
Feliz Dia do Trabalhador. Foto dos workers do Tribune, BGG.
Tendo em vista o feriado do Dia do Trabalho na sexta o Calabouço do dia 30 novamente não tem hora pra terminar, mas como o povo trabalha quinta o horário de abertura vai ser o mesmo 19:00h.
Esquema de bebidas e salgados também é o padrão (R$ 5,00 bebidas e R$ 2,00 salgados), então apareçam pra gente colocar os "workers" para trabalhar (hehehehhe).
terça-feira, 28 de abril de 2009
Calabouço do "Worker"
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Calabouço de São Jorge Apresenta: Matar dragão é fácil, difícil é acreditar nos Ursinhos Carinhosos.
Calabouço das peças. Refúgio das maiores lendas do mundo lúdico do qual já se teve notícia. Retiro daqueles incompreendidos de uma sociedade que não entende porque jogos de tabuleiro são tão divertidos. Asilo político do Americano. Esconderijo secreto do Cacá. Para o Shamou ainda é um mistério visto que ele sempre erra o caminho. Para o Arthur uma oportunidade de vender seus experimentos culinários... enfim... um local agradável para uma reunião de amigos.
Tabuleiro do Zavandor. Foto BGG.
Quando cheguei o Fel estava ludibriando o Nobre e o Rodrigo no Scepter of Zavandor, um jogo onde cada um assume o papel de aprendizes de magos e ficam colecionando pedras preciosas para realizar seus truques mágicos. Que coisa linda e singela!!! Chegou-se a dizer que só estavam jogando isto porque o Victor avisou que não viria.
Na parte superior do Calabouço estavam o Bouzada, Leonardo e o Rogério começando uma partida de Cavum. Com a fama do Rogério se estendendo internacionalmente, acredito que deva ter rolado umas duas ou três "Rogério Edition's" durante a explicação das regras.
Zoom no Cavum. Foto BGG.
Juntei-me ao grupo de desabrigados lúdicos Renato, Arthur e André Boné para uma partida de Cave Troll. O Arthur assumiu muito bem o seu papel e começou a importunar todo mundo enviando seus adventures para as salas controladas pelos adversários. Destaque para a vitória do André Boné que com uma jogada final conseguiu 66 pontos de uma só vez saindo do último para o primeiro lugar.
Malditos Trolls do Cave Troll. Foto BGG.
Enquanto isso o Cavum continua.
Para o Age of Empires III junta-se a nós o Zé Colméia enquanto o Arthur fica de fora para salvar sua gata que estava presa atrás de um armário na casa do vizinho.... HUMMM?????
A façanha lhe rendeu vários arranhões e a admiração incondicional do Antônio Marcelo, que gasta centenas de reais por mês com Whiskas.
Novo mundo colonizado no Age III. Foto BGG.
A partida, no entanto, foi um genocídio já que Portugal (Cadu) incorporou o estilo Americano de ser e enviou 9 soldados fazendo extermínio em três localidades do novo mundo, causando pânico geral e queda de bolsas em pleno século XVI. Os espanhóis (Zé Colméia) lamentaram a morte de toda uma geração promissora instalada no Caribe enquanto a França (André Boné) colocava em suas colônias 7 cubras para cada soldado português. Os holandeses (Renato) fizeram dinheiro o jogo todo, usando até de pirataria. Terminaram milionários porém sem colônias promissoras no Novo Mundo.
O Cavum termina e começa o Nexus Ops com a participação de um newbie, o Daniel. O Daniel chegou dizendo que queria jogar Banco Imobiliário... hummm??? Quase foi linchado, apedrejado e guilhotinado na cadeira elétrica. Tinha gente já ligando para o Cacá que adora um evento assim. Seu livramento se deu porque o Fel agora é defensor do Monopoly, garoto-propaganda e fiel consumidor do produto. Ele não permitiu que o Daniel fosse excomungado do mundo lúdico justo em sua estréia no Calabouço.
O "monolito" super protegido no Nexus Ops. Foto BGG.
Já a tal partida de Nexus Ops se deu em homenagem ao feriado de São Jorge, que matou um dragão e ficou famoso. Nesta partida os candidatos a matadores de dragões, além do Daniel, foram o Bouzada, o Leonardo e mais um cubra que não lembro quem era. Melhor para o Leonardo que entende tudo de dragão e não permitiu que o Bouzada cuspisse fogo por estas bandas.
Depois os grupos se juntam para uma partida de Saboteur. Neste jogo um grupo de anões está escavando túneis para chegar ao local onde se encontram pepitas de ouro. Entre os anões está um grupo de sabotadores secretos que tem a missão de impedir que os demais cumpram a tarefa. Depois de explicadas as regras o Rodrigo pergunta quais dos anões parecem bonzinhos. Cada vez eu tenho mais certeza de que esse sujeito precisa de alguma terapia.
Destaque para o Nobre, que em sua primeira jogada como sabotador já deixou claro para todos os demais quem ele era de fato. Para todos menos para ele que achou que estava blefando muito bem. Outro destaque foi o Bouzada querendo enganar como sabotador, mas implorando ao Nobre que o ajudasse com as picaretas e lamparinas danificadas.
A mina dos anões do Saboteur. Foto BGG.
O Arthur, outro sabotador (tinha que ser), bem que tentou mas os anões sinceros, honestos e trabalhadores venceram os sabotadores nas três empreitadas e o Cadu e Rodrigo dividiram a vitória com 8 pepitas cada um. Interessante também foi ver como ninguém confia no Fel, Mosca Morta reconhecida até no Camboja, que mesmo sendo um anão cumpridor de suas obrigações legais era alvo constante dos seus colegas trabalhadores. Vida ruim!
Partimos para o Attribute. Nele um dos jogadores declara um tema e os demais devem colocar atributos para este tema. Os jogadores recebem ovelhas negras ou ovelhas brancas, e devem escolher se os atributos escolhidos para o tema serão pertinentes ou não baseados nestas ovelhas (que birutice!!!). Se o jogador achar que o atributo escolhido por um adversário tem haver com o tema então ele "se associa" através de um tapa (coisa de doido!!!) para ganhar pontos.
As ovelhinas (?) do Attribute. Foto BGG.
A partir daí aconteceram as coisas mais bizarras possíveis. Os que tem ovelhas negras não querem associação com ninguém, e por isso para o Fel o Padre Marcelo Rossi é azul, para o Arthur um vinho de 12 anos é anal-retentivo (hummm?), para o Nobre amarelo é uma circunferência, para o Bouzada os Albinos são cidadãos do Zimbábue, para o Daniel pular de um prédio é uma coisa super natural e bacana, e para o Rodrigo os Ursinhos Carinhosos são reais e maravilhosos. Tô dizendo que esse garoto precisa de terapia.
Eram quase 01:00 da madruga. Fui para casa com a sensação de que nem o Shamou poderia superar o que ocorreu por aqui hoje. Mas aí já é pedir demais!!!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Matando dragões... e elfos, e orcs, e bruxos...

Fala galera, nesta quinta vai rolar outro Calabouço especial, dessa vez começando as 14:00h e novamente sem hora para terminar.
Como é esperado um consumos grande de bebidas a entrada vai custar 6,00 pratas, e os salgados continuam 2,00 (com o Pão-de-Queijo de 70g a 1,00). Só para vocês terem uma idéia do cardápio, taí a lista de salgados: Croissant Frango com requeijao / Croissant Quatro-Queijos / Croissant Peito de Peru com Mussarela / Croissant Queijo com Presunto / Croissant de Chocolate e Folheado Nordestino (de Carne-Seca com Requeijão).
Esperamos novamente o comparecimento da galera, como sempre as prateleiras de jogos vão estar cheias, mas quem quiser levar alguma coisa diferente esteja à vontade.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Antes tarde do que nunca.....
Lista de presença da edição do Calabouço de Páscoa.
Arthur / Americano / Bouzada / Vitor Zavandor/ Cadu / Nobre / Ney / Paulo / MGM / Laine / Cacá / Fel / Zé / Cecilia / Bel / Guilherme / Vitor MD / Andre Boné / Renato
Photos just in time (editadas por que estavam grandes pra cacete):
Bouzada (primeiro plano), Cecília, Laine e Fel.
Zé, MGM, Cacá e Cadu no Cave Troll.
Americano (na porta), Bouzada jogando TTA solo
(supervisionado pelo Victor).
Mesa de St. Peter com André, Peitola, Renato e mais um.
St. Peter no comecinho.
Keythedral rolando.
O bom e velho Trough the Ages.
Uma mesa com o divertido Witch's Brew.
Bouzada, MGM, Zé, Cecília, Fel e a careca do Cacá.
Abr. 16 - Ternos cantores, pscicopatas opacos e farois supervalorizados
Ontem rolou um Calabouço diferente, com uma galera mais disposta a se divertir rolaram muitos "fillers" antes do povo se interessar por algo mais pesado.
A noite começou com uma partidinha de DOG, as duplas eram eu/Rocco e Arthur/Zé. Eu e Rocco praticamente demos um passeio, o Zé ainda esboçou alguma reação, mas o Arthur não tava jogando nada (hehehhehe), acabamos vencendo.
Depois começou a chegar um galerão e partimos para um For Sale. Esse é um jogo de leilão com duas fases, na primeira temos prédios que variam de 1 a 30 pontos, eles são dispostos na mesa e o jogador da vez faz um lance, os jogadores seguintes podem aumentar o lance ou pegar o prédio de valor mais baixo na mesa.
Depois de zerados os prédios começam as revendas deles, abrem-se os checões e nós usamos os valores dos prédios para definir a ordem de quem pega os de maior valor.
A nossa partida correu bem na primeira rodada com o Arthur "bidando" o prédio mais alto, mas logo em seguida o Rocco resolveu que ao invés de se interessar pelo prédio de maior valor ia fazer uma oferta no farol, então isso quase virou regra. No final o Fel "mosca-morta" ganhou a partida.
Aí com mais gente no Calabouço, resolvemos pegar um Attribute. Esse é um dos jogos mais loucos que eu já joguei, você recebe uma série de 5 atributos e uma ovelha (?!?), o jogador da vez escolhe um tema e os outros usam um desses atributos para seguir o tema (se sua ovelha for "positiva") ou ser totalmente contrário (se você tiver uma ovelha negra).
Aí entra a mecânica "tapão", onde depois dos atributos abertos você tem que escolher um ou se abster, caso você escolha um que siga o tema ganha ponto, se não perde, e isso acontece com a carta que você colocou também.
Tudo muito bem explicado, agora os problemas. O jogo é em inglês, e nem todo mundo tá familiarizado com certas palavras (e tem umas bem difíceis), outra coisa, as pessoas simplesmente viajam na maionese e surgem coisas como : Tema: pscicopatas / atributo: opaco; Tema: terno / atributo: cantor; Tema: tiroteio / atributo: inocentes.
Enfim o jogo é uma zona, mas diverte. Jogamos uma antes da escolha "pesada" da noite e outro pra fechar a noite (antes d'eu ir pra casa pelo menos), na primeira ganhou (se é que existe isso no jogo) Danko e na segunda o Ney.
Para não dizer que foi uma noite completamente "não-gamer", depois do primeiro Attribute abriram-se duas mesas de heavy-games, na primeira Age of Empires III e na segunda comigo, Fel, Zé, Ney e Alessandro rolou um Imperial.
Esse jogo é bom pra caralho, super bem bolado e tenso. Na mesa dos cinco só eu e o Fel já tínhamos jogado, mas a galera pegou o espírito do jogo rápido. As estratégias foram as mais variadas, o Alessandro e eu tentamos um esquema WAR e saimos expandindo, só que nesse jogo só tem abutre, o Fel e o Ney aproveitaram e pegaram o controle das nações que estavam em expansão e fizeram uma taxação bombada. O Zé ficou no esquema "um homem, uma nação", não foi incomodado, mas acabou também não evoluindo muito.
No final depois de algumas reviravoltas o Fel ganhou se utilizando do maldito poder de persuasão ("noooossa, como o Zé vai ganhar dinheiro se fizer isso", "nooooossa, o Cacá vai se dar bem se fizer aquilo") e ficou com a primeira colocação 2 pontos na frente do Ney por conta de um último investor que rolou, eu consegui o terceiro lugar, com o Alessandro e o Zé fechando a lista.
Ainda rolou uma mesa "light" com Palavras Cruzadas, foi uma boa noitada de jogos onde a diversão prevaleceu.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Calabouço de Páscoa apresenta: Coelhos Suicidas, Choradeira do Bouzada e Frutas do Fel
Eu estava muito empolgado com o Calabouço de Páscoa, já que fazia tempo que não dava as caras por aqui. Foi legal ouvir lindas histórias sobre a distribuição de ovos de plutônio que o Cacá mandou para os candidatos a coelhos-bomba no Oriente Médio. Emocionante também o relato do Shamou, enviado por vídeo já que ele não compareceu ao Calabouço, que inspirado no GreenPeace fez rapel na ponte Rio-Niterói em defesa dos roedores famintos ao redor do planeta pedindo mais jogadores para o Notre Dame. Também foi legal conhecer a “saborosa” novidade que o Arthur preparou... suco sabor cacau... humm???
Ao chegar encontro o Americano, Arthur, Bouzada e Victor numa partida de Through the Ages, como de costume. O Americano gosta muito destes jogos de guerra, que tem agressões, intrigas, destruição de Universidades da Carolina, genocídios etc. No entanto o que mais chama atenção no jogo é ouvir a choradeira do Bouzada dizendo que vai ficar em último, que não tem a menor chance de se recuperar no jogo e blá, blá, blá. A partida ainda não estava na metade, portanto muita choradeira ainda estava por vir.
Preparamos uma partida de Keythedral, com as participações de Nobre, Rodrigo, Paulo e Cadu. O jogo se passa numa terra imaginária onde estão construindo uma Catedral onde os habitantes poderão rezar pela recuperação psíquica do Americano. Depois de um detalhado setup onde os jogadores literalmente montam o tabuleiro, o jogo tem início.
Durante a partida os trabalhadores de cada jogador irão ser alocados nos campos adjacentes às suas cabanas com o objetivo de produzir os recursos que serão utilizados na construção da já mencionada catedral: pedra, água, madeira, comida e vinho.
O vinho tem um papel interessante já que é utilizado pelos trabalhadores mais exigentes no final da construção, e também para subornar cubras safados que por dois barris de vinho removem cerca dos adversários. As cercas são construídas nos campos com o objetivo de previnir a invasão dos trabalhadores adversários. O Shamou ia gostar disso!!!
A partida foi decidida no final, com todos tendo chance de vitória em um placar apertado. O Rodrigo esteve mal na partida mas se recuperou e quase ganhou. O Paulo foi bem durante todo o jogo sempre mantendo uma produção decente. O Nobre, por uma questão de timing, não ganhou o jogo por pouco quando tinha chances de adquirir uma construção decorativa que valia 12 pontos. Vitória do Cadu por apenas 3 pontos em relação ao Paulo. Em terceiro ficou o Rodrigo seguido do Nobre.
Nobre, Rodrigo e Paulo foram comprar ovos de chocolate e deram lugar ao Zé Colméia, MGM e o já famoso ídolo da música pop islâmica, Cacá. Preparamos o Cave Troll, jogo da mais alta cubriagem que se pode ter notícia. Zé Colméia, 100% neste jogo até então, tomou a dianteira fazendo a primeira pontuação larga do jogo, seguido pelo MGM. Cacá e Cadu amargavam uma baixa pontuação dominando a zona oeste da masmorra o que não rendia nada praticamente. Foi aí que o MGM se revelou o “caos-man” do jogo, barrando até o Arthur e suas jogadas destruidoras. Ele colocou o Orc em jogo e saiu assassinando os heróis do Cacá e do Cadu que encontrava pela frente, e isso aconteceu quando o Zé Colméia dominava o marcador. Logo em seguida, movido por uma ganância sem medidas, o Cadu perde o juízo e com o seu Orc elimina o Bárbaro do Cacá. Aí o Cacá jurou vingança, e quando isso acontece ele faz o Americano parecer um rato de laboratório. A devastação veio com um Cave-Troll suicida, aparições, Knights eliminando orcs e uma jogada final que, muito bem planejada pelo Cacá, que fez com que o Zé Colméia amargasse sua primeira derrota no jogo, perdendo os 100% adquiridos quando venceu sua primeira e única partida até então. Essa história de 100% me fez lembrar do Rodrigo “Desaparecido” Ramos...
Cadu ficou em terceiro lugar, um ponto a frente do MGM que não sabia que tinha Troll num jogo chamado “Cave Troll”... é, vamos fingir que faz sentido.
Depois chega o Fel para se juntar ao nosso grupo, o que resulta numa discussão acalorada de qual jogo é melhor para o momento: Agrícola, Manila ou Imperial?
Enquanto eles discutiam montei a mesa de Age of Empires III, disse que o Fel podia jogar com a Holanda e ainda avisei em voz alta que o Cacá estaria jogando com a França, nação preferida do Bouzada.
Falando em Bouzada podíamos ouvir sua voz lamentando, sempre reclamando que não tinha a menor chance de vencer a partida do Through the Ages. Esse filme, ou melhor dizendo tática, nós conhecemos bem.
Começa a partida de Age, onde novamente o “caos-man” MGM utiliza a inspiração de seu mentor Arthur para causar pânico no novo mundo com atitudes agressivas de warfare. Cacá passou o jogo todo tentando conseguir, ao menos, um navio mercante para melhorar seu comércio ilegal de armas. Zé Colméia até jogou bem, mas o suco de cacau que o Arthur serviu atrapalhou a mente dele e acabou se confundindo na pontuação das nações. O Fel tinha boas construções adquiridas e conseguiu no final uma pontuação razoável explorando a escravidão em Nova Granada. Cadu venceu mesmo depois das ameaças de invadir o Brasil feitas pelo Cacá.
Depois disso o Fel, envergonhado com a derrota e chamando o Age III de Frankenstein, foi jogar um jogo de frutas, sei lá. Disso eu me recuso a comentar.
Terminou a partida do Through the Ages. Vitória do Americano, expert em jogos agressivos. E apesar de toda a choradeira promovida pelo Bouzada, ele quase venceu no final ficando a poucos pontos do primeiro lugar.
Calabouço de Páscoa é assim: choradeira do Bouzada, novidade do Arthur, Cacá com sede de sangue, Americano idem.... ou seja... nem precisava ser de Páscoa... isso é puro Calabouço mesmo.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Calabouço das Peças: Edição de Páscoa
Ontem, montamos a edição especial de véspera de Feriado e como não podia deixar de ser em eventos longos, rolou a famosa partida de Through the Ages, Full, com 4 jogadores. E ao contrário dos jogos com os paulistas, acabou durando bem mais do que cinco horas. (Acredito que 8h, aproximadamente).
Quando eu cheguei lá, Tinha uma mesa formada de Keythedral, o Through the Ages já estava rolando e tinha uma vaga estratégia no Saint Petersburg que tava rolando com o MGM, a patroa (cujo nome me foge agora) e o Cacá, força islâmica gamer. Eu só tinha jogado ele duas vezes, uma com o Bouzada e Wykthor, dois uber-viciados no jogo e outra só com o Wykthor. Tinha tomado uma coça federal e nem consegui "aproveitar" o jogo direito. A partida foi bem legal, com a galera correndo atrás de pontos de vitória enquanto eu fazia uma engine altamente capitalista selvagem com os workers e os nobres ganhando dinheiro. Consegui comprar um carinha que dá 1 de grana por trabalhador que você tenha. O fluxo de caixa acabou me ajudando a pular de um longínquo último pra primeira posição, gerando aquele "efeito mosca-morta" que a galera adora sacanear. Acabei vencendo, apertado o MGM, com o Cacá logo atrás e a patroa do MGM acabou ficando um pouco para trás pois não lembrou das regras dos nobres diferentes! Foi uma partida bem legal, com todo mundo aprendendo.
Nisso, o Victor comprou o Napoleão no Through the Ages e o Bouzada reclamava constantemente que ficaria em último, depois de ter três guerras declaradas à ele.
A patroa do MGM teve que ir embora, então a Cecília e o Zé chegaram e montamos mais uma partida de Witch's Brew. É um jogo que eu continuo achando bem divertido de jogar e ele tem sido bem "útil" na hora de "algo rápido com tomada razoável de decisões" em menos de 1h. Como o Cacá ainda não conhecia o jogo e eu tinha certeza que ele ia gostar, acabei puxando. O jogo foi marcado pela tentativa de jogar o que a galera "não tinha". E o pessoal percebeu bem a importância de não ser líder e acabou criando aquele efeito, "líder só se for o último ou o cara com pouca carta na mão". É bem legal que a "orgânica" do jogo é totalmente determinada pelos jogadores. Se tive partidas em que a galera encheu as burras de dinheiro, dessa vez grana era muito escassa e o povo foi atrás d poção desde o começo do jogo. Acabou na última rodada, só eu e Zé, meio faroeste. Eu com 4 cartas na mão e ele uma. E justamente a única carta que me daria ponto de vitória, ele tinha, me derrubando, selando a vitória do Cacá sobre mim, por 21 a 19 com o MGM um pouco atrás, o Zé e a Cecília respectivamente em 4º e 5º lugar.
A Galera do Keythedral debandou, Cacá, Zé e Cadu queriam puxar o Cave Troll, como eu não sou muito fã do jogo, deixei eles jogarem e desci pra ver que lá embaixo estava rolando uma partida de Saint Petersburg, puxei a Cecília e a Isabel para uma learning session do Fruit Fair, minha última aquisição e um jogo que virou meu xodó apesar do tema bobinho. Aguardem um remake interessante que eu e o Errante, da Ilha, estamos fazendo :)
INTERMISSION by Cacá: Vou aproveitar o post do Fel e falar um pouco sobre a partida de Cave Troll. Na mesa éramos eu (tentando quebrar uma escrita), Cadu (dono e detentor de mais de 300 partidas), MGM (franco-atirador) e Zé (100%).
A partida começou comigo e o MGM num lado do tabuleiro e o Zé e o Cadu se "estudando" do outro lado, já no primeiro scoring eles escaram na dianteira deixando o "lado b" para trás. Mas eu tava conseguindo me posicionar bem no tabuleiro e já na segunda pontuação dei uma encostada.
Foi aí que o Ogre berserker começou a matar meus personagens pelo puro prazer de ver sangue-azul espalhado no tabuleiro, isso podia ter acabado com a minha partida se eu não tivesse conseguido uma terceira pontuação e ainda fechar o jogo na mesma rodada, com isso sacramentei a vitória com o Zé pouco atrás, Cadu em terceiro e MGM na lanterna. Voltamos ao post normal
O Fruit Fair tem mecânicas interessantes. São 4 árvores, com 4 frutos diferentes. Você começa com 2 colhetores e dois jardineiros que plantam as frutas. Você planeja, secretamente, para onde eles vão, todo mundo colhe as frutas, seguindo a ordem do turno e depois , as frutas plantadas voltam pras árvores. A sacada é que você troca as frutas por pontos de vitória. E quem tiver a maioria em cada uma delas, ganha um bônus excelente...empate, ninguém leva. Então rolam decisões interessantes sobre a hora certa de comprar pontos, abdicar dos benefícios, além do que, as árvores começam a esvaziar, então o planejamento fica mais complicado. A figura da capa, o Guaxinim tem um papel importante de dar descontos na aquisição dos vps , a caminhonete, você não precisa planejar, o imigrante ilegal, você colhe uma fruta a mais e o outro tile, é para determinar starting player.
Nessa partida, eu foquei uma parte do jogo no ônibus e depois no starting player, sou péssimo de planejamento. A Cecília ficou o jogo inteiro com o Guaxinim, praticamente, consegui roubá-lo no finalzinho da partida, comprando bastante vp e ganhando com uma certa folga dela e da Isabel em uma partida relativamente rápida mas bem disputada até o finalzinho.
O Cave Troll acabou, elas desceram e eu me juntei à mesa deles que tinha acabado de terminar. Então rolou aquela velha dúvida do "jogo pra 5". Sugeri o próprio Fruit Fair, o Imperial e até o Agricola mas acabou vencendo o Age of Empires III que eu admito ser um bom jogo mas não é muito meu gênero, acho Frankenstein demais. Decidi que ia ignorar o novo mundo e tentar jogar focado na grana já que o Conquista do Império Inca não tinha saído. Acabei passando boa parte do jogo com 2 pontos. O Cadu , como já declarado, especialista-mor no jogo, dominou o novo mundo com os missionários e um punhado de especialistas extras. No final da 2a era, ele tinha 40 pontos, a galera na casa dos 20-30 e eu, com 2 pontos! Consegui comprar dois bons prédios da era III e angariar duas vitórias à base de Warfare no novo mundo, fazendo uns 70 e poucos pontos no final do jogo, garantindo minha "vitória simbólica" pq o Cadu ficou na casa dos 120 em primeiro (mas ele não conta mais), o Zé terminou logo atrás de mim, o Cacá um pouco mais atrás e o MGM em último.
Nesse meio tempo, a galera do Through the Ages terminou a partida, com a vitória do Americano, pouca coisa na frente do Bouzada que, mesmo chorando muito, só perdeu pq tomou uma aggression daquelas de ganha 7, perde 7 pontos de cultura. Eles ainda jogaram uma partida de Glory to Rome, com a vitória do Vitor.
Para fechar a noite, o Vítor, bêbado de sono, o Americano, bêbado de cerveja, eu, Bouzada e Arthur, sóbrios fomos jogar o Fruit Fair (de novo). Com 5 jogadores, presenciamos um fenômeno estranho. O Vitor, que a essa altura do campeonato já estava pra lá de Bagdá, jogando de forma semi-randômica, acabou comprando uma ficha de ponto de vitória, logo no começo, ficando sem fruta alguma. Como ele era o último a jogar, acabou ficando sem conseguir colher fruta nenhum e entrou no "buraco negro" do último lugar. O Arthur ficou apaixonado pelo Starting Player e passou boa parte do jogo em primeiro, eu tentei usar o caminhão, devidamente roubado pelo Bouzada e acabei me aproveitando de alguns momentos chaves para comprar vps sem cair no buraco negro. Resultado, sobraram 3 medalhas, eu acabei ganhando, apertado do Arthur, com o Bouzada atrás e os bêbados relegados às últimas posições.
Foi um dia legal, casa cheia, muita gente jogando, em breve colocaremos as fotos do evento ;)
Abrax,
Fel
terça-feira, 7 de abril de 2009
Edição especial pré-Páscoa

Foto meramente ilustrativa.
Essa quinta-feira o Calabouço abrirá à partir das 16:00h e não tem hora para acabar (tendo em vista o feriado de sexta).
Como já é de costume teremos as fornadas de salgado (R$ 2,00), pão-de-queijo (R$ 1,00) e a taxa de entrada (R$ 5,00) para a manutenção e compra de descartáveis, esperamos a galera em peso.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Abr. 02 - Casa cheia e empate quádruplo
Ontem mesmo com o dilúvio que caiu à de tardinha aqui no Rio rolou um Calabouço com casa cheia, três mesas animadas onde rolou de tudo um pouco.
Quando eu cheguei Arthur e Rocco estavam numa disputada partida de D&D Miniatures e Americano e um outro cara (que eu não lembro o nome) estavam jogando o World of Warcraft TCG o Fel e o Zé estavam de bobeira então puxamos para "esquentar" um Castle for all Seasons.
Casa cheia mesmo com o chuvareu.
Esse jogo tem visto bastante mesa nas jogatinas, muito pela velocidade dele e pela fator dele ser muito "gostoso" de jogar, e embora a impressão da baixa rejogabilidade ainda estar no ar, acho que ele ainda tem algum gás antes de ir para os "classificados do Fel".
Na partida eu tentei construir e aproveitar meu mestre de obras para ganhar ponto dos outros, mas fiz umas jogadas de cartas bem ruins que travaram muito minha partida, o Fel atacou de pontos das casas, que se mostrou uma estratégia vencedora dessa vez, com o Zé nas torres em segundo e eu com alguns pontinhos à mais na prata em último.
Castle for all Seasons já no final.
Depois disso o Bouzada já tinha chegado e ele conseguiu nos convencer a jogar o GOA. Esse foi um dos primeiros jogos que eu conheci, mas justo por isso ainda não tinha jogado (afinal pra quem só tinha jogado Catan ouvir as regras do GOA já cansa), mas o jogo é bacana.
Esse é um jogo onde você a cada rodada participa de um leilão onde aparecem vários tiles que servem entre outras coisas para conseguir esperciarias, colonos e navios que vão servir para você avançar num quadro de melhorias e com isso ganhar pontos de vitória. Outra forma de conseguir esses pontos são com as descobertas de novos mundos (que também servem para você conseguir mais produtos).
O tabuleiro central onde rolam os leilões do GOA.
O Bouzada sabia o "caminho das pedras" e acabou ganhando com uma diferença de mais de 20 pontos para mim e o Zé que ficamos em segundo, o Fel ficou pouca coisa atrás em último.
Para terminar a noite "gamer" (já que nas outras mesas rolavam animadas partidas de Palavras Cruzadas e Perfil) puxamos um Dominion.
Juntos na mesa deviam ter mais de 300 partidas então era pra ser um jogo bem equilibrado, optamos por um setup onde cada jogador escolheria duas cartas e as duas últimas seriam sorteadas, então cada um tentou "puxar a sardinha" pro seu lado e pensar nas combos em que jogam melhor.
O setup inicial da partida de Dominion.
A partida foi mais demorada que a de costume pois a grana não estava rolando como devia, e com a "garden" na mesa isso é meio prato cheio, e eu tentei tirar proveito disso ao máximo comprando a maioria. O resto da galera conseguiu comprar pontos de outra maneira.
Jogo terminado com 3 pilhas exauridas, contagem de pontos e os quatro fecharam com 39 pontos, nas mais de 300 partidas contabilizadas isso nunca tinha acontecido, mas mostrou o equilíbrio (se não tiver um "chapel" na mesa) entre o povo. No desempate Bouzada/Fel em primeiro e eu/Zé em segundo.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Resenha : Die Macher

Você já se imaginou passando algumas horas com um jogo que trata das eleições alemãs?
Pois é, pode não parecer muito atraente não é mesmo? Mas não se engane. Die Macher é um jogo excepcional!!! Complexo, divertido, desafiador, estratégico, Die Macher é tudo isso e um pouco mais. Vale a pena conferir!!!
Tema
Particularmente o tema das eleições me atrai bastante. Partidos, comícios, pesquisas, opinião pública, plataforma política, influência da mídia, alianças, coligações e outros elementos estão presentes em Die Macher, e muito bem implementados. O jogo é bastante temático abordando cada um destes elementos com uma fidelidade impressionante. Claro que as eleições na Alemanha não seguem o mesmo padrão brasileiro, mas isso não faz com que o interesse pelo tema diminua.
Nota (5/5) – Um tema muito bem implementado. Fidelíssimo.
Componentes
Os componentes são de boa qualidade mas nada de muito impressionante. O jogo possui centenas de cartas divididas em vários decks: opinião pública, pesquisas, estados, plataforma política, ações dos gabinetes dentre outros. Uma ressalva é que as cartas de opinião pública e plataforma política são parecidas e as vezes confundem-se os decks, mas nada de muito preocupante.
Para cada jogador existem marcadores de madeira para stands de comícios, popularidade do partido, quantidade de voto no estado, controle da mídia e membros do partido. São marcadores coloridos, com formas diferentes para cada finalidade e cumprem bem o seu papel.
O jogo acompanha alguns tabuleiros representando o cenário político nacional e os estados onde está se realizando as eleições. Também existem dois dados especiais que são utilizados apenas em alguns eventos aleatórios trazendo um pouco do elemento sorte, mas que não comprometem em momento algum.
Os componentes não são muito atraentes e é necessário uma mesa relativamente grande para acomodar tudo, mas cumprem o seu papel fielmente sem desperdício.
Nota (3/5) – Componentes com boa qualidade, resistentes e que cumprem seu papel fielmente. Possui centenas de cartas e não se trata de um jogo visualmente bonito, necessitando de uma área de jogo relativamente grande.
Mecânica
A mecânica é muito bem amarrada e é o grande atrativo do jogo. Um turno completo possui cerca de 8 fases específicas. Uma das fases, por exemplo, utiliza cartas do deck denominado “Shadow Cabinet” que de forma simplificada representa as ações que os partidos executam nos bastidores.
Também existem fases de leilão para determinar o primeiro a jogar, e para a publicação ou não de pesquisas de opinião pública.
O jogador tem uma visão de até 4 estados (início do jogo) onde estão ocorrendo as eleições, sendo que um deles será apurado no final do turno corrente. Cada uma das fases do jogo são cruciais para o sucesso das eleições e o jogador pode atuar em qualquer dos estados disponíveis no momento, sempre procurando melhorar sua situação em relação a opinião pública e em contrapartida piorando a opinião dos adversários.
Essa flexibilidade faz com que as atenções não fiquem concentradas apenas no estado em que a eleição está ocorrendo o que torna o planejamento a longo prazo algo imprescindível para alcançar a vitória.
Nota (4/5) – O Die Macher possui mecânicas inteligentes e bastante funcionais. O jogo é muito bem implementado e apesar de ser bastante complexo ainda cabe um pouco de sorte nos lançamentos de dados e nas cartas de preferências populares em cada estado.
Replay
O fator replay em Die Macher dependerá bastante do grupo, pois apesar de ser um excelente jogo e de prender bastante a atenção dos jogadores durante a partida ele é também bastante complexo e principalmente demorado o que afasta grande parte dos jogadores.
No entanto se o grupo aprecia jogos neste nível de complexidade o tempo de jogo não for um obstáculo então Die Macher é uma ótima pedida para um replay.
Nota (3/5) – Muitas fases e uma boa dose de complexidade certamente afastará os jogadores mais casuais. O tempo excessivo de jogo também pode ser um fator negativo para alguns.
Variantes
O jogo não apresenta variantes significativas. O que existe de fato é a possibilidade de jogá-lo em sua versão “full” com eleição em 7 estados durante a partida ou, para jogos mais rápidos, em sua versão “short” com eleição em 5 estados.
Nota (3/5) – Para jogos mais rápidos os jogadores, em comum acordo, podem optar por eleições em uma quantidade menor de estados.
Diversão
Die Macher é um jogo que será melhor apreciado pelos chamados “heavy-gamers”. Isto não quer dizer que um jogador mais “light” não vá identificar as qualidades do Die Macher, no entanto a grande quantidade de coisas a controlar e a concentração que exige tornam o jogo bastante tenso, o que pode não ser muito divertido para alguns.
Mas como o fator diversão pode ser muito subjetivo me arrisco a dizer que para outros são justamente estas características de “jogo pesado” que o tornam divertido.
Outra coisa interessante é que as regras não são tão difíceis de assimilar, o que é complexo no jogo é a tomada de decisões. Isto pode ser um ponto positivo em atrair um grupo maior de jogadores.
Nota (3/5) – A diversão está na competitividade e na grande quantidade de coisas para controlar. Não será apreciado por jogadores que gostam de partidas rápidas ou de jogos mais leves.
Conclusão
Die Macher não é um jogo simples, leva-se em torno de 45 a 60 minutos para explicar todas as regras e fases do jogo e não deve agradar a todos. Tem um tema interessante e muito bem implementado, mas que também não é novidade. É um jogo complexo o que pode afastar muita gente, mas por outro lado atrai aqueles que gostam de um verdadeiro desafio.
Nota (4/5)
sexta-feira, 27 de março de 2009
Mar. 27 - Parlamento Alemão e "O que diabos é ATI?"
O parlamento alemão cheio das artimanhas no Die Macher.
Depois de um fim de semana dedicado ao campeonato de Monopoly nada mais justo do que um jogo "um pouco" mais pesado para dar uma equilibrada. Então como sempre é difícil escolher alguma coisa para 5 jogarem quando o Bouzada puxou o Die Macher foi consenso geral.
A primeira vez que eu joguei ele já tinha gostado pra caramba, ontem conseguimos (em "apenas" 6 horas) jogar uma partida completa com os 7 estados, e foi foda. Muitas eleições equilibradas, muita mudança de mídia e de opinião pública, muitos partidos "se amando" em um estado e se odiando em outro, enfim tudo como realmente devem ser os bastidores políticos.
Galera no St. Peter.
No final da nossa maratona política o Bouzada acabou ganhando (depois de passar a porra do jogo inteiro falando que seria o último), com o Zé em segundo UM PONTO na frente do Fel, eu fiquei com o honroso quarto lugar só na frente do Americano.
Em paralelo rolou uma mesa de St. Petersburg com o Arthur, Carlão e Renato e logo depois emendaram uma mesa de Palavras Cruzadas, onde como sempre rolaram dúvidas sobre as palavras inventadas (o Renato jura que "ati" é um tipo de bicho ou planta).
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Resenha - Red November
http://www.boardgamegeek.com/boardgame/36946
Red November é um dos jogos lançados pela Fantasy Flight Games no ano de 2008. Ele foi lançado na categoria “Silver Line” e tem como autores Bruno Faidutti (Citadels) em parceria com Jef Gontier. É um jogo cooperativo para 3 a 8 jogadores, mas é perfeitamente possível jogar no modo solo.
Tema
Um submarino gnomo em sérios apuros é o tema principal de “Red November”. Fogo, salas inundadas, reator com mal-funcionamento, aumento constante da pressão, asfixia e um monstro marinho são algumas das constantes ameaças ao submarino. O objetivo é sobreviver durante cerca de 60 minutos (o tempo é contado de forma semelhante ao Thebes) até a chegada do resgate, caso contrário o submarino é destruído e todos perdem. Durante este tempo os jogadores irão apagar incêndios, consertar o reator e o motor, desativar o lançamento dos mísseis nucleares, bombear água das salas inundadas e possivelmente enfrentar uma lula gigante que quer devorar o submarino.
Quando se joga o “Red November” não é difícil lembrar do submarino russo “Kursk” que afundou alguns anos atrás e parece, inclusive, que o jogo foi inspirado neste trágico acidente.
Nota (5/5) – Um tema diferente e que chama a atenção mantendo o interesse pelo jogo.
Componentes
Os componentes são de excelente qualidade, assim como sempre se espera de um jogo da Fantasy Flight. A caixa é bem pequena, do tamanho exato da caixa do Citadels, mas comporta diversos componentes, dentre eles 8 miniaturas de marinheiros (gnomos), mais de 60 cartas, quase uma centena de tokens, marcadores, player aids, manual, 1 dado de 10 faces e o tabuleiro (que aberto tem quatro vezes o tamanho da caixa).
Uma coisa curiosa é que depois que você tira os componentes da caixa, fica difícil colocar tudo de volta novamente. Por causa deste aperto algumas das miniaturas de marinheiros acabam ficando inclinadas ou tortas.
As cartas são de ótima qualidade e bem pequenas também. Os tokens de equipamentos são de um papel bastante resistente, semelhantes ao do Carcassone.
Nota (5/5) – Excelentes componentes, com ótima qualidade. Uma caixa pequena e resistente que pode ser transportada facilmente. O único porém é o espaço reduzido e algumas das miniaturas que acabam vindo tortas.
Mecânica
Durante o turno do jogador ele poderá se movimentar pelo submarino (se for possível), realizar uma ação que geralmente é consertar alguma coisa, medir o nível de intoxicação devido a ingestão de vodka que deixa os marinheiros com coragem para entrar nas salas com incêndio e atualizar o tempo gasto nos movimentos e ações onde novos eventos, quase sempre ruins, irão surgir.
Para se movimentar e agir o marinheiro usa tempo medido em minutos. Para abrir uma escotilha que leva a outra sala leva, por exemplo, 1 minuto. Para realizar ações os jogadores também escolhem quantos minutos utilizarão. Quanto mais tempo for alocado para a tarefa mais chances de sucesso ela terá. Se por exemplo o jogador diz que usará 4 minutos para uma tarefa ele lançará o dado e só terá sucesso se o valor for menor ou igual a 4. Os tokens de equipamento ajudam nesta conta somando alguns minutos de bônus, um extintor por exemplo dá mais 3 minutos numa tentativa de apagar um incêndio.
Nota (3/5) – A forma de contar o tempo, semelhante a do Thebes, é a mecânica mais interessante do jogo. Joga quem está mais “atrasado” de modo que um mesmo jogador pode ter vários turnos seguidos se usar pouco tempo em suas ações e movimentos.
Replay
Sendo um jogo cooperativo mas que pode ser jogado no modo solitário já torna o “Red November” uma boa pedida para quem procura rejogabilidade. Cada partida se torna diferente por causa da aleatoriedade do dado, mas o que se tem a fazer durante o turno muitas vezes é repetitivo o que pode ser enfadonho para alguns jogadores. Não joguei muitas partidas ainda, mas depois de cinco tentativas (todas fracassadas) acredito que o “Red November” tem bastante desafio a oferecer.
Nota (3/5) – Não acredito que seja um jogo que verá mesa sempre, mas parece ser divertido e deverá atrair principalmente os não-gamers e jogadores casuais.
Variantes
Duas variantes são apresentadas. Numa delas jogador que tiver seu marinheiro morto durante a tentativa de salvar o submarino terá a oportunidade de substituir o falecido por outro marinheiro que estava “escondido” num canto do submarino. Esta opção é válida principalmente para quem não gosta de jogos com eliminação.
A outra opção é a chamada “Crazed Gnomes” onde os jogadores podem usar um pé-de-cabra, que geralmente é utilizado para ajudar a desbloquear escotilhas, para atacar outros marinheiros. Esta opção se justifica apenas por conta de uma particularidade nas regras. Existe uma condição de vitória que permite a um dos jogadores utilizar um “Aqualung” e fugir do submarino abandonando os seus camaradas. Neste caso este jogador vence se o submarino for destruído, caso contrário ele perde e os demais jogadores vencem. Caso um jogador desconfie que existe um “traidor” a bordo pode-se utilizar o pé-de-cabra desta forma não convencional.
Nota (4/5) – As variantes apresentadas parecem interessantes e podem ajudar a tornar o jogo mais tenso, principalmente a dos gnomos enlouquecidos.
Diversão
Com o grupo certo é bastante divertido. Rende vários “Hurras!” quando os desafios vão sendo vencidos a bordo em combate às diversas situações trágicas que ocorrerão a todo o tempo.
Não deverá fazer muito sucesso com heavy-gamers que fazem vista grossa para jogos leves.
Nota (3/5) – Depende também do grupo para se tornar divertido.
Conclusão
“Red November” é um jogo cooperativo, leve e fácil de aprender. As regras são explicadas em no máximo 15 minutos e uma partida leva em torno de 45 a 60 minutos com 4 jogadores. Tem excelentes componentes e pode ser transportado facilmente. Pode não agradar os mais hardcores, mas possui um tema interessante e é uma ótima opção como gateway. Vale a pena conferir.
Nota (4/5)
[]s,
Cadu.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Twilight Imperium apresenta: Episódio Laranjeiras – Trapalhadas Espaciais
Já que andaram falando tanto em TI (Twilight Imperium) me inscrevi para uma épica partida com 5 jogadores em Laranjeiras, no local onde se encontra a famosa cripta do Bouzada. E o nosso anfitrião nos recebeu todo vestido de preto, com um capacete esquisito e com a Marcha Imperial tocando bem alto, ao fundo, já intimidando os concorrentes. Ele já foi “convidando” todos a assinar um documento cujas letras miúdas do contrato obrigam a concordar, e postar em todas as listas do Yahoo, que o TI é o melhor jogo do mundo. Vida ruim já na chegada...
Os incautos heróis desta empreitada eram: Márcio, Formiga, Leonardo e Cadu... enfrentando o Major Bouzada Ronque (i.e. “Ronca e”) Fuça em sua versão mixta de Darth Vader com JigSaw.
De cara um mau presságio... tirei 6 na soma de dois D10 e fui o último a escolher a raça com que iria jogar. Pior, ainda fui ser vizinho do home-system do Bouzada que estava jogando com os “Universitários de Jol Nar”, uma turma de nerds alienígenas famintos por tecnologia.
Para encarar este desafio escolhi o “Clan de Saar”. Este nome pomposo não diz muita coisa, visto que a raça se traduzia em um bando de cachorros espaciais cujo home-system era composto por dois pedregulhos que eles consideram como planeta. Cachorrada!!!
Formiga escolheu os Lizyx, uma turma que gosta de construir Dreadnaughts só para se exibir pelo confins do universo.
Márcio escolheu os Naalu (cara eu nem sei se estes nomes estão certos). Essa é uma raça desgraçada de fura-filas. Eles sempre jogam primeiro.
Leonardo escolheu.... hummm.... não lembro o que o Leonardo escolheu. Era uma raça que já vinha com tecnologia da War Sun, só que na versão Tabajara. Sei que ele sabia toda a teoria do jogo, mas na prática a situação ficou catastrófica.
Começamos o jogo e o Bouzada já escolheu “Trade”, chamou o Deputado Camilo Sujeira para ser o seu Negociador Galáctico, fez os melhores acordos (apesar dos constantes avisos do Márcio) e na primeira rodada já fez várias tecnologias invadindo os planetas vizinhos e devastando tudo. Não satisfeito ainda interceptou a encomenda de jogos do Cacá mostrando que não tem medo nem de Palestino.
Cadu “El Loco Bielsa” já partiu pra briga e destruiu uma das naves do Bouzada que, intencionalmente, interceptavam seu caminho para outros sistemas. Essa audácia seria devidamente retribuída mais tarde... gusp...
Formiga fez o que sua natureza o indicava para fazer. Um formigueiro!!! Foi navegando de espaço em espaço, fazendo uma fila de naves até Mecatol Rex.
Márcio ficou quietinho no seu canto, aumentado a quantidade de suas naves e esperando a hora de dar o bote em um de seus vizinhos.
Leonardo saiu com sua War Sun para se aventurar pelos confins do universo. Só que ele nomeou o Shamou como Almirante e acabou esquecendo de levar “Ground Forces” e assim não pôde colonizar os planetas.
Depois de tanta trapalhada o que aconteceu foi que o Bouzada quase me exterminou do jogo, capturou meu Almirante Rin Tin Tin e só devolveu, sem resgate, depois de torturá-lo com uma interminável sessão de piadas do Victor. Também eliminou metade das forças do Formiga, destruiu a War Sun do Leonardo e só não fez nada contra os Naalu porque o Márcio foi malandro e ficou do outro lado do universo sem nenhum contato com o grupo de extermínio vindo de Jol Nar. O Cacá ficaria orgulhoso...
Minha única alegria foi destruir a outra War Sun do Leonardo, que passou o jogo inteiro tentando convencer seus vizinhos “mãos de vaca” a lhe entregar “Trade Goods” em troca de um acordo de paz.
Fim da festa (festa para o Bouzada, claro) com uma vitória devastadora do anfitrião, o Márcio em segundo, Cadu e Formiga empatados em terceiro e o Leonardo em último com cerca de 9 horas de jogo.
Duas da manhã de segunda-feira, vida muito ruim... Para descrever tudo isso só com uma frase, incorporei minha raça e soltei um sonoro “Caim, caim, caim...”.
domingo, 23 de novembro de 2008
Calabouço das Peças: 2a Special Edition
Rolou na 5a feira, feriado , a 2a edição especial do Calabouço. Infelizmente tive que sair mais cedo então não pude fazer a "cobertura" completa. Só joguei o Dune, Eketorp (paramos na 1a rodada) e Take Stock, um card game da Z-Man Games.
A casa ficou cheia, com mais de 30 participantes. Quando eu cheguei, resolvemos montar a mesa de Dune , com 6 jogadores e logo em seguida formaram uma mesa de Formula Dé do meu lado. O Dune é um jogo bem antigo e BEM BEM feinho. As mecânicas compensam bastante, com um sistema de combate criativo e algo que o Bouzada admira muito em um jogo e eu também acho fantástico, justamente pelo trabalho que dá. Raças assimétricas razoavelmente balançeadas. Não acho que tenha o equílibrio do TI3 mas definitivamente foi uma partida disputada entre o Bouzada e o González.
O jogo com certeza deve apetecer bastante os fãs de Dune e merece um remake no estilo do que o Karim fez com o Dune. Com certeza daria um ar totalmente novo para o jogo. Uma pena que o Frank Herbert Jr não tenha liberado os direitos autorais para o relançamento da Fantasy Flight. Ia ser um jogaço. Acabou com a vitória do Bouzada e eu admito que gostaria de jogá-lo em circunstâncias mais calmas, sem a dispersão do calabouço e possivelmente com algum redesign decente do mesmo.
A galera jogou no meio tempo um Giganten, um jogo de exploração de petróleo muito bonito do Rogério. Descemos para jogar o Eketorp, a galera montou um Space Dealer para alegria do Guilherme (fiquei curioso pra conhecer, pois adoro o tema e achei os componentes muito bonitos).
O Eketorp é bem bonito, o nível de produção da Queen é altíssimo então fizeram um jogo bem bonito. Infelizmente, jogamos em 6 jogadores, então o caos foi tão grande que a galera acabou desistindo do mesmo e foram montar um Age of Empires III. Como eu tinha hora, joguei o Take Stock, um card game farra que deve melhorar se jogarmos uma série de partidas ao invés de uma só (q demorou 5 minutos).
E foi só. Para quem quiser um report maior e mais completo, sugiro visitar o blog do Cacá que chegou qd eu tava de saída hehehe.
www.eaitemjogo.blogspot.com
No perfil do Orkut do Calabouço das Peças tem fotos da galera para quem sempre ouviu falar do pessoal mas não sabia quem era. Ainda falta muita gente mas aos poucos vou botando mais gente.
Segue o link:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=623805072067014095
o Warny também já colocou no ar as fotos da Torre das Peças:
http://picasaweb.google.com.br/warnymarcano/1TorreDasPeAs#
E eu em breve vou inaugurar meu blog, a "cidadela das peças" com um dos reports "oficiais" da Torre!
Abrax,
Fel
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
CAVERNA DAS PEÇAS 3 - A ARMA SECRETA E O GOLPE FATAL DA MOSCA
O PLANO SECRETO
Assim que adentramos a Caverna das Peças, habitat de nove (dez? onze?) gatos, Antônio Marcelo já havia preparado sua arma secreta contra o ser mais cínico da Cidadela das Peças, que atende pela alcunha de Mosca Morta Dissimulada Palhacento Nome Sugestivo. Não há até o momento armas eficazes contra esse ser, mesmo porque até que se fale seu nome completo, a Mosca Morta já aplica seu golpe fatal e ganha o jogo com sua célebre frase: "Acho que tenho chances!".
Mas Antônio Marcelo não desiste de tomar o reinado da Caverna! E para isso, com a ajuda de fiéis aprendizes (Baiano, Leandro e eu), marcamos um Power Grid (jogo até então não dominado por moscas dissimuladas). E para completar, Antônio traz à mesa uma bebida um tanto (hmm) alegre! GuaraGay! Tudo para tentar finalmente impedir que "André Fel Barros Mosca Morta ah vc já sabe o resto" vença as batalhas. Mas o que ninguém estava contando é que o terrível vilão tenha ficado bastante a vontade com o líquido, que por sinal, estava fresquinho, fresquinho...
CORÉIA - UM POWER GRID DIFERENTE!
Antônio Marcelo, que detém o título de Vossa Majestade do Power Grid, estava pronto para dar o pulo do gato quando um dos gatos quase pulou em cima do tabuleiro! Talvez isso o tenha desnorteado e quem agiu depois disso foi uma mosca bastante conhecida...
Voltando ao início do jogo, as primeiras usinas foram bastante disputadas com leilões chegando quase ao dobro do valor mínimo. Antônio sempre comprava pelo valor mínimo, pois sempre passava os leilões e, sendo o último, conseguia tal feito com facilidade. Em contrapartida, precisava sempre ficar com menos casas (e ganhar menos dinheiro por conta disso). A estratégia fez com que ele conseguisse sempre economizar nos mercados. Isso mesmo, a Coréia tem dois mercados, o do Norte (menor e mais barato) e o do Sul (maior e mais caro). Quando chega a vez do jogador comprar matéria-prima, ele tem que escolher apenas um mercado. E pra completar a situação crítica, urânio só existe no sul! Leandro, que afirmava toda vez que só tinha jogado uma vez e não tinha chances (outra mosca???), conseguia pagar barato na colocação de casas. Baiano, narrando o jogo de todo mundo, usou a tática da diversidade (hmm) de usinas. Ele construiu em uma região não muito barata, para que no step 2 e no 3 tivesse mais opções. Eu apostei no urânio, que cada vez ficava mais barato (chegou a custar 2!), mas paguei caro por algumas usinas. Fel se lamentava pelos erros cometidos (comprou uma usina de lixo, jogando fora uma importante usina eólica) e apontava como prováveis vencedores Antônio Marcelo e eu. Depois de um step 2 de 1 rodada e um step 3 aparecendo após a compra de usina pelo Fel, Leandro e eu já podíamos abastecer 15 casas e o Antônio 17. O problema era que estávamos com 10 casas em média e faltava dinheiro para construirmos mais. Fel, que sempre conseguia queimar (hmm) mais matéria-prima que todos, já tinha 13 casas. Comprou então uma usina (não tendo concorrência) e mais 2 casas. Leandro foi o único que conseguiu construir e iluminar as 15 também, mas acabou perdendo por dinheiro para o Mosca Morta. Agora terá que chamar sua horda de zumbis (do Last Night on Earth) pra tentar outra investida!
Resultado Final:
1°)Fel - 15 casas iluminadas(13 de dinheiro)
2°)Leandro - 15 casas iluminadas(0 de dinheiro)
3°)Warny - 12 casas iluminadas (24 de dinheiro)
4°)Antônio - 12 casas iluminadas (6 de dinheiro)
5°)Baiano - 11 casas iluminadas
NEM AGROTÓXICOS SEGURAM A MOSCA!
Começamos mais uma partida de Agricola. Leandro, afirmando categoricamente que só tinha jogado uma vez aquele jogo (novamente?), começou a criar animais desde cedo. Antônio e Baiano se revezavam no "Starting Player". O primeiro decidiu aumentar a família desde cedo e o segundo investiu em arar vários campos e ter um boa plantação de grãos. Eu fiz o terceiro membro da família mais cedo e consegui acumular 18 de madeira, o que me possibilitou fazer mais dois cômodos e 4 estábulos em uma só ação. O que foi suficiente para o Fel dizer: "Você já ganhou!". Em cada jogo com o Mosca Morta, faço uma aposta com ele. É simples, se ele ganhar a partida, depois de afirmar que vai ficar em último, perde a aposta. Se ele perder mesmo a partida, ganha a aposta. Está 6 a 1 pra mim.
Fel resolveu investir em plantações, por mais que fale que gosta de animais (temos que respeitar as fantasias de cada um). Conseguiu fazer um bom combo de cartas, fez o Clay Oven, renovou para casa de pedra, fez cinco membros da família, nunca teve problema com comida, fez pontuação máxima em varios itens e mesmo assim disse que não estava bem no jogo. Ganhou com 53 pontos.
Eu ganhei 2 cartas de mendigo no começo do jogo, mas foi calculado, pois tinha a carta de Ocupação que tirava os mendigos. Mas apesar de ter uma Minor que permitia assar pão na fase de colheita, tive problemas em pagar comida durante o jogo, o que impediu que eu renovasse para casa de pedra.
No final, mais uma vitória do Mosca Morta, que, no Agricola, nem lançando agrotóxicos faz com que perca a partida. E tem gente que nem quer enfrentá-lo para não perder a invencibilidade!
Resultado Final:
1°)Fel - 532°)Warny - 37
3°)Leandro- 33
4°)Antônio- 32
5°)Baiano - 13
Warny Marçano
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Calabouço Surreal: Shamou Filosofando enquanto a minhoca come solta...
Mais um Calabouço das Peças no RJ. Esta é a turma de apreciadores de jogos de tabuleiro que não entendem porque ir a praia no domingo de manhã pode ser mais importante do que ler a biografia do Martin Wallace.
Para aquecer as turbinas a galera aceita a sugestão do Cacá (quem é louco de não aceitar?) e monta a primeira mesa da noite: Pickomino (Hummm???)
O Cacá começa a explicação:
- Nós somos galinhas e queremos minhoca!!!
Como esta explicação não pega bem para um cidadão latino-palestino o Cacá tratou de refazer sua explicação do jogo:
- Bem, quero dizer... Nós somos galos-bomba e estamos interessados nos anelídeos.
Para que os leitores não pensem que bebemos a cachaça do Shamou, informamos que no Pickomino os jogadores precisam, através do resultado da rolagem de 8 dados, resgatar os dominós-minhocas do tabuleiro ou roubar as minhocas dos outros jogadores (Quê, quê é isso Manooo!!!) . No final quem tem mais minhocas vence o jogo.
Com essa história de roubar minhoca foi um tal de “vou pegar a minhoca de fulano”, “deixa que essa minhoca é minha” e outras frases de efeito com a minhoca embutida. Já estava ficando esquisito. O único que se preparou para esta maluquice foi o Merino, que já conhecia as malícias da minhocagem e compareceu na jogatina com um cinto de castidade devidamente instalado. A vitória suada foi do André Boné que assumiu ser expert em minhoca alheia numa entrevista exclusiva após a sacanagem... quero dizer... após o jogo.
Esse Pickomino é muito doido, mas também é engraçado e rende algumas risadas. Vale como distração antes dos jogos mais sérios.
Deixamos a galinhagem de lado e partimos para o Citadels. Ou melhor, Cidadelas, já que está em estudo uma medida provisória que proíbe a utilização de termos em inglês em qualquer partida de jogo de tabuleiro em território nacional.
Começa a partida com os seguintes jogadores: Major Bouzada, Zé Colméia, Cacá, Fel Sugestivo, Merino Pancador, Amiúne (estranho não?) e Cadu. Para começar o Cacá é o assassino (isso a gente já esperava) e ele resolve matar o Mercador que era o Cadu (por essa o Cadu não esperava)... Diz a lenda das jogadas obrigatórias que no Citadels é o Mercador o cubra safado marcado para morrer no primeiro turno. Cadu não sabia desta “regra” pois em sua infância, na hora de dormir, a mamãe só lia o manual do banco imobiliário... vida ruim...
Na segunda rodada Cadu ficou bem longe do Mercador e se transformou no assassino. Se ele soubesse que o Cacá era o ladrão não o teria assassinado. Afinal fazer este tipo de coisa com palestino é pior que mastigar chumbinho. Amiúne (exótico não acham?) só queria saber de pegar o Rei e toda hora estava sendo roubado, assassinado, enfeitiçado etc.
Para se proteger da Guerra Santa prometida pelo Cacá, a turma tava construindo prédio que não podia ser destruído e usando o bispo a rodo. Merino, tentando dissimular, disse que tinha muito texto na carta dele (mágico) e que estava difícil saber que jonça o Mister M fazia. Bouzada não sabia se marcava o Zé Colméia ou o Cadu. Enquanto isso o Shamou, pensando nos suculentos sabores da caninha da roça, solta a seguinte pérola:
- Este jogo ainda está no fim?
Muitos jogadores experientes que estavam no local tentaram entender qual seria o significado desta pergunta. Depois de muito confabular e queimar neurônios chegou-se a conclusão que se o jogo ainda está no fim pode ser que já esteja no começo o que não leva a lugar nenhum...
Desistimos de entender a filosofia Shamouniana e partimos para a fazenda Agrícola com o objetivo de espairecer um pouco. Mais uma vez plantamos, colhemos, desenvolvemos, e perdemos para o Fel Sugestivo Palhacento Dissimulado Mosca Falecida (tá cada vez maior o nome desse menino...). A partida foi bastante disputada com o Franklin ficando apenas dois pontos atrás do Fel e ao final com todos ainda achando o jogo muito bom.
Entre uma partida e outra surgiu no Calabouço o gato Quântico do Antônio Marcelo. O bichano se mostrou treinado nas forças-especiais e entrou pela janela. Duvido o Shamou fazer isso!
Em outras mesas tínhamos Tikal, In the Year of the Dragon e Carcassone. Ainda rolou uma partida de Kingsburg, vencida pelo Zé Colméia, onde os Orcs fizeram um estrago danado detonando as construções do Cacá, do Fel e do Cadu. Vida muito ruim...
Ingressos já esgotados para o Arkham Horror do Calabouço da próxima semana. Agora só com os cambistas. Até lá a gente vai colocando lajotas, alocando trabalhadores, jogando lixos-americanos e rasgando os dicionários de inglês... Viva Zapata!!! Viva la Revolución!!!
[]s,
Cadu.
E O MOSCA MORTA ATACA NOVAMENTE...
Cheguei por volta de 19h40 na Caverna das Peças, onde todos os participantes já estavam no local. Antônio Marcelo e Baiano aprendiam
Caylus com André Felipe. Mal podiam esperar pelos planos maléficos do cínico "Mosca Morta Dissimulada", identidade quase não-secreta de André, que já espalhava que não conseguia explicar direito, pois só jogara umas 2 partidas. Conseqüentemente, seria um mero espectador na partida! Mas não foi bem isso o que aconteceu...
CAYLUS - O JOGO
No Caylus, você tenta desenvolver uma cidade próxima à construção do castelo do Rei. Seus trabalhadores coletam recursos que podem ajudar tanto no castelo quanto em outras construções que dão pontos de vitória. Há uma diversidade incrível de opções estratégicas e cada partida se torna diferente, uma vez que cada jogador é responsável pelo desenvolvimento e colocação dos benefícios no tabuleiro. Decisões difíceis acontecem o tempo inteiro, pois muitos benefícios só são conseguidos através de construções dos adversários, que ganham pontos de vitória caso alguém os utilize. Além disso, equilibrar grana e pontos de vitória também não é tarefa fácil. E ainda tem dois cubras (provost e bailiff) que podem ser realocados, interferindo a ativação de construções e acelerando ou não o andamento da partida. Sem dúvida, um dos jogos mais estratégicos que existem, que conquista sobretudo o público mais gamer.
CAYLUS - A PARTIDA
Eu comecei optando pelo caminho do dinheiro no favor real. Investi mais no castelo, ganhando muitos pontos de vitória por casa e favores reais.
Antônio Marcelo resolveu construir tiles que foram procurados por todo o jogo, o que gerou muitos pontos para ele. Baiano ficava juntando
grana e sempre passando a vez antes dos outros, fazendo com que ficasse mais caro a colocação de trabalhadores pelos jogadores. Ele ainda decidiu encarnar o Victor Zavandor, correndo atrás de pontos de vitória desde o começo do jogo. Quanto ao Fel, decidiu juntar muito dinheiro e pouco ponto de vitória, o que foi suficiente para sua identidade quase não-secreta aparecer: Não tenho mais chances de vitória, estou em último! E isso no começo do jogo! Aos poucos, foi construindo residências, aumentando sua cota de dinheiro por turno e comprando ouro
e outros recursos para então surpreender mais uma vez, com sua arma ultra-mortífera! Comprou o castelo que dá 25 pontos de vitória e ficou a apenas 1 ponto de diferença para mim, que era o "que liderava para uma vitória certa", segundo o próprio. Fiz uma construção que trocava tecidos por pontos de vitória. O Mosca-Morta, muito sorridente e já com seu tradicional "agora acho que tenho chances", coloca seu trabalhador nessa construção, lamentando: "Estou dando ponto para o Warny!", expressão que se repetiria várias vezes. No final, qual não foi sua surpresa ao notar que a troca permitida pela construção não era dois recursos quaisquer por pontos. O erro fez com que perdesse os pontos necessários para a vitória, segundo ele. E ainda falou que eu fui o responsável por ter explicado errado o benefício! E depois sou eu que reclamo!!!
No final, fiz 75 pontos contra 70 do Fel. Antônio Marcelo com pouco mais de 50, ficou em terceiro, com o Baiano em quarto. O que importa é que todos gostaram da partida, que imortalizou o Caylus como jogo-mascote do Triunvirato das Peças. Afinal o jogo tem Castelo, Calabouço e Torre!
AGRICOLA - O GOLPE FINAL!
Fomos para uma partida de Agricola. Foi a primeira vez que joguei com 4 jogadores. A partida foi travada no final, até pela escassez de madeira e disposição das ações ao longo dos turnos. Eu baixei a carta "Axe" logo no início (que me possibilitava construir quarto de madeira por 2 de madeira e 2 de junco) e comecei a juntar esse material. Tentei me estabilizar na comida, baixando um Minor que, toda vez que eu pegava um grão, me dava um adicional, além de comprar o forno mais valioso que assava até 2 grãos por 4 de comida. Mas não consegui plantar e assar, pois o Baiano estava com essa estratégia, fazendo vários fields e grãos todo turno. Antônio Marcelo era o rei da Minor Improvement e Ocupation. E dessa vez se preocupou em fazer o terceiro membro da família mais cedo que todos. Fel Mosca Morta continuou suas lamentações, ainda mais quando eu fiz 2 quartos de madeira e 4 estábulos na mesma ação. "Ele vai ganhar!". Não se falou nada quando ele construiu vários pastos, pegou 5 ovelhas de uma vez só, criou gado muito cedo, plantou grãos e vegetais, além de ser o único em boa parte do jogo que tinha cinco ações por turno. Sem falar que pelo fato de que o "Starting Player" ficou quase todo o jogo comigo ou com o Antônio Marcelo, ele quase nunca era o último a jogar. Eu estava com uma boa vantagem, mas tive que gastar grão pra alimentar a família, já que não conseguia plantar. Enquanto isso, Fel se desenvolvia a passos largos, dando o golpe final que havia faltado no Caylus. Resultado: Fel com 55 pontos (recorde!), Warny com 38, Antônio Marcelo com 29 e Baiano com 22. E a Mosca Morta atacou novamente...
Personagens:
André "Mosca Morta Dissimulada" Felipe - Também conhecido como Fel, o Mosca Morta costuma se lamentar o jogo todo, apostar que vai chegar em último, e na última rodada dizer "acho que tenho alguma chance" pra fazer o recorde absoluto de pontos dos jogos. Outra arma do ser tirânico é atacar os outros com palavras inglesas incompreensíveis.
Warny Marçano - Por mais que uma jogada seja favorável, esse que vos fala tem que reclamar sempre. A não ser quando chega o final da partida, na hora em que os pontos são contados e devidamente anotados!
Antônio Marcelo - Dono da Caverna das Peças e dos sete (ou seriam oito? ou nove?) gatos que habitam o local lúdico. Mas ultimamente o Mosca Morta tem dominado o lugar, agricolamente falando.
Baiano - O contador de histórias das jogatinas! Sua próxima meta é fazer o deck T do Agrícola com cartas em homenagem a Tolkien e ao Senhor dos Anéis.
Victor Zavandor - O mestre de vários jogos, o Maratonista das Galáxias ainda estava em overdose de Agricola. Mas sua obsessão por pontos de vitória logo no começo foi bem representada pelo Baiano no Caylus.
Warny Marçano
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Session Report: 26/10/2008
Antes de iniciar o session report, quero deixar claro a indignação geral do público com mais uma furada do Warny. Alegando que haveria um rodízio de vegetais cozidos e com formatos fálicos em um restaurante novo que inaugurou cujo público-alvo prefiro não comentar. Isso fez com que a jogatina acabasse ficando com 3 jogadores mesmo: Eu, Bouzada e Wykthor. Depois de muito confabular entre Doom/Scepter of Zavandor/Wealth of Nations como jogo de abertura, acabamos optando pelo Wealth of Nations.
O Wealth of Nations é um jogo totalmente econômico que , segundo o Bouzada, é educativo e excelente para alunos de economia. Eu considero ele um Gamer's Game, com muitas decisões e muito controle de recursos, basicamente você pode não ter mais chances de ganhar, caso não consiga abastecer suas indústrias. Basicamente, você tem acesso à vários tipos de recurso: Comida, energia, capital, dinheiro, Minérios e força de trabalho. Todos eles ficam dispostos em mercados com valores flutuantes, no estilo do Power Grid, abaixo a foto do bgg com o setup pronto:
Nós construímos tiles de indústria que levam a produção desses bens. Como é bem difícil produzir todos os bens, o jogo meio que rola num esquema muito interessante de oferta e demanda. E do mesmo jeito que no power grid, os bens vão ficando mais caros ou mais baratos. Para agilizar o jogo, eles colocam o "preço sugerido" de negociação que seria uma média entre o preço de compra e o de venda. No "setup", para 3 jogadores, cada jogador começa com dois pacotes de indústria e dois de commodities. São três fases basicamente: Trade (compra/venda/negociação de commodities), Develop (construção de indústrias/expansão do seu território) e Produção. A produção é um fator complicado, inclusive levando à carência de recursos. Você tem que pagar um de comida para cada tile de indústria (não-alimentícia) e uma energia para cada tipo de indústria que você tem, caso contrário não rola produção e você toma uma prejuízo muito grande.
A partida foi muito boa. Basicamente rolou um monopólio meu da força de trabalho, o Bouzada era o latifundário, produzia comida à rodo e o Wykthor , jogando muito bem, conseguiu monopolizar o Ore e a Energia, inclusive negando o mesmo para mim e o Bouzada. Isso foi muito cruel, pois acabou que ele conseguiu fazer os bancos primeiro, garantindo 90 e posteriormente 180 de grana, direto. Com o monopólio de alguns recursos, eu optei pela variedade para fazer frente ao Wykthor. Fiz indústria de energia e de minérios, os dois monopólios que ele tinha. Como o Bouzada tava fazendo o Capital à preços camaradas, abastecendo o mercado, fiquei tranquilo. Mais para o final, eu ainda tinha 4 notas promissórias (algo como a carta de mendigo do Agricola, -3 pontos no final do jogo) e o Bouzada também. O Wykthor era o banqueiro, fazendo montanhas de grana toda rodada e sem promissórias. Vendo a lavada que ia ser, optei, para surpresa de ambos, pelo final do jogo, observando uma possível vantagem que eu tinha (cada tile de indústria dava 4 pontos, eu tinha dois commodities que estavam com o preço muito alto, energia e ore). O Bouzada tinha um pouco menos de tiles que eu e um pouco menos de recursos e o Wykthor, apesar de muito mais grana, fez uma indústria bem menor, com 6 tiles a menos. Resultado, depois da contagem, acabei vencendo, com uma pequena margem para o Wykthor. 85 a 77 e o Bouzada, logo atrás com 74 pontos.
*Wealth of Nations é um jogo demorado, FEIO de doer, com péssimos componentes mas a mecânica é maravilhosa. O Bouzada acredita que a rejogabilidade não é muito grande, mas não tenho certeza. Ele definitivamente funciona melhor para 3 ou 6 jogadores por que existem 6 packs de industry tiles no setup e cada um ficar com a mesma quantidade equilibra bastante a partida. Não é um jogo leve e é preciso atenção o tempo todo, principalmente para abastecer suas indústrias e manter sua produção. Nós jogamos com uma pequena variação nas notas promissórias que realmente enfraquece bastante o jogo na sua forma original. Se você gosta de jogos econômicos, não liga muito para os componentes e tem tempo sobrando, o jogo é uma ótima pedida. E como a Tablestar Games faliu, pode ter certeza que ele, muito em breve, vai virar um "Holy Grail", então, pegue-o o quanto antes!
Terminada a partida, optamos por algo mais light, mais precisamente, um medium-light, o Metropolys, patrocínio do Kildare que emprestou o jogo para eu aprender e ensiná-lo, posteriormente na Torre das Peças. O jogo é da Ystari games e do mesmo autor do Yspahan. Segundo ele, nos créditos, rolou uma inspiração no Goa mas o Bouzada, que tem o jogo, disse não ter muito a ver. A primeira coisa que nota-se, é a beleza dos componentes e principalmente do belíssimo tabuleiro:
De qualquer forma é basicamente um jogo de controle de área com leilão. Cada jogador possui 13 prédios, numerados de 1 a 13 e com valor triplo, servem como bid, para determinar maioridade nos distritos do jogo e critérios de desempate de acordo com a altura dos mesmos. Como tínhamos dois heavy gamers na mesa (Bouzada e Wykthor), decidimos jogar a versão expert. As regras são extremamente simples. Você coloca um prédio à sua escolha em qualquer lugar disponível no tabuleiro. O próximo jogador pode colocar um prédio de valor maior em um espaço adjacente e ortogonal ou passar. Caso ele opte pelo outbid, o próximo jogador usa as mesmas regras mas para o prédio que ele está superando, não pelo original! Isso acaba levando a várias jogadas muito interessantes que podem ser feitas e , logicamente, a antecipação dos movimentos do seu oponente. Existem alguns bônus mas com certeza o grande diferencial são as duas cartas de "objetivo" que você recebe no começo do jogo. São 5 tipos de vizinhança e 5 cartas representando as mesmas. Cada jogador começa com uma carta, recebida aleatoriamente no começo do jogo. Se você conseguir alocar seus prédios na vizinhança respectiva, você garante dois pontos extras no final do jogo. E a outra carta, de objetivo, te dá de 4 a 7 pontos (dependendo do nível de complexidade da execução) no final do jogo. O mesmo termina quando alguém alocar os 13 prédios.
O Wykthor começou rushando pelos vps, como de praxe nos jogos. Eu e Bouzada fomos mais comedidos, pensando naquela história de "ficar sem gás" ao longo do jogo. No entanto, o objetivo secreto do Wykthor era alocar prédios espalhados pelos diferentes distritos o que acabou garantindo 16 pontos a ele no final do jogo. Eu consegui construir em vários parques, garanti o controle de algumas regiões mas quando acionei o final do jogo, construindo meu último prédio, o fiz sacrificando 3 pontos, acreditando numa possível vantagem que eu tinha. Ledo engano, Wykthor tinha feito 35 e eu com 32 fiquei a ver navios. O Bouzada tinha pego uma carta de objetivo bem difícil e acabou ficando em último, com 22 pontos. Foi uma partida muito boa e eu fiquei refletindo bastante tempo, depois, em função do erro cometido no final do jogo.
* Regras extremamente simples (o manual tem 4 páginas), jogo de basicamente uma hora, belíssimos componentes, preço acessível, ótima compra do Kildare e que adicionei à minha Wishlist. A mecânica é uma só, colocar prédios e ainda tem uma versão "Family Game" ainda mais acessível para os não-gamers. Se você gosta de controle de área e jogos de leilão simples, é uma ótima pedida.
Para terminar a noite, todo mundo tinha que ganhar um jogo e eu e Wykthor concordamos, antes de começar o Nefertiti que deixaríamos o Bouzada vencer. Afinal, um pro gamer com 2 últimos lugares era algo muito incomum , ainda mais com um casual gamer como eu, sentado à mesa. Nefertiti , do mesmo jeito que o Metropolys, é um medium-light game com inovadoras mecânicas de leilão e set collection. Há um quê de "worker placement" também. Em linhas gerais, nós podemos contratar uns aliados com poderes especiais e depois alocar cubras em um dos mercados do jogo até que um mercado se feche. É nessa parte que entra o set collection. Aquele que deu o maior lance, pode comprar um ou dois presentes para Nefertiti e o dinheiro vai para o mercado. Os jogadores subsequentes tem opção de pegar metade do dinheiro disponível ou comprar um presente pelo valor total na reserva. Isso acontece até todos os cubras serem removidos. No final do jogo, conta-se pontos por "originalidade" dos presentes ou seja, quanto mais jogadores tiverem o presente, menor serão os pontos no final do jogo. E isso tornou o jogo muito interessante. Apesar de ser bem leve, com duração de pouco mais de uma hora, há uma quantidade bastante considerável de tomada de decisões e sujeito a um pouco de bouzagem também.
O Wykthor, como de praxe, fez uma jogada de + de 50 pontos no começo do jogo, o que acabou tirando um pouco o fôlego dele. Eu que (realmente) joguei mal, não soube dosar bem a boa vantagem de grana que obtive no começo do jogo e super valorizei os "contratáveis" em detrimentos dos presentes. Resultado, acabei bem atrás no placar enquanto Wykthor e Bouzada fizeram uma partida bem equilibrada. No final das contas, vitória do Bouzada, como combinado previamente: 115 a 108. Eu, lá atrás com 82 pontos.
*O Nefertiti é um lindo jogo, com o tabuleiro e os componentes muito bem produzidos. O dinheiro é limitado ao que os jogadores começam +4 moedas, então sempre haverá exatamente 33 moedas no jogo. Isso é um fator bem interessante em termos estratégicos. Saber a hora de pontuar, atacar os inimigos e posicionar os meeples são decisões bem difíceis e interessantes. Como o final do jogo é disparado quando um pequeno deck de presentes é esgotado, o jogo não tende a se alongar por muito mais de uma hora. É aquele esquema dos mid-light games, não demorar muito, ter várias decisões e ao mesmo tempo ser divertido. O Nefertiti cumpre todos esses quesitos e não me arrependo de ter "apostado" comprando ele.
Apesar da resistência à partidas com 3 jogadores, foi uma ótima tarde com 3 jogos muito bem jogados e muito bons. E eu, como de praxe, fiz a escadinha. 1º, 2º e 3º lugar respectivamente :).
Glossário:
Bouzagem: Analysis Paralysis. O Bouzada, cunhou o termo, depois de refletir 10/15 minutos antes de cada jogada sua, fazendo uma varredura de todas as suas opções nos próximos três turnos.
Cubra: Genérico para qualquer coisa com semelhança à um homem no tabuleiro. Pode ser tripulante do Galaxy Trucker, workers em geral, peão, família do Agricola, exército....