Terran x Zerg, comigo invadindo a base do Americano para conquistar Conquest Points. O outro combate foi na mesma rodada, com Americano lutando por recursos e João lutando por Conquest Points.
Todos os combates do jogo, até a penúltima rodada envolviam apenas 3 jogadores: Eu, Americano e João.
Descreverei as estratégias pessoais:
Bouzada - Tassadar
Bouzada fez castelinho de areia o jogo todo, mantendo dois planetas completos para tentar cumprir seu objetivo especial: mais áreas que qualquer outro jogador. Se embarreirou forte, e sofrou um ataque do Americano na penúltima rodada. Atacou o André(para poder atacar o Arthur) e o Arthur na penúltima rodada, vitorioso em ambos ataques, evitou que o Arthur vencesse o jogo naquela rodada. Investiu pesado em Archons e Reavers(segundo o Cadu, o Tatuí).
Arthur - Aldaris
Arthur tentou garantir pontos de vitória. Invadiu meu planeta quando eu estava em guerra contra o João e contra o Americano, facilitado pelo Bouzada, que destruiu um transporte meu, evitando que eu pudesse contra-atacar efetivamente. Na penúltima rodada, conseguiu por 6 ordens, devido a dois eventos que ele tinha. Planejou muito bem, mas como tinha sido atacado por 3 jogadores na mesma rodada, não deu muito certo. Seu objetivo era menos Conquest Points do que os outros jogadores.
André - Arcturus Mengsk
André conquistou dois planetas inicialmente. Se manteve o jogo todo nestes dois planetas e não iniciou nenhum combate o jogo todo. O único combate que participou foi no final do jogo, quando foi atacado pelo Bouzada, que estava tentando impedir a vitória do Arthur. Ele estava com o objetivo completo desde quase o início do jogo: controlar 6 áreas com recursos, mas perdia por pontos de vitória no desempate. O outro André, quando o substituiu, atacou uma das bases do Arthur, privando-o de mais um Conquest Point na última rodada.
Americano - The Overmind
Americano não tinha a mínima idéia do que estava fazendo. Quando atacado por um, revidava em outro. Inicava ataques por farra, sem objetivo em mente. Perdeu bases duas vezes, e terminou o jogo em pior estado. Planejou bem a sua última rodada, mas executou terrivelmente. Precisava construir 3 bases para cumprir seu objetivo especial, mas pôs as ordens em ordem errada. Conseguir bloquear as ordens no planeta dele na última rodada(eu fui o último a por as ordens), fazendo que ele precisasse executar o Mobilize no meu planeta antes de o Build no planeta dele, que precisava ser feito anteriormente para que ele construisse um transporte.
Guilherme - Arcturus Mengsk
Expandi meus domínios já na primeira rodada. Continuei me expandindo, até a base do Americano. Quando consegui 4 Conquest Points por rodada as atenções da mesa voltaram-se a mim, e fui alvo do João e do Arthur em rodadas diferentes. Abandonei uma das minhas bases para focar minhas atenções nas outras duas bases. Consegui repelir a invasão do Arthur apenas na última rodada, terminando o jogo conquistando todos os territórios de dois planetas diferentes, completando meu objetivo especial.
João - Queen of Blades
João começou e terminou o jogo focando em Conquest Points. Desde a primeira rodada já ganhava 3 victory points. Entrou em guerra contra o Americano desde o início do jogo por um planeta que dava 2 Conquest Points. Me invadiu, na esperança de conseguir mais uma área de Conquest Points, mas não conseguiu e teve que bater em retirada, para conseguir segurar o Americano e o Bouzada.
8h de jogo depois: fim de jogo, com 3 jogadores completando o objetivo especial: Eu(Guilherme), André e João. No desempate, ficou João com 19 CPs, Guilherme com 18 CPs e André com 7 CPs. Bela vitória do João!
Show do Milhão
Depois do SC que demorou muito, decidimos jogar algo light. O pessoal estava pilhado para jogar Bang!, exceto eu e o Bouzada. Decidimos jogar algo menos ruim, e fizemos algo inédito: jogamos um jogo de perguntas e respostas no calabouço!
Jogaram: Americano, Bouzada, André, João e Arthur. Eu fiquei olhando as respostas e ocasionalmente imitando o Sílvio Santos.
Americano, Bouzada e João disputaram a liderança durante todo o jogo. André não dava sorte: quase todas as perguntas para ele eram sobre futebol, e Arthur simplesmente não sabia absolutamente nada.
O que mais me chamou atenção no jogo é que as perguntas são ridiculamente desbalanceadas. Uma pergunta da primeira fase, de 1 a 10 mil, era "Qual faraó inseriu o monoteísmo no egito?", e a pergunta vencedora, de 1 milhão era "Em que continente se situa a Papua Nova-Guiné?".
Vitória do Bouzada(que ficou decepcionado ao saber que não ganharia realmente um milhão de reais em barras de ouro), seguido por João e Americano.
Depois já era quase manhã. Tinha prometido uma partida de Bang!, mas o pessoal já até tinha desistido. Fim de mais um Calabouço.
Abraços e até o próximo Calabouço.
Guilherme.
Postado por Guilherme Rodrigues às 18:38
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Starcraft, Drags Zergs e Tatuís
Starcraft, Drags Zergs e Tatuís!
Quando vi o e-mail do Guilherme convidando para uma partida de Starcraft não pensei duas vezes, “Tô Dentro”. Cinco exploradores convidados confirmaram presença: Guilherme só jogou porque é o dono do jogo, Bouzada joga tudo mesmo, Arthur é o dono da casa, Bandit é uma enciclopédia de Starcraft e eu nem sabia o que era Protoss até hoje (pensei que fosse algum comprimido para enxaqueca).
Quando cheguei o setup já estava preparado, dez planetas conectados por “vias espaciais”, dezenas de miniaturas, counters, cartas e um “feeling” muito parecido com o Twilight Imperium.
Após um sorteio justo eu e o Bandit, ilustre representante do “Esquadrão Johnny Quest”, ficamos com os Terrans, Guilherme e Arthur com os Protoss e Bouzada com os Zergs.
Quem pensava que o início do jogo seria com os famosos “castelinhos de areia” enganou-se “Guilhermemente”... ops... redondamente. Foi uma belicosidade só. Trairagem, guerra fria, politicagem, picaretagem, etc.
Guilherme começou com uma estratégia defensiva, criando unidades em seu planeta natal para expandir futuramente. Bouzada fez o contrário. Com suas “Zergs drag-queens” começou a invasão de dois planetas vizinhos. Bandit respondeu invadindo com tudo um planeta entre os sistemas do Guilherme e do Bouzada. Ficaram três planetas em seqüência com Protoss, Terrans e Zergs na vizinhança. Cadu começou sem saber o que estava fazendo e já fez uma jogada sem sentido ao colocar ordem de mobilidade dentro de seu próprio planeta. Nada demais para uma primeira partida, fato este que não se repetiu. Arthur, 15200 horas de vôo no Starcraft, investiu rapidamente em novos prédios para ter acesso a unidades mais potentes de seus comandados marombeiros.
Na segunda rodada o Bouzada já tomou um contra-ataque dos Terrans com invasões simultâneas de Cadu e Bandit que impiedosamente baniram as Zergs Drags dos planetas vizinhos causando um “Ohhhh” em toda a comunidade galáctica. Nem Cacá com alguns “Zergs-Bombas” teria feito melhor.
Cadu já havia invadido um planeta que o Guilherme estava de olho. Arthur continuava se expandindo sem ninguém ameaçando, Bandit comprou briga feia com Bouzada. Bouzada, para retirar a atenção a suas unidades decadentes, dizia que o Arthur já era o vencedor do jogo. Guilherme, agindo de forma econômica, resolveu enviar um único Archon para detonar um Wraith e um Marine do Cadu. E conseguiu sem muito esforço.
A pancadaria começou a correr solta. Arthur e Guilherme começaram uma disputa particular para ver quem sobrepunha mais ordens do adversário no turno. Bouzada agora dizia que o Cadu é quem iria ganhar já na próxima rodada. Cadu nem sabia disto. Bandit continuava latindo em tudo que era canto da galáxia incomodando toda a vizinhança. Guilherme estava já terminando um lindo castelinho de areia.
O jogo “político” do Bouzada começou a funcionar e o Arthur resolveu me invadir com todas as usas forças, incluindo Dragoons e os já famosos “Tatuís” (Reapers). Para não fazer feio resolvi invadir os planetas do Arthur também. Guilherme “Aproveitador” resolveu invadir os planetas do Cadu e do Arthur se valendo da situação. Bouzada começou a sorrir e Bandit começou a chorar.
Blade Cadu, o “Caçador de Tatuís”, foi invadido mas levou um Dragoon com ele. Depois conseguiu invadir um planeta do Arthur deixando sem chance o Reaper que tava doidão, “cheirando” um poço de gás, lá no interior de um planeta que não fez a menor diferença pra nenhum dos dois.
Bouzada montou uma comitiva de aberrações Zergs e na falta de unidades pra comprar queria ele mesmo subir no tabuleiro. Bandit, num golpe de sorte, eliminou duas “Madonnas” com ataques fulminantes de Marines. Nesse ponto Bouzada continuava alegando que o Cadu venceria o jogo nesta rodada o que fez com que todas as atenções se voltassem para os humanos, que já estavam passando sérios problemas de corrupção nas verbas militares que o governo disponibilizava. Bandit fez o que pôde, construiu tudo quanto foi unidade, para depois concluir que a Goliath era a melhor para as cartas que tinha. Mas ele não construiu nenhuma Goliath (????). Quando Guilherme descobriu que o Bouzada ia ganhar culpou o Bandit por não ter impedido, mas ao menos se gabou de ter feito o mais bonito castelo de areia do jogo. Cadu e Arthur já tinham decidido se enfrentar mesmo e o Arthur acabou sendo o jogador que não conseguiu concluir uma invasão. Ele teve que voltar para casa derrotado pelos humanos que estavam muito p@#@#s com os Tatuís que se valiam dos fanáticos High Templars para conseguir êxito. Bouzada agora já dava gargalhadas e batia no Bandit (caim, caim) sem nenhuma piedade. O castelinho do Guilherme ficou pronto e muito bonitinho.
Para terminar com dignidade planejei a construção de um BattleCruiser, mas fui traído por um funcionário público que faltou ao trabalho e a nave ficou sem o trem de pouso. Tive que trocar por milícias marines que fizeram greve por melhores salários e dormiram em serviço. Vitória das Drags Zergs, com Protoss do Arthur em segundo e Protoss do Guilherme em terceiro, com direito a prêmio de “Castelinho Nota Dez”.
E a decadência da raça humana se traduz também nos boardgames com Bandit e Cadu amargando os últimos lugares, porém com o orgulho de terem “atazanado” a vida de todo mundo mesmo sendo rotulados de mal-educados, beberrões, brigões e indisciplinados terráqueos.
Foi uma ótima reunião de amigos que sabem se divertir e são excelentes oponentes fazendo do jogo um verdadeiro desafio, e confirmando que Starcraft é um jogão sem dúvida. Tomara que a moda de transformar jogo de computador em boardgame continue. Que venha o Pitfall!!!
Cadu.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Session Report: Calabouço das Peças: 27/12/2007
Session Report de mais um calabouço, e novamente pouca gente. Sinto falta da época em que tinham 3 mesas com gente vazando pelo ladrão.
Nessa última sessão, foram: Guilherme(eu), Arthur, Carlos, Victor Zavandor e André, que não aparecia há duas semanas.
Three-Dragon Ante
Quando cheguei, estava começando um Three-Dragon Ante. Como o Victor já tinha ensinado o jogo, e o jogo não é o meu estilo, resolvi esperar o jogo terminar.
Como não ouvi a explicação e não prestei atenção no jogo, só ouvia o André reclamando(como sempre hehehe). Carlos estava levando a pior também.
Se você forem ver a descrição do jogo no BGG, diz que o jogo demora em média 20 minutos. O jogo demorou 2 horas. Fiquei 2 horas lendo regra de jogos e montei o tabuleiro de mancala.
Fim de jogo com a vitória do Victor.
Mancala
Depois, resolvi jogar uma partida de Mancala com o Carlos. Ensinei o jogo em 5 minutos e o jogo demorou mais 5 minutos.
Mancala é um jogo africano muito antigo, que os nativos da áfrica jogavam cavando poços na areia e usando sementes.
O tabuleiro de mancala tem 14 buracos, 12 organizados em 2 linhas e 2 buracos maiores, usados para pontuação.
O objetivo do jogo é capturar mais sementes. No seu turno, você pega todas as sementes de um buraco e vai distribuindo, em sentido anti-horário nos outros buracos. Se você pega 5 sementes de um buraco, você coloca 1 semente em cada um dos 5 buracos no sentido anti-horário. Se cair no buraco grande, é um ponto para o jogador, e sementes não podem ser tiradas dos buracos grandes.
Você ainda captura peças do oponente, caindo com a última peça em um buraco vazio. Se a sua última peça cair no seu buraco de pontuação, você joga novamente.
Decidimos, no total, jogar 6 partidas. Todas as vitórias foram minhas, embora a maioria das vitórias foram bem apertadas.
Cloud 9 e mais Three-Dragon Ante
Enquanto jogávamos Mancala, Arthur, André e Victor jogaram uma partida de Cloud 9. Não deu para prestar atenção na partida.
Depois do Cloud 9(vitória do Arthur), eles decidiram jogar outra partida de Three Dragon Ante(vitória do Victor).
Saint Petersburg
Depois das partidas de Mancala, resolvemos jogar St. Peter. Jogamos eu e Carlos.
O jogo foi bem comum, nada de extraordinário. Vitória minha, com 116 pontos de vitória, e Carlos com 55 pontos de vitória.
Depois do St. Peter todos decidiram encerrar a noite. Foi o calabouço mais curto de todos, terminou 0:30h (apenas 4h e meia de duração).
O Bouzada falou que ia, mas resolveu ficar em casa no chat do UOL cantando menininhas adolescentes que acabaram de descobrir a internet. Ligou e deu a desculpa de que o computador dele estava ruim e o técnico estava consertando.
Amanhã tem TI e no domingo tem Descent. Até a próxima quinta!
Postado por Guilherme Rodrigues às 14:14
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Session Report: Twilight Imperium III - Shattered Empire: 26/12/2007
Jogamos na quarta uma sessão de TI3 com a expansão Shattered Empire. Fiz até um review superficial para escrever um pouco melhor esse report.
Fomos 4 jogando: Guilherme(eu), Márcio, Bouzada e Philippe. O jogo foi na casa do Philippe.
Ao chegarmos, Bouzada fez o setup, e sugeriu um Long War (jogo de 14 pontos de Vitória. Acabamos jogando com 13 pontos de vitória). A aceitação foi geral.
Sorteamos as raças. As raças foram:
Guilherme - Naalu
Bouzada - Yssaril
Philippe - L1z1x (vou chamar de Lizix pra simplificar um pouco)
Márcio - Sol
Começamos o jogo, e já na primeira rodada, foi aprovada uma lei em que não poderiam ter mais de duas naves de um mesmo tipo em uma frota qualquer. Como o forte do Naalu é um Carrier cheio de Fighters, isso me comprometeu pelo resto do jogo.
Então, me baseando na diplomacia, fiquei em último o jogo todo. No final quase do jogo consegui pesquisar a tecnologia do War Sun e construí-lo na mesma rodada. Com War Sun a coisa muda de figura: 2 war suns na mesma frota e consegui por um pouco de medo no Philipe, mas resolvemos a coisa diplomaticamente. Peguei Mecatol Rex e fiz meu objetivo secreto na penúltima rodada, junto com outros 2 objetivos na mesma rodada. Terminei o jogo em último, com 9 pontos de vitória.
Márcio também foi bem diplomático. Participou apenas de ataques contra o Bouzada, para cumprir objetivos e evitar que os do Bouzada fossem cumpridos. Também fez 2 War Suns no final do jogo, do lado do meu home system. No fim do jogo atacou o home system Bouzada, infelizmente em vão. Tomou o espaço aéreo, mas os planetas do Bouzada tinham muitas ground forces. Terminou em segundo lugar, empatado com o Philippe, com 11 pontos de vitória.
Philippe ficou um pouco receoso de fazer acordos de não-agressão comigo. Foi quem iniciou o primeiro combate do jogo e, para variar, foi o mais bélico da partida. Porém, todos seus ataques foram para cumprir objetivos ou conseguir posse dos artefatos. No final do jogo, conseguiu também construir War Sun. Terminou o jogo com 11 pontos de vitória, empatado com o Márcio.
Bouzada foi o que mais cumpriu objetivos. Cumpria um todas as rodadas, exceto quando pegava o Bureaucracy e cumpria dois objetivos. No final do jogo foi esmagado, e terminou apenas com o Home System, cumprindo um objetivo de tecnologia no final, com uma Strategic Action.
10 horas depois, fim de jogo, com vitória do Bouzada, com 13 pontos.
Foi o melhor jogo que joguei. Gostei muito de cada jogador pegar duas Strategy Cards, deu uma substância adicional no jogo, foi muito divertido.
Até o próximo report!
Postado por Guilherme Rodrigues às 13:23
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Review - Twilight Imperium 3rd Edition
Joguei na quarta-feira, dia 26/11/07, uma partida de Twilight Imperium III (para reduzir, TI3), um jogo de guerra bem complexo e muito bom, e resolvi escrever o Session Report.
Como um session report de TI (ou basicamente de qualquer outro jogo) requer conhecimento sobre o jogo, resolvi escrever uma resenha sobre o jogo também. Postarei o report assim que possível.
O TI3 é um jogo publicado pela Fantasy Flight Games. Para quem conhece, a FFG é uma das empresas que mais se empenha na arte e na temática dos jogos, sendo geralmente esses os grandes trunfos de seus jogos.
O TI3 segue exatamente nesse estilo: A arte é maravilhosa, com player pads (tabuleiros individuais), miniaturas de naves em plástico, que são fantásticas, hexágonos de planetas(na verdade, sistemas, que variam de 0 a 3 planetas, sendo que alguns são supernova, campos de asteróides, etc.) e milhões de cartas, contadores, etc.
A mecânica do jogo é um pouquinho complicada, e existem duas modalidades de jogo: o jogo básico(8 victory points) e o Long War(14 victory points). Ganha o primeiro a atingir os pontos finais, ou quando sair uma carta de objetivo chamada Imperium Rex, ganha o jogador com mais victory points (existem alguns critérios de desempate).
O jogo funciona da seguinte forma:
Cada jogador começa em seu planeta natal, com uma raça diferente. O setup inicial é diferente para cada raça, variando as tecnologias, os poderes especiais de cada raça, os números/tipos de naves, exército, recursos produzidos e status do sistema natal, número de planetas do sistema natal, etc.
Cada jogador recebe um objetivo secreto, e objetivos públicos vão abrindo na mesa durante o jogo. É assim que se ganha pontos: cumprindo os objetivos. Os objetivos públicos iniciais dão 1 victory point cada. Você só pode cumprir um objetivo por rodada (exceto na expansão, onde existem uns objetivos que são feitos na hora, uns artefatos, e existe uma strategy que permite que você cumpra um objetivo adicional). No jogo básico, sem a expansão, também existe uma strategy (já vou explicar as strategys) que dá 2 victory points.
Uma rodada é composta de 3 fases: a Strategy Phase, a Action Phase e a Status Phase. No final da Status Phase, muda a rodada e começa outra Strategy Phase.
A Strategy Phase começa com o Speaker ecolhendo uma Strategy Card. Assim que o speaker escolher uma, o jogador da esquerda escolhe outra, e assim segue, até todos terem uma strategy card. Em um jogo com menos de 5 jogadores, cada jogador pega 2 strategy cards.
Para quem jogou Citadels, as strategy cards são bem fáceis de explicar, mas são mais complexas: tem um toque de Verrater/Meuterer/Puerto Rico.
A ordem de jogo na Action Phase e na Status Phase é definido pelas strategy cards, que são numeradas de 1 a 8. As strategys também tem umas ações: a maioria delas tem ação primária e ação secundária.
No turno de um jogador na Action Phase, o jogador pode, como sua ação naquele turno, usar a Strategy Card, virando-a, e executar sua ação primária(isso se chama Strategic Action). Todos os outros jogadores podem, depois da ação primária ser feita, executar a ação secundária. A maioria das ações secundárias requer o uso de um Command Counter(já explico) para ser feita.
Na Action Phase, cada jogador faz uma ação, e existem 4 ações possíveis:
Strategic Action: O jogador vira a carta de Strategy e executa a ação primária. Os outros jogadores executam a ação secundária se quiserem.
Tactical Action: O jogador pega um Command Counter da sua Command Pool e o coloca em um sistema. Fazendo isso, ele está ativando o sistema. Essa é a ação mais comum no jogo. Ao fazer isso, ele pode: mover naves para aquele sistema(possivelmente iniciando um combate espacial), invadir um planeta(combate terrestre) e produzir(construir uma Space Dock - uma Fábrica, ou construir unidades em uma Space Dock). O jogador só pode construir uma Space Dock se ele não conquistou o planeta nesse turno, e só pode produzir em uma Space Dock se ela não tiver sido construída neste turno. Você não pode mover unidades de um sistema ativado. Ou seja, quando você ativa um sistema, ele fica "preso" pelo resto da rodada.
Agora é uma boa hora para explicar os Command Counters.
Os command counters são uns tiles que ficam nos tabuleiros individuais. Existem 3 áreas para os command counters nos tabuleiros: a Strategy Allocation, a Fleet Supply e a Command Pool.
A Strategy Alocation serve basicamente para pagar os custos das ações secundárias das Strategy Cards. Ao fazer isso, você descarta um dos contadores da Strategy Allocation.
O Fleet Supply dita o tamanho máximo de naves que você pode ter em uma frota. Se você tem 4 contadores no fleet supply, não pode ter mais de 4 naves em uma frota.
A Command Pool é usada apenas para ativar sistemas.
Transfer Action: O jogador coloca 1 command counter da sua command pool em um sistema(ativando-o) e um command counter da reserva(ou seja, os que não estão no tabuleiro nem no player pad) e coloca em um sistema adjacente ao primeiro que ele controle. O jogador pode mover naves livremente entre os dois sistemas, e depois disso ele pode construir em um dos sistemas.
Passar: Como última ação, um jogador pode passar. Ao fazer isso, ele não joga mais em sua vez, mas pode continuar executando as ações secundárias das strategy cards. Um jogador só pode passar se ele fizer a Strategic Action.
Ao fazer uma Tactical Action, um jogador pode gerar um combate espacial e/ou invasão planetária. A mecânica do jogo para os combates é a seguinte: cada tipo de nave tem um número pré-definido. O jogador rola um d10 para cada nave. Se ele tirar o número estabelecido ou mais, aquela nave acerta um tiro. Caso contrário, ela erra. Um jogador escolhe quais naves são destruídas.
Assim que todos os jogadores passarem, a Action Phase termina e começa a Status Phase.
Na Status phase os jogadores cumprem objetivos(no máximo, 1 objetivo público e o objetivo secreto, que só pode ser cumprido pelo jogador uma vez), ganham cartas e command counters.
Se um jogador chegar ao limite de VPs do jogo, o jogo termina e ele vence.
Bem, essa foi uma análise superficial do jogo. O jogo tem muitas nuances e a regra é bem mais detalhada. Espero que por este review dê para analisar bem o jogo.
Abraços e até o próximo calabouço!
sábado, 22 de dezembro de 2007
Session Report: Calabouço das Peças: 13/12/2007
Session Report: Calabouço das Peças: 20/12/2007
Blue Moon
Comecei a jogatina ensinando Blue Moon para o Arthur e para o Daniel. No final da explicação apareceu o Flávio.
Como o jogo era para 2, decidimos não jogá-lo e partimos para a partida de Fallen Lands.Conquest of the Fallen Lands
O jogo em si é bom, mas eu realmente não achei nada maravilhoso. A mecânica é uma espécie de cerco de área, as regras são bem simples, e com as regras avançadas o jogo fica bem gamer.
Começamos a partida e eu comecei relativamente bem, me aproveitando do suporte do Daniel conquistei um tile difícil. Como alegria de pobre dura pouco, sofri represálias do Daniel e do Arthur, enquanto o Flávio se expandia sem confrontos com ninguém.
Algumas rodadas depois, o Arthur tinha me fechado por cima, e o Daniel pelo lado. Depois de muito esforço consegui uma saída pela esquerda pelo canto do mapa, onde finalmente consegui travar o Daniel.
Arthur e Flávio estavam em uma boa briga pelas partes superiores e inferiores do mapa.
Como minha briga com o Daniel tinha exaurido os meus recursos (e o dele), disputávamos pelo penúltimo lugar, já que achávamos que o primeiro seria do Flávio e o segundo do Arthur, com possíveis chances de ser o contrário.
Fim de jogo, classificação:
1º: Arthur
2º: Flávio
3º Guilherme
4º Daniel
Saint Petersburg
Para quem não conhece, St. Peter é um jogo de administração de recursos, onde você tem trabalhadores que geram dinheiro, prédios que geram pontos de vitória, nobres que geram ambos e alguns upgrades.
For Sale
Ca$h n’ Gun$
O que eu gostei muito nessa partida foi que eu peguei um poder que eu nunca tive a chance de usar, e na terceira rodada, matei o Carlos e fiquei com a pistola e as cartas dele. Fiquei com 2 decks e 2 armas.
Phoenicia
Contatos Cósmicos
Cloud 9
O capitão rola um numero de dados (6 faces: 2 faces em branco, e 4 faces com cada uma tendo um balão em uma das quatro cores) estabelecido pela casa em que o balão está. Após os dados serem rolados, os jogadores (menos o capitão) dizem se ficam no balão ou se pulam fora e ganham o número de pontos de vitória igual à casa que eles estão. Após isso, o capitão descarta as cartas das cores que apareceram no dado e o balão sobe. Se o capitão não tiver as cartas, o balão cai e ninguém que está no balão ganha pontos de vitória. O jogo termina no final da rodada em que um jogador atinge ou passa 50 pontos de vitória. O jogador com mais pontos de vitória vence o jogo.
Postado por Guilherme Rodrigues às 03:09
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Session Report : Dez. 19 - Casa do Cacá
Texto abaixo do Cacá na íntegra
Retirado de http://www.eaitemjogo.blogspot.com
Hoje aproveitei meu recesso de fim de ano e chamei os amigos para uma jogatina, a princípio seria para jogar apenas o Age of Steam, mas rolou também um El Grande.
Agora vamos as partidas. Começamos com um Age of Steam com 3 jogadores (eu, Bouzada e Guilherme), usamos a expansão da Alemanha, que além de ter um mapa diferente, tem alguns diferenciais na regra.
Primeiro temos umas cidades na borda do mapa que funcionam como portos e não tem cor definida, durante o setup se sorteia a cor que elas vão receber produtos durante o jogo (ao contrário das cidades normais, essas não produzem bens nenhum). Outra diferença é no papel do Engenheiro, ele agora ao invés de construir 4 trechos de ferrovia, pode reduzir pela metade o custo de um dos 3 a serem construídos. Finalmente, como as cidades são muito próximas entre sí, os trechos não podem ser deixados em aberto, tem que começar num ponto e ir até o seu destino.
Bouzada (amarelo), Cacá (azul) e Guilherme (branco)
Explicado tudo isso, começamos a partida, eu e o Bouzada já tínhamos jogado outras vezes, por isso estávamos mais tranquilos no que íamos fazer durante o jogo. O Guilherme começou meio perdido nas ações, mas logo já estava entendendo o que se passava e fez uma boa partida.
Ficamos com a impressão de que o jogo com 3 perde um pouco da graça, pois os momentos de desespero pela falta de dinheiro, por não conseguir entregar bens, quase não acontecem, como também em nenhum momento houve reposição de bens na tabela, o que com 5 ou 6 geralmente acontece.
Eu como estava dividido entre pensar no jogo e cuidar do Arthur, fiz uma partida fraca, e acabei em último lugar. Como era de se esperar o Bouzada ganhou disparado, com o Guilherme em segundo.
Durante a partida chegou o Flávio (que trouxe o meu Factory Fun) com a esposa e mais tarde o Antônio Marcelo. Assim que terminamos a partida do Age, os 5 rapazes começaram uma emocionante partida de El Grande.
Dos 5 na mesa, apenas eu e o Bouzada já havíamos jogado ele, mas esse é um jogo tranquilo de aprender e você já sabe o que tem que fazer rápido.
Logo de cara o Flávio deu uma arrancada de mais de 20 pontos, coisa que faz com que os outros fiquem na cola, mas que no final foi crucial para a vitória dele.
Antônio (vermelho), Cacá (azul), Flávio (marrom),
Bouzada (verde) e Guilherme (amarelo)
Foi uma partida bem disputada, e até a última contagem de pontos não dava pra chutar quem ganharia. A diferença final foi bem pouca e ficou com o Flávio ganhando seguido do Bouzada, eu, Antônio e mais distanciado o Guilherme.
Definitivamente, é um dos melhores jogos modernos, e pra 5 pessoas ele é perfeito, fico até receoso de jogar alguma das expansões (até agora só joguei uma e gostei mais ou menos) e acabar estragando o jogo.
Jogamos de 15:00 às 21:30, e só não estendemos mais por que já era hora do neném dormir, aí não dá pra ficar fazendo barulho.