sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hot, hot... hotter than hell!!!!!

Verão batendo a porta e o Rio de Janeiro tá começando a ficar "Rio 40ºC". Isso tem reflexos diretos no Calabouço, primeiro que a quantidade de líquidos que estamos bebendo é muito maior, outra coisa são os jogadores sem camisa (seria interessante se não fossem só "sacudos" jogando).

Mas isso não tira o ânimo da galera, ontem a casa estava novamente bombando, tinham 5 mesas rolando simultâneas e geral se divertindo.


O tabuleiro diferente do TZAAR.

Minha primeira mesa da noite foi uma learning-session do TZAAR com o Filipe. Esse é mais um jogo do GIPF Project, e nele o sistema de jogo é ir tirando as peças do adversário fazendo que um determinado tipo (das 3 existentes) seja completamente eliminado.

Essa série tem realmente jogos muito bacanas e é difícil entre os três que eu já joguei dizer qual eu gostei mais. Jogamos 3 partidas diretas e o Groo ainda jogou uma com o Carlão.

Depois disso formamos uma mesa com o Cavum. Nesse jogo somos mineradores que temos que descobrir veios de pedras preciosas para depois vender e ganhar nossos pontinhos.


Os tuneis e os veios de pedras preciosas no Cavum.

O jogo rola em 3 rodadas, onde cada jogador tem 12 ações a serem realizadas, sendo que a última é prospectar os veios e recolher as pedrinhas. Como o jogo é bem aberto a cubreadas, essas acontecem bastante, fazendo com tenhamos que pensar e repensar muito na nossa jogada (o que deixa o jogo meio lento).

Na partida Groo e eu abrimos uma boa dianteira nas duas primeiras rodadas, mas mesmo assim na rodada final o Filipe ainda fez uma graça e quase chegou junto. Eu acabei ganhando com uma diferença de 4 pontos pro Groo, com o Filipe em terceiro e o Carlão em quarto.

Depois disso uma galera estava terminando o Kingsburg e o Mr. Jack e as mesas foram refeitas lá na parte de cima e eu desci, pra onde não estava um inferno de quente, e fui jogar botão.


Será que o Jack conseguiu fugir no Mr. Jack?

Esperei a partida entre o Camilo e o Renato II terminar (com a vitória do Camilo) e peguei a "de fora". Ontem eu tava quente, já tinha ganho todas no TZAAR e no Cavum no botão não foi diferente, 3x1 contra o Camilo. Depois um 3x0 contra o Renato II que devolveu o placar na última partida, mas com aquele calor todo meus jogadores já estavam muito cansados (hehehehhe).

Foi isso, saí relativamente cedo (antes das duas) e o pessoal ainda tava animado (mas com calor) começando umas mesas de Twilight Struggle e Le Havre.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Futebol de botão bombando no Calabouço

Dia de casa cheia, pessoal novo chegando pra conhecer e a galera "old-school" tocando o horror.

Quando eu cheguei só tinha o Arthur dando mole, resultado, dois tempos de 10 minutos no futebol de botão. As nossas partidas estão terminando invariavelmente empatadas, mas a qualidade das jogadas está melhorando consideravelmente. Final 1x1.

Depois o Filipe chegou e enquato o Arthur ia esquentar as empadinhas mais uma partidinha, dessa vez o Pontiguiba fez bonito, mas o adversário não jogava a muito tempo, tem que dar um desconto. Final 3x1.


A cada vez mais regular mesa de botão do Calabouço.

Com a casa começando a bombar abrimos duas mesas. Uma puxou um Le Havre (Fel, Juan e Bruno) e outra um El Grande (eu, Zé, Filipe, Groo e Rodrigo), mais tarde ainda abriu uma de Stone Age com a mulecada nova e o Americano e o Fel jogou um Warhammer: Invasion com o Bruno.

O El Grande era uma "falha lúdica" pro Filipe e pro Zé que nunca tinham jogado esse clássico de 95, ontem eles riscaram essa com uma boa partida. O Groo ficou marcando o Zé, enquanto as primeiras posições alternavam entre eu, Filipe e o Rodrigo.


O rei tomando conta do castelo no El Grande.

Mas com um jogo mais consistente e uma pontuação mais regular o Rodrigo abriu uma boa dianteira no último terço do jogo e levou a partida, a segunda colocação ficou com o Filipe poucos pontos a minha frente deixando o Zé em quarto e o Groo em quinto (pra delírio do Zé).

Depois disso rearrumamos as mesas, uma puxou um Giants (Rodrigo, Filipe, Zé, Original e Groo) e eu e Camilo fomos jogar botão.

O Camilo ficou zoando que não perdia e tals e eu caí na asneira de achar que já tinha tirado a ferrugem, resultado, na primeira partida (alternando em bolinha e dadinho) tomei uma porrada vexatória, 5x1.


Partida animada (e demorada) de Giants.

A segunda partida foi mais disputada, o Camilo abriu 2x1 eu virei pra 3x2 cheguei a ampliar, quando o relógio tocou eu novamente fiz besteira e sugeri mais 2 minutos pelas paralizações para pegar bolinha e tals. Me ferrei, o Camilo virou para 5x4.

Depois disso foi hora de conhecer um jogo que o Fel tinha dito que eu iria gostar, o Ad Astra (mesa comigo, Camilo, Franklin e Americano). Ele é um jogo de exploração com negociação que utiliza a mecânica de seleção simultânea de ações de uma forma que eu não lembro de ter visto antes.

Cada jogador tem um deck de ações e existe um tabuleiro onde cada jogador coloca uma ação de cada vez, na ordem que lhe bem interessar e depois que cada um colocar 3 para o turno, elas são abertas na ordem e executadas por todos. Muito interessante e com decisões pensadas em cima do que os outros podem fazer.


Os planetas "arrumados" para serem explorados no Ad Astra.

Na nossa partida cada um partiu para um tipo de pontuação e todos pontuaram relativamente bem em algum ponto do jogo, mas no final deu Franklin que abriu uma vantagem grande no final, seguido pelo Americano com o Camilo em terceiro comigo em último.

Quando saí o povo ainda ia puxar alguma coisa, enquato dentro da casa do Arthur rolavam várias partidas de botão entre ele e o Renato II.

sábado, 24 de outubro de 2009

Agenda Lúdica Carioca

Fala Galera, se você chegou aqui pelo nosso folder ou qualquer outra razão e está interessado em conhecer mais os jogos modernos, acompanhe a programação:

Toda 5ª feira rola o nosso tradicional Calabouço das Peças, às 19h na Ribeiro Guimarães, 367.

Normalmente, no 2º sábado do mês, rola a Torre das Peças, evento mensal de jogos de tabuleiro voltado para os novatos, no Bob's Off-Shopping, a partir das 14h, na Barão de Mesquita, 320.

Maiores informações no site: www.torredaspecas.blogspot.com


Um dia de casa cheia no Calabouço.

E finalmente, no último sábado do mês, o tradicional Castelo das Peças que acabou de completar 2 anos, no SESC Copacabana, a partir das 9:30h e vai até as 17:00h, na Rua Domingos Ferreira, 160.

Maiores informações no site: www.castelodaspecas.com.br

Então se você ainda não conhece os jogos modernos, aproveite a oportunidade. Afinal, você está na capital nacional dos jogos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A volta dos jogos sumidos

Ontem foi dia de Calabouço cheio, com gente nova e uma galera que andava meio sumida e uns jogos esquecidos vendo mesa. Enquanto as mesas iam pensando o que jogar eu e Arthur puxamos logo uma partidinha de 20 min. de botão.

O Arthur apareceu com uma cera para "dopar" os jogadores, e eles ficaram parecendo corredores, então o jogo foi um show de inabilidade, resultado 1x1. Tá na hora do povo começar a trazer time pra jogar também.


Nave da primeira viagem no Galaxy Trucker.

Depois disso formamos duas mesas, uma ficou com o Mare Nostrum (Fel, Groo, Zé e Bouzada) e o outro ficou com Galaxy Trucker (eu, Arthur e Carlão).

No Galaxy a primeira viagem foi tranquila, poucas avarias nas três naves e o Arthur começando a pontuar bem. O que acabou com a disputa foi a segunda viagem, eu usei minha tripulação quase toda numa nave abandonada e na carta seguinte os piratas acabaram com o resto dela, resultado, nave à deriva e nada de pontos.


A mesa "organizada" do Agricola.

Mesmo fazendo uma terceira viagem muito boa, não deu para ameaçar o jogo do Arthur que ganhou a partida, comigo em segundo e Carlão em terceiro.

Depois disso quem viu mesa foi o Agricola (Original, Bruno e dois novos jogadores) e o Endeavor (eu, Renato "novo", Leandro, Franklin e Carlão).

Foi minha primeira partida do Endeavor, e era um jogo que eu tava muito na pilha de jogar. Nele somos exploradores saindo do "velho-mundo" em busca de novas terras. A mecânica é simples e rápida de explicar e o jogo flui muito bem.


Endeavor já bem avançado.

Na nossa partida eu fiquei investindo nos territórios da europa (grande erro) enquanto o resto da galera ia expandindo, depois de algumas escolhar ruins de investimento de cubras acabei fazendo uma partida fraca.

O Carlão é que tava "esmerilhando" e nas duas últimas rodadas deu uma crescida impressionante e acabou ganhando com mais de 10 pontos de diferença para o Franklin, o Renato "novo" em terceiro deixando eu e o Leandro empatados em último.

Depois disso todas as mesas acabaram e houve um redestribuição, um povo partiu pra um Can't Stop, outro pro Endeavor e eu, Zé, Fel e Bruno jogamos um Niagara.


Zoom nos barquinhos do Niagara.

Gosto muito desse jogo, mas ele funciona muito melhor quando você não está com muito sono, aí você consegue contar direito como o rio vai descer (hehehehehe). Perdi meu barco umas 3 ou 4 vezes por "imprudência", o Zé também estava bem mas acabou despencando e o mesmo aconteceu com o Bruno que perdeu os dois barcos na mesma rodada. Resultado, vitória do Fel (que cumpriu 2 objetivos na mesma hora).

Pra finalizar (já que o sono tava foda), apresentei o Zèrtz pro Zé (hahahahaha), jogamos duas partidinhas, uma vitória pra cada lado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"O bom é o da bombinha"

Tempo meio ruinzinho, estréia da nossa locadora e uma boa "tunada" na estante do Calabouço. Cenário perfeito para algumas boas mesas na noite. Quando eu cheguei, estava rolando um Nexus Ops entre Arthur, Cacá e Cadu que acabou com a vitória do Arthur com o Cadu em segundo com 7 pontos e o Cacá em último com 6. Enquanto eles jogaram o Nexus, eu montei um Snow Tails com Daniel, Groo, Filipe e Rodrigo. O Daniel , dono do jogo, ficou treinando as curvas em casa e ganhou com sobras. Eu estava em um honroso 3º lugar, com quatro das cinco cartas de dano possíveis, jogando no limite, como sempre a Flying Dutch faz. No entanto, como não era uma partida oficial, só o primeiro lugar importava. Nesse meio tempo o Cacá e seu grupo ainda jogaram um Risco Total ganho pelo Carlão.


Galera jogando direto no Calabouço.

Depois disso, eu queria muito que o Cacá conhecesse o Chaos in the Old World (jogo de porrada com controle de área não tem erro com ele). Chamei o Rodrigo cubra que gosta de uma pancadaria e fechamos a mesa. Na outra, o onipresente Endeavor com Franklin, Daniel, Groo, Carlão e Filipe.

O Chaos ficou comigo de Khorne, Rodrigo de Nurgle e Cacá de Tzeentch. Como o Rodrigo foi se engraçar logo no começo do jogo eu e eles ficamos nos estapeando enquanto o Cacá fazia seu castelinho de areia, até ganhar, de forma até fácil, rápida e sem graça, alguns turnos depois.

Nisso, puxamos o Kingsburg com todos os módulos da expansão. O Daniel foi embora com o Rodrigo (não me pergunte para onde foram). Eu sai com a fada (+ 1 dado branco no verão), Renato (+1 na porrada), Cacá (podia influenciar o 5 e o 10 de forma alternativa) e o Arthur (quem fizer prédio da linha 4 ele ganha um good, bem fraco). O jogo foi marcado pelo azar da galera. Eu fiz minha track favorita (Fortress) mas estava sofrendo com a falta de uma fonte alternativa (e boa) de militar. Os monstros, em geral, estavam no máximo da força, então descartei a Fazenda. Com o dado do Summer, consegui ir na Rainha umas 2/3 vezes no jogo (com Inn + market) , peguei uma track bem legal que substituiu a track da statue e me deu uma boa vantagem a partir do ano 4. Mesmo empatando todas as pancadarias, a Stone Wall deu uma forcinha e no final do jogo, vindo um monstro de 9, eu fui no 5 E no 10 para assegurar a vitória final. No fim das contas, fiz 54 pontos (sobrando o +4 do soldado) contra 43 do Arthur e o Cacá/Renato um pouco mais atrás. O Cacá, no último ano, chutou o balde, perdeu prédio e a bagatela de 11 pontos na última pancadaria.


Kingsburg com expansão, um jogão melhorado.

Acabado o Kingsburg, Arthur e Cacá jogaram duas partidas de botão (um empate em 0x0 e uma vitória larga do Cacá por 5x2). Franklin, Carlão, Groo e Filipe terminaram uma partida de In the Year of the Dragon (que o Franklin deixou para a locadora), e eu Americano e Renato fomos jogar (outra vez) O Chaos in the Old World. Dessa vez eu joguei com o Tzeentch (o único que eu ainda não tinha jogado), Renato de Nurgle e Americano de Slaanesh. Só saiu o Hero Token, o que prejudicou um pouco o jogo do Americano. Eu e Renato fechamos o jogo no mesmo turno, decidindo ir pra corrida e o Americano, sob efeito da embriaguez, mais perdido do que cego em tiroteio, o que levou a um final incomum: Renato ganhou por Dial E pontos na mesma rodada. Eu só fechei o Dial, então ele acabou levando a partida também. O Arthur e o Filipe jogaram duas partidas do Mr. Jack sem/com expansão, com duas vitórias do Jack.

Nisso, a gente ia embora (eram 3-4 da manhã). Renato quis jogar mais um joguinho, fomos de Can't Stop. Rolaram bizarrices como o Renato fechar a coluna do 11 em uma única rodada, o Arthur terminar totalmente fora do tabuleiro. Eu ganhei com o 6,7 e 9, com o Renato a uma casa de fechar a coluna do 4 (ele tinha fechado o 8 e o 11).

Como o Filipe tinha que esperar o ônibus, decidimos por algo "rápido", o Sorry! Sliders. Sugeri o cenário "crokinole" (se acertar o meio, o peão vai para o home imediatamente) mas fui vetado pelo Arthur com a seguinte frase: "O Bom é o da bombinha". E foi aí que começou a saga da maior partida de Sliders já registrada. Desnecessário falar que não era raro, os peões do Arthur pararem debaixo do sofá ou tentarem vôos sofisticados para cima da minha RAMPA. O objetivo geral, desde o início, era a simples e pura violência, qualquer tentativa remota de chegar ao home, era vetada. O meu primeiro home, foi cerca de 1h de jogo depois. O Arthur se especializou na "flying technique" e manda sorry! nos peões que eu jogava na rampa com medo de ser expulso. No final das contas, o Arthur ficou sobrecarregado: Eu consegui (não me perguntem como) chegar com 3 no final, assim como o Renato. Fazer a última jogada antes/depois do Arthur era determinante para esboçar qualquer tentativa de jogar alguém no home. Eu jogava de frente para o Arthur, o que sempre estragava meus planos. No meu último movimento (quase 2h de jogo depois) acertei o dois, necessário para fechar. Filipe errou. Se o Arthur errasse a minha pessoa, eu ganhava. Lógico que, duas horas depois, o Arthur não errava mais nada. E sacrificou o peão dele para me jogar para fora de órbita. Com o Renato como último jogador, ele foi tranquilamente, para o três e assegurou a longa, sofrida e dolorosa vitória, quase 2h depois.


O bonito tabuleiro do Chaos in the Old World.

E eu prometi vender o Sorry! para a Nova Zelândia, para ter certeza de que nunca mais vou jogar (hHAHahHAhahAHhah). Ou pelo menos jogar fora o "da bombinha".

—————————— Report do Daniel "Original"——————————

Enquanto rolava o Nexus Ops jogamos uma corrida de trenós no Snow Tails. Eu, Fel, Rodrigo, Groo e Filipe. No Snow Tails trenós puxados por cachorros vão andando com uma mecânica bem inteligente, baseada em cartas para definir a velocidade de cada cachorro e o freio. A pista tem curvas, árvores e avalanches para atrapalhar. Bem divertido sem irritar a galera mais gamer.

Eu e o Rodrigo alternamos a liderança da corrida com várias ultrapassagens lá na frente. O Groo ficou meio sozinho chegando perto da gente algumas vezes ou ficando mais para o pelotão de trás em outras. O Filipe conservou uma sólida última posição de ponta a ponta numa corrida conservadora. E o Fel começou lá atrás mas veio ganhando posições e perdendo peças do trenó!

No final, eu ganhei cabeça a cabeça com o Rodrigo, o Fel e o Groo brigavam pelo terceiro lugar, mas como só o primeiro vale o jogo ficou por aí.


O sempre presente Endeavor.

O Fel foi jogar Chaos in the Old World com o Cacá e o Rodrigo e eu puxei um Endeavor com o Groo, Filipe, Franklin e Carlão que haviam acabado de chegar. Acho que alguém já explicou o Endeavor por aqui, mas é um jogo onde cada jogador é um povo na Europa e tem que colonizar o mundo. Construir prédios, navegar, ocupar territórios e atacar inimigos para ir ganhando pontos de indústria, cultura, política e dinheiro. O jogo é um euro com uma ótima relação tempo/diversão. Demora mais ou menos uma hora e meia por jogo.

O Carlão começou como líder isolado num estilo bem wargamer por um bom tempo mas a galera foi chegando aos poucos. No final do jogo o Franlkin me ganhou por 2 pontos (57 a 55). O Groo apelou para a escravidão e terminou o jogo junto com o Carlão, na faixa dos 45 pontos. E o Filipe ficou pelos trinta e muitos. Depois disso eu fui embora mas uma galera boa continuou por lá.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Inauguração : Locadora das Peças



Em uma parceria inédita da galera aqui do Rio de Janeiro e com o apóio do Arthur, dono do Calabouço das Peças, além é claro, de respeitar a necessidade de nomes em português no cenário lúdico nacional, será inaugurada nessa 5ª feira, dia 15/10, a Locadora das Peças. Funcionará dentro das dependências do próprio Calabouço, com uma taxa variando de acordo com o preço do jogo. Por enquanto, como estamos em fase "piloto" do projeto, restringimos somente ao pessoal que já frequenta o Calabouço e o período de estadia com o jogo é de 7 dias (devendo ser devolvido no Calabouço seguinte). Parte da grana será convertida para melhorias do próprio lugar e o resto para a montagem de um acervo próprio da casa.

Fica aqui o convite para quem quiser conhecer o espaço e claro, para quem vier ao Rio!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Muita chuva = muita gente

É impressionante como em dias com muita chuva acaba lotando o Calabouço, ontem não fugiu a regra, tinham pelo menos umas 25 pessoas jogando.

Eu cheguei com a casa relativamente vazia, mas já tinham umas 5 cabeças. Eu tinha combinado com o Arthur que levaria meu time de botão para jogarmos, mas acabei esquecento, só que vendo os times dele e tals acabamos jogando uma partidinha.


Arthur 3 x 1 Jamaica, semana que vem vou com meu time.

Apesar dos ataque sucessivos do meu time o goleiro do Arthur tava sempre muito bem posicionado e evitou os gols. Ele abriu o placar e logo na saída de bola eu empatei, mas daí por diante foi um show de defesas e bolas na trave, e como a máxima do futebol funciona sempre, quem não faz, leva. Final 3 x 1 para o time do Arthur.

Depois disso já tinha chegado uma galera, incluindo um grupo de Santa Maria - RS que está no Rio para um congresso e aproveitaram para conhecer o Calabouço e a galera. Acabamos eu, Arthur, Fel, Juan e Fábio puxando um Kingsburg com a expansão.


Kingsburg com as expansões.

Decidimos usar todas as novidades e o jogo fica muito mais legal do que ele já era. À saber, as expansões adicionam uma carta que abrimos uma vez por ano que realizam umas ações interessantes, personagens com características diferentes, a eliminação do dado do rei no combate (essa a adição mais maneira) e novos prédios.

Como jogar Kingsburg com o Fel e Arthur é disputar o 3º lugar a partida acabou sendo decidida por um fato inusitado, uma das cartas de ação fez com que o Rei ficasse doente (não podíamos mais usar o 18) e se essa carta saísse de novo o Rei morria e o jogo acabava. Dito e certo no 4º ano aconteceu essa perda para o reino e o Fel acabou ganhando depois de tirar 3 pontos do c... ops... da carta, deixando o Arthur em segundo eu e Fábio empatados em terceiro e o Juan em último.

Nisso estavam rolando várias mesas paralelas (devem ter rolado simultaneamente umas 5 fora o Americano na porra do laptop) onde tinha de tudo : Pandemic com a expansão nova, uma mega mesa de Bang!, LotR: Confrontation, Ghost Stories, Age of Empires III entre outros.


Corrida de trenós no Snow Tails. Foto BGG.

Acabou que eu, Arnie (que reapareceu no Calabouço depois de um tempão), MGM, Fel e Juan pegamos uma mesinha e puxamos o Snow Tails.

Montamos uma pista intermediária, só com as árvores para atrapalhar. Depois de uma saída ruim fiz uma corrida de recuperação, enquanto o Fel tava lá na frente com o MGM, mas na segunda curva consegui colar na liderança e consegui chegar na frente (ganhando nos critérios de desempate) fechando a prova junto com o Fel (que praticamente chegou carregando o cachorro nas costas).

Rolou depois uma mesa de Candamir comigo, Fel, Zé e Léo Rossi. Esse é um jogo do Klaus "Catan" Teuber que eu tinha muita curiosidade de jogar, mas que acabou sendo meio decepcionante.


As construções do Drunter und Drüber.

Ele tem cara de RPG de computador, e a mecânica é meio bobinha, você fica numa de andar, pegar umas paradinhas, usar recursos para construir coisas e ganhar pontos de vitória. O problema é que o jogo acaba sendo muito paradão e não empolga. Uma pena.

Para fechar a noite (pelo menos a minha, pois uma galera ainda ficou por lá) jogamos um Drunter und Drüber, que é outro jogo do Teuber (esse antigão, de 1991) que eu queria jogar, mas esse foi agradavelmente melhor. Ele é um jogo de cubreagem onde você tem que colocar seus tiles, tentando proteger o prédio da cor que você sorteou. Não é nada demais, mas diverte.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Casa cheia e sindrome "vascaína"

Ontem foi um daqueles dias que dá gosto ir ao Calabouço, casa bem cheia (deviam ter umas 20 pessoas) e em determinado momento 5 mesas simultâneas rolando.

Eu cheguei cedo e já encontrei os moradores da casa, Arthur e Americano, de bobeira com o Bruno e uma mesa de Lord of the Rings: Confrontation rolando com o Franklin e o Rocco.


O tabuleiro principal do Leonardo da Vinci.

Nesse meio tempo chegou o Cadu que sugeriu um Leonardo da Vinci, uma galera estava começando a montar uma mesa de Through the Ages (Franklin, Bouzada, Americano e Bruno).

Na nossa mesa ficamos eu, Cadu e Rocco. A partida foi bem rapidinha, o Rocco pegou fácil as regras mas o Cadu é muito sinistro, fica quietinho no canto dele e pronto, ganha a porra do jogo, eu fiquei em segundo com o Rocco em terceiro.


O jogo é ruim, mas o tabuleiro do Android é maneiro.

Juntamos com a galera que tinha terminado uma mesa de FITS e enquanto um povo montava um Android (Rocco, Zé e Fel), eu, Cadu, Rodrigo, Samuel, Filipe e Daniel "Original" montamos um mesão de Zack & Pack.

Esse jogo com muita gente fica muito legal, a partida foi uma bagunça na hora de escolher os caminhões e mais bagunça na hora de arrumar a carga. Depois de muita reviravolta o Samuel ficou sem grana e o Filipe levou a partida, eu em segundo (de novo) e as outras posições eu não lembro, hehehehe.

Mesas rearrumadas, Camilo e Rodrigo foram jogar Can't Stop enquanto eu, Daniel "Original", Samuel, Filipe e João Mesão resolvemos jogar um Small World.


Mapa ainda no comecinho do Small World.

O jogo foi marcado por disputas pessoais entre eu e o Filipe e o João Mesão e o Daniel, o que fizeram com que o Samuel construísse uma vitória boa, pontuando benzão nas duas últimas rodadas (ele chegou a fazer 20 pontos na última). Resultado final Samuel em primeiro, eu e Filipe empatados em segundo (tri-vice é foda), Daniel e João Mesão.

Acabei saindo cedo com o Camilo, Rodrigo e Daniel (tipo 00:20h) mais ainda tinha uma galera boa na jogatina.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Opacos" e Sauron atacam novamente...

Ontem foi dia de jogatina que contou com a presença do amigo Guilherme "BH" Peitola que agora só aparece de vez em quando e o Warny que também só aparece quando tem jogo novo.

Chegando lá tava rolando uma mesa de Endeavor com o Original, Warny, Fel e Zé que não deu pra entrar, então eu, Peitola, Arthur e Filipe jogamos um Cosmic Encouter.


Novidade da semana, Endeavor.

Realmente é um jogo "farra" demais pro meu gosto, mas pelo menos é rapidinho, Arthur ganhou comigo e o Peitola em segundos e o Filipe em último.

Depois disso o Carlão entrou no lugar do Arthur (que foi colocar salgado) e jogamos três partidas de Sorry! Sliders. Duas vitórias minhas e uma do Carlão.


O pessoal surtando no Attribute.

Muito papo até o Endeavor acabar então jogamos um Attribute com a galera toda, o MGM (que é um dos "grandes" jogadores do jogo) cismou que buceta era opaca (assim como os psicopatas), efim um show de horrores. Esse é do tipo de jogo que a gente não vê quem ganha e sim a bagunça que é feita.

Depois as mesas foram redestribuidas para jogos mais sérios. Uma galera foi de Middle-Earth Quest (MGM, Arthur "Sauron", Americano e Peitola) e outra atacou de Imperial (eu, Fel, Zé e Filipe).


Mapa ainda no comecinho do Imperial.

O jogo estava meio truncado e a gente não tava entendendo por que, o Fel de Reino Unido não pontuava e apesar disso continuava comprando ações feito louco (era praticamente o único acionista), até que lembramos que o mar também pontua na taxação.

Vida ruim, jogamos assim até o final. O Filipe ganhou, eu em segundo, Zé em terceiro e Fel em último (bem-feito, ensinou a regra errada ficou na rabeira).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Segunda Feira de Chuva


"O que você faz quando
Ninguém te vê fazendo
Ou o que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Jogatina boa, jogador nem tanto

Ainda aproveitando minhas férias ontem cheguei mais cedo ao Calabouço para jogar um Zèrtz com o Fel. Esse foi o primeiro jogo do GIPF Project que eu joguei, e já fiquei apaixonado.

Nesso você tem um tabuleiro formado por aneis e tem bolas de três "cores" para colocar neles. Na sua rodada você escolhe uma bolinha de qualquer cor e coloca em um dos aneis, logo em seguida elimina um dos aneis do jogo. Teu objetivo é capturar um número X de bolinhas de cada cor para terminar ganhar, a captura funciona exatamente como no jogo de damas.


O "tabuleiro" do Zèrtz.

Se na sua jogada tiver uma situação em que a captura seja possível, você TEM que fazer essa jogada, e não tira anel nenhum do jogo. Se por acaso um anel com bolinha ficar isolado do grupo, você também assume que capturou aquela bolinha.

O jogo é muito estratégico e de muita observação, e tem toda a idéia de fazer o adversário jogar do jeito que você quer, adorei. Jogamos duas partidas (ganhei as duas).

Depois disso geral chegou e puxamos um Cosmic Encounter (novo, da Fantasy Flight) com 6 jogadores (tivemos que inventar um sistema pro Zé).

Para quem não conhece, no Cosmic Encounter os jogadores tomam conta de um sistema formado por 6 planetas, cada jogador no início do jogo, sorteia uma raça que vem com habilidades especiais que influenciam o jogo.

Na sua jogada você abre uma carta de destino para saber qual sistema vai atacar, nesse ponto você escolhe um planeta daquele sistema e chama os demais jogadores para ajudarem na conquista. O defensor também tem esse direito.


Cosmic Encounter com o sistema Magic do Zé.

Ganha quem completar 5 conquistas primeiro. O jogo é uma farra com essa parada de chamar o povo pra ajudar na defesa e no ataque, é divertido e sempre rolam umas cubreadas das grandes. Nessa partida o Arthur e o Groo terminaram em primeiro, Fábio e Zé em segundo, Fel em terceiro e eu em último (primeiro "last one" de muitos da noite).

Depois de um Coloretto rapidinho (que eu não joguei e foi vencido pelo Fábio com um ponto de diferença para os dois segundos Zé e Juan, e dois pontos pro Fel em terceiro) rolou divisão de mesas, uma ficou com o Starfarers of Catan (Groo, Fábio, Juan e Zé), outra com o Middle-Earth Quest (Arthur, Americano, Rocco e MGM) e a minha ficou com o Le Havre (eu, Fel e Daniel "Original").


O porto de Le Havre.

O Le Havre é um jogo muito foda, mas se você fica muito tempo sem jogar rola de esquecer umas paradas básicas, e foi exatamente isso que aconteceu comigo.

O Fel e seu voto de pobreza passou fome o jogo todo pra colher os frutos nas últimas rodadas (acabou ganhando por dois ou três pontos de diferença), o Daniel também fez um jogo bem conciso e chegou pertinho da vitória, já eu me esqueci que você vende os bens no fim do jogo, e pra isso precisa de barcos e energia pra usar a "Shipping Line" resultado, último com uns 50 pontos de diferença.

Geral debandou, a mesa do Middle-Earth ainda estava pegando fogo então eu e o Zé puxamos um Small World.


O tabuleiro pra duas pessoas do Small World.

O Zé estava com uma mão abençoada, o que não se aplica a mim, então de 6 tentativas de conquista com dados eu consegui 2, só nisso meu jogo já estaria comprometido, somando-se a isso uma total displicência na hora das conquistas e na escolha das raças fez com que o Zé fizesse a festa. Foi uma lavada 98 x 79.

Mesmo com tantos resultados ruins as partidas foram muito boas (assim como os jogos).

domingo, 13 de setembro de 2009

D&D Miniaturas

sábado, 12 de setembro de 2009

Qui. 10 - Só jogos grandes

Essa quinta foi bem atípica, tivemos 3 mesas simultâneas só com jogos longos. Numa ponta um Middle-Earth Quest, na outra Brass e no meio eu, Bouzada, Filipe e Bruno finalmente jogamos o 18AL.

Depois de quase duas horas só de explicação começamos a partida. O jogo faz parte da série de "heavy-games" 18XX. Ele é um jogo econômico dos mais conceituados, nele nós temos 6 companhias públicas e 5 privadas para serem administradas, o jogo só começa realmente depois que as 5 privadas são leiloadas e tem seus donos definidos, aí então entramos na fase de leilão das companhias públicas.


O tabuleiro das rotas do 18AL. Foto BGG.

Na "fase de mercado" as ações das companhias são postas a venda. As primeiras ações a serem vendidas são as do presidente, que define o preço inicial de mercado para elas e assume as responsabilidades da empresa. Assim que 50% das ações estão com donos essa empresa começa a operar suas rotas.

Para isso temos a "fase de operação", que é onde começamos a criar as rotas de atuação das empresas, fazendo com que ela renda o máximo possível, ainda temos os objetivos históricos de cada empresa, que dão um troco ($100) para a empresa que conseguir cumprí-los. A partir do momento em que duas cidades são ligadas por um trilho, a empresa obrigatoriamente tem que ter um trem para operar, é nesse momento que o presidente se ferra, pois se a empresa não puder arcar com a compra do trem, o seu presidente tem que arcar com recursos próprios.


O tabuleiro grandão do Middle-Earth. Foto BGG.

Bem, o jogo se desenvolve em vendas de ações, aberturas de novas empresas, rotas sendo ampliadas, trens sendo modernizados (fazendo que outros enferrujem e saiam do jogo), e acionistas ganhando dinheiro. Jogo super bem amarrado, mas chato pra cacete (para o meu gosto). Depois de 8h entre explicação e partida confesso que já não aguentava mais, e olha que eu terminei em segundo (atrás do Bouzada), o Bruno ficou em terceiro e o Filipe em último.

Depois de uma experiência dessas nada melhor que um Sorry! Sliders para desopilar. E foi só (afinal já eram mais de 4 da manhã), quando saí o Arthur e o MGM ainda estavam animadões jogando Dungeons & Dragons Miniatures.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ventania e casa cheia.

O tempo tá virando por aqui depois de alguns dias bem quentes, então ontem tava uma ventania da porra, resultado disso jogatina com todo mundo enfurnado na parte de cima do Calabouço. Ainda bem que a nova arrumação permite um pouco mais de conforto (hehehehehe).

Cheguei cedo e fiquei de papo com o Rocco e o Arthur até que chegou a galera para jogar mesmo. O Groo trouxe o Jamaica para se despedir (ele vendeu e era a última oportunidade de jogar), como eu tava na pilha de conhecer ele montamos uma mesa com ele.


A corrida dos piratas começando no Jamaica.

Nela estavam eu, Bouzada, Groo, Zé e Juan (que apareceu pra conhecer o lugar). No jogo somos piratas em uma corrida em volta da ilha, ganha o pirata que coletar mais tesouros durante o trajeto.

A mecânica é interessante, temos um deck de ações, o jogador da vez rola dois dados (uma para a ação do "dia" e o outro vai para a "noite") e dentre as 3 cartas que estão na sua mão você escolhe uma para realizar.

O Juan deu um "sprint" no barco dele e ficou pegando todos os bônus do caminho (para azar dele a maioria eram maldições), o Zé e o Groo estavam na cola e Bouzada e eu ficamos mais para trás. No final o Zé chegou em primeiro (ganhando 15 de bônus) e levou a partida, eu fiquei em segundo (pois coletei ouro pra cacete), o Bouzada em terceiro, Groo em quarto e Juan em último.


O tabuleiro bonitão do Middle-Earth Quest.

A outra mesa ainda estava jogando o bonito Middle-Earth Quest (com o Fel atacando de dark-lord) então a mesma turma puxou um La Cittá.

Fizemos o setup sorteado e todas as fazendas boas ficaram praticamente de um lado do mapa (enquanto o outro lado tinha lago a rodo), resultado, no final do primeiro ano já era todo mundo vizinho.

O Zé estava muito bem no jogo até que tomou uma pernada do povo (que queria teatro enquanto ele oferecia escravidão), o Bouzada tava meio emprensado o que impediu dele expandir como queria, eu tava fazendo uma partida muito boa até que no quinto ano não alimentei um cubra e perdi uma carta para última rodada.


As fazendas boas pertinho no La Cittá.

No último ano Juan usou praticamente todas as ações para fazer fazendas, eu também precisei me virar para alimentar o meu povo (e ainda conseguir o set de cores da terceira cidade). No final mesmo com a penalidade eu levei a partida ficando a dois pontos do Zé, o Bouzada chegou em terceiro e Juan e Groo ficaram em quarto e quinto respectivamente.

Eu acabei saindo cedo com o Camilo e o Juan (já eram 1:30h) e o povo ainda ficou jogando por lá.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Calabouço Fantasma

Fazia bastante tempo que eu não aparecia no Calabouço então foi uma surpresa encontrar tudo mais organizado e bonito, com direito até a mural de fotos!

Quando cheguei fui recebido pelo Cacá que estava testando um novo dispositivo suicida num dos supostos jogos do Leo Rossi. Falando em Leo Rossi ele finalmente deu as caras no Calabouço portando uma misteriosa bolsa vermelha nos ombros. Secretamente apostamos que o conteúdo da mala eram os seus jogos preferidos "Floresta Encantada I e II", Jogo da Vida do Bob Esponja e uma edição comemorativa dos 35 anos de Super Trunfo no Brasil. Logo em seguida chegou o Americano, que deu uma geral na minha mochila sem a minha permissão, já se preparando para o embate no Through the Ages com o Bouzada. Fiquei emocionado ao ver a reação entusiasmada do Americano quando o Cacá explodiu um Banco Imobiliário dos Simpsons (ninguém sabe o dono) com um dos seus brinquedinhos islâmicos.


Novo painel de fotos do Calabouço.

O Bouzada chegou sedento por um jogo que durasse no mínimo 8 horas. Menos tempo que isso já é considerado um "jogo fraco" por ele. O Fel chegou com uma mala de jogos para entregar aos seus fiéis clientes do RJ. Eu comprei um Leonardo da Vinci, mas quando comentei o preço que estava pagando (1200 reais – preço fora da tabela) quase lincharam o Fel por causa da nova
filosofia de preços justos, honestos e éticos para jogos de tabuleiro. Um deles, mas exaltado, disse que o Fel não podia agir assim, enganando um sujeito inocente e puro como o Cadu que nunca havia comprado jogos de tabuleiro antes. O bom foi que, para salvar a própria pele, o Fel concedeu um desconto bacana na casa dos dois dígitos, um brinde cativante, fez em 10x sem juros, e ainda convenceu a todos que a sua atitude mostrava que as acusações estavam
fundamentadas em argumentos subjetivos e portanto não eram válidas. Ufa!!!

Para amenizar o clima tenso por causa da questão insan..., quero dizer dos preços, começamos uma partida de Ghost Stories. Nela representamos um grupo de monges Taoístas (sei lá que jonça é essa) que estão defendendo a vila em que moram da invasão de fantasmas cruéis e anti-éticos. O problema é que matar fantasma com espada não é uma das melhores estratégias. Na vila existem alguns locais onde os monges podem receber ajuda para espantar os maus espíritos.


Os monjes taoístas se virando no Ghost Stories.

Nesse momento eu faço uma pausa para dizer que o Carlão estava do meu lado dando pitaco nas minhas jogadas. Retomando a narrativa posso dizer tranqüilamente que os fantasmas se divertiram bastante fazendo picadinho dos monges facas cegas. Para cada fantasma que conseguíamos eliminar (quando conseguíamos!), surgiam mais três piores. Tudo quanto era macumba para espantar os dito-cujos não funcionava. E não tinha Gasparzinho não!!! Eram só fantasmas de elite ou das forças especiais!!! Um deles trancava todos os seus "tokens" de ataque. Outro trancava um dado. Outro tirava a habilidade especial do monge, já outro jogava uma maldição que trazia mais fantasmas para o jogo ou diminuía o QI da galera. Nossos QIs foram diminuídos a um nível estapafúrdio, inimaginável... Tinha jogador, cujo QI já estava tão adulterado, que estava acusando em voz alta: "Tem fantasma anti-ético dando susto a um preço muito alto". No fundo, no fundo... tudo história de fantasmas. Inacreditável.

Perdemos o jogo no nível mais fácil depois que o chefão, que parecia o Shamou depois de umas doses de Tequila, chegou tocando o terror e enchendo a vila de assombração. Carlão tava eufórico do meu lado!!!

Depois dessa confusão toda o Artur chegou com os salgados e dentre as opções um cachorro-quente com salsicha transgênica. Fel fez declarações reveladoras, mas que não podemos contar neste horário. Bouzada tava pensando. Cacá mostrou como reage o Deputado Camilo Sujeira quando alguém resolve atacá-lo no Antike. Carlão não conseguia ser convidado para jogar. O Through the Ages estava bem no início ainda, quase pós-setup. Leo Rossi contou lindas histórias e emocionantes relatos de suas partidas de "Bosque Feliz" em reunião com a família. Bouzada
continuava pensando. Americano, enquanto Bouzada pensava, lia o best-seller "Marley, Chuck Norris e Eu". Shamou estava comprando card-game em algum lugar. Cadu comentava estar satisfeito ao perceber que nada mudou.


A nova arrumação das mesas.

O Leo Rossi, numa tentativa de convencer a galera que ele também joga jogo de macho, puxou um "Rum and Pirates". O Shamou ia gostar desse jogo... bebida com pirataria!!! Não pude participar porque a turma que destrói guarda-chuva já estava no portão e eu não queria chegar encharcado em casa.

Posso dizer que foi produtivo meu retorno ao Calabouço. Aprendi muito nesta reunião. Recebi uma tabela de preços praticados atualmente no comércio de jogos de tabuleiro, a qual fui estudando no caminho de casa para não ser mais ludibriado. Também fui estudando as traduções para o português dos termos lúdicos estrangeiros, pois esta "lei" ainda está em vigor. Quando eu estava saindo o Leo Rossi gritou da janela que piada repetida perde a graça, mas aacusação dele é fundamentada em termos... vocês sabem...

Qui. 20 - Muito papo, muita risada e jogos light


Mesão jogando Ghost Stories.

Ontem rolou estreia oficial da nova arrumação do Calabouço, ficou bem maneiro agora com duas estantes de jogos, quadro de fotos, mais lixeiras, cantinho pras mochilas e uma mesa grande que funciona. Chegando por lá o povo tava pilhado pra jogar o Through the Ages, mas eu tava numa de jogar mais coisas então pulei pra mesa do Ghost Stories, ainda teve uma pra dois de Lost Cities.

Tentando espantar as maldições estávamos eu, Fábio, Cadu e Rafael mas dessa vez a coisa tava feia, muitos "dementadores" no jogo, vários fantasmas mais fortes e todo mundo com a mão podre, foi um tal de morre e ressucita que não tava legal. Depois de muito tentarmos acabamos tendo uma oportunidade de matar a chefona mas não conseguimos, no complemento da rodada assombramos o quarto tile e perdemos o jogo.

Depois disso rolou uma divisão de mesa, Léo Rossi, Rafael, Fel e Zé sentaram pra jogar um Rum & Pirates e eu/Carlão e Fábio/Groo puxamos um DOG.


Os piratinhas passeando no Rum & Pirates.

A partida tava indo bem até a chegada do Camilo pra dar uma zoada geral (o maluco tem mais de 200 partidas de DOG, então qualquer coisa que você fazia ele zoava), e depois de um final emocionante a dupla Fábio/Groo acabou ganhando por 8x7.

Depois rolaram mais umas mesas de Lost Cities e eu e Groo fomos jogar umas de Hive. Jogamos duas partidas e acabou rolando uma vitória pra cada lado.


Mesa "all night long" de TTA.

De volta juntando o povo (eu, Fel, Léo Rossi, Camilo, Fábio e Zé) todo rolou um mesão de Barbarossa. Esse é um "party-game" clássico do Klaus Teuber, cada jogador tem disponível uma massinha e tem que fazer duas formas para os outros jogadores descobrirem o que é, mas as formas não podem ser fáceis demais nem difíceis demais senão quem fez perde ponto.

A mesa foi uma zona só, muitas risadas e geral usando os cubos de "um palpite a qualquer hora", e como você só podia dar o palpite depois de um erro (pela regra do Léo Rossi) rolaram as perguntas mais estapafúrdias. Ganhou o Camilo e o resto não.


As esculturas do Barbarossa.

Depois disso pra terminar a noite filler rolou um Saboteur. Como sempre muitos anões safados, o Camilo tocando o horror e o Groo ganhando o prêmio de "funcionário do mês" do sindicato dos anões. Depois das três rodadas o Zé e o Groo fecharam o jogo empatadados e dividiram os louros da vitória.

Ainda rolou uma mesa quase non-stop de Dungeon & Dragons Minis e quando a galera saiu de lá por volta das 3 e pouco o Through the Ages ainda tinha mais "uma horinha" para acabar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Qui. 13 - Jogatina light mas divertida

Ontem rolou um Calabouço bem maneiro e tranquilo, estava cheio (deviam ter umas 20 pessoas) mas mesmo assim não estava muito barulhento, e acabou dando pra jogar na paz.

Quando eu e o Fel chegamos já estava rolando uma mesa de Manila com o Rodrigo Gonzales, Filipe, Arthur e Rafael, então eu resolvi mostrar um protótipo meu para o Fel, jogamos algumas rodadas para ter uma primeira impressão do jogo e nesse meio tempo chegaram o MGM e o Fábio, paramos com o joguinho e puxamos um Ghost Stories.


Visão geral do tabuleiro do Ghost Stories.

Nele somos monjes Taoístas que tem espantas as assombrações manadadas por Wu-Feng, Lorde dos Nove Infernos, que vem assolando as vilas do Império Médio.

Ele é um jogo cooperativo com uma mecânica super simples de se entender, temos uma matriz 3x3, cada tile tem um poder que ajuda aos monjes na sua empreitada. Na sua rodada o jogador puxa um fantasma, aloca ele onde é determinado, tenta exorcizar um deles e passa para o outro jogador.

Mas não se deixe enganar, a simplicidade está só na mecânica, pois os jogadores só ganham se matarem o big-boss do final e o "jogo" ganha de várias formas, e se não fosse jogarmos no modo "newbie" e estarmos cagando um absurdo nos dados acho que não venceríamos, mas deu pra ver que o jogo é muito bacana.


Filipe, Carlão, Gonzales e Saulo jogando Sorry Sliders!.

Depois a galera que tinha terminado o Manila já tinha jogado umas partidas de Sorry Sliders! e depois partiram para um Automobile com o Carlão, Bouzada, Filipe, Gonzales e Saulo. A gente puxou então um Sator Arepo Opera Rotas.

Nesse somos abades tentando recuperar 4 livros que estão espalhados num labirinto de plataformas que se movem em um abismo. Quanto a mecânica, os jogadores tem pontos de ação que usamos para ativar cartas.

Temos disponíveis 2 tipos de deck, um comum a todos que usamos para mover ou rotacionar as plataformas e um da nossa cor, que tem apenas um tipo de cada carta, que tem ações um pouco mais complexas.

[merchandising on]
O jogo é bem bacana e eu certamente comprarei com um dos meus amigos cariocas que vendem jogos de tabuleiro a preços convidativos e formas de pagamentos super confortáveis. [merchandising off]


Meu abade pronto pra ir buscar os livros no Sator.

Falando sério, o jogo é bacana sim e aberto a todo tipo de cubreagem, o Fel como já tem as manhas pegou os 4 livros antes, mesmo eu e o Fábio (que acabamos empatados com 2 livros) fazendo de tudo pra dar rasteira nele.

Para terminar a minha noite, ficamos jogando umas partidinhas de Sorry Sliders!, foram 3 seguidas e cada um ganhou uma para ninguém ficar triste.

------------------ Session by Fel à partir de agora

Depois do Sliders, joguei três partidas de Hive com o Fábio, êta joguinho viciante. Muito rápido , boas tomadas de decisão, no final ganhei duas e empatamos a outra depois da papagaida de começarmos os dois com a abelha-rainha.

Acabado o Hive, pensamos em dividir duas mesas de três, uma com Brass outra para uma learning session de Duck Dealer. No entanto, em prol do espírito de união enaltecido pelo Bouzada, fizemos uma mesa só, com 6 jogadores de Battlestar Galactica. Depois da twilight explicação, eu puxei minha carta e vi que era um cylon (traidor para quem não conhece a série/jogo). Comecei a sabotar os projetos e vi que rapidamente a situação estava complicando para eles. Minha carta de cylon permitia danificar duas partes da nave, tirei o FTL drive (eles não poderiam dar pulos e se livrar das naves atacantes) e os meus queridos centuriões estavam rapidamente tomando conta de Battlestar.


Visão geral do tabuleiro do Battlestar. Foto BGG.

Depois do segundo pulo, o Bouzada decidiu pegar um atalho e eles andaram 3 passos em direção a Terra (de um total de 8), nesse momento o jogo estava muito mais pra mim e eu já tinha me revelado, deixando a nave bastante avariada e uma situação de caos à bordo, com troca de presidência e o presidente terrorista preso pelo Adama . Eu de Darth Cylon Vader só atrapalhando o progresso , maquinando a ruína da Battlestar, saem as novas cartas de lealdade, os centuriões avançam, dominam a nave , o simpatizante colorido e o Bouzada que não fizeram NADA ganharam o jogo junto comigo , monte de sanguessuga cylon!

Nisso eram mais de 4 da manhã e o Bouzada ainda queria puxar coisas como Le Havre e Steam. Eu decidi jogar uma partidinha de Dominion: Intrigue lá embaixo enquanto bouzada/fábio/filipe jogaram Taluva. Foi bem boa a partida, usei basicamente o Upgrade (1 card/+1 action/remodel de +1 de custo) e o Tribute (revela 2 cartas, dependendo do q for vc pega carta/grana/action). Ganhei apertado do Arthur , 39 a 31 com a Sílvia em terceiro com 20.


Um zoom nos monjes do Ghost Stories.

O povo lá embaixo estava animado para jogar Saboteur (que eventualmente o sabotador chegou ao ouro, inédita essa) e nós partimos para a 2ª partida de Ghost Stories da noite. O ponto alto sem dúvida foi que, ao final da explicação Arthur e Bouzada falaram categoricamente "esse jogo é muito fácil", "não pode ser assim, tem alguma regra errada". No meio do jogo, o Bouzada soltou um "é, o jogo não é tão simples quanto parece". No final do jogo, eu morri, fui ressuscitado só para pegar um monstro que tira 1 QI e com o tabuleiro cheio, perdia mais um QI e morri sem nem jogar. Filipe morreu também, o tabuleiro tinha 12 fantasmas (o máximo) e 4 com capacidade para assombrar nossa vila (sendo que um tile já estava assombrado e com 3 a gente morria). Em suma, era só escolher como iríamos perder. Não chegamos nem a ver o Wu-Feng Incarnation.